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Posts Tagged ‘papinha de frutas’

Estudo realizado por duas universidades brasileiras, em 2007,  apontou que o fator mais fortemente relacionado com a ocorrência de anemia entre crianças de 06 a 12 meses, de baixa renda, não era a ingestão diminuída de carne vermelha, mas a baixa ingestão de frutas ao dia.

“O ácido ascórbico melhora a absorção de ferro por facilitar a redução dos íons de ferro a ferro ferroso, que é mais solúvel. Ele também inibe a formação de complexos insolúveis de ferro que prejudicam a absorção desse mineral”, explicam os autores.

“Se na população estudada a ingestão de fruta ocorresse perto das refeições, isso poderia contribuir para uma maior biodisponibilidade do ferro consumido”, concluiram.

Fonte:

Fatores de risco para anemia em lactentes – Silva DG – Jornal de Pediatria (Rio J.) 2007;83(2):149-56.

Foto: Lancachire Life

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O INICIO DAS PAPINHAS DO BEBÊ

Como ordenhar e armazenar o leite materno

Baixe aqui: GUIA ALIMENTAR PARA CRIANÇAS MENORES DE 02 ANOS – OMS/OPAS

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A alimentação complementar deve ser iniciada aos 6 meses de idade, com a oferta de papinhas de frutas naturais ou legumes.

Escolha um dia e ofereça uma fruta raspada, amassada ou para que o bebê pegue com as mãozinhas e leve à boca (BLW – Baby Led Weaning), no meio da tarde (se em amamentação, quando são oferecidas apenas 3 refeições ao dia) . Bebês em aleitamento artificial iniciam com a fruta no meio da manhã. 

BLW

Uma rápida introdução: Corte a fruta em pedaços grandes, de preferência retire a casca (celulose pode acelerar funcionamento dos intestinos e afetar ganho de peso). Fique de olhos bem abertos. Realize o método apenas se sentir segurança, mas saiba que dificilmente ocorre engasgos, devido mecanismo realizado pelo bebê que impulsiona o alimento para fora. 

Como fazer

Varie as frutas em intervalos de dois a três dias. Observe se o bebê não apresenta alguma reação. Atente para dor de barriga, irritação, muito choro, manchas na pele, assaduras ou fezes moles…

Após cerca de uma semana, comece a oferecer papinha “salgada” na hora do almoço.

Não ofereça sucos de frutas ao bebê dessa idade.

Sua capacidade gástrica ainda é muito pequena, e comporta apenas o estritamente necessário para sua nutrição. E porque não precisa, de líquidos basta o leite (seja materno, seja artificial).

Se mesmo assim, ainda não se convenceu de que bebês menores de 1 ano não precisam de sucos e outros alimentos diluídos, saiba que é importante que se acostume ao  sabor natural das frutas, que possuem açúcar e são doces por natureza.

Para saber quanto dar de água aos bebês, amamentados ou não, veja aqui:
Quanto dar de água ao bebê e crianças maiores

As primeiras papinhas de frutas devem ser oferecidas pela manhã, aos bebês em aleitamento artificial.

Ao iniciar as refeições principais, almoço e jantar, bebês em aleitamento artificial devem receber um pedaço de fruta rica em vitamina C, para melhor absorção do ferro), caso não recebam suplementação desse mineral.

Para oferta de água, inicie com o copinho de transição nessa fase.

Veja aqui:

NO COPINHO É BEM MELHOR!!

Para bebês em aleitamento materno exclusivo, a primeira papinha deve ser oferecida no almoço ou meio da tarde.

Não há “lanche” para bebês amamentados ao peito.

O leite materno é nutricionalmente superior às frutas ou legumes, em quantidade e qualidade, especialmente nessa fase.

A água não é necessária, pois o leite materno além de fornecer todos os nutrientes, hidrata satisfatoriamente.

Então, resumindo:

Inicie a alimentação complementar com frutas raspadas ou amassadas, oferecidas em colher de silicone (evite as de metal que são frias e duras o suficiente para incomodar o bebê), ou BLW.

Frutas indicadas para a primeira fase:

Banana, mamão, maçã, pera, caqui, melão, manga…

Escolha apenas frutas naturalmente doces, evite as que necessitam da adição de açúcar.

As primeiras papinhas salgadas

Após praticamente seis meses tomando apenas leite, materno ou artificial, é chegada a hora de o bebê conhecer novos alimentos.

As papinhas salgadas devem ser oferecidas de forma gradativa, com paciência e em ambiente agradável.

Procure deixar o bebê seguro e confiante.

Monte um cardápio com horários e intervalos, sempre priorizando o aleitamento materno, que segue em livre demanda mesmo após as refeições. 

Lembre-se que seu bebê é um bebê, e precisa não apenas conhecer os alimentos mas, principalmente, é necessário observar as possíveis reações adversas que pode ter ao ser exposto a algum deles (cólicas, agitação, alergias ou intolerâncias…).

Procure amassar com garfo ou utilize um amassador de batatas, desses de preparo de purês.

Evite o liquidificador.

Muitos bebês, após 1 ano, apresentam dificuldades de mastigação por terem iniciado com alimentos diluídos batidos em liquidificador.

A regra para a combinação dos alimentos e elaboração das papinhas após o período inicial  (por volta de 1 mês a 40 dias do começo), é a seguinte:

1 – Energéticos: responsáveis pelo fornecimento da energia necessária para o crescimento e as atividades diárias da criança. Também auxilia no metabolismo da proteína.

Arroz, batata, mandioquinha, cará, inhame, batata-doce, mandioca, fubá…

2 – Construtores: ricos principalmente em proteínas, são responsáveis pela multiplicação das células.

Leguminosas, ervilha, lentilha, feijão (caldo) ou grão-de-bico e carnes (caldo)…

3 – Reguladores: regulam os processos bioquímicos do organismo, aumentam a resistência imunológica e fornecem fibras.

Alface, abóbora, brócolis, cenoura, couve, escarola, chuchu, abobrinha, vagem, quiabo…

Procure variar as verduras, com o uso de acelga, alface, agrião, chicória, catalonia, couve…

O Jantar

Assim que o bebê estiver comendo bem a papinha do almoço, e mais o lanche do meio da manhã (bebês em aleitamento artificial), comece a dar também o lanche no meio da tarde e, posteriormente, o jantar.

No jantar, deve-se oferecer o mesmo do almoço.

Porém, isso não quer dizer que deva requentar a comida dada anteriormente.

Alimentos deixados em geladeira, perdem valores nutricionais e podem causar problemas digestivos.

Evite sopas diluídas, faça as papinhas em consistência pastosa

Evite

Ovo: Não é necessário nessa fase. Proteínas adquiridas pelo ovo são obtidas pela amamentação ou consumo da fórmula artificial. Leite materno já possui albumina.

Caso decida oferecer ovo porque ajuda a evitar alergia a ele: Isso não é verdadeiro. Não há comprovação cientifica, sem conflito de interesses,  de que bebês expostos à proteínas alergênicas antes de 01 ano, ou após, não apresentaram reações a essas substâncias.

Se oferecer mesmo assim: no inicio, fracione a gema e ofereça. Evite o ovo inteiro, pois albumina da clara, assim como o cálcio, compete com ferro das refeições principais.

Leite da vaca integral: pode acarretar em anemia ferropriva.
Não confunda leite de vaca integral com fórmulas lácteas. São produtos diferentes.

Produtos industrializados: pelos aditivos químicos em quantidades muito superiores ao que um bebê pode suportar, além de açúcar refinado, xarope de milho, adoçantes artificiais e nutrientes também em quantidades superiores ao que um bebê deve ingerir ao dia, como o sódio. 

Temperos industrializados: contêm glutamato monossódico, excesso de sódio, corantes, etc.

Carnes de qualquer espécie: Não há qualquer necessidade de carnes para bebês que estão iniciando a alimentação complementar. Os leites materno e artificial suprem as necessidades de  proteínas e ferro necessárias ao dia.

Considere ainda suplementação e reservas hepáticas de vitamina B12 e ferro, que se estendem até próximo dos 08 meses.

Baixe aqui:

Guia alimentar para crianças menores de dois anos.
OMS/OPAS

Os dez passos da alimentação saudável para crianças menores de 2 anos

Papinhas – o que é bom saber / Alimentação infantil até 2 anos

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