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Posts Tagged ‘intolerante á lactose’

No blog Eu, meus filhos e a alergia alimentar, a Ana Alice narra um pouco do que é a vida das mães de crianças alérgicas no Brasil.

Complicada…bem complicada!

Outro dia, pesquisando sobre leite de vaca nas carnes (sim! Nas carnes de bovinos!), descobri que utilizam leite de vaca fermentado como substituto aos nitratos.

E muitas lanchonetes fast food (grandes redes), misturam soja na carne do hamburguer.

Trocam seis por meia dúzia e não nos avisam!

Imaginem como ficam as mães de crianças alérgicas (ao LV, á Glúten, á Albumina, á Soja, etc), que á cada refeição vê-se com o filho, ou filha, vomitando aos cântaros, engasgando, com coceiras ou eczemas pelo corpo… apenas porque comeu um bifinho no almoço!

Enfim, se é difícil da porta para dentro, imaginem como é da porta para fora!

http://www.dropyourallergies.com

… Enquanto isso na escola…

A primeira coisa que deve saber é: o que eu espero da escola? Claro, você nunca vai achar uma escola boa se não sabe o que esperar dela…
O que eu buscava: Uma escola em que ele pudesse levar o lanche de casa, e que não trocasse lanche com os colegas, e que alguém deveria cuidar dessa hora do lanche…

Comecei a peregrinação… olhei 08 escolas, sim, foram 08!

E até chegar na ideal ouvi muitas abobrinhas, em duas que eu disse que o filho era alérgico o tour pela escola acabou alí, as apresentadoras disseram literalmente que a escola não teria estrutura para cuidar dele.

Uma muito renomada me peguei discutindo com a PSICOPEDAGOGA, que fez questão de me dizer seu título antes da visita, o diálogo foi assim:

… e o que vocês ensinam na culinária?

Pão de queijo, brigadeiro…

e eu: Ah, mas não tem como ensinar coisas mais adequadas pra idade e que ele possa participar, gelatina, saladas de frutas, pão sem leite…

Você quer mudar o cardápio da escola por causa do seu filho? O que eu recomendo é que ele FALTE nas aulas de culinária…

…mas todas as aulas?? E teria desconto???

Ah você quer demais!!! e eu… deixa ver seu eu entendi, você quer que toda aula de culinária meu filho falte por que ele não pode comer nada com leite…

e a resposta: É, por que isso não é um problema da escola…

e o fim da conversa…

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Se não é problema da escola, deveria começar a ser, oras bolas!

E essa ignorância segue em escolas (geralmente particulares), hospitais (públicos e particulares), creches em geral, etc., etc..

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Para ajudar na identificação, coloque etiquetas como essas da names2glue nos pertences de seu filho ou filha.

Onde for, tenha sempre declarado que é alérgico, ou alérgica.

Para saber mais:

Alergia ao leite / intolerância e dermatite atópica na infância

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Muitas pessoas com filhos intolerantes á lactose acreditam que a dieta de exclusão do leite de vaca deva ser total, quando é assim apenas em termos.

Pessoas intolerantes podem consumir alimentos probióticos que possuem LV entre os ingredientes, como iogurte ou kefir, e também certos queijos que perdem lactose durante a produção, desde que em pequena quantidade.  Se tiver acompanhamento profissional para definir as porções diárias, melhor.

Entretanto, não dê qualquer tipo de queijo, ou permita abusarem das pizzas recobertas por produtos de procedência questionável. Alguns queijos possuem um tanto á mais de lactose que outros.

Já os probióticos, como kefir e iogurte, promovem o crescimento de bactérias benéficas ao organismo e ainda servem de substrato para o crescimento da flora não patogênica.

São responsáveis por fortalecer o sistema imunológico, auxiliar na síntese de vitaminas e sais minerais,  e na digestão de carboidratos.

E mais:  tem ação comprovada na prevenção de infecções intestinais, infecções bacterianas agudas (diarréia) e infecções bacterianas crônicas (H. pylori).

Portanto, procure primar pela qualidade do probiótico que vai oferecer ás crianças, e cuidado com a quantidade.

Evite alimentos industrializados com excessos de açúcar (grande parte), corantes e outros aditivos químicos, especialmente para menores de 2 anos. Muitos probióticos industrializados recebem leite integral ou desnatado para incrementar o sabor.

Faça receitas simples utilizando iogurte natural + frutas doces. Basta bater ou misturar, e pronto!

Veja aqui: Receitas de “Queijos” sem leite de vaca


Para entender a Intolerância á lactose:

Para ser absorvida pelo intestino, a lactose necessita ser quebrada em porções menores por meio da ação de uma enzima chamada lactase.

Tal enzima fica na superfície da mucosa intestinal.

Quando há deficiência da lactase, mesmo que parcial, as quantidades de lactose ingeridas por meio do leite não são hidrolisadas e permanecem intactas no intestino delgado, atraindo água para a região e provocando dores e edemas.

A lactose não absorvida passa, então, para o intestino grosso.

Ali é metabolizada pelas bactérias (fermentação), atraindo ainda mais água.

O resultado são mais dores, edemas, flatulência e diarréia, além de a digestão e a absorção de outros nu- trientes ficarem comprometidas.
O tratamento para o problema consiste em limitar a ingestão de lactose ao limite de tolerância do paciente.

Muitas pessoas podem tolerar a quantidade de lactose existente em 1/2 xícara de leite (6g de lactose) por dia, algumas podem suportar de 120 a 240ml por dia.

Esta combinação favorece a chegada gradual da lactose ao jejuno (porção média do intestino delgado) para ser digerida.

Há pessoas, porém, cujo nível de intolerância é tal que precisam de uma dieta sem nada de lactose.

Por isso, é preciso examinar cuidadosamente os rótulos de pães, bolos, biscoitos, margarinas e outros alimentos industrializados antes de consumi-los.

É fundamental verificar se em sua composição de nutrientes existe leite ou produtos lácteos. Se houver, a pessoa deve ficar distante deles.

Produtos fermentados de leite, como o iogurte, são tolerados por intolerantes.

Também queijos como o Cottage possuem baixo teor de lactose.

Mas o consumo dos chamados queijos macios deve ser feito com cuidado, pois a lactose é usada no processo de cremificação de alguns deles.

É preciso a mesma atenção com as carnes industrializadas, pois elas podem conter leite em pó como agente ligante.

Até com remédios é preciso cautela. A indústria farmacêutica utiliza com freqüência a lactose na composição de medicamentos.

Texto completo na Comunidade Virtual de Doenças Inflamatórias do Intestino

Porcentagens de lactose em alguns tipos de queijos:

  • Gorgonzola: 0,0 – 2,5%
  • Brie: 0,0 – 2,0%
  • Camembert: 0,0 – 1,8%
  • Cheddar: 0,0 – 2,1%
  • Edam: 0,0 – 1,4%
  • Gouda: 0,0 – 2,2%
  • Muenster: 0,0 – 1,1%
  • Parmesão: 0,0 – 3,2%
  • Provolone: 0,0 – 2,1%

Intolerância à Lactose: Mitos e Realidade

Genética da Produção da Lactase e a Hipótese Histórico-Cultural de Tolerância à Lactose na Vida Adulta

Os mecanismos do controle da produção da Lactase tem sido profundamente debatidos ao longo dos anos por antropólogos, cientistas sociais, historiadores, cientistas e médicos.

Alguns pesquisadores, baseados em estudos de regulação genética nas bactérias, argumentavam nos anos 1960 que a Lactase era uma enzima induzível pela presença do substrato, ou seja, que a produção da Lactase acreditava-se ser estimulada pela presença da LACTOSE.

Baseando-se nesta visão, as populações que não utilizavam o Leite na vida adulta perdiam a capacidade de produzir a Lactase, enquanto que aqueles grupos que consumiam o Leite e seus subprodutos conservavam a capacidade de produzir a Lactase.

Entretanto, estudos bioquímicos colocaram em dúvida esta hipótese, e investigações realizadas com grupos de famílias demonstraram que a produção da Lactase é controlada por um gene autossômico dominante localizado no cromossoma 2.

A intolerancia á lactose costuma atingir determinadas etnias mais que outras.

Algumas raças possuem deficiência congênita na produção da enzima de digestão do LV (lactase).

Estudo americano alega que 2/3 da população mundial possui essa deficiência.

No Brasil, uma pesquisadora afirma que o número é de 1/3 da população.

Pessoas de raça amarela (comopor ex.: hindus, esquimós, chineses, tailandeses, filipinos, indios brasileiros e americanos), raça negra, mexicanos e árabes também possuem essa dificuldade.

Já brasileiros de origem européia, europeus e porto-riquenhos possuem maior tolerância.

Mais:

Dermatite atópica, alergia ao leite e intolerância á lactose

PARA DIARRÉIA: PROBIÓTICOS!

ALIMENTOS FERMENTADOS: Muito além dos iogurtes!

KEFIR E IOGURTE CASEIRO

FONTES

Gastroenterologia pediátrica e nutrição

Alergia e Intolerância ao Leite de Vaca (Universidade de Viçosa/ Depto. de Tecnologia de Alimentos

Guia de alimentação infantil – com dicas de cuidados para crianças especiais (2003/Ed. Ground)

Revista ABCD em Foco (Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn)

Texto em: Intolerância á lactose e colite ulcerativa (Biblioteca Virtual em Saúde -_BVS)

A Importância do Diagnóstico da Intolerância à Lactose na Prática Pediátrica (Revista Nutrição em Pauta)

Efeitos dos probióticos na saúde e auxiliares na intolerância á lactose (Eroni Lupatini – Nutricionista)


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