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Posts Tagged ‘intolerância á lactose’

Muitas pessoas com filhos intolerantes á lactose acreditam que a dieta de exclusão do leite de vaca deva ser total, quando é assim apenas em termos.

Pessoas intolerantes podem consumir alimentos probióticos que possuem LV entre os ingredientes, como iogurte ou kefir, e também certos queijos que perdem lactose durante a produção, desde que em pequena quantidade.  Se tiver acompanhamento profissional para definir as porções diárias, melhor.

Entretanto, não dê qualquer tipo de queijo, ou permita abusarem das pizzas recobertas por produtos de procedência questionável. Alguns queijos possuem um tanto á mais de lactose que outros.

Já os probióticos, como kefir e iogurte, promovem o crescimento de bactérias benéficas ao organismo e ainda servem de substrato para o crescimento da flora não patogênica.

São responsáveis por fortalecer o sistema imunológico, auxiliar na síntese de vitaminas e sais minerais,  e na digestão de carboidratos.

E mais:  tem ação comprovada na prevenção de infecções intestinais, infecções bacterianas agudas (diarréia) e infecções bacterianas crônicas (H. pylori).

Portanto, procure primar pela qualidade do probiótico que vai oferecer ás crianças, e cuidado com a quantidade.

Evite alimentos industrializados com excessos de açúcar (grande parte), corantes e outros aditivos químicos, especialmente para menores de 2 anos. Muitos probióticos industrializados recebem leite integral ou desnatado para incrementar o sabor.

Faça receitas simples utilizando iogurte natural + frutas doces. Basta bater ou misturar, e pronto!

Veja aqui: Receitas de “Queijos” sem leite de vaca


Para entender a Intolerância á lactose:

Para ser absorvida pelo intestino, a lactose necessita ser quebrada em porções menores por meio da ação de uma enzima chamada lactase.

Tal enzima fica na superfície da mucosa intestinal.

Quando há deficiência da lactase, mesmo que parcial, as quantidades de lactose ingeridas por meio do leite não são hidrolisadas e permanecem intactas no intestino delgado, atraindo água para a região e provocando dores e edemas.

A lactose não absorvida passa, então, para o intestino grosso.

Ali é metabolizada pelas bactérias (fermentação), atraindo ainda mais água.

O resultado são mais dores, edemas, flatulência e diarréia, além de a digestão e a absorção de outros nu- trientes ficarem comprometidas.
O tratamento para o problema consiste em limitar a ingestão de lactose ao limite de tolerância do paciente.

Muitas pessoas podem tolerar a quantidade de lactose existente em 1/2 xícara de leite (6g de lactose) por dia, algumas podem suportar de 120 a 240ml por dia.

Esta combinação favorece a chegada gradual da lactose ao jejuno (porção média do intestino delgado) para ser digerida.

Há pessoas, porém, cujo nível de intolerância é tal que precisam de uma dieta sem nada de lactose.

Por isso, é preciso examinar cuidadosamente os rótulos de pães, bolos, biscoitos, margarinas e outros alimentos industrializados antes de consumi-los.

É fundamental verificar se em sua composição de nutrientes existe leite ou produtos lácteos. Se houver, a pessoa deve ficar distante deles.

Produtos fermentados de leite, como o iogurte, são tolerados por intolerantes.

Também queijos como o Cottage possuem baixo teor de lactose.

Mas o consumo dos chamados queijos macios deve ser feito com cuidado, pois a lactose é usada no processo de cremificação de alguns deles.

É preciso a mesma atenção com as carnes industrializadas, pois elas podem conter leite em pó como agente ligante.

Até com remédios é preciso cautela. A indústria farmacêutica utiliza com freqüência a lactose na composição de medicamentos.

Texto completo na Comunidade Virtual de Doenças Inflamatórias do Intestino

Porcentagens de lactose em alguns tipos de queijos:

  • Gorgonzola: 0,0 – 2,5%
  • Brie: 0,0 – 2,0%
  • Camembert: 0,0 – 1,8%
  • Cheddar: 0,0 – 2,1%
  • Edam: 0,0 – 1,4%
  • Gouda: 0,0 – 2,2%
  • Muenster: 0,0 – 1,1%
  • Parmesão: 0,0 – 3,2%
  • Provolone: 0,0 – 2,1%

Intolerância à Lactose: Mitos e Realidade

Genética da Produção da Lactase e a Hipótese Histórico-Cultural de Tolerância à Lactose na Vida Adulta

Os mecanismos do controle da produção da Lactase tem sido profundamente debatidos ao longo dos anos por antropólogos, cientistas sociais, historiadores, cientistas e médicos.

Alguns pesquisadores, baseados em estudos de regulação genética nas bactérias, argumentavam nos anos 1960 que a Lactase era uma enzima induzível pela presença do substrato, ou seja, que a produção da Lactase acreditava-se ser estimulada pela presença da LACTOSE.

Baseando-se nesta visão, as populações que não utilizavam o Leite na vida adulta perdiam a capacidade de produzir a Lactase, enquanto que aqueles grupos que consumiam o Leite e seus subprodutos conservavam a capacidade de produzir a Lactase.

Entretanto, estudos bioquímicos colocaram em dúvida esta hipótese, e investigações realizadas com grupos de famílias demonstraram que a produção da Lactase é controlada por um gene autossômico dominante localizado no cromossoma 2.

A intolerancia á lactose costuma atingir determinadas etnias mais que outras.

Algumas raças possuem deficiência congênita na produção da enzima de digestão do LV (lactase).

Estudo americano alega que 2/3 da população mundial possui essa deficiência.

No Brasil, uma pesquisadora afirma que o número é de 1/3 da população.

Pessoas de raça amarela (comopor ex.: hindus, esquimós, chineses, tailandeses, filipinos, indios brasileiros e americanos), raça negra, mexicanos e árabes também possuem essa dificuldade.

Já brasileiros de origem européia, europeus e porto-riquenhos possuem maior tolerância.

Mais:

Dermatite atópica, alergia ao leite e intolerância á lactose

PARA DIARRÉIA: PROBIÓTICOS!

ALIMENTOS FERMENTADOS: Muito além dos iogurtes!

KEFIR E IOGURTE CASEIRO

FONTES

Gastroenterologia pediátrica e nutrição

Alergia e Intolerância ao Leite de Vaca (Universidade de Viçosa/ Depto. de Tecnologia de Alimentos

Guia de alimentação infantil – com dicas de cuidados para crianças especiais (2003/Ed. Ground)

Revista ABCD em Foco (Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn)

Texto em: Intolerância á lactose e colite ulcerativa (Biblioteca Virtual em Saúde -_BVS)

A Importância do Diagnóstico da Intolerância à Lactose na Prática Pediátrica (Revista Nutrição em Pauta)

Efeitos dos probióticos na saúde e auxiliares na intolerância á lactose (Eroni Lupatini – Nutricionista)


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Centro di Allergologia, Clinica Pediatrica III – Azienda Meyer, de Florença, Itlay.

Resumo

As reações adversas às proteínas do leite de vaca são geralmente indicadas como alergia ao leite de vaca / intolerância, porque não é possível a diferenciação com base em sintomas, e não há nenhum teste laboratorial confiável único disponível para o diagnóstico da APLV (alergia) ou CMPI (intolerância).

Eliminação do alimento da dieta, e testes de desafio para as proteínas do leite de vaca utilizando critérios de diagnóstico rigorosos e bem definidos , são necessários para o diagnóstico da APLV / CMPI.

A dermatite atópica (DA) é um dos sintomas mais comuns da CMPA / CMPI.

Aproximadamente um terço das crianças com dermatite atópica possui diagnóstico de APLV / CMPI de acordo com a dieta de eliminação e testes de provocação, e cerca de 40-50% de crianças menores de 1 ano de idade com CMPA / CMPI possuem dermatite atópica.

Muitas crianças que se curam de dermatite atópica podem desenvolver outras doenças alérgicas, como rinite ou asma.

Veja mais:

Queijos e iogurtes para intolerantes á lactose

FONTE:

U.S National Library of Medicine / National Institutes of Health

Read Full Post »

downloadPassei tantos anos acreditando que encontraria cálcio apenas em um copo de leite de vaca e derivados, que senti um grande receio ao pensar que aquilo teria que mudar.

Por “força das circunstâncias”, sacudi o comodismo preso em latas de leite em pó, e fui á caça desse mineral tão importante para o crescimento de um bebê.

Ainda estava presa áquela certeza de que o encontraria apenas em outro leite, que não o das vacas. Assim, passei a coletar informações necessárias sobre tipos de leite, e intolerância á lactose.

A ficha ainda não havia caído…

Ué?! Então existe mesmo cálcio fora do leite de vaca?

Era difícil de acreditar…ainda mais porque para onde me virasse ouvia a afirmação como verdade absoluta, vinda também de profissionais de saúde e nutrição.

Foi preciso que as indústrias começassem a lançar produtos na linha “sem lactose”, no país, para que se descortinasse o véu das alergias e intolerâncias.

Com o crescente número de bebês tratados por refluxo gastroesofágico, cólicas, constipação severa, ou diarreias constantes, enfim chegamos à nova era com a multiplicação de produtos afins. E isso foi ainda ontem.

Deixo as informações para que a democracia prevaleça. Façam suas escolhas.

Faça seu pedido: Veja opções ao leite de vaca no link abaixo

NEM SÓ DE LEITE DE VACA VIVE O CÁLCIO

Receitas sem leite de vaca, sem ovos

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pressreader_comSubstitutos do leite de vaca, para quem precisa de outras opções, pelos motivos mais diversos:

Os Campeões em CÁLCIO

Leite Materno

A boa relação cálcio:fósforo presente no leite materno favorece a absorção do cálcio.

Outros:
Sementes de gergelim: 90 mg de cálcio em 1 colher de sopa (sementes com casca) 10 mg de cálcio em 1 colher de sementes descascadas

Amêndoas 1/3 de xícara  =   50 mg
Melado escuro 1 colher de sopa =  137 mg
Alga hijiki seca =  1/4 de xícara =  162 mg
Alga wakame seca = 1/4 de xícara = 104 mg
Homus (pasta árabe de grão de bico) 1/2 xícara=   81 mg
Quinoa  1 xícara =  50 mg
Tahine (pasta de gergelim) 2 colheres de sopa= 128 mg
Sementes de linhaça: 211 mg
Coentro desidratado : 788 mg
Folha de caruru crua: 455 mg
Alfavaca : 258 mg
Manjericão:  211 mg
Couve refogada : 177 mg
Agrião:  133 mg

Mostarda:  68 mg
Brócolis : 51mg    Cozido: 86mg
Salsinha:  179 mg
Cebolinha:  80 mg
Abobrinha crua:  80 mg
Palmito: 58 g
Aveia: 48 mg
Leite de coco: 16 mg
Açaí: 22 mg
Manga haden: 22 mg
Laranja: 34 mg
Chicória: 45 mg

Veja ainda receitas de Leites vegetais” que podem ser utilizados em receitas de bolos, pudins, mousses, etc.

Leite de Gergelim

2 xícaras de água
4 colheres de sopa de sementes de gergelim
Deixe as sementes de molho na água por mais ou menos 3 horas.
No liquidificador, bata por 3 minutos. Coe. Dá para usar tb sementes de girassol sem as cascas.
 
Leite de Castanhas
1/2 litro de água fervendo
3 castanhas do pará
2 colheres de sopa de aveia
1 pitada de sal
 
Junte todos os ingredientes.
Deixe de molho por uma hora.
Bata tudo no liquidificador e coe.
 
Leite de arroz
1 xícara de arroz cru lavado
2 xícaras de água
Deixar de molho por 4 horas.
Bater por 2 minutos no liquidificador.
 
Leite de coco
Limpe 2 cocos médios.
Retire a polpa.
Pique e bata no processador ou liquidificador, com pouca água do próprio coco.
Transfira para um pano fino (tipo tule), ou uma peneira.
Esprema bem.
ou
Coloque o bagaço do coco em uma vasilha.
Misture com água.
Deixe de molho por 30 minutos.
A seguir, despeje em um pano ou coador.
Esprema bem.

Leite de Inhame
3 inhames
Água
Coco
Bata o inhame e o coco, com a água. 
Coe.

Foto: Juanita M. praticando relactação com seu filho adotivo.

Mais do mesmo:


Fontes

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