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Papinha de abóbora cozida no feijão

2 xícaras de feijão
1 chuchu
1 dente de alho
1/2 xícara de macarrão para sopinha (argolinha, letrinhas…)
1 xícara de água

Escolha o feijão (feijão preto, branco ou azuki). Deixe de molho.
Coloque para cozinhar. Quando estiver na metade do cozimento, acrescente na panela a abóbora, cortada em cubos médios.
Acrescente também o chuchu cortado da mesma forma.

Quando estiver pronto o feijão, retire os legumes cozidos e reserve.

Refogue o alho, sem dourar muito e queimar, e coloque um pouco do feijão cozido, mais o caldo, e 1 xícara de água. Deixe ferver, cozinhando o macarrão, por cerca de 4 a 5 minutos.

Quando estiver macio, acrescente os legumes que estavam reservados.

Amasse tudo com o garfo.
Se o bebê ainda não consegue comer macarrão, faça um creme de macarrão e coloque por cima dos alimentos amassados.

Atenção: Ao incluir beterraba nas receitas, cozinhe separadamente, descarte a água, e depois junte com os outros ingredientes. Beterraba possui nitratos e oxalatos que inibem absorção do ferro não-heme (dos vegetais)

k15021707Papinha de berinjela com painço

1 berinjela cortada em cubinhos pequenos com a casca (lave bem com escovinha e esterilize, se precisar)
1/2 dente de alho
5 colheres de sopa de painço, lavados e escorridos
1/2 copo de águaRefogue o alho até dourar.
Coloque as beringelas. Mexa bem e junte o painço.
Tampe e deixe cozinhar até ficar tudo macio. A beringela vai derreter.
Salpique um um mínimo de orégano no final.
Amasse.
 
Purê de inhame
1/2 kg de inhame (lavado com escovinha)
1 copo de leite de aveia ou amêndoas, castanhas, coco…
(procure pelos oleaginosos, que substituem a gordura dos óleos)Cozinhe os inhames com a casca até que fiquem macios.
Descasque e amasse no espremedor de batatas.
Acrescente o leite de aveia aos poucos, mexendo bem.
Amasse até o ponto adequado.
Purê de inhame com couve
1 xícara de purê de inhame
folhas de couve manteiga
1 colher de café de missôFaça o purê de inhame. Deixe esfriar.
Bata uma parte no liquidificador, com a couve, até formar um creme.
Depois, misture o missô para temperar.
Cbarley2evadinha com Quiabo ou Vagem
1 xícara de cevadinha
1 pitada de sal
1/2 xícara quiabo ou Vagem picada
ÁguaCozinhe a cevadinha. Após 10 minutos acrescente o quiabo ou a vagem.
Coloque uma pitada de sal.Tempere com ervas frescas (após desligar o fogo): nirá, salsinha, coentro ou cebolinha, sempre em pequeníssimas quantidades (cerca de 1 colher de café para menos).
Mais receitas, com cevadinha, arroz, quinoa, etc., entre na página:

Receitas Primeiras Papinhas do bebê

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Todos os dias, produzimos entre 0,5 l  a 1,5l de gases.

Uma parte vem do ar que engolimos diariamente (ao comer, beber, falar ou respirar). A outra,  vem de uma combinação mais complexa.

Nos nossos intestinos habitam tantas bactérias quanto cabem,  se alimentando dos nutrientes que ingerimos.

Esses micro-organismos pagam hospedagem produzindo nutrientes benéficos para absorção de alimentos no nosso corpo, e defendem o terreno onde vivem, evitando que bactérias nocivas se instalem.

O intestino delgado não é capaz de absorver determinados carboidratos,  devido a ausência da enzima α-galactosidase.

Esses açúcares vão para o intestino grosso, onde estão alguns trilhões dessas bactérias.

Ali, liberam enxofre,  que se junta com hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, mais dióxido de carbono e metano dos nossos gases “naturais”,  deixando aquele odor característico da Flatulência.

Eliminamos parte dos nossos gases silenciosamente, em cerca de 15 flatos (em latim, sopros) diários,  durante o sono ou quando evacuamos.

Mas quando passam da conta, e chegam poluindo o ambiente, pode ser resultado de má absorção de carboidratos, ou aumento da atividade bacteriana local.

Carboidratos líderes na fomação de gases:

Rafinose

Feijões, lentilhas, ervilhas, brócolis, repolho…

Lactose

Açúcar do leite de vaca (e derivados).

Frutose

Cebola, pêra

Sorbitol

Frutas como maçã, pêra, pêssego e ameixas secas

Amidos

Batatas, trigo, macarrão, batata-doce

(O arroz é o único amido que não produz gases)

Fibras solúveis

Maioria das frutas muito doces, aveia, feijões, ervilhas

Mais:

Açúcar refinado (considere também o açúcar dos alimentos e sucos industrializados para crianças) , doces em geral, couve-flor, ovos, milho, cevada, queijos, sorvetes (pela gordura trans, oucreme de leite + leite), alimentos com lactose como pães, cereais e molhos para salada, sucos industrializados, alimentos com sorbitol como os dietéticos, balas e gomas sem açúcar.

A alimentação do bebê e os gases

Quando dar feijão para o bebê?

Se o seu bebê tem prisão de ventre, cólicas ou gases, evite as leguminosas como os feijões, que são ricas nos açúcares campeões de flatulência: a rafinose e a estaquiose. Para diminuir seus efeitos, siga a tradição: horas de molho e cozimento demorado.

Veja aqui uma explicação mais detalhada: Por que o feijão causa flatulência / Eduardo Canto (Ciências naturais -aprendendo com o cotidiano – Editora Moderna)

A fama da batata- doce

A digestão da batata-doce é mais demorada, favorecendo a fermentação no intestino grosso, devido ao amido de sua composição. Siga o procedimento abaixo, para diminuir seus efeitos desagradáveis. E oferte aos menores de 1 ano com moderação.

Batatas

Após cortar, deixe por alguns minutos de molho em água. Depois, despreze. Assim, retira parte do amido que pode prejudicar a digestão.

Cuidado com a carne vermelha…

De início, oferte apenas o caldo. A carne vermelha é de difícil digestão, lenta mesmo. Não tem fibras, e se for gorda é banquete para bactérias. Acabam por aumentar a flatulência.

… E  com as gorduras

especialmente das frituras,embutidos e carnes gordas.

Outros motivos:

Obesidade e comilança compulsiva, falar durante as refeições, não mastigar os alimentos, tomar líquidos quentes (café, chás, sopas), uso de canudinho para bebidas, respirar pela boca, intolerância á lactose ou ao gúten, bebidas gasosas…

Quando não recebem o tipo certo de alimentos, as bactérias ficam irritadas, e atacam as paredes dos intestinos, causando constipação e indigestão. (Professor Lars Munck/Universidade de Copenhagen)

Como controlar:

Cuide da flora intestinal após tratamentos com antibióticos, ou episódios de diarréia.

Utilize probióticos, de preferência os não industrializados.

Veja aqui: Alimentos fermentados: muito além dos  iogurtes!

Investigue doenças ocasionadas por deficiências enzimáticas como a intolerancia á lactose, ao gluten ou á sacarose.

Peça ao médico para investigar parasitose, também em adultos e idosos. Vermes como a giárdia tornam nosso organismo deficiente de algumas enzimas.

Evite refrigerantes e bebidas gasosas

Elimine os gases dos alimentos. Deixe de molho (grãos), hidrate (farelos e sementes), cozinhe por mais tempo ou GERMINE.

Para aliviar as dores:

Tente o costumeiro “deitar de bruços”.

Se não der certo, e as dores persistirem, massageie a barriga suavemente, em movimentos circulares, começando do lado esquerdo para o direito, terminando no esquerdo, abaixo do umbigo.

Faça “passinhos”, com as pontas dos dedos. Vai sentir as bolhinhas se movimentando no seu abdômem. Encaminhe para a saída (do lado esquerdo, sentido descendente, apenas depois de seguiros passos acima.

Também nos jovens adultos e idosos,  uma massagem pode levar ao caminho do alívio, e da cura.

Para os bebês, a massagem milenar indiana, conhecida por aqui como Shantalla, resolve á beça.

O link para o vídeo com a própria fazendo massagens em seu bebê, está aqui, é só clicar:

Cólica e prisão de ventre… ninguém merece!

Se o seu bebê é um golfador, ou tem sempre um ronquinho em algum lugar do corpo, ajude-o com um exercício fácil de respiração.  Aquele mesmo,
“aspire…inspire…aspire…inspire…”

Apenas mais um toque: coloque as mãos espalmadas, com o dedos para baixo, sobre a barriga. Deixe assim, quieta, por alguns segundos, retire, coloque novamente.

Ajuda mesmo na hora em que o “mardito” fica naquele sai e não sai, e os gases começam a uivar dentro de você. Ensinei meu filho a fazer esse toque. Logo ouço um “‘tá saindo, manhê! ” (hahaha).

Para crianças com necessidades especiais, os cuidados são mais intensos. Caso use fraldas, abra e empurre as pernas levemente de encontro ao abdome, algumas vezes.

Faça massagens diárias, para incentivar a movimentação dos órgãos.

Passe pomada de calêndula ou óleo de amêndoas na saída, com delicadeza, e a ajuda de um cotonete.

Estimule a evacuação emitindo onomatopéias como “rrrãaaammm” e as outras todas que usa na hora H. Lembre-se de respirar com uma mulher no parto. Aqui, costuma funcionar.

Cuide da alimentação!

Bactérias alteradas podem machucar as paredes dos intestinos, provocar gases, dores e constipação.

Já falamos disso:

Orientações Médicas para constipação

Fontes

COMPOSTOS NUTRICIONAIS E FATORES ANTINUTRICIONAIS DO FEIJÃO COMUM – Revista – Arquivos Ciências da Saúde / Universidade Paranaense (UNIPAR)

BIODISPONIBILIDADE DE MINERAIS DAS FONTES LEGUMINOSAS – Revista Simbio-logias (Revista Eletrônica de Educação, Filosofia e Nutrição) / Unesp/campus Botucatu

FLATULÊNCIA E ERUCTAÇÃO / GASES – ABC da Saúde – Informações Médicas

BACTÉRIAS INTESTINAIS E SISTEMA IMUNOLÓGICO – O Mundo das leveduras /Laboratório de Microbiologia da UNESP – Campus Rio Claro

Ilustração e texto prof. emérito Lars Munck / Universidade de Copenhagen

Tem gente que não entende…

Demissão por flatulência

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Até mesmo quem torce o nariz para as “receitas da vovó”, vai ter que concordar comigo que,  em matéria de feijão, essa sabedoria popular sabe bem do que está falando.

Fonte de proteína, minerais, fibras, vitaminas e carboidratos, o feijão sustenta os mais pobres com suas qualidades, e agrada aos mais ricos por sua versatilidade.

Possui ainda aminoácidos essenciais, que combinados com os do arroz formam a refeição completa.

Porém, contém alguns antinutrientes em sua composição, e ainda substâncias que provocam a flatulência. E é aí que o conhecimento popular mostra a que veio.

Em algum século, em alguma parte do mundo, alguém descobriu que deixar feijão de molho por horas e horas, e depois cozinhar por mais horas e horas,  faz com que seu sabor fique bem melhor.

Mas, é bem provável que o costume se espalhou porque entre suas características principais, afasta o fator gases e as dores abdominais.

Muitos estudos comprovam a eficácia do método, que nasceu do instinto de sobrevivência.

Quer fazer um feijão gostoso, para agradar geral?

Então, anote aí:

Coloque de molho por, no mínimo, 5 horas. Troque a água vez ou outra. Depois despreze a água, lave e coloque para cozinhar.

Panela com água fria, fogo alto até ferver (após, deixe médio).

Para caprichar no sabor, na metade do cozimento, jogue a água fora e coloque outra, fria. Deixe em fogo alto. Ferveu, abaixe novamente até cozinhar.

Se for preciso colocar nais água, coloque mais da fria, nunca água quente. Ao  esquentar, a mesma coisa.

Água quente em grãos como feijão ou arroz, faz com que absorvam menor quantidade de água durante o cozimento. O arroz até fica mais soltinho, mas o feijão fica duro, não cozinha por dentro, parece esfarelar depois de pronto.

O feijão fica mais suculento quanto maior for o tempo que fica de molho. E o sabor fica mais acentudado.

O tempo de cozimento varia conforme a panela.  Em panelas sem pressão, cerca de 1h a 1h30.  Com pressão, diminui em 1/3.

Leia no  Livreto Educar da USP/SC sobre a história e uso da panela de pressão, e decida o que é melhor para sua família.

O Brasil é o maior produtor desse grão, que chegou em nossas terras muito antes dos portugueses, que tempos depois para cá trouxeram sua cara metade, o arroz.

Os índios o comiam com farinha de mandioca, mas não era ainda o que se pode chamar de um prato preferido.

Talvez pelos efeitos dos oligossacarídeos, que causam gases, ou dos fitatos, que enfraquecem seus poderes nutricionais.

Fitatos são a forma química do ácido fítico.

Entre suas características, a mais marcante é a propriedade de atrapalhar a absorção de nutrientes como cálcio, zinco, fósforo, ferro, cobre, e também algumas proteínas.

Formam complexos insolúveis, que diminuem a biodisponibilidade desses minerais.

O fitato tem também seu lado bom, descoberto mais recentemente, especialmente o de ser anticancerigeno. Porém, o feijão não é apenas fitato.

Para diminuir ou eliminar os efeitos dos fitatos, da lectina (outro antinutriente), e dos oligossacarídeos (promotores de flatulência),  nada como seguir a sabedoria popular, agora com comprovação científica (veja algumas fontes abaixo).

HISTÓRIA DA FEIJOADA

Espalhou-se por aí que a feijoada surgiu nas senzalas, com restos de carnes dadas aos escravos. Entretanto, a história é bem outra.

Pode até ter sido criada por uma escrava, enquanto trabalhava exaustivamente na cozinha da casa grande.

Contudo, a feijoada chegou por aqui através dos portugueses. Inspirada nos cozidos surgidos na Península Ibérica (Espanha e Portugal), após as tantas dominações que por lá ocorreram.

Os escravos brasileiros recebiam para comer apenas o necessário para a sobrevivência. Tinha feijão, sim. Mas era um feijão ralo e envergonhado de sua condição.

A alimentação dos degredados não passava de ” feijão bichado e angu mal cozido. Em outros casos, laranja, banana e farinha de mandioca”, conforme narra o pesquisador Eduardo Frieiro em seu livro Feijão, angu e couve –  ensaio sobre a comida dos mineiros.

Também pode germinar:

Veja no site do Projeto TERRAPIA da médica Maria Luiza Branco/FioCruz, como germinar feijão azuki ou moyashi.

FONTES:

Archivos Lationoamericanos de Nutrición

Compostos Nutricionais e fatores antinutricionais do feijão comum (Arq. Ciênc. Saúde Unipar, Umuarama, v.11, n.3, p. 235-246, set./dez. 2007)

Avaliação química, nutricional e fatores antinutricionais do feijão preto

Eduardo Frieiro – Feijão, angu e couve – a comida dos mineiros. Universidade de São Paulo, 1982.

Luís da Câmara Cascudo – História da alimentação no Brasil – Ed. Nacional, 1983

 



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