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Alfarroba – carob – é uma espécie de “chocolate” que só faz bem, desde que consumido conforme as recomendações de Paracelsus*. 

É naturalmente doce, e rica em vitaminas A, D e do complexo B, boa dose de cálcio, potássio, zinco, cobre, manganês e fibras, além de apenas 1/3 das calorias do chocolate tradicional.

A cocção de sua polpa serve para aliviar dores por gastrite ou úlcera, azia, diarreia ou refluxo gastroesofágico.

Suas fibras, aliadas á pectina, impedem que o conteúdo estomacal ácido retorne pela garganta, ocasionando em vômitos.

Pectina é uma espécie de gel solúvel em água, que protege o organismo de infecções bacterianas. Auxilia a digestão, ajuda a limpar e aliviar irritações estomacais, e do esôfago, e em tratamentos da diarreia. 

A alfarroba também tem lignanas, fitoestrógenos indicados na menopausa, que protegem contra o câncer.

São antivirais, antifúngicas, antibacterianas e anti-inflamatórias.

sementes de alfarrobaE cadê ela?

Típica das regiões mediterrâneas, é ainda pouco acessível por essas bandas. Entretanto, possui história de longa data.

Tudo começou há milhares de anos, na Mesopotâmia (atual Iraque), onde suas vagens eram utilizadas no preparo de sucos e doces.

Dali, foi para todo o Oriente Médio e norte da África, especialmente o Egito, onde, assim como na Grécia, servia de medicamento para infecções e distúrbios gástricos, tosse e problemas na garganta.

Os egípcios a utilizavam em casos de indigestão, diarreia ou azia, devido suas propriedades adstringentes, emolientes e purgantes no organismo humano. Aproveitavam ainda para fazer cola com sua goma e atar suas múmias.

Antes mesmo de o açúcar da cana ser “descoberto” pelo homem branco, a alfarroba já era utilizada como adoçante em larga escala.

E, assim como o açúcar da cana, foi moeda de troca em tempos passados.

Os espanhóis levaram as primeiras mudas para a América do Sul. Os ingleses a cultivavam na América do Norte, desde meados de 1800.

Em toda a Europa, as vagens da alfarrobeira são famosas por seu sabor naturalmente doce, e capacidade de deter a diarreia infantil.

Boa para os bebês… e também para os cães e gatos!!

Chocolate é feito de açúcar e cacau, que é rico em teobromina, uma substância similar á cafeína.

A teobromina afeta o sistema nervoso dos animais, provocando vômitos, diarreia, reações alérgicas, taquicardia, tremores, convulsões, coma e até morte. 

Os cães também possuem baixa produção de lactase, uma enzina importante para a digestão do leite de vaca. Por isso, podem apresentar sintomas como inchaço, vômitos e diarreias.

A alfarroba não depende da lactose do leite de vaca, utilizada para mascarar o sabor amargo do cacau.

E, por seu sabor adocicado, não são necessários outros açúcares ou adoçantes no preparo de seu chocolate.

FONTES:

Farinha de alfarroba para o tratamento de diarreia em bebês prematuros – PubMed – National Center for Biotechnology Information

Mondial Carob Group

Grupo Cão Amigo

* Paracelso : “A diferença entre o veneno e o remédio está na dose”.

Receitas

PureVege.comCobertura de alfarroba

75 g de óleo de coco
01 colher sopa açúcar
Baunilha em fava
6 colheres de sopa de alfarroba em pó
Misture os ingredientes, até formar uma pasta.

Cubra bolos, muffins, cupcakes, biscoitos, etc.

Trufas de alfarroba com hortelã

2 xícaras de alfarroba em pó
3/4 xícara de óleo de coco
2 colheres de sopa de óleo de hortelã
2 xícaras de tâmaras hidratadas (pode colocar de molho em água de coco)
1/4 xícara de melado
1/2 xícara de farinha de coco
Pitada de sal marinho

Passe todos os ingredientes em um processador de alimentos, ou liquidificador de alta velocidade.

Forme bolas, e role no pó de alfarroba.

Deixe na geladeira,  por cerca de 01 hora. Polvilhe com coco ralado ou alfarroba em pó.

72-carob-trufflesReceita >> rawfoodrecipe.com

Veja aqui>: Receitas

Ovos de Páscoa e Creme de alfarroba

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gingerPouca gente sabe que gengibre serve mais que para fazer quentão.

Por espantar o frio, acaba que é sempre lembrado apenas nessa época do ano.

Durante o período das grandes navegações, marinheiros de muitas viagens superavam  enjoos e náuseas comendo pedacinhos de gengibre.

E devia ser do bom, orgânico, asiático, 100% natural!!

Dizem que no Brasil chegou logo após o descobrimento, mas é bem capaz de já estar por aqui muito antes do homem branco.

Os índios o chamavam de mangaratiá.

Gengibre é “bão” pra…

Rejuvenescer, emagrecer, e outra “pá de coisa”.

Auxilia, ou até mesmo resolve: gripes, resfriados, tosse, dor de garganta e outras quizilas trazidas pelo frio.

Em compressas, alivia artrite, congestão nasal e cólicas menstruais, por ser anti-inflamatório.

Em países como o Japão, óleo de gengibre para massagens na coluna são o que há. Em conjunto com o inhame, é ideal para cataplasmas em casos de dores agudas.  

Segundo a medicina chinesa, serve para aquecer e equilibrar órgãos como baço, pulmões e estômago, e ainda controlar gases, falta de apetite e movimentos gástricos que levam a vômitos.

Que placebo que nada!!

As  qualidades terapêuticas dos óleos essenciais do gengibre são conhecidas há séculos.

Aliás, a OMS (Organização Mundial de Saúde)  reconheceu o fato, cientificamente falando, há décadas, e tornou o gengibre planta de uso oficial para náuseas, enjoos e outros problemas gástricos.

Um de seus componentes ([6]-gingerol), impede o crescimento de células cancerígenas nos intestinos.

Estudos realizados na Universidade de Michigan o colocam como potencial remédio para tratamento de câncer ovário.

Em WHO Monographs on Selected Medicinal Plants – Volume 1:

Usos descritos em farmacopeias e em sistemas tradicionais de medicina

Para tratamento da dispepsia, flatulência, cólicas, vômitos, diarréia, espasmos, e outras queixas de estômago.

Em pó é muito utilizado para tratamento de constipações e gripe, como estimulante do apetite, anti-inflamatório para tratamentos de enxaqueca, dor de cabeça e doenças reumáticas ou musculares, e como antagonista narcótico.

Usos descritos na medicina popular: catarata, dor de dente, insônia, calvície,  hemorroidas e aumento da longevidade.

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ATENÇÃO!

Recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre o consumo de gengibre

Utilize com moderação!
Não ofereça para crianças menores de 06 anos;

Gestantes podem fazer uso para aliviar vômitos e náuseas apenas após o primeiro trimestre de gravidez, com acompanhamento de especialista e em doses terapêuticas;

Deve ser consumido com cautela, e em doses terapêuticas recomendadas por especialistas, por pessoas de todas as idades com problemas renais, hepáticos ou que consomem medicamentos anticoagulantes.

RECEITAS

QUENTÃO NATUREBA

Ingredientes

Folhas de melissa ou erva cidreira
1 ponta pequena de gengibre ralado
Água

Coloque a água para ferver
Ao levanta fervura, acrescente o gengibre
Deixe cozinhar por cerca de 10 minutos
Desligue o fogo e acrescente as folhas
Abafe

Beba com moderação!
Não ofereça para bebês e crianças menores de 06 anos

GENGIBRE CARAMELADO

1 xicara de gengibre cortado em pedaços pequenos
Água
Açúcar mascavo

Coloque o gengibre em uma panela
Cubra com água
Deixe ferver em fogo alto por 10 minutos
Retire do fogo, troque a água
Acrescente o açúcar
Deixe ferver por cerca de 20 a 30 minutos, até a água evaporar

Retire o gengibre caramelado
Passe em açúcar cristal (ou não)

Seque ao natural, ou coloque para secar  em forno semiaberto preaquecido.

BALA DE GENGIBRE

500g açúcar
100g de gengibre
1 copo de suco de limão
1 colher de sopa de óleo ou creme vegetal

Misture o gengibre cortado em pedaços pequenos (ou ralado) com os outros ingredientes
Leve ao fogo médio, sem mexer
Deixe levantar fervura por 15 minutos

Verifique o ponto de bala pingando o xarope em um prato com água gelada

Duas maneiras de fazer as balas:

1. Prepare as mãos, untando com óleo
Coloque o xarope ainda quente em superficie lisa
Faça bolinhas e coloque para secar em papel manteiga

2. Espalhe bem o xarope ainda quente em uma assadeira grande
Faça riscos com a ponta de uma faca afiada, assim que começar a endurecer, do tamanho de pequenas balas
Assim que estiver frio, basta quebrar  e embrulhar.

GARI
Conserva de gengibre

Gengibre descascado e cortado em fatias finas
½ xícara de açúcar mascavo
1 xícara de vinagre de maçã
3 colheres de chá de sal
1 recipiente de vidro esterilizado
Cozinhe o gengibre em água até ferver
Passe em uma peneira e deixe esfriar naturalmente
Leve ao fogo o açúcar e o sal misturado no vinagre até diluir e levantar fervura
Deixe esfriar
No pote de vidro, misture o gengibre com a  mistura do vinagre
Tampe e deixe curtir por 2 dias à temperatura ambiente
Armazene na geladeira.

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Fontes:

Gengibre para câncer de cólon do intestino. Disponível em: PubMed – Instituto Hormel/Universidade de Minnesota, Austin (EUA)

Gengibre para tratamento de câncer de ovário. Disponível em: Universidade de Michigan (EUA)

Essential Medicines and Health Products Information Portal A World Health Organization resource. Disponível em:  http://apps.who.int/medicinedocs/en/d/Js2200e/30.html

Herbs and Pregnancy. American Pregnancy Association. Disponível em:
http://americanpregnancy.org/

Fonte das Receitas

Receita bala de gengibre: Tradição Popular 🙂

Receita Gengibre Cristalizado: The Complete Book of Small-batch Preserving – Elli Topp e Margareth Howard

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