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Archive for the ‘SOJA’ Category

Atualmente, distinguir os Organismos Geneticamente Modificados (OGM) do que é natural, orgânico, realmente funcional, não é tão complicado, mesmo que os rótulos não ajudem muito.

Com o constante crescimento na comercialização de soja, adivinhem o que fazem para otimizar os lucros?

Já comentamos anteriormente sobre Soja e aumento precoce das mamas, em meninas. E as suspeitas sobre o quanto a soja pode desencadear alergias, tanto quanto o leite de vaca.

E a dúvida para as mães de meninos só fez crescer.

Soja pode provocar puberdade precoce apenas em meninas? Como a soja vai atuar nos meninos?

Leia aqui: Ciência e Nutrição – outras palavras

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Pode dar para o bebê?

Pode, não!

Porque:

1) A maioria contém açúcar refinado. E açúcar refinado dá cáries.

Ainda mais quando a quantidade consumida ao dia é bem acima do estabelecido para um bebê, ou criança menor.

2) Já reparou nos Valores Diários mencionados nas embalagens?

Valores Diários são o equivalente à média padrão de calorias que uma pessoa deve consumir, estipulada em 2.000 Kcal para adultos.

Dificilmente você encontrará o correspondente para as crianças, que é  de 1.000 Kcal, para idades entre 1 e 2 anos, e 1.600 a 1700 Kcal, entre 3 e 8 anos.

Para bebês: de 6 a 8 meses, aproximadamente 600 Kcal.  Á partir dos 9 meses, 700 Kcal a 800 Kcal.

Se o VD% tem como base 2.000 Kcal, seu bebê ou filho menor está consumindo tudo muito acima, inclusive vitaminas. Algumas podem ser tóxicas em limites inadequados, como a vitamina A, por exemplo.

*Veja  o relatório do FNDE (Fundo Nacional de Alimentação escolar), o link está no final do post. A média de Kcal ao dia para crianças de 6 a 10 anos é de 1.776 Kcal/dia

3) Açúcar provoca cáries

É inevitável. Ainda mais quando vai na mamadeira noturna, antes do sono e sem qualquer limpeza bucal posterior, ou mesmo no copinho das crianças maiores.

Daí, não importa que seu filho, ou filha, tenha 9 anos ou mais. Como qualquer pessoa que possui dentes, sua saúde bucal corre riscos.

AS BEBIDAS À BASE DE SOJA, OS SUCOS ARTIFICIAIS E AS CÁRIES

Por conta da falta de prevenção as cáries surgem precoces, e atrapalham o desenvolvimento da criança.

Nos 10 passos para a alimentação saudável de crianças menores de 2 anos, está lá: “Não oferecer açúcar…”.Excesso de açúcar das bebidas á base de soja, colas, achocolatados ou guaranás consegue bater seus próprios records! Tudo para mascarar o sabor original da soja, do guaraná, do cacau…

Mas não pense que com o leite de vaca na mamadeira é diferente. Muitos “compostos” lácteos, vulgarmente chamados de “leite em pó”, não perdem em nada, no quesito açúcar refinado, para as bebidas à base de soja.

Vamos dar a palavra a quem sabe do assunto:

Relação doença Cárie-Açúcar :  Prevalência em crianças

 Departamento de Odontologia da Universidade Federal de Sergipe

A cárie dentária é uma doença multifatorial, infecciosa, transmissível e sacarose dependente.

Sacarose dependente: Depende da quantidade de açúcar e tempo deste em contato com os dentes, para se instalar.

Está intimamente ligada à introdução dos carboidratos refinados na dieta da população, principalmente a sacarose (açúcar da cana),  o dissacarídeo mais cariogênico, sendo este o mais presente na dieta familiar em quase todo o mundo.

Já nos estudos realizados para avaliar o potencial cariogênico de sucos de frutas artificiais, com ou sem soja,  pela Universidade de Minas Gerais, os resultados foram:

Arquivos em Odontopediatria – Universidade de Minas Gerais 

O objetivo deste trabalho foi avaliar 20 sucos de frutas industrializados, sob o ponto de vista do potencial erosivo e cariogênico. Avaliaram-se três parâmetros que podem contribuir para a possível perda de minerais dentários.

Quando pH, acidez e açúcares totais foram analisados em conjunto, percebe-se que a maioria dos sucos apresentou baixo pH, altas quantidades de carboidratos e elevada acidez, o que os tornam tanto erosivos quanto cariogênicos.

Os resultados permitem sugerir que, se consumidos com freqüência, estes sucos podem contribuir para o desenvolvimento de erosão e cárie dentária.

* Entre as vinte bebidas estudadas estão: Ades (laranja, maçã e abacaxi), Del Valle, Su Fresh, Kapo e Yakult Tonyu.

4) Onde a soja entra nessa história?

O consumo excessivo de soja não-fermentada, mesmo sem o açúcar, pode causar alterações hormonais (puberdade precoce) ou  prejudicar a absorção de outros nutrientes.

Crianças alérgicas não devem consumir soja em substituição ao leite de vaca.

Se o médico prescrever, procure outro que indique fórmula especial para alérgicos ao LV.

Procure também uma nutricionista que elabore cardápio rico em cálcio, sem caseína ou soja. 

Soja pode dar alergia cruzada. Começa bem, até que surgem os probleminhas (otite, roncos no peito, “gripinhas”…), ou problemões  (refluxo, pneumonia, asma…).

Caso tenha realmente que oferecer, procure pelas fórmulas á base de soja, não bebidas ou “leite” de soja para adultos.

5) Os bebês e os aditivos químicos

Não é difícil encontrarmos mães ávidas a oferecer industrializados aos filhos de… 4 meses!

O bebê mal entrou na alimentação complementar, precisa de leite, seja materno, ou fórmula, e já está consumindo produtos industrializados na mamadeira. E não apenas uma ao dia, mas duas, três, quatro…

A natureza do bebê é delicada e suave. Ainda não está preparada para lidar, digerir, quebrar moléculas de aditivos químicos variados,  açúcares ou outros adoçantes artificiais.

Veja aqui: Dossiê Pro teste – Perigo dos aditivos químicos para crianças

6) Mas não para por aí.

Se o fato de ter “um tantão” mais de açúcar, potencialmente cariogênico, no leite ou suco do seu bebê, não a assusta, então PENSE NO SÓDIO!

Aquele mesmo, o que causa problemas cardíacos ou renais.

Acredite, é muito sódio para um bebê ou uma criança.

 Em 200 ml do Ades original tem 190mg de sódio, e  6,5 g de açúcar.

Para completar, não dê  mamadeira (de soja ou LV), na hora de dormir.

Pela saúde dentária, e também dos ouvidos  ou do trato gastrointestinal (podem ocorrer otites ou refluxo).

Os dentes precisam ser limpos, do contrário, a cárie vai se instalar com maior facilidade.

LEIA MAIS EM:

Ai, meu dentinho!

Açúcar para o bebê, doces para as crianças… e o diabetes rondando

Soja para alérgicos ao LV? Cuidado!!

Consumo de soja e telarca precoce (aumento de mamas em crianças)

O LADO BOM DA SOJA

Fórmulas de soja para bebês não são seguras

Bebês brasileiros consomem produtos industrializados em excesso

Obesidade infantil: a culpa é da mamãe?

FONTES:

Análise do pH, acidez e açúcares totais de sucos de frutas industrializadas: Arquivos em Odontologia – vol. 44- nº 03/UFMG

Relação doença Cárie-Açúcar :  Prevalência em crianças: Pesq Bras Odontoped Clin Integr, João Pessoa, v. 4, n. 3, p. 199-203, set./dez. 2004

Referências Nutricionais para o Programa Nacional de Alimentação Escolar

 

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Disciplina de Endocrinologia
Depto. de Medicina da Universidade Federal de
São Paulo – UNIFESP/EPM

RESUMO
Telarca precoce, desenvolvimento mamário antes dos 8 anos de idade, apresenta dois picos de incidência, nos dois primeiros anos de vida e após os 6 anos de idade.

Uma menina de 4,75 anos apresentou-se com telarca associada à ingestão excessiva de fitoestrógenos (soja).

O desenvolvimento puberal , os níveis hormonais e o US pélvico eram compatíveis
com puberdade precoce periférica.

Durante o seguimento, observou-se ingestão diária de alimentos baseados em soja (> 40 mg fitoestrógenos/ dia).

Soja contém fitoestrógenos, principalmente genisteína e daidzeína. Embora menos potentes do que o estradiol, sua concentração pode ser 13.000 a 22.000 vezes maior em crianças alimentadas somente com fórmulas baseadas em soja.

Os pais foram aconselhados a reduzir para uma vez na semana o seu fornecimento na dieta.

O desenvolvimento puberal cessou e a paciente, com 8,66 anos, continua a desenvolver- se com idades óssea e cronológica equivalentes.

Questões relacionadas à segurança alimentar, principalmente de alimentos baseados em soja, permanecem sem respostas precisas.

Embora sejam conhecidas as etiologias da puberdade precoce não progressiva e da telarca prematura, neste caso esteve fortemente relacionada à ingestão excessiva de soja e de outros alimentos ricos em fitoestrógenos que poderiam ter desencadeado a telarca atuando como desreguladores endócrinos.

Para ler completo:
Em meninos, como fica?
Para saber mais:

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foto www.gastronomiaycia.comAs comidas fermentadas são produtoras de enzimas, que auxiliam na absorção dos nutrientes e na capacidade digestiva.

O nutricionista alemão Dr. Kuhl estabeleceu que o ácido lático natural e as enzimas fermentadas produzidas durante o processo de fermentação têm um efeito benéfico no metabolismo e um efeito curativo nas doenças.

São muito úteis para a recuperação após períodos de convalescença, e para o bom funcionamento dos intestinos.

BOM PARA CONSUMO:

MISSÔ

NATOO

TEMPEH

SHOYU

KEFIR

REJUVELAC (Grãos fermentados)

KOMBUCHA

VINAGRE DE MAÇÃ

VINHO

SAQUÊ (O “VINHO DE ARROZ”)

AMAZAKE (ARROZ FERMENTADO)

CHUCRUTE

VEGEKRAUT (LEGUMES FERMENTADOS)


FAÇA SEU PRÓPRIO IOGUITE COM LACTOBACILOS VIVOS OU OUTROS PROBIÓTICOS 

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Foto Nippo-Brasil – portal da comunidade japonesa no Brasil

Já faz certo tempo que escrevi sobre

O LADO BOM DA SOJA

Com destaque para o NATOO

Finalmente, vamos falar do tradicional misoshiru. Quer dizer, vou passar a palavra para quem entende muito mais do assunto (lembrando que pode ser utilizado como substituto do sal em papinhas e na alimentação de toda a família):

MISOSHIRU – CALDO DE PASTA DE SOJA

Fonte: http://www.culturajaponesa.com.br

O misoshiru é um dos pratos mais básicos da culinária japonesa, e curiosamente um dos que possui mais variações.

Servido em tigelas pequenas, é tão básico que os japoneses tomam misoshiru no café da manhã, no almoço e no jantar, quando se segue um cardápio tradicional.

No Japão é difícil tomar um misoshiru igual ao outro – cada província e cada cidade prepara a pasta e o caldo de uma forma levemente diferente da outra.

Como o misoshiru é tomado pelos japoneses desde a mais tenra idade, em casa ou nas escolas, ele é também um prato que remete à infância.

Na fase adulta, o misoshiru é quase uma necessidade quando se está resfriado, e algo que conforta o paladar e o corpo.

No Brasil há famílias que ainda fazem pastas de miso caseiras, mas a maior parte das pessoas consome pastas fabricadas.

No país vende-se pasta de miso de fabricação nacional e importada do Japão.

Há uma diferença fundamental entre ambas: as nacionais são levemente mais salgadas que as importadas.

E há dois tipos básicos de pasta de miso: as mais escuras (ou “avermelhadas”, chamadas de akamiso) e as mais claras (“brancas”, embora na prática sejam caramelo-claro, chamadas de shiromiso).

Além da pasta de miso, algo fundamental para se fazer um misoshiru é o katsuo-konbu dashi, um caldo à base de alga marinha e peixe, básico para a maioria das sopas e consomês da culinária japonesa.

Na falta dele, pode-se usar um caldo de peixe industrializado chamado hondashi.

RECEITAS COM MISSÔ

 Missô-zuke

Utiliza-se da pasta de missô como base dos molhos para conserva.

Ingredientes:

03 pepinos médios cortados em tiras grossas

03 berinjelas médias cortadas em tiras grossas

01 acelga pequena picada em pedaços médios

300 gr de sal

Recipiente para deixar de molho

Uma pedra para usar como peso – pedra comum, de tamanho médio e devidamente limpa, que caiba no recipiente utilizado para pôr as verduras

200 gr de pasta de missô

Pote com tampa para guardar a mistura

Modo de preparo:

Lavar as verduras e legumes, picá-los e deixar escorrer bem.

Colocar sal e deixar de molho (para sair toda água das verduras) por 01 a 02 dias, sob um peso de pedra. Procure jogar a água que sair a cada doze horas. O ponto é quando eles ficarem bem murchos.

Dica 1: use um prato ou pires que se encaixe nesse recipiente e coloque a pedra sobre esse prato. Desejando algo mais moderno, em lojas de produtos japoneses existe um pote para este fim, que vem com uma tampa apropriada.

Depois do tempo de molho, escorrer novamente.

Misturar tudo num pote, com pasta de missô  e deixar por 02 dias. Dependendo do legume, pode-se deixar por mais tempo e ir tirando apenas o que for consumir (ex.: berinjela).

Dica 2:

– As verduras e legumes podem ser feitos juntos ou separadamente.

– Se houver possibilidade, pode-se secar as verduras e legumes ao sol (estendidos numa peneira), pois o sol ajuda a acentuar o sabor.

Su-misso
Molho agridoce de missô (para saladas)

Ingredientes:

02 colher de sopa de missô

04 colheres de sopa de mel ou 05 colheres de sopa de açúcar

Uma pitada de aji no moto

Sumo de 02 limões médios ou 02 colheres de vinagre (branco ou de maçã).

Junte todos os ingredientes, misture bem e despeje sobre a salada de verduras cozidas ou legumes frescos.

Usado como acompanhamento para cozidos de chuchu, inhame (satoimo), inhame d’água (mizuimo), beterraba; e para verduras cruas como pepinos em rodelas, entre outros.

O molho pode ser guardado em geladeira por até 03 dias.

Missoshiru – Sopa de missô

Ingredientes:

04 copos americanos de água

½ cebola cortada em tiras

04 colheres de sopa de missô (como é utilizado no lugar do sal, pode ser à gosto)

½ porção de tofu (queijo de soja) cortado em cubos

Salsinhas e cebolinhas verdes picadas

Ferver água numa panela, com a cebola cortada (não refogar), e cozer por 02 minutos.

Dissolver missô em mais ½ copo de água e adicionar, juntamente com o tofu cortado em cubos de 1cm.

Depois de apagar o fogo, acrescente as salsinhas e as cebolinhas.

Sirva quente, antes que as últimas verduras desbotem de cor.

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Em determinado instante, ele grita afirmações questionáveis, em um jogo de palavras sinuoso.

Se levantarmos a ficha de outros alimentos considerados saudáveis, veremos que também possuem esses mesmos pontos frágeis e questionáveis.

Concordo com cuidar do consumo excessivo,  não apenas de soja,  mas de todo e qualquer alimento.

O que considero preocupante é o oferecimento diário de fórmulas á base de soja para bebês, como substituto do leite de materno,  tanto quanto o oferecimento de fórmulas á base de leite de vaca.

Existem muitos contras, e alguns prós. Os últimos, saem na frente por garantirem o primordial, que é a alimentação do bebê. Porém, assim é apenas pelo período de um ano, aproximadamente, quando então já pode conhecer outros sabores.

Reli várias vezes o texto, procurando garantir a imparcialidade de quem não vive para levantar bandeiras.

Aliás, não acredito em bandeiras levantadas pelo radicalismo.

Geralmente, a postura torna a visão limitada e sem foco preciso para algo que vá além de sua certeza absoluta. Vamos á luta, companheiros!

Aprender a andar no caminho do meio exige um longo aprendizado. Não é apenas pular o dessa água não beberei (apesar que, em alguns casos, como o da soja transgênica, o melhor é que assim se faça).

Paracelso definiu bem essa moderação, ao eternizar uma frase que diz de alguma outra forma exatamente isso: a diferença entre o remédio e o veneno está na dose.

Ainda bem, pois nos envenenamos gradativamente em nosso dia-a-dia.

Mas será que no limite estabelecido?

 Texto

https://alimentosaudeinfantil.wordpress.com/2008/07/08/soja-para-bebes-e-criancas/ 

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No caso das crianças com alergia ao leite de vaca, o leite de soja é indicado?

Segundo o professor do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da PUCRS, o gastroenterologista e nutrólogo, Dr. José Vicente Noronha Spolidoro, NÃO.

“As fórmulas à base de proteína de soja não são indicadas para o tratamento da alergia à proteína do leite de vaca, pois também contém proteínas potencialmente alergênicas”, explica.

Um dado importante é que metade dos bebês com alergia à proteína do leite de vaca sofre com alergia à proteína de soja.

Uma das alternativas é a substituição do leite por fórmulas especiais à base de proteínas extensamente hidrolisadas, ou fórmula especial composta de aminoácidos livres.

Para saber mais, leia a pesquisa na íntegra:

Conhecimento de pediatras e nutricionistas no tratamento da alergia ao leite de vaca no lactente

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