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Archive for the ‘Refluxo Gastroesofágico’ Category

sinus babyParece gripe, mas é sinusite II

Alguns profissionais de saúde têm divulgado que bebês não têm sinusite, porque os seios da face ainda não estão formados, contrariando até mesmo o diagnóstico de outros profissionais.

Vamos lá, estudar o assunto, e comprovar cientificamente que, sim, bebês e crianças menores podem ter rinossinusite.

Causas da sinusite
Fonte: NHS Choices – Inglaterra

A sinusite é causada por excesso de muco ou inchaço do revestimento dos seios da face e nariz.

Pode ocorrer devido a um resfriado ou gripe, ao frio, alergias (asma, rinite alérgica), pólipos nasais ou adenoides, irritação dos revestimentos dos seios faciais (por contato com cloro da piscina, fumaça de cigarros, poluição, etc.)

As bactérias se proliferam nos seios faciais, causando dor, dor de cabeça e algumas vezes febre. O muco infectado pode ser amarelo ou verde.

Os seios da face e a sinusite

Fonte: Seios da face – Anatomia – UNIFESP

Seio Maxilar

noses_children2Os seios maxilares, são os maiores dos seios paranasais, estão localizados no interior do osso maxilar, sendo normalmente segmentados por septos ósseos.

Aparecem como uma pequena canaleta no quarto mês de vida fetal.  Ao nascimento são pequenos e limitados (dimensões de 2 x 1 x 1cm),  à porção medial do osso maxilar. Com o crescimento expandem-se e ocupam larga extensão da maxila, alcançando seu máximo desenvolvimento após a segunda dentição.

Seio Frontal

Os seios frontais estão localizados no osso frontal. Estão ausentes ao nascimento e, esses sim, começam a se desenvolver após os dois anos de idade.

Seio Esfenoidal

Os seios esfenoidais possuem número variado. Rudimentares ao nascimento aparecem como pequenas evaginações das cavidades nasais. A partir dos dois anos de vida se tornam mais visíveis.

Seio Etmoidal

Os seios etmoidais já existem ao nascimento como pequenas cavidades cujo conjunto forma um labirinto.

Essas cavidades são pequenas antes dos dois anos de idade, e apresentam desenvolvimento rápido entre o sexto e oitavo ano.


healthtapRinossinusite em bebês e crianças

Fonte: Jornal de Pediatria – UNIFESP/EPM

Nos bebês e crianças (lactentes á partir de 01 ano de idade), as pequenas dimensões das cavidades ainda em desenvolvimento e o encurtamento da distância entre as superfícies mucosas e os óstios de drenagem atuam como facilitadores do desenvolvimento da rinossinusite.

Os sinais e sintomas mais frequentes nos quadros crônicos incluem obstrução nasal, cefaleia, irritabilidade, tosse diurna e noturna, secreção posterior e halitose.

Outras causas da rinossinusite: deficiência de imunoglobulinas, transitória ou permanente, alterações muco ciliares, fibrose cística e variados processos alérgicos.

Em análise recente de estudos publicados que avaliaram a relação entre asma e sinusite, concluiu-se que a inflamação dos sinos nasais pode provocar piora nas doenças das vias aéreas. O tratamento da sinusite em pacientes asmáticos acarreta melhora, embora a natureza exata dessa relação permaneça em discussão.

stuffynose newhealthyguideSinusite bacteriana em crianças

Fonte: Atualização da diretriz de diagnóstico e tratamento de sinusite bacteriana em crianças da Academia Americana de Pediatria.

A sinusite bacteriana aguda (SBA) é uma complicação comum que pode ocorrer após uma infecção de via aérea superior de origem viral ou na vigência de quadro inflamatório alérgico.
Cerca de 6 a 7% das crianças levadas a atendimento médico com sintomas respiratórios apresentam sinusite bacteriana aguda.

A maior parte das infecções das vias aéreas superiores pode causar febre e sintomas constitucionais como cefaleia e mialgia nas primeiras 24 a 48 horas, quando os sintomas respiratórios passam a ficar mais proeminentes.

Esse quadro infeccioso não dura mais que 5 a 7 dias, sendo o pico dos sintomas respiratórios entre o 3º e o 6º dias, quando passam a melhorar. Em alguns casos, os sintomas podem durar mais de 10 dias.

Rinossinusites bacterianas

Fonte: RBM Revista Brasileira de Medicina

A incidência das sinusites em crianças é bastante controversa, mas é certo que o processo inflamatório e infeccioso das cavidades paranasais pode ocorrer bem precocemente, logo que estas estejam formadas.

(Nota: formadas não é sinônimo de maduras. A formação é anterior ao nascimento).

whattoexpect_comO tamanho dos seios da face das crianças é relativamente pequeno comparado ao tamanho do óstio de drenagem, daí a retenção de secreções é dificultada.

No recém-nascido e no lactente, estão formados os seios maxilares e etmoidais, onde pode ocorrer a sinusite.

Nos pré-escolares, as sinusites maxilares são as mais comuns.

Os seios frontal e esfenoidal começam a se formar mais tardiamente e completam seu desenvolvimento por volta dos dez anos.

Devemos evitar novas crises ou impedir que o processo se torne crônico com a eliminação dos fatores predisponentes.

Assim, é importante manter sob controle os quadros alérgicos, avaliar adequadamente fatores como desvio septal, irritação por fatores ambientais, etc.

A asma e a tosse crônica são capítulos à parte. Há grande prevalência de rinossinusite deflagrando ou piorando a evolução destes quadros.

Sinusite em crianças (lactentes > 01 ano)

Fonte: OtoLab – Otorrinolaringologia Pediatrica – RJ

Geralmente, os quadros de sinusite ocorrem por complicações de resfriados ou crises alérgicas, em decorrência de obstrução nasal e do grande acúmulo de secreções.

Essas secreções depositam-se nas cavidades, normalmente são cheias de ar, facilitando o crescimento de bactérias causadoras da infecção.

Os sintomas mais comuns da sinusite são tosse, nariz entupido com produção de catarro amarelado e, eventualmente, febre e dor de cabeça.

Muitas vezes a tosse, principalmente ao acordar pela manhã, é o único sintoma da doença.

Repare que estes sintomas podem ser facilmente confundidos com um resfriado comum ou até mesmo com a rinite alérgica.  A diferença está no tempo de permanência dos sintomas.

Nos resfriados comuns, eles não ultrapassam sete dias, o que não acontece com a sinusite. Já na rinite alérgica, a congestão nasal vem acompanhada de coriza, espirros e coceira no nariz.

Conduta diagnóstica e terapêutica na sinusite da criança

Fonte: Jornal de Pediatria – Artigo de Revisão

(…) a padronização diagnóstica e terapêutica para o tratamento da sinusite conduz a uma redução no número de tratamentos antibióticos supérfluos.

Em especial, objetivamos a redução do uso inadequado dos antimicrobianos.

Como resultado final, pode-se obter a redução da resistência aos antibióticos e custos do tratamento.

Frequentemente essas indicações supérfluas de antimicrobianos são feitas para o tratamento de crianças com supostas sinusites bacterianas e outras infecções das vias aéreas.

blog_firstcryLeia mais
(com dicas de tratamentos naturais)
Parece gripe, mas é sinusite!!

Amamentação e antibióticos do leite materno

Leite materno e redução da resistência aos antibióticos

Outras fontes

Wald ER et al. Clinical practice guideline for the diagnosis and management of acute bacterial sinusitis in children aged 1 to 18 years. Pediatrics 2013 Jul; 132:e262.

Smith MJ. Evidence for the diagnosis and treatment of acute uncomplicated sinusitis in children: A systematic review. Pediatrics 2013 Jul; 132:e284.

http://www.projetodiretrizes.org.br/projeto_diretrizes/086.pdf

http://www.iapo.org.br/manuals/24-2.pdf

http://emedix.com.br/not/not2001/01abr02ped-wusn-mcw-sinusite.php

http://www.childrenshospital.org/conditions-and-treatments/conditions/sinusitis

Fotos
1.  Kids-ent (Michael Rothschild, MD)
2. Ent Technologies – Austrália
3. HealthTap
4. New Healthy Guide
5. What to Expect
6. University of Minnesota

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refluxoMãe sofre quando o filho não come, e ainda mais, no sentido literal da frase, quando não come porque não pode.

Lá no Medidas Dietéticas para tratamento do Refluxo (RGE), tem uma pequena lista do que não deve ser consumido por pessoas com problemas gástricos e digestivos, não apenas crianças.

Para muitas pessoas isso sempre foi meio óbvio, complicações gastrointestinais são causadas principalmente pelo que se ingere, não é? Mas sempre tem quem precise de evidências cientificas para entender a mensagem mais plenamente.

A Dra. Jamie Koufman, professora especialista em otorrinolaringologia de Nova Iorque  pensa o mesmo. E, por isso, á partir daí escreveu inúmeros estudos sobre o assunto.

O destaque, agora, são os resultados da sua última pesquisa, sobre a oferta de alimentos de baixa acidez para refluxo (benefícios e implicações).

“Os sintomas em 19 dos 20 indivíduos (95%) pesquisados melhoraram, e três participantes tornaram-se completamente assintomáticos.”
(In Estudo sobre refluxo gastroesofágico e consumo de alimentos acidificantes)

Leia resumo no PubMedLow-acid diet for recalcitrant laringopharingeal reflux

Muitos alimentos e outras substâncias estimulam a produção de ácido clorídrico e pepsina pelo estômago. Isso quer dizer que tornam nosso organismo ácido (ou mais ácido). São o que se chama de “alimentos acidificantes”.

Muito tempo sem comer, ou o consumo de produtos industrializados contendo aditivos químicos, também podem ocasionar em acidificação gástrica.

E as consequências vão desde vômitos constantes a diarreia, gazes, cólicas abdominais, flatulência, regurgitamento ou “refluxo”.

Se houver RGE (refluxo gastroesofágico), devido a alteração na válvula que separa esôfago e estômago, a acidez acaba por acelerar processos como a esofagite de refluxo.

refluxo - gastropesofágico - bebê = criançaÉ tudo junto e misturado!

Durante o processo de digestão dos alimentos ocorrem inúmeras reações e sínteses  de substâncias produzidas pelo nosso próprio organismo.

O suco gástrico é formado por água, enzimas, ácido clorídrico e outras substâncias secretadas pelas mucosas do estômago.

A pepsina é uma delas, e atua em conjunto com o ácido clorídrico na quebra de proteínas obtidas pela alimentação.

O consumo de alimentos ácidos provoca aumento na produção e excreção desses sucos. Como consequência, os alimentos ingeridos “sobem” até o esôfago (órgão que vai da boca ao estômago), causando queimação, azia, dores, aspiração dessas secreções para os pulmões e possíveis lesões nas mucosas dos órgãos de passagem.

A acidez dos alimentos também pode acarretar em desmineralização óssea.

Veja aqui: A secreção de HCl (ácido cloridrício) e pepsinogênio pelo estômago

Por isso, é necessário fazer com que o ácido estomacal pare de aumentar além do necessário, e invadir o esôfago, com o auxilio de medicamentos, e de alimentos que diminuam sua produção.

Obs. O próximo post será sobre os alimentos indicados

FONTE:

PubMed: Low-acid diet for recalcitrant laryngopharyngeal reflux: therapeutic benefits and their implications. Koufman, JA. National Center for Biotechnology InformationU.S. National Library of Medicine

Guia de alimentação infantil – com dicas de cuidados para crianças especiais – 2003

Mais do mesmo:


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Atualmente, distinguir os Organismos Geneticamente Modificados (OGM) do que é natural, orgânico, realmente funcional, não é tão complicado, mesmo que os rótulos não ajudem muito.

Com o constante crescimento na comercialização de soja, adivinhem o que fazem para otimizar os lucros?

Já comentamos anteriormente sobre Soja e aumento precoce das mamas, em meninas. E as suspeitas sobre o quanto a soja pode desencadear alergias, tanto quanto o leite de vaca.

E a dúvida para as mães de meninos só fez crescer.

Soja pode provocar puberdade precoce apenas em meninas? Como a soja vai atuar nos meninos?

Leia aqui: Ciência e Nutrição – outras palavras

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doces industrializados - refluxoALIMENTOS QUE PODEM AGRAVAR O REFLUXO

Alimentos gordurosos e oleaginosos: sementes, frutas e vegetais oleosos
Alimentos ácidos: cítricos, tomates, pimentas
Carnes com muitas nervuras ou cartilagem, pele, figado
Leite de vaca e outros de origem animal
Café, chocolate, cacau, chá preto, chá mate (a cafeína aumenta a produção dos ácidos gástricos)
Refrigerantes
Temperos
Menta, hortelã e afins
Sucos de frutas com alto teor de sorbitol (açúcar natural presente em algumas frutas como ameixas secas, pera e maçã)

Sucos artificiais com ácido cítrico, adoçantes artificiais ou açúcar

Maçã E mais:
Achocolatado, iogurte industrializado, gelatina artificial,  frituras, salgadinhos fritos, catchup, maionese, mostarda, macarrão instantâneo, frutas como maçã, pera, morango, acerola, maracujá, abacaxi ou carambola, salsicha, linguiça, salame, presunto, queijos amarelos e gordurosos, mussarela, creme de leite, mortadela, bacon, balas, chicletes, biscoitos, pipoca…
Fontes
Dr. Sears Official Website
Guia de alimentação Infantil – com dicas de cuidados para crianças especiais

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Primeiro, é preciso que se saiba a diferença entre

REFLUXO FISIOLÓGICO E REFLUXO PATOLÓGICO

RELUXO FISIOLÓGICO é quando o bebê mesmo regurgitando/vomitando não perde peso, nem o humor, e se desenvolve á contento.

Pode ser considerado normal, ou seja, faz parte do desenvolvimento infantil e não causa mal algum à criança, como perda de peso principalmente.

Em bebês menores de 6 meses a cárdia, ou esfincter esofágico inferior, está imatura e não se fecha após a passagem do alimento.

O refluxo fisiológico não requer tratamento com medicação.

Aproximadamente 50% das crianças com até 2 meses de idade regurgitam o leite de duas ou mais mamadas ao dia. São os golfadores!🙂

Basta colocar um babador e seguir alguns cuidados básicos: não chacoalhar o bebê após a mamada, jogar para cima, fazer gut gut com o dedo na garganta dele, falar muito alto, agitar o ambiente…

Esse tipo de refluxo, que é o fisiológico,  desaparece espontaneamente em virtude do desenvolvimento do esfíncter esofagiano e da mudança na alimentação.

Em 80% dos casos, o refluxo fisiológico desaparece totalmente á partir dos 6 meses de vida. Alimentos sólidos dificilmente refluem.

Há também mudança na postura. Por um, bom tempo, após o nascimento, os bebês passam o dia inteiro deitados. Agora, sentam mais, e evoluem para os primeiros passos.

O RGE fisiológico deve ser tratado somente com medidas posturais e dietéticas, como pode verificar lendo aqui.

Já o REFLUXO PATOLÓGICO (DRGE) é o retorno do conteúdo gástrico ao esôfago, devido alterações no funcionamento da cárdia. c

O refluxo gastroesofágico deve ser tratado com medidas posturais e dietéticas, além do uso de medicamentos.

De qualquer forma, vale ressaltar que o  tratamento medicamentoso não vai curar o RGE, apenas evitar possíveis complicações. Entre elas, o retorno do alimento durante o sono.

Medidas Dietéticas para tratamento do Refluxo

Fisiológico ou Patológico

* Manter aleitamento materno exclusivo até o sexto mês.
Se o bebê receber leite em pó, fracione as mamadeiras e, em alguns casos, engrosse o leite.
Cuidado com farinhas impróprias para menores de 12 meses, como mucilon, etc., mesmo prescritas por médico.
O espessamento da mamadeira pode ser indicado pelo médico, lembrando que algumas vezes este procedimento causa piora dos sintomas, já que o leite engrossado é de mais difícil digestão para bebês menores de 12 meses.
As mamadeiras devem ser tomadas com o bebê em posição semielevada e, após as mesmas, esperar pelo menos 40 minutos para deitar.
Veja algumas posições na página AMAMENTAÇÃO
É muito importante a forma como a mãe segura seu filho durante a amamentação, ou administração da mamadeira. Procure apoiar toda a coluna da criança em seus braços, evitando pressão na barriga do bebê.
*A mamadeira pode ser a vilã do RGE. E traz alguns riscos, como engasgos, refluxo com o bebê dormindo, otite, cáries, etc.
Promove a congestão das vias aéreas superiores, e permite maior ingestão de ar , distendendo o estômago e provocando o refluxo.
Para controlar o refluxo de seus bebê, muito importante não oferecer mamadeira antes de dormir.
Atente para reações ás proteínas do leite de vaca (caseina, entre outras), ou intolerância a seu açúcar (lactose).
Jamais substitua leite de vaca por soja, na alimentação de crianças com alergia á proteína do LV.
Procure orientação nutrição sobre fórmulas especiais para alérgicos.
Não dê bebidas industrializadas á base de soja, para bebês e crianças menores, intolerantes á lactose. 

REFLUXO GASTROESOFÁGICO X ALERGIA LEITE DE VACA

Qual a relação entre o refluxo gastroesofágico e a alergia à proteína do leite de vaca?
O refluxo gastroesofágico e a alergia à proteína do leite de vaca podem ocorrer ao mesmo tempo em 16 a 42% dos bebês.
Possuem aspectos comuns relacionados aos sintomas, idade de acometimento e evolução.
As causas que promovem o refluxo gastroesofágico são várias, dentre elas, o número de vezes aumentado que ocorre o relaxamento da válvula que fica entre o esôfago e o estômago (esfíncter esofágico inferior), e o tempo maior para o estômago esvaziar seu conteúdo, seja secreção gástrica ou alimentos.
Em relação á alergia à proteína do leite de vaca, através de uma inflamação que se instala na parede do estômago e intestino, ocorre uma dificuldade nos movimentos peristálticos desta região, levando a uma lentidão na eliminação do conteúdo gástrico.
Com isto, no momento em que a cárdia relaxa espontaneamente, o alimento retorna do estômago para o esôfago, saindo pela boca.
Bebês e crianças que não sabem cuspir, podem engolir o conteúdo desse retorno, levando aos pulmões.

O que é teste terapêutico?

O teste terapêutico é feito retirando-se o leite de vaca e derivados da dieta da criança e da mãe, quando a mesma está amamentando, e introduzindo fórmulas despeciais.
A alergia à proteína do leite de vaca é reversível?
Sim. Após um período que pode variar entre 8 a 12 semanas, deverá ser realizado um teste de desencadeamento com leite de vaca, ou seja, pequenas quantidades de leite de vaca são administradas à criança, observando-se se há retorno dos sintomas.
Existem casos que não respondem ao tratamento?
Alguns pacientes não melhoram com os hidrolisados protéicos e necessitam de fórmulas à base de aminoácidos.
Para saber mais: 

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No site da Sociedade Paulista de Psiquiatria Clínica tem um artigo muito interessante sobre transtornos da infância, retratando entre outros os problemas alimentares.

Os mais “comuns” são: recusa alimentar, vômitos ou regurgitação, constipação e diarreia.

 

Transtornos da Alimentação – Primeiro ano de vida

O Transtorno de Alimentação da Primeira Infância consiste na falha persistente em comer ou mamar adequadamente, que se reflete como um fracasso significativo para ganhar peso ou uma perda de peso significativa ao longo de pelo menos 1 mês (Critério do DSM.IV).

Não se trata da consequência existente de uma condição gastrintestinal orgânica ou outra condição clínica, como por exemplo, do refluxo gastroesofágico, mas uma perturbação alimentar de difícil explicação.

Para que o transtorno alimentar seja considerado de primeira infância seu início deve ocorrer antes dos 6 anos de idade.

Com frequência, bebês com transtornos da alimentação são irritáveis e difíceis de consolar principalmente durante a alimentação e, em outros momentos, eles podem ser apáticos e retraídos, bem como apresentar atrasos no desenvolvimento.

healthtap_comEm alguns casos, o Transtorno de Alimentação da Primeira Infância coexiste com problemas na interação entre os pais e a criança, em geral caracterizados por reações agressivas dos pais diante da recusa alimentar do bebê.

Pode existir uma associação entre o Transtorno de Alimentação da Primeira Infância e dificuldades no ciclo sono-vigília, regurgitação frequente e períodos imprevisíveis de vigília.

No primeiro ano, as recusas alimentares também podem ser consequência de separações traumáticas, porém, não é raro que aconteça o contrário, ou seja, que a criança mostre uma necessidade excessiva de alimento.

Recusa Alimentar

MyEdit_meOs primeiros transtornos alimentares na infância podem aparecer logo na lactância através da recusa do peito materno ou da mamadeira.

No começo dessa anorexia algumas crianças demonstram apenas passividade diante da comida, não realizam os movimentos de sucção e, depois de algum tempo, se negam a comer.

As causas podem ser fisiológicas, como por exemplo um reflexo de sucção mais lento, o fluxo do leite difícil ou a forma inconveniente do mamilo, ou mesmo devido à pouca necessidade de alimento.

As causas podem ainda ser psicológicas, neste caso, como uma reação negativa automática desencadeada pela ansiedade da mãe.

Ainda por razões psicológicas, a criança pode apresentar recusa alimentar por ocasião do desmame do seio materno, manifestando-se, além da recusa alimentar, choro, agitação e/ou vômitos.

mumstheword_meEssa situação pode ser prevenida quando o desmame do seio é gradual. Durante o primeiro ano a relação comida-mãe tem um papel fundamental no desenvolvimento da criança.

Às vezes, a recusa alimentar da criança reflete uma carência de atenção materna. São importantes as reações dos pais a respeito dessas dificuldades alimentares da criança.

Normalmente os pais se desesperam diante da inapetência de seus filhos, mas se forçam a alimentação com extrema rigidez, criam-se círculos viciosos onde a hostilidade e tensão passam a predominar, convertendo os atos de comer em verdadeiras lutas entre os pais e a criança.

Vômitos

breastfeedingbasics_comNo caso dos vômitos, o jato e a força do alimento expelido pela boca é proporcionada por fortes contrações da musculatura abdominal e podem ter uma grande variedade de causas.

Entre essas causas as mais comum são o excesso de alimento oferecido, seguido pela voracidade e rapidez com que alguma crianças mamam e por atitudes extremadas das mães (proteção ou de falta de atenção).

A aerofagia, que é a ingestão de ar junto com o leite, também pode ser uma das causas. Alguns psicólogos acreditam que, com muita frequência, os vômitos se devem a dificuldades emocionais que a criança experimenta, e devem ser entendidos como uma tentativa de chamar a atenção, uma espécie de protesto ou um medo de perda da mãe.

A Recusa Alimentar primária e os Vômitos, comum a muitas crianças, devem ser bem diagnosticados para afastar a possibilidade de um transtorno clínico mais sério.

Os diagnósticos que devem ser afastados são de Doenças Metabólicas Hereditárias, Regurgitação ou Ruminação

A característica da Ruminação ou Regurgitação é a volta espasmódica da alimentação ingerida e re-mastigação de alimentos. Trata-se de uma dificuldade muito séria no processo alimentar que começa entre os 3 e 6 meses de idade, podendo persistir durante muito tempo.

O alimento parcialmente digerido é ejetado da boca ou, mais comumente, mastigado e engolido de novo, é regurgitado sem náusea, esforço para vomitar, repugnância ou transtorno gastrintestinal aparentes.

A Regurgitação não é devida a uma condição gastrointestinal ou outra condição clínica, como por exemplo, ao refluxo gastro-esofágico.

wemademe2Os bebês com Ruminação ou Regurgitação exibem uma posição característica de tencionar e arquear as costas com a cabeça estirada para trás, projeta a mandíbula para frente e faz movimentos de sucção com a língua.

A regurgitação ou ruminação não ocorre só depois que a criança se alimenta mas sim em qualquer momento e, curiosamente, parece ocorrer mais vezes quando a criança se encontra sozinha.

A literatura enfatiza o fato das crianças com Regurgitação serem habitualmente quietos, tristes, e que permanecem imóveis durante horas.

Tem-se a nítida impressão que elas experimentam algum prazer com a ruminação e podem continuar fazendo movimentos de sucção como se buscassem alguma satisfação oral com isso.

Quando a regurgitação se regulariza, interrompe-se a perda de peso que a criança vinha apresentando, caso contrário, o crescimento é deficiente, podendo aparecer distrofia grave e desidratação e desnutrição.

Ainda que se possa evitar o ato de ruminação mediante constante atenção ou distração à criança, uma melhora mais expressiva só pode se dar com o restabelecimento de uma boa relação entre a mãe e a criança.

wemademeEm algumas ocasiões a regurgitação pode se confundir com os vômitos, sendo o aspecto voluntário da regurgitação a principal diferença.

Constipação
A constipação é a retenção fecal quando não existem anomalias anatômicas ou causas dietéticas.

Apesar de, aparentemente, não parecer um problema importante, pode converter-se em um transtorno crônico e dificilmente reversível.

A constipação na criança é considerada, também, como uma forma de expressar sentimentos de oposição, frustração e ansiedade.

Diarreia
Tanto em crianças quanto em adultos, as diarreias também se incluem entre os transtornos gastrointestinais cuja origem é a ansiedade e a depressão, exceto nos casos de uma possível ação de agentes infecciosos ou alergias alimentares.

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