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Archive for the ‘Receitas de Papinhas’ Category

jackfruitMuito apreciada por vegetarianos e veganos como substituta da carne de animais, a jaca é rica principalmente em magnésio e manganês, um pouco de ômega 3 e ainda vitaminas A e B6 (Piridoxina), auxiliar em tratamentos de anemia ferropriva.

Estudos realizados na Índia comprovaram que compostos bioativos encontrados no extrato de raiz da jaca curam asma, problemas de pele como dermatites e envelhecimento, diarreia, febre e úlcera.

Suas folhas colaboram em tratamentos de diabetes tipo 2, e possuem forte ação antibacteriana e antifúngica.

Resistente às pragas e mudanças climáticas, essa fruta trazida da Índia para o Brasil, no século XVIII, pode ser consumida em preparações doces ou salgadas.

Jaca (100 g)
Kcal 87 kcal
Proteinas 1,4 g
Carboidratos 22,5 g
Vitamina C 14,8 mg
Magnésio 40,1 mg
Manganês 0,5 mg
Cálcio 11,3 mg
Fibras 2,4 g

Os dois nutrientes em maiores teores na jaca são magnésio e manganês.

O magnésio é excelente para o aproveitamento do cálcio, além de regular sódio e potássio no organismo.

Previne a formação de radicais livres, câimbras musculares, estresse, e também é auxiliar no tratamento de asma e bronquite.

Participa ainda na transmissão de impulsos nervosos, auxiliando o bom funcionamento cerebral, especialmente a memória.

          Magnésio
07 a 11 meses 53 mg/dia
01 a 03 anos 60 mg/dia
04 a 06 anos 73 mg/dia
07 a 10 anos 100 mg/dia

 

 

Já o manganês participa da formação óssea e de tecidos conjuntivos e reprodutores.

Quando em falta, pode ocasionar em perda de peso, dermatite, náuseas e vômitos.

Por outro lado, seu excesso pode acumular no figado, afetar o sistema nervoso central e aumentar sintomas em portadores do mal de Parkinson.

             Manganês
07 a 11 meses 0,6 mg/dia
01 a 03 anos 1,2 mg/dia
04 a 06 anos 1,5 mg/dia
07 a 10 anos 1,5 mg/dia

 

Receitas

Soube do preparo de “carne vegetal” com jaca através de uma querida amiga vegetariana, a Ana Luisa Fernandes.

A receita foi postada originalmente na comunidade Receitas vegans/vegetarianas, em 2006. Mas há muito mais tempo os preparos com jaca são conhecidos na Índia e Europa.

De lá para cá, muitas outras versões surgiram, e a jaca passou a ser protagonista de inúmeros preparos culinários.

jackfruit_myeasycook“Carne” de jaca verde

01 jaca verde pequena
Temperos diversos

Descasque a jaca.
É aconselhável passar óleo nas mãos e na faca a ser utilizada
Corte as bagas em rodelas finas
Cozinhe com água e sal até ficar macia.
Utilize panela de pressão

Desfie e tempere para utilizar como recheio em empadas, pastéis, coxinhas, risoles, tortas, etc.

Pode substituir carnes como de peixes, em moqueca, ou de frango, em estrogonofe.

No Come-se, tem uma saborosa receita do Curry de jaca verde.

Forçando a criatividade, podemos preparar também molhos para macarrão e outras massas, coberturas para pizza, recheio de esfihas, pães ou bolinhos e ainda incrementar saladas.

Purê de jaca
(essa receita é preparada como papinha de bebês na Índia)

Processe bagas maduras com 1/4 de limão
Acrescente fava de baunilha se desejar

jackfruit4Geleia de jaca

1 xicara de bagas sem sementes para processar
+ 1/2 xicara bagas em cubos
Suco de 2 limões
raspas de casca de limão

Coloque a primeira xícara de bagas no liquidificador
Acrescente suco de 1 limão
Bata bem

Coloque em uma panela e misture com as raspas da casca de limão
Misture e leve ao fogo baixo
Mexa e deixe cozinhar por cerca de 10 minutos
Acrescente as bagas em cubos e açúcar mascavo
Mexa e deixe cozinhar por cerca de 20 minutos
Deixe esfriar
Coloque em recipientes de vidro esterilizados

Farinha de jaca

Separe as sementes
Cozinhe e deixe esfriar
Coloque para torrar em forno preaquecido ou forno solar
Moa assim que esfriar

Guarde em recipiente esterilizado
Pode ser utilizada em receitas diversas

jackfruiticecreamSorvete de jaca

Esse sorvete é incrivelmente gostoso!!
1 xícara de bagas maduras
1/2 xícara de leite de coco ou leite de jaca
2 bananas maduras ou 6 castanhas do pará ou de caju*
*Colocar as castanhas em água morna, desprezar a água. Repetir.
Suco de 1/2 limão

Bata todos os ingredientes até formar um purê
Leve ao congelador
Sirva com pedaços de frutas ou coco ralado.

Jaca chips

Corte as bagas em tirinhas finas, após cozinhar em água com sal ou açúcar mascavo
Espalhe em uma assadeira
Leve ao forno preaquecido

E para beber?

Faço bebidas com jaca madura, que são deliciosas, e dispensam o açúcar ou outros adoçantes. Experimentem!

“Leite” de jaca

1 xicara de bagas de jaca madura
1 xicara de água ou água de coco

Bata por 3 minutos.
Utilize no preparo de outras receitas, para substituir o leite de vaca.

jackfruit_foodspotting_comBebida cremosa de jaca com banana

1 banana média
1/2 xícara de jaca picada (madura)
Baunilha em fava
1 folha de couve picada
1 xícara de água de coco

Bata todos os ingredientes até consistência cremosa.

Atenção

1. Sementes da jaca não devem ser consumidas cruas, pois podem causar intoxicação.

Cozinhe ou asse antes de consumir. Não ofereça para crianças pequenas.

2. Pessoas que consomem medicamentos anticoagulantes, aspirina, ibuprofeno, varfarina, heparina não devem consumir jaca, especialmente sementes, pois ela possui substâncias que colaboram com a coagulação do sangue.

Fontes Bibliográficas

Jaca e seus muitos componentes funcionais relacionados à saúde humana: uma revisão. Shrikant Baslingappa Swami; NJ Thako. In: OnlineLibrary

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Não gostam de frutas??

Agora vão gostar!!

:-)

Para o creme vegetal, parecidíssimo com o creme de leite comum, vai precisar de:

Creme de leite de castanhas de caju

1 3/4 de xicara de castanhas de caju
2 colheres de sopa de vinagre de maçã
1 colher de chá de vinagre de maçã
1/2 colher de chá de sal
1 1/4 de xicara de água

Modo de fazer

Deixe as castanhas de molho por cerca de 8 horas
Escorra a água
Bata o caju com o vinagre e o sal por cerca de dois minutos

Não deixe a massa “colar” na parede do processador ou liquidificador
Aos poucos, acrescente água de 1/4 por 1/4 , a cada vez, batendo por 1 minuto cada
No final, fica com aparência líquida

Deixe repousar na geladeira por cerca de 1 a 1 1/2 hora

Creme de leite de arroz

Bata o residuo do leite de  arroz com água de coco ou o próprio leite, da mesma forma que fez com as castanhas de caju
Acrescente açúcar mascavo
Não coloque sal algum
 
Creme de leite de inhame

Cozinhe o inhame, sem sal
Bata com 1 xicara de água de coco

Leve açúcar mascavo ao fogo,
Antes de criastalizar, acrescente o inhame batido e mexa rapidamente
deixe esfriar

Glacê de coco

Veja aqui: Cobertura de coco para bolos (sem lactose, sem ovos)

 

 

 

 

 

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pure

Papinha de abóbora cozida no feijão

2 xícaras de feijão
1 chuchu
1 dente de alho
1/2 xícara de macarrão para sopinha (argolinha, letrinhas…)
1 xícara de água

Escolha o feijão (feijão preto, branco ou azuki). Deixe de molho.
Coloque para cozinhar. Quando estiver na metade do cozimento, acrescente na panela a abóbora, cortada em cubos médios.
Acrescente também o chuchu cortado da mesma forma.

Quando estiver pronto o feijão, retire os legumes cozidos e reserve.

Refogue o alho, sem dourar muito e queimar, e coloque um pouco do feijão cozido, mais o caldo, e 1 xícara de água. Deixe ferver, cozinhando o macarrão, por cerca de 4 a 5 minutos.

Quando estiver macio, acrescente os legumes que estavam reservados.

Amasse tudo com o garfo.
Se o bebê ainda não consegue comer macarrão, faça um creme de macarrão e coloque por cima dos alimentos amassados.

Atenção: Ao incluir beterraba nas receitas, cozinhe separadamente, despreze a água, e depois junte com os outros ingredientes.

k15021707Papinha de berinjela com painço

1 berinjela cortada em cubinhos pequenos com a casca (lave bem com escovinha e esterilize, se precisar)
1/2 dente de alho
5 colheres de sopa de painço, lavados e escorridos
1/2 copo de águaRefogue o alho até dourar.
Coloque as beringelas. Mexa bem e junte o painço.
Tampe e deixe cozinhar até ficar tudo macio. A beringela vai derreter.
Salpique um um mínimo de orégano no final.
Amasse.
Purê de inhame
1/2 kg de inhame (lavado com escovinha)
1 copo de leite de aveia ou amêndoas, castanhas, coco…
(procure pelos oleaginosos, que substituem a gordura dos óleos)Cozinhe os inhames com a casca até que fiquem macios.
Descasque e amasse no espremedor de batatas.
Acrescente o leite de aveia aos poucos, mexendo bem.
Amasse até o ponto adequado.Purê de inhame com couve
1 xícara de purê de inhame
folhas de couve manteiga
1 colher de café de missô

Faça o purê de inhame. Deixe esfriar.
Bata uma parte no liquidificador, com a couve, até formar um creme.
Depois, misture o missô para temperar.

Cbarley2evadinha com Quiabo ou Vagem
1 xícara de cevadinha
1 pitada de sal
1/2 xícara quiabo ou Vagem picada
Água

Cozinhe a cevadinha. Após 10 minutos acrescente o quiabo ou a vagem.
Coloque uma pitada de sal.

Tempere com ervas frescas (após desligar o fogo): nirá, salsinha, coentro ou cebolinha, sempre em pequeníssimas quantidades (cerca de 1 colher de café para menos).

Mais receitas, com cevadinha, arroz, quinoa, etc., entre na página:

Receitas de Papinhas para o bebê

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Veja aqui:

 RECEITAS CASEIRAS DE ALIMENTOS DE DESMAME – FARINHAS CASEIRAS

… aqui

FARINHAS NAS PAPINHAS (I)

… e aqui:

 SÓ PRA VARIAR: OPÇÕES AO MUCILON 

MAIS:

PRIMEIRAS PAPINHAS


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Em 2005, a WABA ( The World Alliance for Breastfeeding Action) – Aliança Mundial Pró-amamentação, lançou a cartilha Do peito á comida caseira: Saúde a vida inteira!

Sempre atual,  o documento discorre sobre os benefícios incontestáveis da amamentação materna, e também da alimentação complementar bem elaborada logo no início.

Muitas mães não sabem, mas isso faz muito a diferença em futuro próximo.

DA AMAMENTAÇÃO EXCLUSIVA A COMIDA CASEIRA: CUIDANDO DA TRANSIÇÃO NO TEMPO CERTO

Quando começar?

Órgãos de saúde e proteção ás crianças no mundo todo recomendam que a alimentação  complementar deve acontecer no tempo certo, ser nutricionalmente adequada, segura e de acordo com as necessidades da criança.

Amamentação exclusiva é mais do que suficiente para satisfazer as necessidades nutricionais dos bebês até que eles completem 06 meses de idade (26 semanas).

Nesta fase, ocorrem vários marcos de desenvolvimento que tornam o bebê apto a comer alimentos macios e semi-sólidos.

Eles podem sentar-se, controlar a suas cabecinhas e levar a comida até a boca.

Seus sistemas digestivos e imunológicos se tornam também mais maduros.

Que alimentos oferecer?

Entre os 06 e 24 meses, crianças crescem rapidamente e precisam de mais energia, vitaminas e minerais, porém seus estômagos são relativamente pequenos (30ml/kg peso do corpo sobre o tamanho de um copo).

Neste período as crianças precisam de alimentos altamente nutritivos que propiciem muitos nutrientes em pouca quantidade de alimento (alimentos ricos em nutrientes).

Mesmo após os seis meses, oferecer outros alimentos para crianças amamentadas as expõem a uma nova fonte de potenciais infecções.

Crianças pequenas são particularmente vulneráveis a diarréia e infecções gatrointestinais.

A maioria dos episódios de diarréia em crianças tem origem na contaminação alimentar.

A boa higiene nas práticas alimentares é essencial para a alimentação de crianças pequenas.

DIETAS VEGETARIANAS E VEGETARIANAS SEM LATICÍNOS

Quando crianças pequenas são alimentadas com dietas vegetarianas ou vegetarianas sem laticínios, é importante assegurar que elas recebam os nutrientes necessários.

Dependendo da dieta, suplementos ou alimentos locais fortificados contendo ferro, zinco
e outros nutrientes podem ser necessários (principalmente suplemento de vitamina B12 para as dietas vegetarianas sem laticínios).

REFEIÇÕES E LANCHES

Refeições são ocasiões para alimentação com combinação de alimentos, por exemplo carne/legumes, o principal alimento consumido pela família (que pode ser o arroz e feijão, ou cuscuz, por exemplo) e verduras.

Lanches podem ser alimentos nutritivos que são convenientes e fáceis de preparar. Durante os lanches, os bebês podem se alimentar com suas próprias mãos através de, por exemplo, pedaços de frutas, pão com alguma pasta/manteiga, pedaços de queijo, etc.

ALIMENTOS QUE DEVEM SER EVITADOS

Frituras, empanados e “salgadinhos” são nutricionalmente pobres e muito salgados para crianças pequenas.

Comidas adocicadas, doces e refrigerantes são calóricos, mas não são nutritivos (calorias vazias).

Eles enchem os estômagos das crianças e diminuem seus apetites para alimentos nutritivos.

Eles também podem causar cáries quando os dentes começam a nascer.

Chás e cafés também enchem os estômagos das crianças.

(Nota do blog: também possuem fitatos que prejudicam a absorção de minerais importantes)

A sede pode ser saciada com leite materno ou água potável (ou fervida).

COMO INTRODUZIR OUTROS ALIMENTOS ENQUANTO A AMAMENTAÇÃO É CONTINUADA.

06-08 meses: Explorando a comida e começando a comer

Quando bebês amamentados começam a comer outros alimentos, é necessário que um novo tipo de resposta às necessidades e sinais das crianças seja estabelecido por suas
mães ou pessoas que cuidem delas.

A consistência e a textura dos alimentos, como eles são oferecidos e as quantidades
precisam mudar conforme as crianças crescem e aprendem como lidar com a comida em suas bocas, mastigam, a seguram, seguram uma colher e conforme conseguem se alimentar com as próprias mãos.

O que é apropriado aos seis meses não é o mesmo aos 12 ou aos 18 meses.

A alimentação de acordo com as necessidades das crianças refere-se a uma alimentação receptiva e envolve cuidados na ajuda e no encorajamento para as crianças comerem (sem forçá-las), alimentando devagar e pacientemente, experimentando oferecer diferentes comidas e minimizando distrações.

A amamentação sob livre demanda pode propiciar quase toda energia que bebês entre
06 e 08 meses precisam, então se eles mostram pouco interesse em comer, mas estão sendo amamentados freqüentemente, não há razão para ficar muito preocupada.

A partir dos seis meses, os dois nutrientes que os bebês precisam em maior quantidade do que proveniente apenas do leite materno são o ferro e o zinco, então a prioridade deve ser oferecer carne vermelha, suplementos ou comidas enriquecidas apropriadamente.

De início, bebês necessitam de comidas mais pastosas e macias que não requerem muita mastigação como purês grossos de carne, peixe, ovos, legumes, vegetais.

Alguns bebês também ficam felizes com pedaços de comidas macias como talos de verduras cozidas que eles podem segurar e sugar ou morder usando suas gengivas.

Crianças amamentadas são expostas aos sabores e gostos através do leite de suas mães.

Estudos sugerem que elas estão mais propensas a aceitar comidas que tenham o mesmo sabor dos alimentos ingeridos por suas mães.

Gradualmente a quantidade e a variedade de alimentos oferecidos podem ser  incrementadas, aumentando a oferta de refeições para duas ou três vezes por dia.

Nesta idade, não existe vantagem em oferecer outros alimentos numa freqüência maior que esta, pois tal atitude pode substituir a ingestão de leite materno diminuindo, assim, o consumo total de alimento dos bebês.

09-11 meses: Comendo Mais

Bebês maiores costumam comer mais, o número de refeições oferecidas pode aumentar para três ou quatro por dia, com um ou dois lanches, se necessário.

A amamentação em livre demanda deve continuar, mas é importante estabelecer um padrão regular de horários para as refeições.

Novos alimentos devem continuar a ser introduzidos para ampliar a variedade na dieta e de nutrientes consumidos.

12-24 meses: Adaptando-se ao padrão alimentar da
família

Em torno dos 12 meses de vida a maioria das crianças está fisicamente apta para comer os alimentos com consistência similar aos alimentos consumidos pela família.

É importante que elas tenham suas próprias porções/pratos, pois elas comem tão rápido
quanto os membros mais velhos da família.

Além disso, alguns alimentos ainda precisarão ser cortados em pequenos pedaços ou
amassados.

Baixe a cartilha em PDF, no site do Hospital Maternidade Interlagos

Do peito á comida caseira: Saúde a vida inteira

Quer saber mais? Clique nos títulos abaixo, e boa leitura!!

O INÍCIO DAS PAPINHAS DO BEBÊ

Como ordenhar e armazenar o leite materno

Download GUIA ALIMENTAR PARA CRIANÇAS ATÉ 02 ANOS _OMS/OPAS

Receitas primeiras papinhas (papinhas de frutas)

Baixe no 4shared Apostilas com Receitas de Papinhas e Sucos

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Processamento de farinhas de cereais ou de leguminosas germinadas

Farinhas de cereais

Em alguns países africanos são preparados pelo menos 20 tipos diferentes de farinhas e produtos à base de cereais germinados e fermentados.

As suas utilizações são múltiplas, mas servem nomeadamente para a preparação do prato familiar principal, a preparação de bebidas consumidas como refeições ligeiras, papas para bebês e alimentos destinados aos doentes.

whatconsumer.co.ukPara germinar os cereais

É necessário limpar os grãos completos e depois demolhá-los em água durante um dia.

Escorrem-se em seguida os grãos e colocam-se num saco de juta ou noutro recipiente, de seguida cobrem-se com um tecido apropriado que conserve a umidade.

Os cereais úmidos são então armazenados num local escuro durante dois ou três dias, até os grãos começarem a germinar.

Os grãos germinados secam-se ao sol antes de serem moídos.

Conforme o uso, a moagem dos cereais é feita antes ou depois da fermentação.

Quando é feita depois, deixam-se os grãos demolhados durante um ou dois dias antes de os moer e de os deixar fermentar.

Qualquer que seja o método utilizado, as vantagens da farinha fermentada são numerosas.

A papa preparada com a farinha fermentada é mais rica no plano nutricional, sem que o seu volume aumente, e é também mais fácil de digerir.

O ferro contido nos cereais é melhor absorvido depois da fermentação

Por outro lado, a fermentação evita a multiplicação rápida dos germes patogênicos, o que torna a papa feita de farinha fermentada muito mais saudável para consumir e mais concentrada em nutrientes do que uma papa preparada com farinha de cereais não fermentados ou não germinados.

Seguem-se receitas que indicam como preparar farinhas de cereais germinados e fermentados.

Farinha de cereais germinados (milho, milho-miúdo ou sorgo)

1. Escolher os grãos.
2. Demolhá-los em água durante um dia.
3. Escorrer os grãos e colocá-los num saco de juta ou outro tecido apropriado.
4. Deixar os grãos num lugar escuro e quente, durante dois ou três dias, até germinarem.
5. Secar ao sol os grãos germinados.
6. Moer os grãos e peneirar a farinha.

Farinha de cereais fermentados (só a título de exemplo porque há muitas variantes)

1. Moer o milho, o milho-miúdo ou o sorgo.
2. Deixar esta mistura de molho em água (cerca de três chávenas de farinha para sete de água).
3. Deixar a mistura fermentar durante 2 ou 3 dias.
4. Cozer a papa.

Farinhas de leguminosas

As farinhas de leguminosas são muito úteis para enriquecer as farinhas de cereais, de raízes ou de tubérculos, utilizadas na preparação de alimentos para bebés.

Para preparar estas farinhas é necessário limpar os grãos, eliminando os que estão estragados, assim como as impurezas.

Os grãos são então torrados, triturados ou moídos.

A farinha é peneirada para retirar algumas partículas grandes que tenham ficado.

As receitas que a seguir se apresentam, mostram as etapas da transformação da farinha de feijão-nhemba, de soja e de feijão-congo.

Farinha de feijão-nhemba

1. Escolher e lavar o feijão-nhemba.
2. Torrar o feijão.
3. Descascá-lo (facultativo).
4. Triturá-lo ou moê-lo.
5. Peneirar a farinha.

Farinha de feijão-congo

1. Escolher e lavar o feijão-congo.
2. Demolhá-lo em água durante 2 ou 3 minutos. Escorrer.
3. Cobrir com folhas de bananeira e deixar assim durante 6 dias.
4. Torrar.
5. Moer ou triturar até obter uma farinha.
6. Peneirar a farinha.

Seguem-se exemplos de receitas para preparar alimentos de desmame. As três primeiras foram criadas pelo Programa não-governamental para a investigação e desenvolvimento dos recursos naturais do Quénia.

Papa de milho-miúdo e de feijão

(para 4 pessoas)

Folhas de feijão-nhemba
1 xicara de farinha de feijão-congo
3 xicara de farinha de milho-miúdo
4 xicaras de água fria
10-12 xicaras de água quente
1 pitada de sal

1. Escolher as folhas de feijão-nhemba, deixá-las ferver durante 5 minutos, depois secá-las e triturá-las. Ponha de lado.

2. Misturar a farinha de feijão-congo com a farinha de milho-miúdo.

3. Juntar água fria e mexer até obter uma pasta homogénea.

4. Juntar a água quente à pasta. Cozer a mistura durante 10 minutos, mexendo constantemente.

5. Juntar uma colher de sopa de folhas secas de feijão-nhemba e deixar cozer por mais 2 ou 3 minutos.

6. Adicionar sal a gosto.

Mululu, abóbora e raiz de matabala

Uma mão cheia de folhas
Mululu
½ raiz de mandioca ou de matabala, descascada e cortada em bocados

¼ de uma abóbora pequena, cortada em bocados
½ xicara de leite de vegetais

1. Escolher as folhas.

2. Cozer a mandioca ou a matabala.

3. A meio da cozedura, juntar as folhas e a abóbora. Cozinhe até ficar bem macio.

4. Amassa misturando com leite vegetal.

getal

Sal

1. Misturar a farinha de milho e a farinha de feijão com a água, deixar cozer durante 20 a 30 minutos.

2. Juntar os espinafres e o óleo vegetal, deixar cozer mais 2 minutos.

3. Juntar sal a gosto.

FONTE:

FAO  (Food and Agriculture Organization of the United States)

Mais

FARINHAS NAS PAPINHAS I

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