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Archive for the ‘Probióticos’ Category

KEFIR é uma bebida produzida através da fermentação de grãos de micro-organismos vivos, assim como os iogurtes.

Diz a lenda que a tribo turca Karachay, habitante das montanhas entre a Europa Oriental e Ásia Oriental, foi agraciada pelo Criador com os grãos que deram origem a essa bebida quase mítica.

Com a dádiva, foram entregues algumas normas, como a doação dos grãos apenas ás pessoas honestas e de bom coração. Entre as tribos caucasianas do norte, vender Kefir era um pecado mortal.

Com isso, os segredos da origem dos grãos do Kefir se perderam no tempo, e sua disseminação pelo mundo iniciou-se apenas após 1867, data em que se registram suas primeiras aparições, distantes das tribos turcas.

Hoje, o Kefir é popular em vários países, onde é vendido em supermercados. No Brasil, contamos com a doação de grãos para a produção caseira da bebida.

PRODUÇÃO CASEIRA

Os grãos do Kefir multiplicam-se conforme são cultivados, e aumentam rapidamente.

Diferentemente do iogurte, fermentado apenas por lactobacilos, pode ser fermentado por cerca de 37 micro-organismos diferentes, incluindo as leveduras utilizadas na preparação de pães e cerveja.

Após o preparo da bebida, separa-se os grãos para novo cultivo (formação de mais Kefir), para ser consumido ao natural, ou misturado com frutas, mel e cereais, e também pode ser utilizado no preparo de receitas como substituto do leite ou iogurte.

O Kefir entra em estado de “hibernação” quando exposto á temperaturas abaixo de 10.° Por isso, pode ficar em hibernação, guardado em geladeira, caso deseje dar um tempo no cultivo ou consumo.


Saúde!

Segundo cientistas asiáticos e europeus o Kefir contém triptofano, cálcio, magnésio, fósforo, vitaminas B1, vitamina K, biotina e ainda garantem que possui vitamina B12 (devido ás suas origens remotas).

Argumenta-se que o ácido láctico presente no Kefir e demais bebidas fermentadas melhora o metabolismo geral, e o ácido carbônico diminui a irritação da mucosa estomacal, aliviando sintomas de colite, gastrite, rins e pulmões.

A bebida auxilia na saúde mental, colabora com a redução do peso, tratamento de diabetes e algumas alergias. Fortalece o sistema imunitário, normaliza a pressão arterial, regula o colesterol, é útil para pessoas com depressão e insônia, bronquite e aterosclerose. Pra terminar, também é desintoxicante.

Porém, pode ser contraindicado para pessoas com problemas hepáticos, devido á formação de etanol durante sua fermentação.

Segundo estudos europeus, descobriu-se que 1 litro de Kefir pode conter até 38 g de etanol  por litro após 7 a 10 dias de fermentação.

Para intolerantes á lactose, vegetarianos ou vegans o cultivo em água ou outra cultura fermentativa que não o leite de vaca é o mais adequado.

Fontes

Teor de etanol no kefir de água – Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA – NCBNI

História do Kefir – Wikipedia

A Mágica do iogurte da moda – Iliana Dimitrova

Veja mais: Kefir (Receita Iogurte de kefir de coco)

Alimentos fermentados – Muito além dos iogurtes

Kefir – alimento probiótico

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Todos os dias, produzimos entre 0,5 l  a 1,5l de gases.

Uma parte vem do ar que engolimos diariamente (ao comer, beber, falar ou respirar). A outra,  vem de uma combinação mais complexa.

Nos nossos intestinos habitam tantas bactérias quanto cabem,  se alimentando dos nutrientes que ingerimos.

Esses micro-organismos pagam hospedagem produzindo nutrientes benéficos para absorção de alimentos no nosso corpo, e defendem o terreno onde vivem, evitando que bactérias nocivas se instalem.

O intestino delgado não é capaz de absorver determinados carboidratos,  devido a ausência da enzima α-galactosidase.

Esses açúcares vão para o intestino grosso, onde estão alguns trilhões dessas bactérias.

Ali, liberam enxofre,  que se junta com hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, mais dióxido de carbono e metano dos nossos gases “naturais”,  deixando aquele odor característico da Flatulência.

Eliminamos parte dos nossos gases silenciosamente, em cerca de 15 flatos (em latim, sopros) diários,  durante o sono ou quando evacuamos.

Mas quando passam da conta, e chegam poluindo o ambiente, pode ser resultado de má absorção de carboidratos, ou aumento da atividade bacteriana local.

Carboidratos líderes na fomação de gases:

Rafinose

Feijões, lentilhas, ervilhas, brócolis, repolho…

Lactose

Açúcar do leite de vaca (e derivados).

Frutose

Cebola, pêra

Sorbitol

Frutas como maçã, pêra, pêssego e ameixas secas

Amidos

Batatas, trigo, macarrão, batata-doce

(O arroz é o único amido que não produz gases)

Fibras solúveis

Maioria das frutas muito doces, aveia, feijões, ervilhas

Mais:

Açúcar refinado (considere também o açúcar dos alimentos e sucos industrializados para crianças) , doces em geral, couve-flor, ovos, milho, cevada, queijos, sorvetes (pela gordura trans, oucreme de leite + leite), alimentos com lactose como pães, cereais e molhos para salada, sucos industrializados, alimentos com sorbitol como os dietéticos, balas e gomas sem açúcar.

A alimentação do bebê e os gases

Quando dar feijão para o bebê?

Se o seu bebê tem prisão de ventre, cólicas ou gases, evite as leguminosas como os feijões, que são ricas nos açúcares campeões de flatulência: a rafinose e a estaquiose. Para diminuir seus efeitos, siga a tradição: horas de molho e cozimento demorado.

Veja aqui uma explicação mais detalhada: Por que o feijão causa flatulência / Eduardo Canto (Ciências naturais -aprendendo com o cotidiano – Editora Moderna)

A fama da batata- doce

A digestão da batata-doce é mais demorada, favorecendo a fermentação no intestino grosso, devido ao amido de sua composição. Siga o procedimento abaixo, para diminuir seus efeitos desagradáveis. E oferte aos menores de 1 ano com moderação.

Batatas

Após cortar, deixe por alguns minutos de molho em água. Depois, despreze. Assim, retira parte do amido que pode prejudicar a digestão.

Cuidado com a carne vermelha…

De início, oferte apenas o caldo. A carne vermelha é de difícil digestão, lenta mesmo. Não tem fibras, e se for gorda é banquete para bactérias. Acabam por aumentar a flatulência.

… E  com as gorduras

especialmente das frituras,embutidos e carnes gordas.

Outros motivos:

Obesidade e comilança compulsiva, falar durante as refeições, não mastigar os alimentos, tomar líquidos quentes (café, chás, sopas), uso de canudinho para bebidas, respirar pela boca, intolerância á lactose ou ao gúten, bebidas gasosas…

Quando não recebem o tipo certo de alimentos, as bactérias ficam irritadas, e atacam as paredes dos intestinos, causando constipação e indigestão. (Professor Lars Munck/Universidade de Copenhagen)

Como controlar:

Cuide da flora intestinal após tratamentos com antibióticos, ou episódios de diarréia.

Utilize probióticos, de preferência os não industrializados.

Veja aqui: Alimentos fermentados: muito além dos  iogurtes!

Investigue doenças ocasionadas por deficiências enzimáticas como a intolerancia á lactose, ao gluten ou á sacarose.

Peça ao médico para investigar parasitose, também em adultos e idosos. Vermes como a giárdia tornam nosso organismo deficiente de algumas enzimas.

Evite refrigerantes e bebidas gasosas

Elimine os gases dos alimentos. Deixe de molho (grãos), hidrate (farelos e sementes), cozinhe por mais tempo ou GERMINE.

Para aliviar as dores:

Tente o costumeiro “deitar de bruços”.

Se não der certo, e as dores persistirem, massageie a barriga suavemente, em movimentos circulares, começando do lado esquerdo para o direito, terminando no esquerdo, abaixo do umbigo.

Faça “passinhos”, com as pontas dos dedos. Vai sentir as bolhinhas se movimentando no seu abdômem. Encaminhe para a saída (do lado esquerdo, sentido descendente, apenas depois de seguiros passos acima.

Também nos jovens adultos e idosos,  uma massagem pode levar ao caminho do alívio, e da cura.

Para os bebês, a massagem milenar indiana, conhecida por aqui como Shantalla, resolve á beça.

O link para o vídeo com a própria fazendo massagens em seu bebê, está aqui, é só clicar:

Cólica e prisão de ventre… ninguém merece!

Se o seu bebê é um golfador, ou tem sempre um ronquinho em algum lugar do corpo, ajude-o com um exercício fácil de respiração.  Aquele mesmo,
“aspire…inspire…aspire…inspire…”

Apenas mais um toque: coloque as mãos espalmadas, com o dedos para baixo, sobre a barriga. Deixe assim, quieta, por alguns segundos, retire, coloque novamente.

Ajuda mesmo na hora em que o “mardito” fica naquele sai e não sai, e os gases começam a uivar dentro de você. Ensinei meu filho a fazer esse toque. Logo ouço um “‘tá saindo, manhê! ” (hahaha).

Para crianças com necessidades especiais, os cuidados são mais intensos. Caso use fraldas, abra e empurre as pernas levemente de encontro ao abdome, algumas vezes.

Faça massagens diárias, para incentivar a movimentação dos órgãos.

Passe pomada de calêndula ou óleo de amêndoas na saída, com delicadeza, e a ajuda de um cotonete.

Estimule a evacuação emitindo onomatopéias como “rrrãaaammm” e as outras todas que usa na hora H. Lembre-se de respirar com uma mulher no parto. Aqui, costuma funcionar.

Cuide da alimentação!

Bactérias alteradas podem machucar as paredes dos intestinos, provocar gases, dores e constipação.

Já falamos disso:

Orientações Médicas para constipação

Fontes

COMPOSTOS NUTRICIONAIS E FATORES ANTINUTRICIONAIS DO FEIJÃO COMUM – Revista – Arquivos Ciências da Saúde / Universidade Paranaense (UNIPAR)

BIODISPONIBILIDADE DE MINERAIS DAS FONTES LEGUMINOSAS – Revista Simbio-logias (Revista Eletrônica de Educação, Filosofia e Nutrição) / Unesp/campus Botucatu

FLATULÊNCIA E ERUCTAÇÃO / GASES – ABC da Saúde – Informações Médicas

BACTÉRIAS INTESTINAIS E SISTEMA IMUNOLÓGICO – O Mundo das leveduras /Laboratório de Microbiologia da UNESP – Campus Rio Claro

Ilustração e texto prof. emérito Lars Munck / Universidade de Copenhagen

Tem gente que não entende…

Demissão por flatulência

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tammysrecipes.comCom a explícita intenção de fugir dos corantes e outros bichos presentes nos alimentos industrializados, como a colchonilha utilizada em bebidas lácteas e afins, vamos ás opções saudáveis e não tão complicadas quanto parecem:

Para começar, vamos falar do KEFIR.

Veja aqui:
Faça iogurte sem leite, sem soja, com probióticos

O kefir é uma bebida obtida pela fermentação de seus grãos, em água ou leite. Excelente substituto do iogurte!!

Basta bater com frutas da sua preferência, ou incluir em receitas variadas de sucos, vitaminas, sorvetes ou smothies.

Se quiser saber tudo sobre o kefir, ou procurar doadores, acesse a página do Kefir Brasil

ou essa aqui: Kefir

Iogurte de kefir de coco

1 litro de leite de coco caseiro
Kefir

Esquente o leite a 85°C e deixe que esfrie até 43°C.
Misture com 100 ml de kefir e mexa até dissolver.
Cubra com um prato, embrulhe em duas ou três toalhas e coloque em um lugar protegido.
Deixe descansar por 5 horas, desembrulhe, cubra com filme plástico e leve à geladeira.

Receita: blog Come-se (Neide Rigo)

Como fazer o leite de coco caseiro

1 xícara de coco ralado
1 1/2 xícara de água filtrada/ morna.
1 peneira
1 pedaço de tecido como tule, dobrado em 3 ou fralda de algodão.

Bata no liqüidificador e passe na peneira forrada com o tecido.
Pode ser utilizado em 24 horas.

Se desejar, dilua mais e misture para fazer refrescos ou gelatinas com frutas.

Veja mais
Kefir para crianças

Alimentos fermentados – Muito além dos iogurtes

Para diarreia: Probioticos

Faça iogurte sem leite de vaca, sem soja, com probióticos

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Rejuvelac é um probiótico, feito através da fermentação de grãos de cereais integrais germinados como o trigo, centeio, cevada, aveia ou mesmo arroz,  quinoa, amaranto ou grão de bico.

É benéfico ao sistema digestório, auxiliando a flora intestinal, e também ao sistema imunitario. Rica em vitaminas do complexo B.

Como fazer

1 jarra de vidro
1 xicara de trigo integral
1 pedaço de tule, gaze ou voil
5 xicaras de água filtrada ou mineral
1 peneira pequena

Lave bem os grãos e coloque na jarra de vidro. Acrescente as 5 xicaras de água. Cubra com o tecido e prenda com um elástico ao redor da boca da jarra de vidro. Deixe em repouso por 2 dias, onde receba luz solar, mas não diretamente. Á seguir, coe o liquido para outra jarra. Esse é o Rejuvelac.

Reutilize os grãos, deixando de molho pela metade do tempo (1 dia).

Beba misturado com suco de frutas.

Também pode ser utilizado em receitas de queijos ou iogurtes veganos,

Aproveite os grãos para misturar em saladas.

fonte: Ann Wigmore Natural Health Institute

Receita Queijo Parmesão vegan

(a seguir)

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foto www.gastronomiaycia.comAs comidas fermentadas são produtoras de enzimas, que auxiliam na absorção dos nutrientes e na capacidade digestiva.

O nutricionista alemão Dr. Kuhl estabeleceu que o ácido lático natural e as enzimas fermentadas produzidas durante o processo de fermentação têm um efeito benéfico no metabolismo e um efeito curativo nas doenças.

São muito úteis para a recuperação após períodos de convalescença, e para o bom funcionamento dos intestinos.

BOM PARA CONSUMO:

MISSÔ

NATOO

TEMPEH

SHOYU

KEFIR

REJUVELAC (Grãos fermentados)

KOMBUCHA

VINAGRE DE MAÇÃ

VINHO

SAQUÊ (O “VINHO DE ARROZ”)

AMAZAKE (ARROZ FERMENTADO)

CHUCRUTE

VEGEKRAUT (LEGUMES FERMENTADOS)


FAÇA SEU PRÓPRIO IOGUITE COM LACTOBACILOS VIVOS OU OUTROS PROBIÓTICOS 

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k18553444A constipação é normalmente causada por uma quantidade insuficiente de líquidos e fibras na alimentação.

Sem a quantidade suficiente de líquidos as fezes ficam endurecidas e com as extremidades ásperas, podem causar fissuras ou cortes dolorosos.

Preocupação excessiva em ensinar o bebê a usar o “troninho”, estresse emocional (como a mudança para uma nova casa), introdução de novos alimentos ou muita gordura na dieta também podem contribuir para a ocorrência de constipação, assim como a falta de exercício adequado.

As crianças também podem ficar constipadas como resultado de prender as fezes.

Uma criança ativa talvez não queira perder tempo e interromper a brincadeira para ir ao banheiro. Quando isso acontece, as fezes retidas tornam-se desidratadas e duras, e a evacuação, dolorida.

A evacuação dolorida, por sua vez, faz com que a criança queira adiar ao máximo a próxima ida ao banheiro, para evitar a dor.

Até mesmo os bebês aprendem a reter as fezes para evitar a dor.

Uma assadura que provoque dor e ardência durante a evacuação pode fazer com que o bebê relute em evacuar.

O fator mais importante para determinar se seu filho está constipado é seu nível de conforto quando evacua.

Mesmo que seu filho vá ao banheiro todos os dias, fezes difíceis de evacuar podem indicar constipação. Outro indício é dor de barriga; a barriga da criança constipada pode ficar dura e sensível ao toque.

Como prevenir a Constipação Intestinal?

*Estimule seu filho a beber muita água mineral e outros líquidos, praticar exercícios físicos e comer uma dieta rica em fibras (frutas, verduras e cereais integrais devem ter um lugar de destaque no cardápio).

**Limite o tempo em que seu filho vê televisão!

***Estimule seu filho a conhecer e a responder rapidamente às suas necessidades orgânicas. Explique que prender a evacuação dificulta o movimento intestinal e causa dor.

As diretrizes alimentares citadas pelo médico autor do artigo sugerem as mesmas orientações fornecidas pelas mães desse tópico: água de ameixa (ou papinha de ameixa cozida), maior ingestão de frutas frescas e água e mais:

* Verduras verdes escuras em saladas no almoço;

** Uso de cereais (não farináceos) como aveia em flocos;

* Massagear o abdomen inferior do seu filho é reconfortante e ajuda a movimentar os intestinos. Massageie suavemente o abdome do seu filho, seguindo o movimento natural dos intestinos. Comece pelo “canto” direito inferior, suba na direção das costelas, pelo lado esquerdo e desça em direção à pélvis.

** Evite usar panelas de alumínio. É possível que traços mínimos de alumínio possam exacerbar a constipação.

Fonte:

www.drtorrent.site.med.br

Dica do blog:

Passe pomada para aliviar a dor da evacuação difícil e dolorosa. Calêndula é ideal pois é cicatrizante e retira qualquer dor.

Mais:
Cólica e prisão de ventre, ninguém merece

Receitas gostosas para a prisão de ventre das crianças

Ops, saiu! Como controlar os gases.

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As diarreias agudas são as principais causas de infecções em crianças nos países subdesenvolvidos.

No Brasil, são responsáveis por 25% das internações hospitalares, com elevada taxa de mortalidade (Ribeiro, 2000).

Após o nascimento e exposição ao meio ambiente, o tipo de alimentação é o fator que mais influencia a colonização e o equilíbrio entre as bactérias benéficas e patogênicas do organismo humano

No primeiro dia de vida, as primeiras bactérias que colonizam os intestinos do recém-nascido são enterobactérias aeróbias e anaeróbias facultativas, Bifidobacterium, Lactobacillus, E. coli e Enterobacterium. 

Á medida que essas bactérias se proliferam, tornam o ambiente intestinal adequado ao crescimento de bactérias anaeróbias (bifidobactérias, bacterióides e clostrídium), e dessa forma se estabelece a “microflora normal”.

Durante o desmame do bebê, quando são introduzidos alimentos sólidos, as bactérias anaeróbias passam a predominar.

No final do primeiro ano de vida, o número de bifidobacterium se assemelha em ambos os tipos de aleitamento (LM ou LA), e entre os 2 a 3 anos a microflora intestinal se assemelha a dos adultos, em número e composição (Vanderhood & Young, 2004).

Recém-nascidos que nascem de parto cesáreo geralmente têm a colonização intestinal retardada, ampla exposição á flora ambiental, e dessa forma adquirem mais bactérias anaeróbias e bacterióides, diferente dos nascidos por parto normal (Vanderhoof & Young, 2004).

Essas diferenças podem persistir pelo menos durante os seis primeiros meses de vida (Salminen SJ, 2002).

A microflora intestinal pode se alterar por vários fatores como o tipo de nascimento, doenças agudas ou crônicas, ingestão de medicamentos (antibióticos), mudança alimentar (leite artificial), estresse, interação com as bactérias intestinais ou com os produtos metabolizados por elas.

Padrões alterados da microflora também podem ser observados em crianças com alteração peristáltica, câncer, doenças hepáticas, anemia perniciosa, imunodeficiências ou submetidas á radioterapia (Mitsuoka, 1997).

Probióticos em Pediatria:

Nutrição clínica

Veja mais:

Alimentos fermentados: muito além dos iogurtes

Faça iogurte sem leite, sem soja, com probióticos

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