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Archive for the ‘Obesidade Infantil’ Category

Introdução de outros alimentos durante a amamentação altera o paladar e aumenta risco de obesidade

baby in chairFonte: Revista Fapesp

Os pais têm uma oportunidade rara de influenciar o desenvolvimento dos filhos e de ajudá-los a se tornarem adultos mais saudáveis. . Mas é preciso estar atento e agir rápido. Essa chance surge cedo e dura pouco.

Começa na concepção e segue por apenas mil dias – os 270 da gestação mais os 730 dos dois primeiros anos de vida.

A receita não é nova, mas pode evitar problemas graves de saúde mais tarde. Experimentos com roedores indicam que a substituição do leite materno por outros alimentos – outros tipos de leite, inclusive – nessa fase do desenvolvimento altera o paladar e instala no organismo um desequilíbrio hormonal que pode durar a vida toda e favorecer o ganho de peso.

Já a nutrição correta reduz o risco de desenvolver na idade adulta obesidade e doenças cardiovasculares, atestam estudos populacionais conduzidos em cinco países em desenvolvimento (Brasil, África do Sul, Guatemala, Filipinas e Índia).

x19957965Ainda segundo esses trabalhos, o aleitamento exclusivo favorece o desempenho intelectual.

Por algumas décadas equipes de vários países, entre elas a do epidemiologista brasileiro César Victora, avaliaram regularmente o crescimento de 10.912 crianças.

Aquelas que começaram a receber outros alimentos antes dos 6 meses de idade – o que ocorreu antes do terceiro mês com 69% dos bebês da amostra brasileira – acumularam mais gordura corporal ao longo da vida.

E quanto mais cedo consumiam papinhas, sucos e outros tipos de leite mais gordura concentravam, o que eleva o risco de problemas no coração e de acidente vascular cerebral, responsáveis por 30% das mortes no mundo (International Journal of Epidemiology).

“O que mais influenciou o acúmulo de gordura não foi a duração do aleitamento, mas a precocidade da introdução de outros alimentos na dieta da criança”, afirma Victora, professor da Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul, e da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

Uma possível explicação para o crescimento acelerado tardio é o consumo de mais calorias que o recomendado.

Conforme pesquisadoras da Universidade Estadual de Campinas, pesquisas comprovaram que crianças que recebiam mamadeiras e outros alimentos nos primeiros meses de vida consumiam até 50% mais calorias que o ideal (ver Pesquisa FAPESP nº 123).

u29589839A alimentação apropriada inclui uma dieta equilibrada da mãe na gravidez, o aleitamento materno exclusivo nos seis primeiros meses de vida e, a partir daí, a amamentação acompanhada de alimentos sólidos ricos em proteínas, vitaminas e sais minerais, como recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A participação maior das mulheres no mercado de trabalho, aliada à desinformação sobre como e por quanto tempo amamentar, contribui para que a dieta das crianças mude antes da hora.

“Além disso”, conta Victora, “muitos médicos não respeitam a orientação da OMS e introduzem cedo na dieta alimentos desnecessários nessa fase da vida”.

O resultado é que a proporção de mulheres que amamentam exclusivamente ao peito por seis meses no Brasil é baixa, comparada à de outros países.

Hoje 51% das mães alimentam os filhos exclusivamente ao peito nos quatro primeiros meses de vida – eram 36% em 1999 – e 41% amamentam até o sexto mês, segundo levantamento do Ministério da Saúde.

Por trás das alterações de com­portamento há mudanças hormonais e metabólicas.

Em trabalhos apresentados nos últimos anos no Journal of Endocrinology e Journal of Physiology,  equipe do endocrinologistas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, mostrou que o desmame precoce al­tera a composição corporal e reduz a sensibilidade ao hormônio leptina, que induz à saciedade e à puberdade.

Enquanto não se descobre o que dispara essas alterações e como as controlar de modo eficiente, o melhor é prevenir o problema por meio do aleitamento exclusivo por ao menos seis meses.

http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/01/28/mil-dias-que-valem-uma-vida/

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e16-164218A obesidade em crianças e adolescentes alcançou proporções epidêmicas nas Américas.

Publicações abalizadas concordam que os fatores mais importantes que promovem o aumento de peso e obesidade, assim como doenças crônicas não-transmissíveis (DCNTs) são:

a) o alto consumo de produtos com poucos nutrientes e muito açúcar, gordura e sal (doravante denominados produtos energéticos com poucos  nutrientes);

b) consumo rotineiro de bebidas açucaradas;

c) atividade física insuficiente.

A atividade física exerce um papel importante na prevenção da obesidade.

Contudo, os níveis necessários para compensar o consumo excessivo de calorias são muito altos.


É pouco provável que os esforços preventivos baseados principalmente na atividade física sejam bem-sucedidos em ambientes onde produtos energéticos com poucos nutrientes e bebidas açucaradas estão facilmente ao alcance e são consumidos constantemente.

k18486604O papel do açúcar adicionado à alimentação foi tema de muito escrutínio científico nos últimos anos.

As metanálises de estudos longitudinais e estudos controlados aleatórios mostraram associações positivas entre o consumo de açúcar de adição e o aumento de peso.

Além disso, o consumo de bebidas açucaradas tem forte associação com doença cardiovascular, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica.

Entre os mecanismos fisiológicos estão a hiperinsulinemia, resistência à insulina, inflamação de vasos sanguíneos e hipertensão.

A redução do consumo dos açúcares de adição é essencial para a prevenção, mas evidentemente não é suficiente por si só.

Uma alimentação saudável deve ser baseada no consumo diário de frutas e verduras, grãos integrais, leguminosas, óleos vegetais e baixo consumo de carnes vermelhas e processadas.

x13195421Como os alimentos naturais e integrais são a base das culinárias tradicionais nas Américas, essas mesmas tradições podem ser um instrumento valioso para promover a alimentação saudável.

Identificar os fatores determinantes da epidemia de obesidade é fundamental para instruir e desenvolver políticas, ações, leis e regulamentações relacionadas à saúde bem fundamentadas.

Do ponto de vista alimentar, agora se reconhece que as preferências alimentares pessoais, decisões de compra e comportamentos alimentares são moldados pelo preço, marketing, disponibilidade e acessibilidade.

Por sua vez, estes fatores são influenciados por políticas e regulamentações do mais alto nível para agricultura e comércio.

u16492733Uma tendência comercial atual de destaque associada à epidemia de obesidade é a venda de produtos energéticos com poucos nutrientes e bebidas açucaradas em países de baixa e média renda.

O consumo de produtos energéticos com poucos nutrientes é cinco vezes maior e o de refrigerantes é quase três vezes maior em comparação ao de países desenvolvidos, onde o consumo está atualmente atingindo níveis de saturação do mercado.

O tamanho dos refrigerantes e de outros produtos comercializados também aumentou drasticamente nas últimas décadas.

A publicidade de produtos energéticos com poucos nutrientes e de bebidas açucaradas para crianças e adolescentes aumentou, influenciando as preferências alimentares, os pedidos de compra e os padrões alimentares nestas populações

u19808817De modo semelhante, as oportunidades para atividade física padecem com o mau planejamento urbano e a violência crescente, assim como sua percepção.

Combinada a esta situação, a diversão eletrônica vem cada vez mais substituindo a atividade física recreativa.

O tempo que as crianças passam diante da tela, que é uma oportunidade para o consumo de alimentos e exposição à publicidade de alimentos, aumentou para três horas ou mais por dia.

Além disso, as escolas reduziram o tempo destinado à educação física.

Este Plano de Ação mira as crianças e adolescentes por várias razões.


Primeiro, a amamentação materna pode reduzir a prevalência de sobrepeso e obesidade em cerca de 10%.

O aleitamento materno também pode ajudar as mães a perder peso mais rapidamente após a gravidez.

Em segundo lugar, quanto mais cedo o indivíduo fica com sobrepeso ou obeso, maior é o seu risco de permanecer com sobrepeso ou obeso com o avançar da idade.

Terceiro, a obesidade tem consequências adversas para a saúde em idade precoce, pois aumenta o risco de asma, diabetes tipo 2, apneia do sono e doenças cardiovasculares.

Essas doenças, por sua vez, afetam o crescimento e o desenvolvimento psicossocial durante a adolescência e, posteriormente, comprometem a qualidade de vida e a longevidade.

k3663761Em quarto lugar, como os hábitos alimentares são constituídos na infância, a promoção e consumo de produtos energéticos com poucos nutrientes, bebidas açucaradas e fast-foods na infância interfere com a formação de hábitos alimentares saudáveis.

Por último, as crianças são incapazes de discernir a intenção persuasiva da comercialização e publicidade de  alimentos e bebidas com valor nutricional mínimo que estão associados com o aumento  do risco de sobrepeso e obesidade infantil.

Como essas campanhas promocionais fogem ao controle dos pais, representam uma questão ética e de direitos humanos.

Um precedente para ação já foi estabelecido no Código Internacional de Comercialização de  Substitutos do Leite Materno (“Code”).

Para complicar ainda mais a questão, as adolescentes são as mais afetadas pela epidemia de obesidade, principalmente nos estratos econômicos mais baixos.

53º CONSELHO DIRETOR
66ª SESSÃO DO COMITÊ REGIONAL DA OMS PARA AS AMÉRICAS
Organização Mundial de Saúde (OMS)

Leia completo: Plano de Ação para Prevenção da Obesidade em Crianças e Adolescentes

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Além dos inúmeros estudos que associam o inicio da alimentação complementar dos bebês à obesidade, um em especifico propôs examinar o tempo de introdução de alimentos sólidos durante a infância, e a ocorrência de obesidade aos 3 anos de idade.

De acordo com a pesquisa, divulgada pela Unicef Londres, bebês alimentados com fórmulas em mamadeiras, que recebem a alimentação complementar antes de 4 a 6 meses,  são seis vezes mais propensos a se tornarem obesos até os 3 anos de idade.

O costume de engrossar o leite artificial com farinha de cereais, ofertado em mamadeira, apenas agrava ainda mais o problema, fornecendo calorias muito acima das necessárias aos bebês de todas as idades.

Nos EUA, uma campanha denominada “White Out”, promovida por um pediatra, exigia o fim da comercialização de farinha de arroz. Para ele, uma colher de cereal de arroz corresponde a uma colher de açúcar refinado.

No Brasil, as farinhas mais consumidas como engrossantes são as de milho e aveia, também com doses consideráveis (e não divulgadas) de açúcar refinado ou xarope de milho.

Somado a isso, a oferta de  sucos de frutas e papinhas de introdução com vários ingredientes acabam por dilatar a reduzida capacidade gástrica do bebê.

Em outro levantamento, realizado pelo Yale Rudd Center, da Yale University, 60% dos pais e mães assumiram a responsabilidade pela obesidade dos filhos.chubbybabyc

Entre as respostas, constam a duvidosa justificativa do “alto custo na compra de alimentos orgânicos e integrais”, maior facilidade no consumo de fast food e salgadinhos, influência do marketing de alimentos e, por fim, a própria indisciplina familiar na questão alimentar. 

Porém, a pesquisa demonstrou que a obesidade infantil americana é tão negligenciada quanto no Brasil, e apenas percebida quando atinge  níveis alarmantes ou prejudiciais à saúde da criança (hipertensão, diabetes, colesterol alto, etc.)… talvez porque o mito do bebê gordinho ainda persista por um bom tempo.

Fontes

Bebês,  farinhas de cereais e Obesidade infantil – ChildHood Obesity News

Introdução de alimentos sólidos e o risco de obesidade em bebês e crianças em idade pré-escolar – UNICEF

Pesquisa Marketing de alimentos infantis para crianças e adolescentes – O que pensam os pais? – Yale Rudd Center for Food Policy e Obesity

 

Mais:
Bebês brasileiros consomem produtos industrializados em excesso

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“Entre os estudiosos do tema é quase unânime a constatação de que os hábitos alimentares inadequados da família determinam a maioria dos casos de obesidade.

Muitos desses apontam, por parte das mães, a oferta exagerada de alimentos ao dia, acréscimo de açúcar nas receitas, e outras condutas que seguem em direção á superalimentação.

Pesquisas mostram que a obesidade como consequência da superalimentação geralmente está associada a perturbações na relação mãe-filho.

O excesso de atenção á alimentação da criança (e do bebê), pode servir de estímulo para que utilize as refeições (ou ausência delas), para chamar a atenção sobre si, ou para expressar raiva.

A necessidade da criança em agradar a mamãe pode desencadear um processo de comilança precoce.

Por sua vez, a mamãe possui também dificuldades para transformar seu próprio comportamento alimentar.”

Alimentação e Saúde Infantil - Nutrição consciente desde a infância

Não é sempre mas, em muitos casos, a necessidade compulsiva de comer e comer está diretamente ligada ao vínculo da mãe com seu filho.

Entre os estudiosos do tema é quase unânime a constatação de que os hábitos alimentares inadequados da família determinam a maioria dos casos de obesidade.

Muitos desses apontam, por parte das mães, a oferta exagerada de alimentos ao dia, acréscimo de açúcar nas receitas, e outras condutas que seguem em direção á superalimentação.

Pesquisas mostram que a obesidade como consequência da superalimentação geralmente está associada a perturbações na relação mãe-filho.

O excesso de atenção á alimentação da criança (e do bebê), pode servir de estímulo para que utilize as refeições (ou ausência delas), para chamar a atenção sobre si, ou para expressar raiva.

A necessidade da criança em agradar a mamãe  pode desencadear um processo de comilança precoce.

Por sua vez, a mamãe possui também dificuldades…

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O Diabetes está na lista das 5 doenças com maiores índices de mortalidade no mundo todo.

Costuma atacar de formas diferentes, e por motivos diferentes, de grávidas a crianças, adultos e idosos.

Porém, seus sintomas costumam ser semelhantes, levando ao excesso de açúcar, ou glicose, no sangue.

Em tempos não tão longínquos, maiores de 30, 40 anos, apareciam como portadores exclusivos de uma das manifestações da doença, o diabetes Tipo 2.

Em crianças e adolescentes, detectava-se com maior frequência o  diabetes mellitus insulino-dependente ou diabetes infantil.

Atualmente, a preocupação com o crescimento do diabetes vem crescendo em todo planeta, especialmente porque os hábitos alimentares das crianças produz novos números todos os dias.

O diabetes tipo 2 não é mais doença de gente grande.

A ingestão contínua e progressiva de açúcar por bebês antes de 2 anos, e crianças de todas as idades, leva-nos rumo a uma nova desordem mundial.

A boa notícia é que podemos lançar mão da prevenção para a diabete tipo 2, o que é quase impossível em se tratando da diabete tipo 1, a Infantil, que necessita muito da insulina injetável.

Nessa, células do pâncreas, produtoras de insulina, são destruídas pelo próprio sistema de defesa do portador, devido a fatores genéticos.

Já a tipo 2, é fruto de sedentarismo, obesidade e oferta de alimentos inadequados, associados a genética e tudo o mais.

Nada que não se possa mudar com um pouco de boa vontade… e antes que seja tarde.

Sintomas e Sinais clássicos da doença

Sede excessiva

Aumento do volume da urina

Aumento no número de micções

Surgimento do hábito de urinar à noite

Fadiga, fraqueza, tonturas e possíveis desmaios

Visão borrada

Aumento de apetite

Perda de peso

Pode acontecer do diabetes estar rondando por aí, e não ser percebido.

Há casos de crianças que possuiam doenças de infância, como otites recorrentes, camuflando a doença.

Exames de glicemia junto ao pediatra podem ser úteis, em casos em que o açúcar está sempre no topo do cardápio, e em que a criança parece acima do peso, ou muito abaixo.

Prevenção

Os cuidados com a alimentação do bebê são primordiais para que o problema fique sempre o mais longe possível.

Procure iniciar a alimentação complementar corretamente, oferecendo frutas, legumes, verduras, grãos, sementes e tudo o que é saudável.

Controle sua vontade de colocar açúcar em tudo, para que o bebê aceite melhor a papinha de frutas, ou até mesmo a papinha salgada.

Prefira os alimentos caseiros, sem uso de temperos ou nitratos.

Evite farinhas industrializadas para fazer mingau, e produtos lácteos como os  “queijos petit suisse”, que possuem muito açúcar refinado entre seus ingredientes.

Não ofereça leite integral ao bebê menor de 1 ano. Geralmente, com esse tipo de alimento vai mais um tanto de açúcar, colocado pelo produtor, ou pela mamãe para que o bebê aceite melhor a mamadeira.

E além de açúcar, vai ainda mais uma quantidade significativa de gordura saturada do próprio leite da vaca.

INSULINA

No final do século 19, foi descoberta a insulina, um peptídeo produzido pelo pâncreas, capaz de controlar a glicemia sanguínea.

No ínicio de 1921, a insulina foi, pela primeira vez, isolada e utilizada para tratamento de um doente.

Em 1922, uma mãe desesperada levou sua filha, a pequena Elizabeth Hughes, até o médico Frederick Banting, que realizava pesquisas com o hormônio. A menina estava muito magra, e apresentava fraqueza extrema.

O médico iniciou tratamento com insulina, a menina se recuperou, e logo uma indústria farmacêutica tratou de patentear e produzir grandes quantidades do que foi considerado na época uma grande revolução em termos de medicina.

Alimentação para equilibrar os níveis de açúcar no organismo

Nossos filhos são do mundo, mesmo que não gostemos muito disso.

Logo, por mais que cuidemos de tudo o que se refere ás crianças, elas seguem seus caminhos, e topam com doces e guloseimas.

Quando não por si mesmas, sempre tem alguém oferecendo uma balinha, um pirulito, um doce… para agradar.

Um amigo sempre dizia que seria bom se as pessoas mais velhas procurassem agradar crianças presenteando com um livro infantil.

Então, o jeito é cuidar para equilibrar esses excessos. Porque é o doce ofertado por terceiros, por primeiros (os próprios pais), pela escola, embutidos nos produtos alimentícios, etc.

O consumo excessivo de açucar refinado prejudica a absorção de minerais importantes como o cálcio, tão necessário para dentes e ossos fortes.

Para rebater, experimente:

Cebola

Além de fazer chorar, ela ajuda a reduzir sensivelmente os níveis de açúcar no sangue.

O primeiro estudo cientifico sobre a cebola a produção e liberação de insulina, foi realizado na década de 1920.

Brócolis, grãos integrais, levedo de cerveja, cevada, ervilha e outros alimentos ricos em Cromo costumam normalizar as taxas de açúcar no sangue. Se estiverem altas, caem, se estiverem baixas, sobem, e permanecem no limite adequado.

No Iraque, a cevada é utilizada como remédio para diabetes.

Cravo e Canela

O antigo costume árabe de colocar um pouco de cada sobre certos doces não é só para enfeitar ou incrementar o sabor.

Na verdade, servia para controlar os índices de açúcar no sangue. Mais a canela, que é muito útil em casos de diabetes tipo 2.

Legumes

Devem ser consumidos á vontade, assim como as fibras.

Aveia é boa pedida para a diabete tipo 2. Peça sugestões á nutricionista.

E mais:

Antioxidantes como abacate, manjericão, peixes, melancia, semente de gergelim, gengibre, manjerona, soja, sementes de girassol, alho e grande parte dos alimentos que contêm vitaminas E e C auxiliam no combate ao colesterol e, na seqüência,  no controle do diabetes.

Na Índia e em Israel, sementes de feno-grego são utilizadas para nivelar o açúcar do sangue, melhorar a tolerância á glicose e diminuir o colesterol ruim.

Esta erva pode ser encontrada em casas de produtos naturais e farmácias de manipulação. Peça orientação ao farmacêutico responsável sobre o uso com crianças.

Ginástica é bom em qualquer idade, principalmente para crianças que não possuem capacidade motora e precisam de uma forcinha, seja com fisioterapia, seja com exercícios simples e corriqueiros.

Bom não só por reduzir as taxas de triglicérides, mesmo nos magrinhos, mas também por ajudar a queimar excessos desnecessários.

Outros tantos:

O professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, Fernando de Oliveira, e a pesquisadora do Embrapa, Maria Lúcia Saito, pesquisaram 17 plantas brasileiras utilizadas em tratamentos para diabetes.

Está aqui: Alguns vegetais brasileiros empregados no tratamento da diabetes

Entre as citadas estão: agrião, carqueja, alcaçuz, estévia, sálvia e a já comentada cebola, com explicações mais científicas de pesquisadores nacionais e internacionais.

Se seu filho tem diabetes, ou você conhece alguém que tenha, procure uma associação como a Pró-Crianças e Jovens Diabéticos (ONG-JD)

que criou o Projeto ZELOUS, para uso do celular em monitoramento com crianças diabéticas do tipo 1.

O sistema, que ainda está em fase de testes, deve começar a funcionar no início de 2011.

Danoninho para bebês? Não pode, não!!

Mucilon para bebês baixo peso ou refluxo?

Bebês brasileiros consomem produtos industrializados em excesso

Obesidade infantil: a culpa é da mamãe?

Fontes:

História da Insulina

Diabetes tipo 2 na infância – revisão de literatura

Guia de alimentação Infantil – com dicas de cuidados para crianças especiais. Guimarães, N. Ed. Ground

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Não é sempre mas, existem casos em que a necessidade compulsiva de comer e comer está diretamente ligada ao vínculo da mãe (ou pai) com seu filho.

Entre os estudiosos do tema é quase unânime a constatação de que os hábitos alimentares inadequados da família determinam a maioria dos casos de obesidade.

Muitos desses apontam, por parte das mães, a oferta exagerada de alimentos ao dia, acréscimo de açúcar nas receitas, e outras condutas que seguem em direção á superalimentação.

Pesquisas mostram que a obesidade como consequência da superalimentação geralmente está associada a perturbações na relação mãe-filho.

O excesso de atenção á alimentação da criança (e do bebê), pode servir de estímulo para que utilize as refeições (ou ausência delas), para chamar a atenção sobre si, ou para expressar raiva.

A necessidade da criança em agradar a mamãe  pode desencadear um processo de comilança precoce.

Por sua vez, a mamãe possui também dificuldades para transformar seu próprio comportamento alimentar.

Além do mais, tem aquilo do “ser mãe”, com o costume de aliar gordura á boa saúde.

Juntando-se com a oferta de alimentos açucarados ou impróprios para o consumo em determinadas idades, inicia-se o caminho da obesidade.

Tem ainda os suplementos vitamínicos, que alteram funções cerebrais e seguem enviando mensagens para que a criança que outrora não comia, devore tudo o que vê pela frente.

Em seu último estudo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que em apenas 30 anos, o número de crianças e adolescentes do sexo masculino, acima do peso, subiu de 4% para 18%. Entre as meninas, o salto foi de 7,5% para 15,5%.

Características como o gasto de energia, a velocidade do metabolismo e a formação de determinadas proteínas no organismo passam de geração para geração e interferem no acúmulo de gordura no corpo, porém, se os pais são sedentários, dificilmente exigirão que as crianças façam exercício. Se comem mal, os pequenos terão o mesmo hábito.

Misturando fatores genéticos e de criação, os cientistas chegaram a duas probabilidades preocupantes: ter o pai ou a mãe acima do peso significa até 50% de risco de o filho ficar gordo; e, se o pai e a mãe forem obesos, a chance é de até 90%.

Leia mais:

“Bebês cereias” e a obesidade infantil – Childhood obesity News
Bebês brasileiros consomem produtos industrializados em excesso

FONTES:

Influência materna na obesidade Infantil – Núcleo Paradigma (Análise do comportamento)

Obesidade Infantil e influência dos pais (Revista Nutrição em Pauta)

Interessante…

O médico indiano Dr. Chittaranjan Yajnik é  especialista em obesidade, e diretor da Unidade de Diabetes no KEM Hospital Research Centre em Pune, na Índia.

Ele tem apresentado em palestras o quanto fatores maternos são mais determinantes para a obesidade do filho do que os paternos: genéticos, gestacionais (intra-uterinos) e pós-natais (lactação e ambiente familiar).

E que o terceiro trimestre de gestação é o período crítico para a hiperplasia das células adiposas.

Foram apresentadas as influências maternas intra-uterinas, que são nutricionais, metabólicas, estresse, infecções e tóxicas.

O alto peso materno e hiperglicemia durante a gravidez também influenciam na macrossomia.

As prováveis causas para uma criança se tornar obesa, segundo o especialista, são: exposição intra-uterina à hiperglicemia e estresse durante gestação.

Mães muito novas com diabetes poderiam ter mais genes de suscetibilidade à obesidade e diabetes.

Leia mais sobre o trabalho do médico aqui:

Obesidade Infantil: Contribuição de Fatores Maternos

Ilustração: Ziraldo

 

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“Será que tudo o que eu gosto é ilegal, é imoral ou engorda…?”

Toda criança adora cachorro quente. Aliás, não apenas as crianças.

Por outro lado, vez ou outra pipocam aqui e ali pesquisas e estudos sobre o consumo constante de alimentos embutidos (salsichas, linguiças, salame, bacon, presunto…), e sua relação com câncer, doenças cardiovasculares ou diabetes tipo II.

Em maio desse ano, saiu mais uma, realizada pela Faculdade de Medicina de Harvard, e publicada no site do jornal “Circulation” .

Com base na análise de 1.600 estudos que observaram 1,218 milhão de pessoas em uma dezena de países, os estudiosos concluíram que comer apenas um cachorro-quente por dia aumenta em 42% os riscos de sofrer doenças cardiovasculares.

Muita gente não quer acreditar, ou não quer largar o costume de se deliciar com o sanduíche mais popular do pedaço.

Entretanto, se é difícil controlar o desejo, ao menos evite o consumo exagerado.

Para as crianças, de vez em quando, em uma festa infantil, em um sábado ou domingo chuvoso, durante um jogo do campeonato, vá lá, que ninguém é de ferro.

Agora, todo dia, porque hoje estou com preguiça de ir para o fogão, porque basta colocar as salsichas na água, porque o gosto é tentador, porque não conheço ninguém que tenha morrido após a ingestão de salsicha… pense bem.

E pense ainda mais ao dar salsichas para bebês e crianças menores de 2 anos.

Se apresentam refluxo, evite completamente (não apenas salsicha, mas todo alimento embutido).

Se forem alérgicos á caseína do leite de vaca ou intolerantes á lactose, evite pois possuem lactose.

Tem ainda que, em termos nutricionais, um cachorro quente não vale muita coisa para quem quer mais que calorias.

A salsicha possui alguma quantidade de ferro, mas o organismo não o absorve como deveria, e nenhuma fibra, vitamina ou mineral.

Conforme Renata Micha, da Escola de Saúde Pública de Harvard, bacon, salame, linguiças, cachorros quentes e frios devem ser os mais evitados.

Todas as carnes processadas possuem, em média, quatro vezes mais sódio, e 50 % mais nitrato que as não processadas.

Para entender um pouco mais:

“Embutido” é todo produto á base de carne de porco, com a danada camuflada entre pedaços de carne bovina, como nas salsichas.

Para que não haja riscos de intoxicação alimentar, acabam bombardeadas com conservantes e aditivos, além dos corantes que dão aquele tom chamativo.

Entre as substâncias químicas utilizadas está o nitrito (ou nitrato de sódio), que em nosso organismo vira nitrosaminas.

Perigosas, são capazes de causar câncer no estômago, pâncreas ou intestino, além de irritar as terminações nervosas do cérebro.

Do que são feitas as salsichas?

Sabemos que salsichas são produzidas com carnes picadas ou moídas de porco, boi ou frango.

Contudo, o que muitos não sabem é quais pedaços são reservados para a confecção da iguaria: sobras dos cortes tradicionais, e partes pouco apreciadas.

Isso mesmo! Em um pequeno bastão podemos encontrar desde restos das bochechas dos animais até  sobras das vísceras.

No caso das salsichas de frango ou de peru, a carne aproveitada é a que fica grudada nos ossos após a retirada das peças principais.

Ou seja, o que iria para o lixo ou consumo de outros animais, acaba na mesa da família.

Você sabia que…

…o colesterol LDL forma depósitos espessos nas paredes internas das artérias (placas), dificultando o transporte do sangue para o coração, além da criação de coágulos que interrompem o fluxo sangüíneo em alguns pontos?

para cada 1.000 mg de sódio perdemos de 20mg a 40mg de cálcio pela urina? Parece pouco, mas faz uma falta danada para quem precisa de dentes e ossos fortes.

… ‘A maior parte do colesterol presente no corpo é sintetizada pelo próprio organismo, sendo apenas uma pequena parte adquirida pela dieta. Portanto, ao contrário de como se pensava antigamente, o nível de colesterol no sangue não aumenta se se aumentar a quantidade de colesterol na dieta.” (Wikipédia)…

…’tá… mas falta explicar como os níveis de colesterol começam a subir. Não seria pela soma de alguns fatores (alimentação, vida sedentária, etc.)?

Fontes:

Circulation Journals _ American Heart Association

Guia de alimentação Infantil – com dicas de cuidados para crianças especiais (Ed. Ground)

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