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Archive for the ‘Nutricionista infantil’ Category

sg_theasianparent_comLeia completo: Relactação e amamentação na Adoção
Dr. Karleen Gribble

Amamentar uma criança adotada é uma possibilidade que poucas pessoas estão cientes.

Não é necessário ter gerado seu filho, ou ter ovários,  para ser capaz de amamentar. E a amamentação pode ser uma experiência muito positiva tanto para a criança, quanto para a mãe.

O processo de produção do leite materno, em casos de amamentação adotiva, é bastante simples.

Durante a gravidez, os hormônios, incluindo estrogênio, progesterona e prolactina preparam os seios para produzir leite.

No entanto, o hormônio prolactina também é liberado em resposta à estimulação do mamilo. Níveis elevados de prolactina podem causar o desenvolvimento de estruturas produção e secreção do leite.

Os níveis de prolactina podem ser aumentados através da utilização de uma bomba elétrica para ordenha ou a amamentação de um bebê.

Uma vez que a secreção do leite materno começa, a saída deste mesmo leite através da sucção faz com que mais leite seja produzido.

O processo de indução da lactação chama-se relactação, trans lactação ou lactação induzida. É um processo normal e natural.

Evidente que relactação não ocorre apenas em amamentação adotiva. Mulheres que desmamaram seus filhos biológicos e desejam reiniciar a amamentação podem re-iniciar esse processo de produção do leite materno da mesma maneira.

E, literalmente, nunca é tarde demais!

Fonte
Australian Breastfeeding Association

Foto
Asosiasi Ibu Menyusui Indonésia

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Introdução de outros alimentos durante a amamentação altera o paladar e aumenta risco de obesidade

baby in chairFonte: Revista Fapesp

Os pais têm uma oportunidade rara de influenciar o desenvolvimento dos filhos e de ajudá-los a se tornarem adultos mais saudáveis. . Mas é preciso estar atento e agir rápido. Essa chance surge cedo e dura pouco.

Começa na concepção e segue por apenas mil dias – os 270 da gestação mais os 730 dos dois primeiros anos de vida.

A receita não é nova, mas pode evitar problemas graves de saúde mais tarde. Experimentos com roedores indicam que a substituição do leite materno por outros alimentos – outros tipos de leite, inclusive – nessa fase do desenvolvimento altera o paladar e instala no organismo um desequilíbrio hormonal que pode durar a vida toda e favorecer o ganho de peso.

Já a nutrição correta reduz o risco de desenvolver na idade adulta obesidade e doenças cardiovasculares, atestam estudos populacionais conduzidos em cinco países em desenvolvimento (Brasil, África do Sul, Guatemala, Filipinas e Índia).

x19957965Ainda segundo esses trabalhos, o aleitamento exclusivo favorece o desempenho intelectual.

Por algumas décadas equipes de vários países, entre elas a do epidemiologista brasileiro César Victora, avaliaram regularmente o crescimento de 10.912 crianças.

Aquelas que começaram a receber outros alimentos antes dos 6 meses de idade – o que ocorreu antes do terceiro mês com 69% dos bebês da amostra brasileira – acumularam mais gordura corporal ao longo da vida.

E quanto mais cedo consumiam papinhas, sucos e outros tipos de leite mais gordura concentravam, o que eleva o risco de problemas no coração e de acidente vascular cerebral, responsáveis por 30% das mortes no mundo (International Journal of Epidemiology).

“O que mais influenciou o acúmulo de gordura não foi a duração do aleitamento, mas a precocidade da introdução de outros alimentos na dieta da criança”, afirma Victora, professor da Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul, e da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

Uma possível explicação para o crescimento acelerado tardio é o consumo de mais calorias que o recomendado.

Conforme pesquisadoras da Universidade Estadual de Campinas, pesquisas comprovaram que crianças que recebiam mamadeiras e outros alimentos nos primeiros meses de vida consumiam até 50% mais calorias que o ideal (ver Pesquisa FAPESP nº 123).

u29589839A alimentação apropriada inclui uma dieta equilibrada da mãe na gravidez, o aleitamento materno exclusivo nos seis primeiros meses de vida e, a partir daí, a amamentação acompanhada de alimentos sólidos ricos em proteínas, vitaminas e sais minerais, como recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A participação maior das mulheres no mercado de trabalho, aliada à desinformação sobre como e por quanto tempo amamentar, contribui para que a dieta das crianças mude antes da hora.

“Além disso”, conta Victora, “muitos médicos não respeitam a orientação da OMS e introduzem cedo na dieta alimentos desnecessários nessa fase da vida”.

O resultado é que a proporção de mulheres que amamentam exclusivamente ao peito por seis meses no Brasil é baixa, comparada à de outros países.

Hoje 51% das mães alimentam os filhos exclusivamente ao peito nos quatro primeiros meses de vida – eram 36% em 1999 – e 41% amamentam até o sexto mês, segundo levantamento do Ministério da Saúde.

Por trás das alterações de com­portamento há mudanças hormonais e metabólicas.

Em trabalhos apresentados nos últimos anos no Journal of Endocrinology e Journal of Physiology,  equipe do endocrinologistas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, mostrou que o desmame precoce al­tera a composição corporal e reduz a sensibilidade ao hormônio leptina, que induz à saciedade e à puberdade.

Enquanto não se descobre o que dispara essas alterações e como as controlar de modo eficiente, o melhor é prevenir o problema por meio do aleitamento exclusivo por ao menos seis meses.

http://revistapesquisa.fapesp.br/2011/01/28/mil-dias-que-valem-uma-vida/

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E também não precisa, não é?!

Essa é a fase mais bacana da vida alimentar dos bebês.

Estão em plena descoberta, e a mamãe também acaba aprendendo muito da arte de cozinhar.

E o melhor: toda papinha leva pouco tempo para ser feita.

Ninguém precisa “se matar com a barriga no fogão”…

Site PROTESTE: NÃO SE DEIXE ENGANAR COM OS QUEIJINHOS

Açúcar demais, proteína de menos

“… os petit suisse apresentam açúcar em excesso, o que é prejudicial à saúde das crianças, que acabam se acostumando ao paladar doce desde cedo. 

Se uma criança de 7 a 10 anos consumir um potinho, estará ingerindo 27% do limite diário máximo de açúcar de absorção rápida.

Se tiver de 4 a 6 anos, 32%.

Valor muito acima do ideal recomendado, que é de 10%.

Os maiores problemas nas análises foram detectados nos teores de ferro e cálcio: as quantidades informadas nos rótulos são inferiores ao publicado nos rótulos”.

E tem ainda os 10 passos da alimentação saudável para crianças até 2 anos

Passo 5

Devem ser evitados: açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos, guloseimas (biscoitos, chocolates), sal em excesso e alimentos muito condimentados.

Veja receitas que substituem o produto, sem corantes e sem açúcar refinado 🙂

RECEITAS PRIMEIRAS PAPINHAS

Kefir e iogurte caseiro (como fazer)

Baixe aqui: Apostilas com receitas de Papinhas e Sucos

Receita de danoninho caseiro

Quase um danoninho (sem corante):

Bata uma fruta da preferência com uma banana madura (maçã, melão, mamão, pera…).

A banana ajuda a encorpar, e adoçar.
Pode utilizar iname ou outro tubérculo, ou ainda “gelatina” de agar agar

Adquira seu Kefir em alguma comunidade de doadores

Faça iogurte com aveia fermentada

Evite o tofu e soja para crianças muito pequenas

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Leia também:

Perigo dos aditivos químicos para crianças e bebês

Pediatra é retirado da propaganda do danoninho, por “impingir o consumo do produto anunciado”, 2º Conar

Entre as missões do Conar (Conselho Nacional de autorregulamentação publicitária), está, principalmente o atendimento a denúncias de consumidores, autoridades, associados ou formuladas pelos integrantes da própria diretoria.

As denúncias são julgadas por um Conselho de Ética, que pode recomendar alteração ou suspender a veiculação do anúncio.

Leia mais:

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baby eating alone3ALIMENTAÇÃO INFANTIL ATÉ 2 ANOS

Fonte: OPAS/OMS

” Quanto ao desenvolvimento fisiológico, o recém-nascido não possui maturidade de seus sistemas excretor, digestivo e neuromuscular, sendo assim os alimentos oferecidos aos bebês não devem exceder a capacidade funcional destes sistemas.

Práticas de alimentação infantil adequadas

Os alimentos complementares devem ser ricos em energia e nutrientes (particularmente ferro, cálcio, zinco, vitaminas A e C e ácido fólico) e livres de contaminação (microbiológica ou química).

Devem ser apresentados em quantidade e consistência próprias para a idade da criança e sem excessos de sal e condimentos (WHO, 1998).

A freqüência com que as refeições devem ser oferecidas à criança depende da densidade energética dos alimentos e vice-versa.

Crianças amamentadas entre 6 e 8 meses de idade devem receber, além do leite materno, 2 ou 3 refeições diárias, e crianças maiores de 8 meses devem receber pelo mek1831856nos 3 refeições (WHO, 1998).

O uso de cereais, raízes e tubérculos preparados como papas, sopas ou mingaus diluídos resultam em preparações com baixo conteúdo e densidade energética.

Além disso, estes alimentos contêm ácido fítico, polifenóis e/ou fibra dietética, componentes que inibem a absorção de determinados micronutrientes (Gibson e Hotz, 2000).

Segundo a OMS (WHO, 1998), o período de alimentação complementar é aquele durante o qual outros alimentos ou líquidos são oferecidos à criança junto com o leite materno.

Qualquer alimento ou líquido que contenha nutrientes, oferecido à criança neste período, é chamado de alimento complementar.

1296009Quando um alimento complementar é especificamente preparado para atender as necessidades nutricionais e fisiológicas da criança, este alimento é definido como alimento de transição.

Quando os alimentos complementares oferecidos à criança são os mesmos consumidos pelos outros membros da família são chamados alimentos da família.

A introdução de alimentos de transição antes dos quatro meses de idade pode interferir no estabelecimento de hábitos alimentares que podem contribuir para superalimentação, pois antes desta idade, a criança não consegue expressar reações que indicam saciedade e recusa ao alimento – como fechar a boca e inclinar a cabeça para trás.

O processo de introdução de alimentos sólidos é lento, e quanto mais jovem é a criança mais demorada é a aceitação de alimentos diferentes do leite.

Fonte:
Disponível para download em: Guia alimentar para crianças menores de dois anos. Organização Mundial de Saúde (OMS)/ Organização Pan-amaericana de Saúde (OPAS)

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