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Archive for the ‘MAMADEIRA’ Category

Desde 1º de janeiro de 2012 a venda de mamadeiras, ou outros utensílios para lactentes que contenham BPA (Bisfenol-A ), está proibida em território nacional.

A determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi baseada em estudos que apontam os riscos decorrentes da exposição precoce e constante ao BPA. 

Fabricantes e importadores terão 90 dias para cumprir a determinação. Produtos fabricados e importados poderão ser vendidos até o final de 2011.

A União Européia proibiu a substância no início desse ano. O Comissário responsável pela Saúde e Defesa do Consumidor da UE, John Dalli, alertou:  “Existem áreas de incerteza, decorrentes de novos estudos, que mostraram que o BPA pode ter um efeito sobre o desenvolvimento, a resposta imune e na promoção de tumores”.  

Em 2010, a SBEM-SP  (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) lançou a campanha Diga não ao bisfenol A, a vida não tem plano B”.

O QUE É BISFENOL A?

Fonte: otaodoconsumo

O bisfenol-A (BPA), cuja formula é (CH3)2C(C6H4OH)2, é um composto utilizado na fabricação do policarbonato, um tipo de plástico rígido e transparente. É o monômero mais comum entre os policarbonatos empregados em embalagens de alimentos.

Cientistas, fabricantes e órgãos reguladores concordam em quatro pontos:

  • Pessoas do mundo civilizado estão em constante exposição ao BPA.
  • Bebês são os mais vulneráveis à exposição, vinda principalmente das mamadeiras de policarbonato.
  • O BPA age como o hormônio estrogênio.
  • Alguns estrogênios sintéticos causam câncer e infertilidade.

ONDE ENCONTRAMOS O BISFENOL-A?
Em grande parte das mamadeiras de plástico;
Em embalagens plásticas para acondicionar alimentos na geladeira, copos infantis, materiais médicos e dentários;
Nos enlatados, como revestimento interno;
Em garrafas reutilizáveis de água (squeeze) e garrafões de 5 litros.

Mais:

Mamadeiras de plástico são proibidas na Europa. Enquanto isso, em terras brasileiras…

 

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A União Europeia vai proibir o uso de compostos orgânicos Bisfenol A (BPA) em mamadeiras de plástico, á partir de 2011.

“Existem áreas de incerteza, decorrentes de novos estudos, que mostraram que o BPA pode ter um efeito sobre o desenvolvimento, a resposta imune e na promoção de tumores,” alerta John Dalli, Comissário responsável pela Saúde e Defesa do Consumidor da UE.

Presente no policarbonato, um tipo de plástico rígido e transparente, e também na resina que reveste latas de alimentos, o BPA (Bisfenol A), simula no organismo a ação do hormônio estrogênio, podendo causar desequilíbrio no sistema endócrino.

Especialistas concordam, porém, que a gestação e os primeiros dois anos de vida são os períodos de maior vulnerabilidade, pois os bebês estão em rápido desenvolvimento, têm pouca massa e maior dificuldade para metabolizar agentes tóxicos.

Um estudo do FDA (Food and Drug Administration) de 2010 levantou preocupações quanto à exposição de fetos, bebês e crianças pequenas ao composto.

Em setembro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) promoveu um encontro com especialistas para avaliar as evidências científicas, e a conclusão é que os alimentos são, de fato, a principal fonte de exposição ao BPA.

Produtos como brinquedos, resina dentária e papel de nota fiscal teriam importância menor.

“O problema é que estamos expostos a uma contaminação contínua e há uma ação combinada do bisfenol com outros desreguladores endócrinos presentes no cotidiano, como agrotóxicos e até o fitoestrógeno da soja.

Não se sabe até que ponto um pode potencializar o outro”, afirma a médica Ieda Verreschi, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Estado de São Paulo.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permite até 0,6 miligramas de bisfenol-A por Kg do composto usado na fabricação de cada produto.

Segundo Ieda, há indícios de que os desreguladores endócrinos são perigosos mesmo em concentrações inferiores ao limite permitido pela legislação.

“Nesse caso, vale o princípio da precaução. Devemos considerar o bisfenol como potencialmente perigoso até provar o contrário.”

A susbtância já é proibida no Canadá, na Dinamarca e Costa Rica, bem como em alguns Estados americanos.

Suspeita-se, desde a década de 1930, de que seja prejudicial à saúde. Em 2008, após vários artigos do governo dos EUA questionarem sua segurança, e alguns comerciantes retiraram das prateleiras produtos com BPA.

Um projeto de lei determinando restrições ao uso do BPA foi aprovado recentemente na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado brasileiro.

Agora deve ser avaliado na Comissão de Assuntos Sociais e então seguir para a Câmara dos Deputados, onde será votada em caráter terminativo.

Mesmo assim, ainda há o risco de ser votado sem conhecimento de causa, e tudo acabar na mesma.

Previna-se com:

Amamentação exclusiva

Evite esquentar alimentos dentro de recipientes plásticos (mamadeira, copinho, vasilhames, etc).

Resfrie o leite antes de colocar na mamadeira com BPA.

Não utilize forminhas de gelo ou potes de plástico, para congelar papinhas ou outros alimentos.

Não coloque garrafas ou jarras plásticas na geladeira.

Opções ao BPA:

Mamadeira de vidro

Mamadeira de polipropileno

Produtos que possuam no rótulo: “BPA Free” ou “livre de BPA”.

Para o lanche da escola, mande os sucos em garrafinhas de aço inox que conservam o sabor e deixam na temperatura adequada.

Últimas notícias, clique abaixo:

 

Finalmente, o BPA (Bisfenol A) está fora!!!!

Fontes:

Reuters

Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia de São Paulo

Jornal O Estado de S.Paulo

O tao do consumo

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