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Archive for the ‘Intolerância á lactose’ Category

Leite vegetal para o bebê ou criança pequena é uma boa pedida na hora de oferecer mais vitaminas, minerais, fibras e também gorduras benéficas.

Na verdade, o dito popular acabou fixando as bebidas feitas com vegetais como “leite”.

Leite porque alimenta, e pronto.

mymidlifemumblings.wordpress

LEITE DE AVEIA

Coloque 150 ml de aveia em flocos de molho em 1 litro de água, por cerca de 20 minutos.

Em seguida, bata no liquidificador, acrescentando 1 pitada de sal.

naturaltherapypagescomau -

Guarde em jarra de vidro esterilizada ou pote de vidro, bem fechado, na geladeira.

Para bebês, pode fazer cozido, como um mingau ralo, para garantir a segurança alimentar.

Coloque 250ml de água para cada 3 colheres de aveia, e leve ao fogo, com umA pitada de sal.

Para dar mais sabor, coloque raspas de laranja, bata com uma fruta doce, acrescente baunilha em favas ou cacau, alfarroba…

Evite alimentos crus para bebês pequenos, pelo risco de contaminação.

A menos quea família seja crudívora, e saiba lidar com esse tipo de alimentação adequadamente.

Como o Daniel, pai da Olivia:

OLIVIA É CRUDIVORA DESDE QUE NASCEU!

LEITE DE GERGELIM ou LINHAÇA

2 xícaras de água
4 colheres de sopa de sementes de gergelim

Deixe as sementes de molho por cerca de 3 a 4 horas. Bata no liquidificador, depois coe.

Esse tipo de leite é melhor para uso em receitas como de pães, bolos, etc.

Não é aconselhável a ingestão de gergelim ou linhaça em quantidades maiores que 1 colher de café ao dia para crianças muito pequenas.

Essas sementes devem ser sempre hidratadas ou germinadas, e oferecidas sem a casca.

O gergelim é alergênico, portanto não deve ser oferecido aos bebês e crianças menores de 1 ano, á menos que comprovado que não há risco para a saúde. 

LEITE DE CASTANHAS com AVEIA

1/2 litro de água fervente
3 castanhas do Pará
2 colheres de sopa de flocos de aveia
1 pitada de sal

Deixe de molho por cerca de 1 hora, depois bata tudo no liquidificador.Coe. Pronto.

Ideal para uso em receitas de bolos, bolinhos, tortas, etc.

As castanhas e nozes possuem potencial alergênico, e elementos tóxicos se ingeridos em quantidade superior á recomendada ao dia.

O consumo de frutas oleaginosas deve ser extremamente moderado para crianças menores.

LEITE DE ARROZ

1 xícara de arroz cru lavado (prefira arroz moti, arbóreo ou integral)
4 xícaras de água, 1 pitada de sal marinho
Deixar de molho por cerca de 4 horas.

Coloque o arroz para cozinhar em fogo baixo, até que fique cozido e empapado. Não deixe a água secar. O caldo deve estar com os níveis sempre acima dos grãos de arroz, mesmo depois de cozido.

Deixe esfriar. Coloque a água do cozido com auxilio de uma concha, e algumas colheres do arroz já cozido, no liquidificador, com a própria água.

Para acrescentar cálcio á receita, coloque 2 castanhas de molho em água fervente, por 4 horas, e bata junto com o arroz, ou acrescente 1 colher de café de gergelim ou linhaça germinados ou hidratados, ou misture o arroz com  Quinoa, que é rica em cálcio.

Coe em coador de pano grande (de café ou similar).

downloadLEITE DE COCO

Limpe 2 cocos médios.Retire a polpa. Pique e bata no processador ou iquidificador, com pouca água do próprio coco.

Transfira para um pano fino (tipo tule), ou uma peneira extrafina. Esprema para tirar todo o seu leite.

Ou faça dessa maneira:

Coloque o bagaço do coco em uma vasilha.

Misture com água. Deixe de molho por 30 minutos.

A seguir, despeje em um coador de pano e esprema bem.

Guarde em jarra de vidro esterilizada.

LEITE DE QUINOA

1/2 copo de grãos de quinoa lavada

2 xicaras de água filtrada

Coloque a quinoa de molho em água, em uma tigela de vidro.

Cubra com uma tampa ou filme plástico. Deixe na  geladeira durante a noite.

Na manhã seguinte, escorra a quinoa e passe em água limpa.

Coloque em uma panela, junte as 2 xícaras de água  e leve ao fogo até ferver.

deixe amornar e bata no liquidificador, acrescentado água aos poucos, se necessário.

Coe utilizando coador de pano grande (de café).

LEITE DE AMÊNDOAS DOCES

Coloque as amêndoas de molho (200g) em uma vasilha com cerca de dois dedos acima.

Deixe por cerca de 1 hora. despreze a água.

Bata com água (1 litro).

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LEITE DE ORCHATA DE CHUFA (Blog da Karenina)

Por recomendação da pediatra, a Karenina começou a dar leite de orchata pra sua filha, ainda bebê. No blog ela conta como foi essa experiência, muito bem sucedida!

Horchata

Tem ainda leite de inhame, de canjica, de milho, de quinoa, de alpiste, de cevadinha, de

Utilize baunilha em favas, cacau, alfarroba ou frutas doces para dar um up no sabor!

Leites de castanhas, nozes, gergelim ou linhaça devem ser consumidos com moderação, pois possuem substâncias que podem causar problemas se ingeridas acima da quantidade diária recomendada.

De onde veio?

Tomei conhecimento do leite de arroz lendo o livro de um médico alemão, que o recomendava como excelente para fortalecer o aparelho digestivo. Isso lá no outro século.

Ele citava a medicina chinesa, de onde sempre vem muita coisa boa, e a macrobiótica.

Anos depois, lembrei do leite de arroz como substituto ao leite de vaca para minha filha alérgica e intolerante.

O leite de grãos eu achava forte, depois soube que pode causar um desequilíbrio de nutrientes por conter muitos fitatos.

Deixei para quando ela estivesse maior, e os de gergelim e de castanhas conheci em um tópico do orkut.

Veja mais:

KEFIR E IOGURTE CASEIRO

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KEFIR é uma bebida produzida através da fermentação de grãos de micro-organismos vivos, assim como os iogurtes.

Diz a lenda que a tribo turca Karachay, habitante das montanhas entre a Europa Oriental e Ásia Oriental, foi agraciada pelo Criador com os grãos que deram origem a essa bebida quase mítica.

Com a dádiva, foram entregues algumas normas, como a doação dos grãos apenas ás pessoas honestas e de bom coração. Entre as tribos caucasianas do norte, vender Kefir era um pecado mortal.

Com isso, os segredos da origem dos grãos do Kefir se perderam no tempo, e sua disseminação pelo mundo iniciou-se apenas após 1867, data em que se registram suas primeiras aparições, distantes das tribos turcas.

Hoje, o Kefir é popular em vários países, onde é vendido em supermercados. No Brasil, contamos com a doação de grãos para a produção caseira da bebida.

PRODUÇÃO CASEIRA

Os grãos do Kefir multiplicam-se conforme são cultivados, e aumentam rapidamente.

Diferentemente do iogurte, fermentado apenas por lactobacilos, pode ser fermentado por cerca de 37 micro-organismos diferentes, incluindo as leveduras utilizadas na preparação de pães e cerveja.

Após o preparo da bebida, separa-se os grãos para novo cultivo (formação de mais Kefir), para ser consumido ao natural, ou misturado com frutas, mel e cereais, e também pode ser utilizado no preparo de receitas como substituto do leite ou iogurte.

O Kefir entra em estado de “hibernação” quando exposto á temperaturas abaixo de 10.° Por isso, pode ficar em hibernação, guardado em geladeira, caso deseje dar um tempo no cultivo ou consumo.


Saúde!

Segundo cientistas asiáticos e europeus o Kefir contém triptofano, cálcio, magnésio, fósforo, vitaminas B1, vitamina K, biotina e ainda garantem que possui vitamina B12 (devido ás suas origens remotas).

Argumenta-se que o ácido láctico presente no Kefir e demais bebidas fermentadas melhora o metabolismo geral, e o ácido carbônico diminui a irritação da mucosa estomacal, aliviando sintomas de colite, gastrite, rins e pulmões.

A bebida auxilia na saúde mental, colabora com a redução do peso, tratamento de diabetes e algumas alergias. Fortalece o sistema imunitário, normaliza a pressão arterial, regula o colesterol, é útil para pessoas com depressão e insônia, bronquite e aterosclerose. Pra terminar, também é desintoxicante.

Porém, pode ser contraindicado para pessoas com problemas hepáticos, devido á formação de etanol durante sua fermentação.

Segundo estudos europeus, descobriu-se que 1 litro de Kefir pode conter até 38 g de etanol  por litro após 7 a 10 dias de fermentação.

Para intolerantes á lactose, vegetarianos ou vegans o cultivo em água ou outra cultura fermentativa que não o leite de vaca é o mais adequado.

Fontes

Teor de etanol no kefir de água – Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA – NCBNI

História do Kefir – Wikipedia

A Mágica do iogurte da moda – Iliana Dimitrova

Veja mais: Kefir (Receita Iogurte de kefir de coco)

Alimentos fermentados – Muito além dos iogurtes

Kefir – alimento probiótico

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Todos os dias, produzimos entre 0,5 l  a 1,5l de gases.

Uma parte vem do ar que engolimos diariamente (ao comer, beber, falar ou respirar). A outra,  vem de uma combinação mais complexa.

Nos nossos intestinos habitam tantas bactérias quanto cabem,  se alimentando dos nutrientes que ingerimos.

Esses micro-organismos pagam hospedagem produzindo nutrientes benéficos para absorção de alimentos no nosso corpo, e defendem o terreno onde vivem, evitando que bactérias nocivas se instalem.

O intestino delgado não é capaz de absorver determinados carboidratos,  devido a ausência da enzima α-galactosidase.

Esses açúcares vão para o intestino grosso, onde estão alguns trilhões dessas bactérias.

Ali, liberam enxofre,  que se junta com hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, mais dióxido de carbono e metano dos nossos gases “naturais”,  deixando aquele odor característico da Flatulência.

Eliminamos parte dos nossos gases silenciosamente, em cerca de 15 flatos (em latim, sopros) diários,  durante o sono ou quando evacuamos.

Mas quando passam da conta, e chegam poluindo o ambiente, pode ser resultado de má absorção de carboidratos, ou aumento da atividade bacteriana local.

Carboidratos líderes na fomação de gases:

Rafinose

Feijões, lentilhas, ervilhas, brócolis, repolho…

Lactose

Açúcar do leite de vaca (e derivados).

Frutose

Cebola, pêra

Sorbitol

Frutas como maçã, pêra, pêssego e ameixas secas

Amidos

Batatas, trigo, macarrão, batata-doce

(O arroz é o único amido que não produz gases)

Fibras solúveis

Maioria das frutas muito doces, aveia, feijões, ervilhas

Mais:

Açúcar refinado (considere também o açúcar dos alimentos e sucos industrializados para crianças) , doces em geral, couve-flor, ovos, milho, cevada, queijos, sorvetes (pela gordura trans, oucreme de leite + leite), alimentos com lactose como pães, cereais e molhos para salada, sucos industrializados, alimentos com sorbitol como os dietéticos, balas e gomas sem açúcar.

A alimentação do bebê e os gases

Quando dar feijão para o bebê?

Se o seu bebê tem prisão de ventre, cólicas ou gases, evite as leguminosas como os feijões, que são ricas nos açúcares campeões de flatulência: a rafinose e a estaquiose. Para diminuir seus efeitos, siga a tradição: horas de molho e cozimento demorado.

Veja aqui uma explicação mais detalhada: Por que o feijão causa flatulência / Eduardo Canto (Ciências naturais -aprendendo com o cotidiano – Editora Moderna)

A fama da batata- doce

A digestão da batata-doce é mais demorada, favorecendo a fermentação no intestino grosso, devido ao amido de sua composição. Siga o procedimento abaixo, para diminuir seus efeitos desagradáveis. E oferte aos menores de 1 ano com moderação.

Batatas

Após cortar, deixe por alguns minutos de molho em água. Depois, despreze. Assim, retira parte do amido que pode prejudicar a digestão.

Cuidado com a carne vermelha…

De início, oferte apenas o caldo. A carne vermelha é de difícil digestão, lenta mesmo. Não tem fibras, e se for gorda é banquete para bactérias. Acabam por aumentar a flatulência.

… E  com as gorduras

especialmente das frituras,embutidos e carnes gordas.

Outros motivos:

Obesidade e comilança compulsiva, falar durante as refeições, não mastigar os alimentos, tomar líquidos quentes (café, chás, sopas), uso de canudinho para bebidas, respirar pela boca, intolerância á lactose ou ao gúten, bebidas gasosas…

Quando não recebem o tipo certo de alimentos, as bactérias ficam irritadas, e atacam as paredes dos intestinos, causando constipação e indigestão. (Professor Lars Munck/Universidade de Copenhagen)

Como controlar:

Cuide da flora intestinal após tratamentos com antibióticos, ou episódios de diarréia.

Utilize probióticos, de preferência os não industrializados.

Veja aqui: Alimentos fermentados: muito além dos  iogurtes!

Investigue doenças ocasionadas por deficiências enzimáticas como a intolerancia á lactose, ao gluten ou á sacarose.

Peça ao médico para investigar parasitose, também em adultos e idosos. Vermes como a giárdia tornam nosso organismo deficiente de algumas enzimas.

Evite refrigerantes e bebidas gasosas

Elimine os gases dos alimentos. Deixe de molho (grãos), hidrate (farelos e sementes), cozinhe por mais tempo ou GERMINE.

Para aliviar as dores:

Tente o costumeiro “deitar de bruços”.

Se não der certo, e as dores persistirem, massageie a barriga suavemente, em movimentos circulares, começando do lado esquerdo para o direito, terminando no esquerdo, abaixo do umbigo.

Faça “passinhos”, com as pontas dos dedos. Vai sentir as bolhinhas se movimentando no seu abdômem. Encaminhe para a saída (do lado esquerdo, sentido descendente, apenas depois de seguiros passos acima.

Também nos jovens adultos e idosos,  uma massagem pode levar ao caminho do alívio, e da cura.

Para os bebês, a massagem milenar indiana, conhecida por aqui como Shantalla, resolve á beça.

O link para o vídeo com a própria fazendo massagens em seu bebê, está aqui, é só clicar:

Cólica e prisão de ventre… ninguém merece!

Se o seu bebê é um golfador, ou tem sempre um ronquinho em algum lugar do corpo, ajude-o com um exercício fácil de respiração.  Aquele mesmo,
“aspire…inspire…aspire…inspire…”

Apenas mais um toque: coloque as mãos espalmadas, com o dedos para baixo, sobre a barriga. Deixe assim, quieta, por alguns segundos, retire, coloque novamente.

Ajuda mesmo na hora em que o “mardito” fica naquele sai e não sai, e os gases começam a uivar dentro de você. Ensinei meu filho a fazer esse toque. Logo ouço um “‘tá saindo, manhê! ” (hahaha).

Para crianças com necessidades especiais, os cuidados são mais intensos. Caso use fraldas, abra e empurre as pernas levemente de encontro ao abdome, algumas vezes.

Faça massagens diárias, para incentivar a movimentação dos órgãos.

Passe pomada de calêndula ou óleo de amêndoas na saída, com delicadeza, e a ajuda de um cotonete.

Estimule a evacuação emitindo onomatopéias como “rrrãaaammm” e as outras todas que usa na hora H. Lembre-se de respirar com uma mulher no parto. Aqui, costuma funcionar.

Cuide da alimentação!

Bactérias alteradas podem machucar as paredes dos intestinos, provocar gases, dores e constipação.

Já falamos disso:

Orientações Médicas para constipação

Fontes

COMPOSTOS NUTRICIONAIS E FATORES ANTINUTRICIONAIS DO FEIJÃO COMUM – Revista – Arquivos Ciências da Saúde / Universidade Paranaense (UNIPAR)

BIODISPONIBILIDADE DE MINERAIS DAS FONTES LEGUMINOSAS – Revista Simbio-logias (Revista Eletrônica de Educação, Filosofia e Nutrição) / Unesp/campus Botucatu

FLATULÊNCIA E ERUCTAÇÃO / GASES – ABC da Saúde – Informações Médicas

BACTÉRIAS INTESTINAIS E SISTEMA IMUNOLÓGICO – O Mundo das leveduras /Laboratório de Microbiologia da UNESP – Campus Rio Claro

Ilustração e texto prof. emérito Lars Munck / Universidade de Copenhagen

Tem gente que não entende…

Demissão por flatulência

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É inevitável. Filho doente causa uma sensação tão difícil de controlar… o chão é o primeiro a sumir.

A cabeça pensa besteira, o coração entra em descompasso, mas não podemos parar.

Pelo contrário, agora é que mostramos mesmo para que servem as mamães…hehehe.

Atente para sintomas como palidez, choro que parece um gemido ou grito de dor, falta de apetite, sonolência, vômito e, principalmente, alta temperatura corporal.

Caso suba, nada de pânico!  Preocupe-se mesmo se estiver acima de 37,5 º, medidos com termômetro.

Bebês menores de um ano, e crianças de qualquer idade que não falam, precisam de muito mais atenção.

Podem cair no sono com facilidade, ou passar horas acordados para total aflição materna. Demonstram incômodo de alguma forma, em alguns casos expelem o que está maltratando o corpo pelo vômito, ou diarréia. Ruim quando o negócio não quer sair, e o organismo não dá conta de expulsar o invasor.

Se parecer grave, consulte um médico de confiança o quanto antes.

Não caia no desespero e leve seu bebê recém-nascido ao Pronto Socorro mais próximo porque sente cólicas, ou regurgitou… Lembre-se sempre que é muito importante ter muita calma nessa hora.

Se houver sintomas preocupantes, e persistentes, busque orientação especializada (não o clínico geral) para investigações mais detalhadas, e orientações adequadas.

Exames clínicos ou laboratoriais podem detectar possíveis infecções. Qualquer sinal de problema respiratório deve ser observado e tratado com muita prudência.

Crianças portadoras de lesões cerebrais costumam apresentar temperatura alta ( não exatamente febre), quando sentem alguma dor que não conseguem expressar.

Também pode acontecer a hipotermia. Mesmo seriamente enfermas, a temperatura fica lá embaixo.

Para baixar a febre

Faça compressas com uma fralda ou pano de algodão, umedecido em água não muito fria.

Coloque na testa, atrás do pescoço, das orelhas e embaixo dos braços. Deixe por alguns minutos nestas áreas. Conforme forem esquentando, troque-os. Verifique após alguns minutos se a temperatura se normalizou, com o auxílio de um termômetro.

Não cubra. Retire meias e blusas, e segure-se: não enrole seu filho em um cobertor porque bate os dentinhos de frio.

Coloque roupas leves, de algodão.

Hidrate! Dê pequenos goles de água, vez ou outra.

Ofereça pequenos pedaços de frutas (sem casca) como maçã, pêra, melão, manga…

Evite bebidas protéicas (sucos de soja ou leite de vaca), e açúcar, especialmente o refinado.

Não automedique!

Dê antitérmico e analgésico,  apenas por recomendação médica.

O uso continuado de dipirona sódica, pode causar redução de glóbulos brancos. Existe um tempo para uso do remédio, evite ultrapassar. Utilize apenas se muito necessário, como nos casos em que outras substâncias antitérmicas não fazem efeito.

Quando a febre não cede fácil, pode ser sinal de infecção. O médico prescreve o uso de antibióticos, com a possibilidade de tratamento em casa, sem riscos de infecções hospitalares.

Algumas reações alérgicas também podem provocar estado febril.

Mais:

Corpo hidratado funciona melhor, mesmo que a doença dê  a impressão de que tudo vai muito mal.

Os bebês especiais, e crônicos respiratórios, costumam apresentar um ronco forte nos pulmões, após a ingestão de líquidos, quando estão muito gripados.

Os roncos também podem ser sintomas de reação alérgica a algum alimento. O leite de vaca é o primeiro no ranking dos causadores de alergias em crianças até 3 anos.

As reações aos alimentos podem provocar sintomas que se confundem com gripe, resfriado, asma bronquica, bronquite, bronquiolite, refluxo gastroesofágico (vômitos), entre outros, e também levar a criança  a uma pneumonia.

Dê líquidos, mas perceba o momento de parar, se houver muita salivação e ronco.

É preciso secar toda essa secreção, ou que seja retirada através da tosse provocada por tapotagem, nos casos de bebês e crianças especiais.

A limpeza dos brônquios pulmonares é primordial para a saúde pois, entupidos com o catarro, passam a ter funcionamento deficiente, provocando séria dificuldade na respiração.

Se a criança estiver arfando, e não houver infecção, tome providências urgentes antes que as secreções cheguem aos pulmões e dominem o ambiente (ondepode evoluir para pneumonia).

Verifique também se o nariz não parece inchado, e se há dificuldades em respirar ao dormir. Pode ser apenas catarro que não conseguem soltar. Pode-se prevenir com vaporização durante o banho. Deixe a água quente do chuveiro criar vapor e então leve seu filho para lá, ajudando-o a aspirar o vapor quente por alguns poucos minutos.

Utilize pomada de calêndula para secar os seios da face. Passe acima dos olhos, rente ás sobrancelhas, da raiz do nariz até as bochechas chegando nas orelhas. Alivia as dores da sinusite e seca as secreções quando não há infecção.

A constipação costuma acontecer com frequência em organismos debilitados, prejudicando ainda mais a saúde.  A falta de apetite também.

Opte por frutas como a pêra, para ajudar a evacuar e fornecer água. Mamão, que auxilia a fortalece ro sistema imunológico,creme de abacate com banana (sem açúcar),  maçã, que combate bactérias intestinais e o mau hálito, creme de manga , etc. Dê a maçã sem casca, não faça sucos.  Pode colocá-la nos sucos com outras frutas, que ajuda a liberar os intestinos.

Nesta horas, os caldos e cremes são a melhor pedida, pois confortam o corpo, que não está com muita disposição para digerir nada complicado.

A carne vermelha é de difícil digestão. O corpo adoecido precisa de ajuda, não de mais problemas. 

Use mais os legumes e a maior quantidade de verde possível.

Faça canja com bardana,nabo, gengibre, salsinha, nirá e acrescente alguns brotos de alfafa ou feijão. Os germinados e brotados devem ser acrescidos após desligar o fogo.

Salsinha, coentro e cebolinha vão ajudar na digestão e aumentar os níveis de vitamina C e clorofila.

Utilize azeite de oliva extravirgem.

Após longos períodos de recuperação, troque a chupeta e a escova de dentes, jogando fora as bactérias e outros microorganismos oportunistas.

Alergia Alimentar infantil

A alergia ás proteínas do leite de vaca é a alergia alimentar que mais acomete as crianças na primeira infância.

Costuma ocorrer nos menores de três anos, também com a sensibilização através do aleitamento materno, caso a mãe consuma alimentos lácteos ou derivados.

Cerca de 60% das crianças manifestam os primeiros sintomas de alergia logo após a primeira mamada.

Estudos apontam que as alergias alimentares são causadas principalmente pelas proteínas do leite de vaca, seguido do ovo, soja, amendoim, castanhas, peixes, frutos do mar e trigo.

Pelo menos 40 sintomas podem estar associados com reações alérgicas: cólica, vômito, diarréia (às vezes com sangue), urticária, asma, salivação intensa e engasgos que levam á pneumonia, sinusite, coceira, otites de repetição, tosse, espirro, anemia, baixo crescimento, rinite, dor de cabeça, inchaço nos lábios, na língua e na garganta e choque anafilático.

Fonte:

Guimarães, Nana. Guia de alimentação infantil- com dicas de cuidados para crianças especiais, 2003.

GAZOLA, Helen B. Alergia alimentar em crianças. São Paulo: Revista Nutrição em Pauta, V. 16, n. 90, 2008, p. 16 – 20.

Veja mais:

Para fortalecer o sistema imunitário



 

 

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Posição “tigre na árvore” / Fonte: BabyWorld

Dor de barriga e muito choro são o alerta de que algo não está bem.

No caminho que vai da boca ao intestino grosso, a comida  sofre várias alterações, até ter o fim que já conhecemos.

A cólica do bebê nada mais é que a fermentação dos alimentos, em especial o leite, provocando gases.

Estes gases acabam por pressionar as paredes intestinais, causando muita dor.

Nem sempre percebemos, assim de cara, o que está acontecendo.

Parou para pensar quando foi o último cocô?

Passou um dia, e nada?!?

Presas nos intestinos, as fezes começam a “trabalhar”, enviando toxinas ao fígado e, daí, uma sucessão de consequências desastrosas toma conta da história.

Pior mesmo é quando sintomas como dor de cabeça, fadiga, irritação ou mau humor mascaram a origem do problema.

preciouslittleoneA flora intestinal, com toda sua população de bactérias, fungos e demais micro-organismos, depende de um bom tratamento.

O consumo de determinados carboidratos não é totalmente absorvido pelo intestino delgado, formando resíduos.

Estes resíduos vão para o intestino grosso,  onde uma comunidade de micro-organismos se abastece, provocando fermentação dos restos.

No processo, gera gases mistos, muitos sem odores, outros capazes de infectar o ambiente por alguns metros, como o dióxido de carbono.

PARA CRIANÇAS MAIORES, EM ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR

Entre os campeões da flatulência (do grego flatus : vento) estão:  o feijão, que possui um açúcar oligossacarídeo na composição (a rafinose), as fibras solúveis do farelo de aveia (betaglucanos), amidos (açucares) de trigo, milho, batata e aveia e a pectina, fibra da maçã, quando ingerida em forma de suco, doces com açúcar refinado + leite de vaca e chocolate (geralmente, ao leite) e alimentos refinados em geral.

Tem ainda o leite de vaca e derivados, repolho, couve-flor, brócolis, ervilha, lentilha, cebola, nabo, soja, banana e pães.

A carne vermelha pode prender. Não contém fibras, e sua digestão é lenta.

O que fazer nessa hora?

Se o seu bebê for menor de 6 meses, e se alimenta de fórmulas artificiais

Fale com o pediatra, ou uma nutricionista, sobre a quantidade de água a oferecer ao dia, entre as mamadas. 

Se o seu bebê se alimenta com fórmulas artificiais, e toma algum tipo de medicamento, leia a bula, e observe se não está colaborando com as cólicas.

Remédios para refluxo podem causar incômodos abdominais, por acelerarem o esvaziamento gástrico.

É impostante saber a diferença entre refluxo fisiológico e patológico antes de medicar o bebê menor de 2 meses.

O ferro suplementado também pode ocasionar em fezes presas, se a ingestão estiver acima do necessário ao dia (considere também o ferro dos alimentos nos cálculos).

theglobalfoolSe é amamentado ao seio, não dê água, ou qualquer outro líquido, mesmo com alguém dizendo que pode. Não pode, e não precisa.

Não são todas as substâncias que passam para o leite materno, ele realmente possui fatores de proteção, mas existe o outro lado. 

Não custa nada dar uma forcinha, evitando comer como se fosse tudo como antes… antes do bebê… lembra?

PreciousLittleOne

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Para os maiores de 6 meses

As Frutas frescas auxiliam o trabalho dos intestinos, regando a passagem com seus líquidos.

Nestes casos, as mais eficazes são: ameixa, pêssego, banana nanica madurinha, mamão, melão, manga, pera, abacate, coco…

A pera possui efeitos quase imediatos, assim como o abacate, que possui mais fibras. Para adoçar, basta misturar com um pedaço de banana nanica.

Utilize azeite de oliva extravirgem nas papinhas (um ou dois fios bastam).

Não frite alho e cebola para fazer a comida do seu bebê, especialmente quando inicia a alimentação complementar.

Comece com purês, sem óleo aquecido e temperos que nós, adultos, suportamos bem.

Bolacha maizena e afins podem causar mais prisão de ventre.

Cuidado com as farinhas industrializadas para bebês. No processo perdem tantas fibras naturais!

Cereais industrializados podem não ser uma boa idéia. Costumam acrescentar açúcar entre os ingredientes. Prefira os integrais naturais (aveia em flocos, cevadinha, etc).

As sementes ajudam outro bocado, e se hidratadas, melhor. Evite tostar e moer. Os efeitos serão melhores com a hidratação, levando água ao bolo fecal, além de gorduras saudáveis como a da linhaça.

Aveia é bom mesmo, entretanto pode complicar o meio de campo. Utilize flocos hidratados. Basta deixar de molho em água pouco antes de misturar á fruta, por exemplo.

Lembre-se que, se der a aveia, precisa dar água, para ajudar o bolo intestinal a ficar mais umedecido facilitando a saída.

Tem mais:

Essa todo mundo sabe: Fibras!

Como absorvem água é necessário ter cautela ao dar fibras para crianças menores de 2 anos, que sequer possuem a quantidade diária estabelecida pelos órgãos competentes. Portanto, moderação. Também porque podem comprometer a absorção de nutrientes importantes como o Ferro.

Com fibras: aveia, trigo, cevada, arroz integral, etc.

Probióticos: os fermentados são excelentes para o bom funcionamento dos intestinos: do famoso iogurte ao pouco conhecido kefir. Para os mais alternativos vai ainda:  missô, natoo, kombuchá, tempeh…

Verduras verde escuras: Brócolis, couve, rúcula, repolho…

Sementes: a linhaça já está ficando famosa por sua capacidade de colaborar com o bom funcionamento intestinal. Para crianças pequenas a quantidade diária é mínima, trazendo ótimos resultados. Quem já pode consumir gergelim e castanhas, aproveite!

Sementes germinadas:

Mais que ajudam os intestinos, são boas para o corpo todo!

Depois falamos mais sobre o assunto, porém, a quem interessar possa, passe no site do pessoal do TERRAPIA, da Fiocruz, para aprender mais sobre germinação.

Principais pontos positivos: alimentos germinados não contêm glúten, possuem maltose e dificilmente farão mal como gelatinas com corante, iogurtes com conservantes, carnes com hormônios ou antibióticos, etc.

E + : amêndoas, damasco,  castanhas,  uva passa, abóbora…

Massagem

Os bebês adoram ser massageados!

Aliás, quem não gosta?

Já postei antes, posto novamente o vídeo da Shantala fazendo a massagem que ganhou seu nome, mas que não foi criada por ela. Na Índia, é bem comum.

Fonte:

Guia de Alimentação infantil – Com dicas de cuidados para crianças especiais
Nana Guimarães/ 2003

Mais:

Orientações médicas para constipação

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No blog Eu, meus filhos e a alergia alimentar, a Ana Alice narra um pouco do que é a vida das mães de crianças alérgicas no Brasil.

Complicada…bem complicada!

Outro dia, pesquisando sobre leite de vaca nas carnes (sim! Nas carnes de bovinos!), descobri que utilizam leite de vaca fermentado como substituto aos nitratos.

E muitas lanchonetes fast food (grandes redes), misturam soja na carne do hamburguer.

Trocam seis por meia dúzia e não nos avisam!

Imaginem como ficam as mães de crianças alérgicas (ao LV, á Glúten, á Albumina, á Soja, etc), que á cada refeição vê-se com o filho, ou filha, vomitando aos cântaros, engasgando, com coceiras ou eczemas pelo corpo… apenas porque comeu um bifinho no almoço!

Enfim, se é difícil da porta para dentro, imaginem como é da porta para fora!

http://www.dropyourallergies.com

… Enquanto isso na escola…

A primeira coisa que deve saber é: o que eu espero da escola? Claro, você nunca vai achar uma escola boa se não sabe o que esperar dela…
O que eu buscava: Uma escola em que ele pudesse levar o lanche de casa, e que não trocasse lanche com os colegas, e que alguém deveria cuidar dessa hora do lanche…

Comecei a peregrinação… olhei 08 escolas, sim, foram 08!

E até chegar na ideal ouvi muitas abobrinhas, em duas que eu disse que o filho era alérgico o tour pela escola acabou alí, as apresentadoras disseram literalmente que a escola não teria estrutura para cuidar dele.

Uma muito renomada me peguei discutindo com a PSICOPEDAGOGA, que fez questão de me dizer seu título antes da visita, o diálogo foi assim:

… e o que vocês ensinam na culinária?

Pão de queijo, brigadeiro…

e eu: Ah, mas não tem como ensinar coisas mais adequadas pra idade e que ele possa participar, gelatina, saladas de frutas, pão sem leite…

Você quer mudar o cardápio da escola por causa do seu filho? O que eu recomendo é que ele FALTE nas aulas de culinária…

…mas todas as aulas?? E teria desconto???

Ah você quer demais!!! e eu… deixa ver seu eu entendi, você quer que toda aula de culinária meu filho falte por que ele não pode comer nada com leite…

e a resposta: É, por que isso não é um problema da escola…

e o fim da conversa…

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Se não é problema da escola, deveria começar a ser, oras bolas!

E essa ignorância segue em escolas (geralmente particulares), hospitais (públicos e particulares), creches em geral, etc., etc..

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Para ajudar na identificação, coloque etiquetas como essas da names2glue nos pertences de seu filho ou filha.

Onde for, tenha sempre declarado que é alérgico, ou alérgica.

Para saber mais:

Alergia ao leite / intolerância e dermatite atópica na infância

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