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Archive for the ‘Fórmulas Infantis’ Category

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Além dos inúmeros estudos que associam o inicio da alimentação complementar dos bebês à obesidade, um em especifico propôs examinar o tempo de introdução de alimentos sólidos durante a infância, e a ocorrência de obesidade aos 3 anos de idade.

De acordo com a pesquisa, divulgada pela Unicef Londres, bebês alimentados com fórmulas em mamadeiras, que recebem a alimentação complementar antes de 4 a 6 meses,  são seis vezes mais propensos a se tornarem obesos até os 3 anos de idade.

O costume de engrossar o leite artificial com farinha de cereais, ofertado em mamadeira, apenas agrava ainda mais o problema, fornecendo calorias muito acima das necessárias aos bebês de todas as idades.

Nos EUA, uma campanha denominada “White Out”, promovida por um pediatra, exigia o fim da comercialização de farinha de arroz. Para ele, uma colher de cereal de arroz corresponde a uma colher de açúcar refinado.

No Brasil, as farinhas mais consumidas como engrossantes são as de milho e aveia, também com doses consideráveis (e não divulgadas) de açúcar refinado ou xarope de milho.

Somado a isso, a oferta de  sucos de frutas e papinhas de introdução com vários ingredientes acabam por dilatar a reduzida capacidade gástrica do bebê.

Em outro levantamento, realizado pelo Yale Rudd Center, da Yale University, 60% dos pais e mães assumiram a responsabilidade pela obesidade dos filhos.chubbybabyc

Entre as respostas, constam a duvidosa justificativa do “alto custo na compra de alimentos orgânicos e integrais”, maior facilidade no consumo de fast food e salgadinhos, influência do marketing de alimentos e, por fim, a própria indisciplina familiar na questão alimentar. 

Porém, a pesquisa demonstrou que a obesidade infantil americana é tão negligenciada quanto no Brasil, e apenas percebida quando atinge  níveis alarmantes ou prejudiciais à saúde da criança (hipertensão, diabetes, colesterol alto, etc.)… talvez porque o mito do bebê gordinho ainda persista por um bom tempo.

Fontes

Bebês,  farinhas de cereais e Obesidade infantil – ChildHood Obesity News

Introdução de alimentos sólidos e o risco de obesidade em bebês e crianças em idade pré-escolar – UNICEF

Pesquisa Marketing de alimentos infantis para crianças e adolescentes – O que pensam os pais? – Yale Rudd Center for Food Policy e Obesity

 

Mais:
Bebês brasileiros consomem produtos industrializados em excesso

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breastfeedingAlimentar uma criança com fórmula nos 6 primeiros meses de vida significa um gasto que chega à metade do salário mínimo mensal.

Fonte: IDEC

Os 25 anos de avanços na regulamentação da propaganda e da rotulagem de alimentos infantis, leites, bicos e mamadeiras não podem voltar atrás. Estes produtos têm um alto custo adicional que as famílias estão pagando, e o país também: a ausência de proteção que a amamentação dá aos bebês, levando-os a mais doenças e mais uso do sistema de saúde.

O leite materno previne: enterocolite necrosante, otite média, gastroenterite, hospitalização por infecções respiratórias, dermatite atópica, entre outras doenças.

De acordo com o Ministério da Saúde, o leite materno é o único alimento indicado para crianças até seis meses de idade, e, complementado até os dois anos e meio ou mais, pois contém nutrientes imprescindíveis para o desenvolvimento do bebê e anticorpos necessários para a imunidade contra doenças infecciosas e alérgicas, além de desempenhar importante papel no estabelecimento de uma boa saúde.

Embora seja uma prática vantajosa para criança, mãe, família e sociedade, desde uma perspectiva nutricional, psicossocial e econômica, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o desmame precoce e alimentação complementar inadequada são comuns em nossa sociedade, influenciado por fatores socioculturais e também pelas estratégias publicitárias utilizadas pelos fabricantes de leites artificiais, alimentos infantis industrializados, mamadeiras e chupetas para aumentar suas vendas.

Pesquisa de 2012 nos EUA demonstrou que se 90% das famílias cumprissem as recomendações médicas para amamentar exclusivamente por seis meses, os Estados Unidos poderiam economizar US$ 13 bilhões ao ano e evitariam um excesso de 911 mortes, quase todas de lactentes (10,5 bilhões dólares e 741 mortes se cumprissem 80 %) (Pediatrics, 2012).

No Brasil, algumas mães gastam cerca de 1/3 do salário mínimo na compra de leite ao lactente.  Estima-se que na maior parte dos países, alimentar uma criança com fórmula nos 6 primeiros meses de vida significa um gasto que chega à metade do salário mínimo mensal.

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