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Archive for the ‘FALTA DE APETITE / INAPETÊNCIA’ Category

Alimentação e Saúde Infantil:

images (1)Vou transcrever um trecho do livro Mi niño no me come , do médico espanhol Carlos González, traduzido pela Ana Alice, uma das moderadoras da nossa comunidade virtual:

UMA EXPERIENCIA QUE MUDARÁ SUA VIDA

Muitas mães pensam que seu filho não come por que não toma as papas, “legalmente estabelecidas”, sem se dar conta de que está comendo outras coisas equivalentes ou melhores.

Dizíamos que um menino de 02 anos e 10 kgs precisa de 812 kcal por dia (isso na média, alguns necessitam muito mais e outros, muito menos).

Pois bem, se cada dia toma meio litro de leite, (350 kcal), um bollicao (260 kcal) (tipo de doce cheio de creme e açúcar), um iogurte de morango (110 kcal) e um suco de abacaxi de 200 ml (85 kcal) já têm 805 kcal.

Pouco mais pode caber.

E se lhe der um donut de chocolate (230 kcal). Não pode dar nem um petisco?

Mas onde você quer colocar a fruta, a verdura, os legumes, a carne? Com certeza, uma dieta semelhante seria totalmente inadequada para uma criança… Mas teria calorias de sobra, e a criança não poderia comer mais nada…

“Sua filha não come. Passa meses assim, talvez anos. Você experimentou tudo, mas a situação não melhora.

Você espera com terror a hora da comida, e na maior parte dos dias acabam as duas chorando.

Sua filha não vai mudar. Não ao menos até que seu próprio corpo peça mais comida.Talvez com 5 anos ou na adolescência.

Sua filha de 3 anos não pode vir amanhã, ou sábado, e dizer: Mamãe eu estava pensando, e decidi que a partir de agora eu comerei tudo o que me coloca no prato sem chiar. Deste modo você entenderá que te amo muito e espero que nossa relação melhore depois desse meu gesto de boa vontade.

Sua filha não é capaz de pensar em algo assim; e se pensasse seria incapaz de cumprir a promessa (pois, como já explicamos seria incapaz fisicamente de comer mais do que necessita sem adoecer).

Portanto, a única esperança de mudança vem de você.

Você sim que pode dizer a sua filha: Minha filha, tenho estado pensando, e decidi que a partir de agora não tentarei mais te obrigar a comer quando não tem fome, e nem comida que te dão ânsias.

Que fique bem claro que não estamos propondo um novo método para que seu filho coma mais.

Comerá o mesmo que antes, talvez mais ou menos.

Trata-se que coma contente e feliz em um tempo razoável, e não em duas horas de choro, brigas e vômitos.

Que fique claro também que não estamos falando de vencer sua filha por fome.

A idéia não é: “é uma filha mal criada, assim que agora levo o prato e você aprenderá o que é passar fome”. Quando quiser comer “me pedirá, por favor”.

Isso além de injusto, seria perigoso, é iniciar com sua filha uma carreira de “ver quem é mais teimosa”.

(….) Você pensa, honestamente que sua filha não comeria se não obrigá-la? Pensa que pegaria uma anemia, ou ainda que morreria de fome?

Mas sua filha não pode fazer FLOP! E morrer de fome.

Para adoecer gravemente, sua filha tem primeiro que perder peso. Muito peso.

Recorda como perdeu peso quando nasceu? Muitas crianças perdem um quarto de quilo em dois dias e voltam a recuperar antes de uma semana, sem nenhum problema.

Se sua filha não come perderá peso. Tem que perder muito peso para que realmente exista perigo. Essas criancinhas da África que vemos em fotos perderam (ou nunca tiveram) 5 ou 7 kgs.

Portanto existe um meio muito simples com que você pode controlar o estado de saúde de sua filha e assegurar que não corre nenhum risco: UMA SIMPLES BALANÇA.

Publicado originalmente em Alimentação e Saúde Infantil - Nutrição consciente desde a infância:

Será que não come mesmo?

Se a maior parte das mães que reclamam que seus filhos não comem, passassem por um juiz, seus processos seriam considerados “improcedentes”..hehe…

Existem algumas questões que devem ser pensadas quando o coração é assaltado por essa certeza.

Toda mãe quer filhos obedientes, limpinhos e que raspem o prato em todas as refeições. Quase uma utopia!

Por serem humanos, os filhos passam por fases de desenvolvimento físico, mental, emocional, espiritual, e cada uma dessas pode modificar seu comportamento em dada ocasião.

A maioria reclama que seus filhos não comem nada… epa, nada, não, mas “apenas besteiras”.

Apenas biscoitos, apenas a mamadeira, apenas o chocolate, apenas o salgadinho, apenas a batata frita, apenas o que mais gostam… em meio a isso, comem algum arroz com feijão.

Antes de tudo, observe se a criança que não está “comendo nada”  anda prostrada, sem ânimo, pálida, cansada, respirando ofegante, sem evacuar, aparentando…

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AI QUE CALOR!!!

QUANTIDADE DE ÁGUA PARA BEBÊS E CRIANÇAS _ I

QUANTO DAR DE ÁGUA AO BEBÊ? E PARA CRIANÇAS MAIORES?

AI MEU DENTINHO!!!

BETERRABA TEM FERRO?

QUANDO A CRIANÇA ADOECE

ÁGUA NOS ALIMENTOS

NO COPINHO É BEM MELHOR!!

MAMADEIRAS DE PLÁSTICO SÃO PROIBIDAS NA EUROPA

O INÍCIO DAS PAPINHAS DO BEBÊ

COMO ORDENHAR E ARMAZENAR O LEITE MATERNO

FARINHAS NAS PAPINHAS

CAFÉ PARA AS CRIANÇAS? Talvez não seja uma boa idéia…

PRIMEIRAS PAPINHAS

RECEITAS PARA “LEITES” VEGETAIS

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Muitas vezes, as crianças comem apenas o necessário para que se mantenham em atividade constante (e ininterrupta!).

Isso causa grande preocupação nas mães, que logo partem para a insistência, mesmo quando a criança não apresenta fome.

O apetite de um bebê é relacionado não apenas às suas necessidades energéticas,  como também ao que come “em avulso”. Ofertar alimentos fora dos horários, ou em intervalos muito curtos, é garantia de recusa, na certa.

Acostumar o bebê, em início da alimentação complementar, com industrializados e açucarados é como escrever errado por linhas tortas… hehehe…

Quando as crianças têm muitas atividades, comem mais.  Se o contrário acontecer, gastam menos energia e podem não sentir fome como a mamãe gostaria.

Bebê de fases!

Nos primeiros seis meses de vida, o apetite do bebê muda muito. Com 1 ano e meio começam a socialização e incorporam hábitos alimentares seletivos.

Próximo dos dois anos iniciam a fase anal. Segundo Freud,  essa fase dura até próximo dos 3 anos de idade. A satisfação se dirige ao ânus, ao controle da tensão intestinal.

A criança precisa aprender a controlar as evacuações e, dessa forma, deve aprender a lidar com a frustração do desejo de satisfazer suas necessidades imediatamente.

Como na fase oral, também os mecanismos desenvolvidos nesta fase influenciam o desenvolvimento da personalidade.´, e os hábitos alimentares.

E qual a relação entre a fase anal e a alimentação? Bem, boa parte do que entra pela boca, precisa sair. Crianças constipadas ficam sem apetite.

Tem ainda que outros fatores acabam por fazer com que recusem a comida, como forma de “poder” sobre a mamãe.

Mesmo os bebês sabem que se o alimento nutritivo não descer, com jeitinho (ou muitos gritos),  conseguem o que querem. Filhos têm dessas coisas. Alguns manipulam os medos de suas mães com certa destreza, se considerarmos seus tamanhos.

Lembre-se: Sempre dê o exemplo!

Se a família não tem o costume de comer alimentos saudáveis, e opta pelo mais fácil, então tudo fica ainda mais difícil.

A responsabilidade dos pais na criação dos seus faz muita diferença nessa hora.

Agora é o momento de direcionar, orientar, educar ( a eles e a si mesmos), para que não repitam os equívocos de toda a sociedade, ad eternum.

Veja abaixo o que já foi publicado sobre o assunto:

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Para o café da manhã, que tal trocar o pãozinho com manteiga de todo dia por:

Pão na chapa

O primo pobre das torradas e canapés pode ficar mais atraente com geleia ou pasta de fruta vapt vupt:

Receita de Geleia de frutas rápida
Processe a fruta como desejar (processador, liquidificador, amassar com garfo, passar no espremedor de batatas, etc.).  Misture com algo para engrossar, como inhame. O legal é que não precisa adoçar.

Use e abuse da banana:
Banana em rodelas, banana amassada, banana cozida, banana assada, biomassa de banana verde, etc.

Experimente tahine!

SANDUÍCHE COM PÃO INTEGRAL

Tenha em mãos: Fatias de pão integral

Tomate cereja ou comum (em fatias finas)
Cenoura ralada
Alface picada

CHAPATI

1 xícara de chá de farinha de trigo integral
1 xícara de chá de farinha de trigo
1/2 colher de chá de sal
3/4 de xícara de chá de água morna
03 colheres de sopa de óleo

Modo de fazer
Misture as farinhas e o sal
Adicione a água aos poucos e mexa a massa até que não grude nas mãos
Polvilhe uma superfície lisa com farinha de trigo e sove a massa até que fique elástica
Faça uma bola, coloque numa tigela ligeiramente untada com óleo e cubra com um pano úmido

Deixe descansar por 30 minutos
Polvilhe uma superfície lisa, trabalhe a massa mais uma vez e divida em várias bolas pequenas
Abra as bolinhas em discos bem fininhos com um rolo de macarrão

Aqueça uma frigideira antiaaderente grande, coloque os discos, um por vez, e cozinhe até que inchem
Vire até ficar no ponto.

ROTI (Pão indiano)

1 kg de farinha sendo 300g comum e 700g integral
1/2 xícara de óleo
3 xícaras de água morna ou leite vegetal
1 colher de sopa rasa de sal
1 colher de chá de açúcarColoque a farinha em uma tigela
Junte o óleo, o sal e o açúcar
Misture com a farinha a água ou leite vegetal.
Amasse bem até a massa ficar macia
Cubra com pano úmido e deixe descansar por 5 min

Divida a massa em cinco porções e abra com um rolo na espessura máxima de 1/2 cm, em forma de disco, do tamanho da sua frigideira.
Unte a frigideira e asse em fogo baixo virando sempre, até ficar bem assado.

FRUTAS

In natura não desce?? Experimente um corte diferente e bacana!

Em rodelas, para comer com garfinho. O barato é espetar o garfinho ou aqueles palitinhos sem ponta, próprios para crianças, e levar á boca.

Pegue o cortador de biscoitos e corte pedaços de mamão, melão, pera em formatos de estrelas, sinos, aves…

Para os bebês, ofereça para que comam com as mãos, espremendo, lambuzando e saboreando!

Nessa hora, se sujar faz bem mesmo!

Em pastas ou cremes, com misturas que deixam ainda mais doces: banana com o mamão, abacate com banana… ou então “compotas” rápidas.

RECEITA: FRUTA LEGAL!! (clique aqui!)

SALADA DE FRUTAS

Não tem segredo, basta lavar bem, cortar e picar o que tiver na fruteira,.

Retire sementes, misture com pedaços de frutas como passas, ameixas, damasco, castanhas ou nozes.

Privilegie sempre as frutas de melhor aceitação.

VITAMINA DE BANANA COM LINHAÇA

1 banana

1 colher de café de linhaça hidratada(molho por 3 horas. Lave antes de utilizar.

2 colheres de aveia em flocos

1 colher de chá de cacau em pó

A opção de adoçar é individual. Prefira açúcar mascavo.

Bata bem.


SUCOS

Do tradicional suco de laranja ao da fruta da época: goiaba, caqui, uva…

Cubos de gelo de Frutas:

Para incrementar ainda mais o sabor dos sucos, coloque frutas inteiras ou em pedaços nas cubas de gelo. Complete com suco da própria fruta ou água. Desenforme ao servir! 8-)

Sorvetes de frutas

Experimente colocar duas bananas (ou outra fruta) no congelador, com casca e tudo.
Retire após algumas horas, descasque, coloque no liquidificador com pouca água, uma colher de melado e 1 inhame. Bata bem até formar um creme.

Coloque em formas de gelo ou formas para sorvete.

Lembre-se de espetar os palitos antes!

Devolva ao congelador por mais algumas horas.

Sorvete de uva

Bata as uvas até formar suco. Coe. Bata novamente com um inhame, e uma banana, até virar creme.

Adoce com mel, se necessário.

Coloque nas formas de gelo ou sorvete,  e deixe até endurecer.

MAIS DO MESMO:

Meu bebê não quer comer

Meu bebê não quer comer II

Meu filho não come III

Recusa alimentar, vômitos, refluxo… alguns transtornos da infância

Receitas para… os sem apetite!

 

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Será que não come mesmo?

Se a maior parte das mães que reclamam que seus filhos não comem, passassem por um juiz, seus processos seriam considerados “improcedentes”..hehe…

Existem algumas questões que devem ser pensadas quando o coração é assaltado por essa certeza.

Toda mãe quer filhos obedientes, limpinhos e que raspem o prato em todas as refeições. Quase uma utopia!

Por serem humanos, os filhos passam por fases de desenvolvimento físico, mental, emocional, espiritual, e cada uma dessas pode modificar seu comportamento em dada ocasião.

A maioria reclama que seus filhos não comem nada… epa, nada, não, mas “apenas besteiras”.

Apenas biscoitos, apenas a mamadeira, apenas o chocolate, apenas o salgadinho, apenas a batata frita, apenas o que mais gostam… em meio a isso, comem algum arroz com feijão.

Antes de tudo, observe se a criança que não está “comendo nada”  anda prostrada, sem ânimo, pálida, cansada, respirando ofegante, sem evacuar, aparentando alguma debilidade física ou emocional (stress também dá em criança),  com “virose”, gripadinho…

Caso sim, investigue com o pediatra se não está com anemia, vermes ou mesmo uma infecção urinária oculta. Bem, o médico saberá o que fazer, para um diagnóstico clínico.

Se for ainda bebê, mais uma vez, observe o nascimento de dentes, que incomodam um bocado.

Quando é esse o motivo, querem apenas mamar, seja LM, seja mamadeira.

Crianças que consomem muito açúcar fora de hora (não apenas açúcar colocado em receitas, mas açúcar embutido em biscoitos, farinhas, achocolatados, leite artificial, sucos artificiais, etc.), podem ter uma baixa imunológica e começar a apresentar deficiência de alguns minerais que acarretam em falta de apetite.

Sem falar que o paladar acaba preferindo o doce, e então, a vontade pelos salgados fica cada vez mais distante.

Se não há nenhuma das opções acima, chegue mais perto, e comece a anotar as vezes em que seu filho come, e o que come em cada uma delas.

Li essa sugestão certa vez em um site de um pediatra bem legal,  desses que não prescrevem qualquercoisakids para abrir o apetite de bebês de 9 meses a crianças de 12 anos, mas que procura ouvir a mãe para receitar, antes de tudo, muita calma nessa hora. O espanhol González

Voltando…

Anote o que seu filho come quando recusa o almoço e jantar, e também a hora em que faz isso.

É bem capaz que no fim do dia tenha uma surpresa, com uma notícia boa: ele comeu até mais do que deveria para a idade, e outra ruim: está consumindo algum único alimento em excesso, prejudicando a absorção de alguns minerais importantes, além da ingestão demasiada de gordura trans e aditivos químicos.

O problema é que ele gosta, não está fácil fazê-lo mudar seus gostos.

Junte a isso o fato de estar em idade de transformação, descobrindo que pode falar não para a mamãe, reitirada das fraldas, depois escolinha, novos contatos, descobre que existem mais pessoas no mundo que o papai e a mamãe, interferindo na sua vida… é uma loucura!

Vou transcrever um trecho do livro Mi niño no me come , do médico espanhol Carlos González, traduzido pela Ana Alice, uma das moderadoras da nossa comunidade no orkut:

UMA EXPERIENCIA QUE  MUDARÁ SUA VIDA

Muitas mães pensam que seu filho não come por que não toma as papas, “legalmente estabelecidas”, sem se dar conta de que está comendo outras coisas equivalentes ou melhores.

Dizíamos que um menino de 02 anos e 10 kgs precisa de 812 kcal por dia (isso na média, alguns necessitam muito mais e outros, muito menos).

Pois bem, se cada dia toma meio litro de leite, (350 kcal), um bollicao (260 kcal) (tipo de doce cheio de creme e açúcar), um iogurte de morango (110 kcal) e um suco de abacaxi de 200 ml (85 kcal) já têm 805 kcal.

Pouco mais pode caber.

E se lhe der um donut de chocolate (230 kcal). Não pode dar nem um petisco?

Mas onde você quer colocar a fruta, a verdura, os legumes, a carne? Com certeza, uma dieta semelhante seria totalmente inadequada para uma criança… Mas teria calorias de sobra, e a criança não poderia comer mais nada…

“Sua filha não come. Passa meses assim, talvez anos. Você experimentou tudo, mas a situação não melhora.

Você espera com terror a hora da comida, e na maior parte dos dias acabam as duas chorando.

Sua filha não vai mudar. Não ao menos até que seu próprio corpo peça mais comida.Talvez com 5 anos ou na adolescência.

Sua filha de 3 anos não pode vir amanhã, ou sábado, e dizer: Mamãe eu estava pensando, e decidi que a partir de agora eu comerei tudo o que me coloca no prato sem chiar.  Deste modo você entenderá que te amo muito e espero que nossa relação melhore depois desse meu gesto de boa vontade.

Sua filha não é capaz de pensar em algo assim; e se pensasse seria incapaz de cumprir a promessa (pois, como já explicamos seria incapaz fisicamente de comer mais do que necessita sem adoecer).

Portanto, a única esperança de mudança vem de você.

Você sim que pode dizer a sua filha: Minha filha, tenho estado pensando, e decidi que a partir de agora não tentarei mais te obrigar a comer quando não tem fome, e nem comida que te dão ânsias.

Que fique bem claro que não estamos propondo um novo método para que seu filho coma mais.

Comerá o mesmo que antes, talvez mais ou menos.

Trata-se que coma contente e feliz em um tempo razoável, e não em duas horas de choro, brigas e vômitos.

Que fique claro também que não estamos falando de vencer sua filha por fome.

A idéia não é: “é uma filha mal criada, assim que agora levo o prato e você aprenderá o que é passar fome”. Quando quiser comer “me pedirá, por favor”.

Isso além de injusto, seria perigoso, é iniciar com sua filha uma carreira de “ver quem é mais teimosa”.

(….) Você pensa, honestamente que sua filha não comeria se não obrigá-la? Pensa que pegaria uma anemia, ou ainda que morreria de fome?

Mas sua filha não pode fazer FLOP! E morrer de fome.

Para adoecer gravemente, sua filha tem primeiro que perder peso. Muito peso.

Recorda como perdeu peso quando nasceu? Muitas crianças perdem um quarto de quilo em dois dias e voltam a recuperar antes de uma semana, sem nenhum problema.

Se sua filha não come perderá peso. Tem que perder muito peso para que realmente exista perigo. Essas criancinhas da África que vemos em fotos perderam (ou nunca tiveram) 5 ou 7 kgs.

Portanto existe um meio muito simples com que você pode controlar o estado de saúde de sua filha e assegurar que não corre nenhum risco: UMA SIMPLES BALANÇA.

Mais do mesmo:

Recusa alimentar, vômitos, refluxo… alguns transtornos da infância

Meu bebê não quer comer!

meu bebê não quer comer – parte 2

Meu filho não come – parte 3

A falta de apetite das crianças – parte 4

Algumas dicas para estimular o apetite

Receitas para…

No site do LA LECHE LEAGUE/Brasília, tem cinco capítulos traduzidos do livro do Dr. Gonzalez.

Na maioria dos casos, a quantidade de leite não depende da mãe, mas do bebê. Há bebês que mamam muito e outros que mamam pouco,  e a quantidade de leite será sempre exatamente o que o bebê retira.


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No site da Sociedade Paulista Psiquiatria Clínica tem um artigo muito interessante sobre transtornos da infância, retratando entre outros os problemas alimentares.

Transtornos da Alimentação – De 0 a 1 Ano

O Transtorno de Alimentação da Primeira Infância consiste na falha persistente em comer ou mamar adequadamente, que se reflete como um fracasso significativo para ganhar peso ou uma perda de peso significativa ao longo de pelo menos 1 mês (Critério do DSM.IV).

Não se trata da conseqüência existente  de uma condição gastrintestinal orgânica ou outra condição clínica, como por exemplo, do refluxo gastro-esofágico, mas uma perturbação alimentar de difícil explicação.

Para que o transtorno alimentar seja considerado de primeira infância seu início deve ocorrer antes dos 6 anos de idade.

Com freqüência os bebês com transtornos da alimentação são irritáveis e difíceis de consolar principalmente durante a alimentação e, em outros momentos, eles podem ser apáticos e retraídos, bem como apresentar atrasos no desenvolvimento.

Em alguns casos o Transtorno de Alimentação da Primeira Infância coexiste com problemas na interação entre os pais e a criança, em geral caracterizados por reações agressivas dos pais diante da recusa alimentar do bebê.

Pode existir uma associação entre o Transtorno de Alimentação da Primeira Infância e dificuldades no ciclo sono-vigília, regurgitação freqüente e períodos imprevisíveis de vigília.

No primeiro ano as recusas alimentares também podem ser conseqüência de separações traumáticas, porém, não é raro que aconteça o contrário, ou seja, que a criança mostre uma necessidade excessiva de alimento.

Recusa Alimentar

Os primeiros transtornos alimentares na infância podem aparecer logo na lactância através da recusa do peito materno ou da mamadeira.

No começo dessa anorexia algumas crianças demonstram apenas passividade diante da comida, não realizam os movimentos de sucção e, depois de algum tempo, se negam a comer.

As causas podem ser fisiológicas, como por exemplo um reflexo de sucção mais lento, o fluxo do leite difícil ou a forma inconveniente do mamilo, ou mesmo devido à pouca necessidade de alimento.

As causas podem ainda ser psicológicas, neste caso, como uma reação negativa automática desencadeada pela ansiedade da mãe.

Ainda por razões psicológicas, a criança pode apresentar recusa alimentar por ocasião do desmame do seio materno, manifestando-se, além da recusa alimentar, choro, agitação e/ou vômitos.

Essa situação pode ser prevenida quando o desmame do seio é gradual.

Durante o primeiro ano a relação comida-mãe tem um papel fundamental no desenvolvimento da criança.

Às vezes, a recusa alimentar da criança reflete uma carência de atenção materna.

São importantes as reações dos pais a respeito dessas dificuldades alimentares da criança.

Normalmente os pais se desesperam diante da inapetência de seus filhos mas, se forçam a alimentação com extrema rigidez, criam-se círculos viciosos onde a hostilidade e tensão passam a predominar, convertendo os atos de comer em verdadeiras lutas entre os pais e a criança.

Vômitos

No caso dos vômitos, o jato e a força do alimento expelido pela boca é proporcionada por fortes contrações da musculatura abdominal e podem ter uma grande variedade de causas.

Entre essas causas as mais comum são o exceso de alimento oferecido, seguido pela voracidade e rapidez com que alguma crianças mamam e por atitudes extremadas das mães, sobreproteção ou de falta de atenção.

A aerofagia, que é a ingestão de ar junto com o leite, também pode ser uma das causas.

Alguns psicólogos acreditam que, com muita freqüência, os vômitos se devem a dificuldades emocionais que a criança experimenta, e devem ser entendidos como uma tentativa de chamar a atenção, uma espécie de protesto ou um medo de perda da mãe.

A Recusa Alimentar primária e os Vômitos, comum a muitas crianças, devem ser bem diagnosticados para afastar a possibilidade de um transtorno clínico mais sério.

Um dos diagnósticos que deve ser afastado são as Doenças Metabólicas Hereditárias.

Regurgitação ou Ruminação

A característica da Ruminação ou Regurgitação é a volta espasmódica da alimentação ingerida e re-mastigação de alimentos. Trata-se de uma dificuldade muito séria no processo alimentar que começa entre os 3 e 6 meses de idade, podendo persistir durante muito tempo.

O alimento parcialmente digerido é ejetado da boca ou, mais comumente, mastigado e engolido de novo, é regurgitado sem náusea, esforço para vomitar, repugnância ou transtorno gastrintestinal aparentes.

A Regurgitação não é devida a uma condição gastrintestinal ou outra condição clínica, como por exemplo, ao refluxo gastro-esofágico.

Os bebês com Ruminação ou Regurgitação exibem uma posição característica de tencionar e arquear as costas com a cabeça estirada para trás, projeta a mandíbula para frente e faz movimentos de sucção com a língua. A regurgitação ou ruminação não ocorre só depois que a criança se alimenta mas sim em qualquer momento e, curiosamente, parece ocorrer mais vezes quando a criança se encontra sozinha.

A literatura enfatiza o fato das crianças com Regurgitação serem habitualmente quietos, tristes, e que permanecem imóveis durante horas. Tem-se a nítida impressão que elas experimentam algum prazer com a ruminação e podem continuar fazendo movimentos de sucção como se buscassem alguma satisfação oral com isso.

Quando a regurgitação se regulariza, interrompe-se a perda de peso que a criança vinha apresentando, caso contrário, o crescimento é deficiente, podendo aparecer distrofia grave e desidratação e desnutrição.

Ainda que se possa evitar o ato de ruminação mediante constante atenção ou distração à criança, uma melhora mais expressiva só pode se dar com o restabelecimento de uma boa relação entre a mãe e a criança.

Em algumas ocasiões a regurgitação pode se confundir com os vômitos, sendo o aspecto voluntário da regurgitação a principal diferença.

Constipação

A constipação é a retenção fecal quando não existem anomalias anatômicas ou causas dietéticas. A pesar de, aparentemente, não parecer um problema importante, pode converter-se em um transtorno crônico e difícilmente reversível. A constipação na criança é considerada, também, como uma forma de expressar sentimentos de oposição, frustração e ansiedade.

Diarréia

Tanto em crianças quanto em adultos, as diarréias também se incluem entre os transtornos gastrintestinais cuja origem é a ansiedade e a depressão, exceto nos casos de uma possível ação de agentes infecciosos ou alergias alimentares.

Mais do mesmo:

Meu bebê não quer comer

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Receitas para… 

Posts sobre REFLUXO ESOFÁGICO

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06 – 12 meses

Após os seis meses, quando já estão em alimentação complementar, alguns bebês apresentam certas dificuldades nas horas das refeições.

Bebês amamentados com LM

Para eles, o seio da mamãe está bom demais, para que algo mais?  Talvez, pensem mesmo que não precisam. A amamentação dá conta do recado, porém, com o desenvolvimento e crescimento, é importante que outros nutrientes participem dessa fase. E muitos deles conseguimos apenas através de outros alimentos.

A natureza é tão perfeita que fornece tudo pelo LM até determinada fase, não precisam sequer de água, mas chega uma hora que não tem jeito.

Não, o leite não ficou fraco, seu bebê é que ESTÁ CRESCENDO!!

Se o bebê está recusando sistematicamente, tome fôlego e recomece quantas vezes for preciso.

Faça purês simples, introduzindo os alimentos gradativamente, também para não confudir suas idéias. Muita informação pode atrapalhar ainda mais o processo.

E saiba que é comprovado que a oferta constante por inúmeras vezes, colocando o alimento próximo, deixando que sinta o aroma, provando o sabor, a mamãe comendo um pouquinho para o bebê ver (e imitar), pode surtir bons efeitos.

ALIMENTAÇÃO E SAÚDE INFANTIL: 1º LUGAR EM SAÚDE  NO TOPBLOG 

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 Bebês amamentados com fórmulas artificiais

Em alguns casos, a alimentação complementar se faz necessárias até antes dos 6 meses, e então a recusa é firme e, aparentemente, sem chances de transformações.

Bebês pequenos acostumados com apenas leite manifestam mesmo dificuldades para consumir outros alimentos.

Muita paciência nessa hora!

Remova as causas, e busque novas maneiras de oferecer as papinhas.

Então, para ambos os casos, verifique:

Se a colher não incomoda a gengiva. Colher de metal é ruim, fria, desagradável… Procure colher de silicone. Plástico duro também é incômoda.

Observe se não há dentes nascendo.

A gengiva fica vermelha, algumas vezes dói um bocado. Época do nascimento dos dentes, precisa de atenção. Não se importe com pediatras que dizem que o nascimento dos dentes não afetam, não dão febre, isso e aquilo. Pode acontecer de tudo, ou nada. Cada organismo reage do seu jeito.

Não utilize açúcar, e cuide até mesmo das frutas muito doces. Limpe a gengiva com gaze ou dedal, após as refeições. E arrume um mordedor com urgência!! Do contrário, o bebê vai querer mamar e mamar, porque é mais reconfortante, e ainda pode dar uma coçadinha na gengiva, seja no bico do seio, seja no bico da mamadeira.

O bebê pode estar gripadinho, resfriado ou apresentando alguma reação a determinados alimentos, como o leite de vaca.

Adoentado, o bebê não vai aceitar muita comida. Não desista, mas procure dar alimentos que fortalecem, e corte os alergênicos. Pode ser que sinta dor na garganta, tenha aftas, algo que machuque entre a boca e a garganta (ou nariz entupido).

Anemia

Após o sétimo mês de vida,  até completarem 1 ano, os bebês necessitam de mais Ferro que em toda sua vida. Atenção nesse detalhe, pois todo mundo fica preocupado com leite, leite, e esquecem-se de prestar atenção no principal.

Peça ao pediatra se não há a possibilidade de haver anemia, que diminui o peso e a vontade de comer.

Caso o bebê esteja tomando algum suplemento de Ferro, mesmo assim, é bom verificar se a absorção do mineral está ocorrendo. Alguns fatores podem interferir e prejudicar essa absorção como o consumo conjunto de alimentos ricos em ferro e alimentos ricos em cálcio como o leite de vaca ou fórmulas infantis á base do mesmo.

Costuma-se dizer nos meios pediatricos que vermes são raros nessa idade.

Em termos, visto que falamos de bebês que colocam tudo na boca, se esparramam pelo chão, e podem ter contato com pessoas portadoras de vermes como a giardia (que fica no ambiente por vários dias, e é passível de infectar a família toda. Ainda mais se há animais em casa).

Prisão de ventre

Fórmulas em pó costumam provocar ressecamento das fezes e dificultam a motilidade intestinal.Tubérculos e raízes costumam endurecer as fezes.

Logo no início, o bebê pode apresentar dificuldades para digerir os novos alimentos, e assim prender as fezes.

Converse com o pediatra sobre dar Água entre as refeições, e acrescente fio de azeite de oliva nas papinhas.

Se amamenta ao peito, verifique o que come todos os dias, evite frituras, doces, chocolates, cafeína, leite de vaca e derivados.

Muitos bebês apresentam intolerância ou alergia ao LV já nessa fase. Não se iluda com exames que dão (falso) negativo para alergia. Isso pode prejudicar toda a alimentação do bebê, assim como alergia a outros alimentos.

Comece a alimentação complementar sempre gradativamente, com os alimentos apresentados um a um, para que não ocorram possíveis reações que prejudiquem a aceitação das papinhas.

Outros motivos:

Leia sobre SALTOS DE DESENVOLVIMENTO no Blog da gestante

Salto de desenvolvimento (SD) é o nome que se dá para a aquisição de uma nova habilidade: descobrir os pezinhos/mãozinhas, rolar, sentar, ficar em pé, andar, falar, etc. Se diz “saltos” pois é bem assim que acontece: num dia não faz, no outro já está fazendo. Não é bem gradual, é em saltos mesmo.

ANGÚSTIA DA SEPARAÇÃO

A angustia do oitavo mês ou angústia da separação atinge principalmente o sono do bebê, mas pode afetar também sua vontade de comer. Para ter a mamãe por perto, dando atenção, o bebê pode apresentar comportamento difícil na hora das refeições.

Oferta exagerada de outros alimentos e  líquidos (leites)

Muitas mães querem ver o bebê batendo um pratão, porém, não dão tempo para que o bebê manifeste seus desejos.

Mal passaram-se 2 horas, o que dizer 3, e lá estão com mamadeira, frutinha, tetê, biscoito, etc.  Se não oferecem, deixam á mão. Hora do almoço, não é possível que queira mais.

Não gosta de frutas, verduras, legumes…

Os bebês aprendem a comer o que damos, em um misto de aprendizado com instinto.

Bebês que não gostam de alimentos saudáveis aprendem com os pais e cuidadores a não gostar. Simples assim. Ou pela forma como as receitas são feitas, ou porque alguém na família não gosta e faz questão de demonstrar essa rejeição ao bebê.

Sem falar que se tiverem sempre ao alcance das mãos biscoitos e outros alimentos industrializados repletos de açúcar, a alimentação correta vai para longe.

Mães que defendem a oferta de alimentos industrializados antes de 1 ano, comprovadamente ricos em aditivos e açúcar, sempre correm maior risco de verem seus filhos rejeitando alimentos saudáveis, e ainda com dificuldades de ganhar peso, ou perder. O número de crianças de 1 ano com colesterol alto tem crescido a cada dia!!

Ele não quis a comida, dei mamadeira!

Não faça isso, mamãe! Espere mais um pouco, pode ser que o intervalo entre a última refeição e essa está pequeno.

Não troque comida sólida por alimentos diluídos durante essa fase. Acreditando que é para o “bem do meu filho”, acaba por começar com outro problema.

Toda vez que recusar a comida, em vez de ser educado a comer direito, e ganhar uma mamadeira de leite com açúcar, ou com esses “complementos” de chocolate, morango e muito açúcar, vai perpeturar o comportamento de rejeição. E ainda pode correr o risco de ganhar uma anemia (no caso do leite puro).

Suplementos industrializados não substituem uma refeição completa, e podem prejudicar a saúde do bebê.

‘Tá, ele não engordou muito “só porque toma essas coisas”, mas o futuro está aí, no corpo de muitos adolescentes que outrora foram bebês magrinhos que não comiam legumes e frutas, e ganhavam estimulantes de apetite e suplementos ou complementos ricos em açúcar.

Após os 10 anos engordaram, engordaram, engordaram, e não  conseguem mais controlar o próprio corpo.

Horários  e cardápio

Bem importantes para que o bebê regule seu organismo e saibam controlar a saciedade.

Veja também:

Recusa Alimentar, vômitos, refluxo – Alguns transtornos da infância

PARA CRIANÇAS MAIORES (clique abaixo):

MEU FILHO NÃO COME

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