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Archive for the ‘Diarreia’ Category

sistema-digestivo-2-1024Segundo e-mail que circula há mais de uma década pela internet:
“(…) As frutas passam rapidamente pelo estômago, dali indo para o intestino, onde liberam seus açúcares. Mas se houver carne, batatas ou amidos no estômago, as frutas ficam presas lá e começam a fermentar”.

Só que não!!

🙂

Vamos ver como realmente acontece a digestão dos alimentos?

Mundo de Beakman: A digestão 

E para completar, se tiver estômago… 🙂 … veja o vídeo com o caminho completo realizado pelos alimentos no sistema digestório:

A digestão começa na boca

“A digestão dos carboidratos inicia-se pela boca.

O estômago, pela ação do ácido clorídrico, é responsável pelo inicio da digestão das proteínas.
O intestino delgado completa e realiza a maior parte da digestão química de todos os alimentos”

Fonte

Herrera, et al. Química de Alimentos: Manual de Laboratorio

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Nosso organismo possui bilhões de bactérias benéficas que, quando atacadas por alguma doença intestinal ou consumo de antibióticos, fazem uma falta danada.

Para conseguir o equilíbrio novamente, a ingestão de alimentos fermentados se faz necessária.

Entre os fermentados mais consumidos por nossa sociedade estão os Lactobacilos.

Lactobacilos são probióticos ou “organismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefícios à saúde do seu hospedeiro” (Organização Mundial de Saúde, 2001).

Ao se instalarem nos intestinos, promovem a proliferação de outros micro-organismos benéficos, auxiliam no aumento da imunidade, e produzem uma espécie de muco que protege as vilosidades intestinais, além de vitaminas do complexo B serem melhores absorvidas na presença dessas bactérias.

Os lactobacilos reduzem  a proliferação de bactérias nocivas através da competição por nutrientes. Literalmente, as matam de fome 😉

Receitas

spoonful-of-yogurtIogurte de Amêndoas doces 

Ingredientes

10 amêndoas doces sem casca hidratadas
1/2 fava de baunilha
1 cápsula de probiótico
Água que baste
Adoçante: tâmaras, damasco, uvas passas, melado ou estévia

Bata todos os ingredientes no liquidificador, exceto o probiótico.
Mistur a cápsula de probiótico.
Cubra a mistura com um pano limpo e guarde em local quente até fermentar.

Iogurte de castanhas de caju

Ingredientes

1 ½ xícara de castanha de caju hidratada por 1 hora
1  xícara de água
2 colheres de sopa do adoçante
Baunilha em fava
1 pitada de sal
2 cápsulas de probióticos

Escorra e lave as castanhas de caju embebidos e adicioná-los a um liquidificador.
Misture os ingredientes e bata por 5 minutos.
Coloque em uma tigela e cubra com pano limpo.
Coloque em local quente até fermentar

Iogurte de coco

3 cocos verdes
1 capsula de probiótico

Bata o coco com sua água.
Misture com a cápsula de probiótico
Cubra e deixe fermentar.

Veja aqui

Kefir para o bebê ou criança

e aqui:

Iogurte de kefir de coco (receitas)

Veja também:

Alimentos fermentados – muito além dos iogurtes!

Fonte:

Aspectos tecnológicos de alimentos funcionais contendo probióticos
Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas; vol. 38, n. 1, jan./mar., 2002

Mais

Para diarreia: Probióticos

Fonte da foto: WebVitamns

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Alfarroba – carob – é uma espécie de “chocolate” que só faz bem, desde que consumido conforme as recomendações de Paracelsus*. 

É naturalmente doce, e rica em vitaminas A, D e do complexo B, boa dose de cálcio, potássio, zinco, cobre, manganês e fibras, além de apenas 1/3 das calorias do chocolate tradicional.

A cocção de sua polpa serve para aliviar dores por gastrite ou úlcera, azia, diarreia ou refluxo gastroesofágico.

Suas fibras, aliadas á pectina, impedem que o conteúdo estomacal ácido retorne pela garganta, ocasionando em vômitos.

Pectina é uma espécie de gel solúvel em água, que protege o organismo de infecções bacterianas. Auxilia a digestão, ajuda a limpar e aliviar irritações estomacais, e do esôfago, e em tratamentos da diarreia. 

A alfarroba também tem lignanas, fitoestrógenos indicados na menopausa, que protegem contra o câncer.

São antivirais, antifúngicas, antibacterianas e anti-inflamatórias.

sementes de alfarrobaE cadê ela?

Típica das regiões mediterrâneas, é ainda pouco acessível por essas bandas. Entretanto, possui história de longa data.

Tudo começou há milhares de anos, na Mesopotâmia (atual Iraque), onde suas vagens eram utilizadas no preparo de sucos e doces.

Dali, foi para todo o Oriente Médio e norte da África, especialmente o Egito, onde, assim como na Grécia, servia de medicamento para infecções e distúrbios gástricos, tosse e problemas na garganta.

Os egípcios a utilizavam em casos de indigestão, diarreia ou azia, devido suas propriedades adstringentes, emolientes e purgantes no organismo humano. Aproveitavam ainda para fazer cola com sua goma e atar suas múmias.

Antes mesmo de o açúcar da cana ser “descoberto” pelo homem branco, a alfarroba já era utilizada como adoçante em larga escala.

E, assim como o açúcar da cana, foi moeda de troca em tempos passados.

Os espanhóis levaram as primeiras mudas para a América do Sul. Os ingleses a cultivavam na América do Norte, desde meados de 1800.

Em toda a Europa, as vagens da alfarrobeira são famosas por seu sabor naturalmente doce, e capacidade de deter a diarreia infantil.

Boa para os bebês… e também para os cães e gatos!!

Chocolate é feito de açúcar e cacau, que é rico em teobromina, uma substância similar á cafeína.

A teobromina afeta o sistema nervoso dos animais, provocando vômitos, diarreia, reações alérgicas, taquicardia, tremores, convulsões, coma e até morte. 

Os cães também possuem baixa produção de lactase, uma enzina importante para a digestão do leite de vaca. Por isso, podem apresentar sintomas como inchaço, vômitos e diarreias.

A alfarroba não depende da lactose do leite de vaca, utilizada para mascarar o sabor amargo do cacau.

E, por seu sabor adocicado, não são necessários outros açúcares ou adoçantes no preparo de seu chocolate.

FONTES:

Farinha de alfarroba para o tratamento de diarreia em bebês prematuros – PubMed – National Center for Biotechnology Information

Mondial Carob Group

Grupo Cão Amigo

* Paracelso : “A diferença entre o veneno e o remédio está na dose”.

Receitas

PureVege.comCobertura de alfarroba

75 g de óleo de coco
01 colher sopa açúcar
Baunilha em fava
6 colheres de sopa de alfarroba em pó
Misture os ingredientes, até formar uma pasta.

Cubra bolos, muffins, cupcakes, biscoitos, etc.

Trufas de alfarroba com hortelã

2 xícaras de alfarroba em pó
3/4 xícara de óleo de coco
2 colheres de sopa de óleo de hortelã
2 xícaras de tâmaras hidratadas (pode colocar de molho em água de coco)
1/4 xícara de melado
1/2 xícara de farinha de coco
Pitada de sal marinho

Passe todos os ingredientes em um processador de alimentos, ou liquidificador de alta velocidade.

Forme bolas, e role no pó de alfarroba.

Deixe na geladeira,  por cerca de 01 hora. Polvilhe com coco ralado ou alfarroba em pó.

72-carob-trufflesReceita >> rawfoodrecipe.com

Veja aqui>: Receitas

Ovos de Páscoa e Creme de alfarroba

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As diarreias agudas são as principais causas de infecções em crianças nos países subdesenvolvidos.

No Brasil, são responsáveis por 25% das internações hospitalares, com elevada taxa de mortalidade (Ribeiro, 2000).

Após o nascimento e exposição ao meio ambiente, o tipo de alimentação é o fator que mais influencia a colonização e o equilíbrio entre as bactérias benéficas e patogênicas do organismo humano

No primeiro dia de vida, as primeiras bactérias que colonizam os intestinos do recém-nascido são enterobactérias aeróbias e anaeróbias facultativas, Bifidobacterium, Lactobacillus, E. coli e Enterobacterium. 

Á medida que essas bactérias se proliferam, tornam o ambiente intestinal adequado ao crescimento de bactérias anaeróbias (bifidobactérias, bacterióides e clostrídium), e dessa forma se estabelece a “microflora normal”.

Durante o desmame do bebê, quando são introduzidos alimentos sólidos, as bactérias anaeróbias passam a predominar.

No final do primeiro ano de vida, o número de bifidobacterium se assemelha em ambos os tipos de aleitamento (LM ou LA), e entre os 2 a 3 anos a microflora intestinal se assemelha a dos adultos, em número e composição (Vanderhood & Young, 2004).

Recém-nascidos que nascem de parto cesáreo geralmente têm a colonização intestinal retardada, ampla exposição á flora ambiental, e dessa forma adquirem mais bactérias anaeróbias e bacterióides, diferente dos nascidos por parto normal (Vanderhoof & Young, 2004).

Essas diferenças podem persistir pelo menos durante os seis primeiros meses de vida (Salminen SJ, 2002).

A microflora intestinal pode se alterar por vários fatores como o tipo de nascimento, doenças agudas ou crônicas, ingestão de medicamentos (antibióticos), mudança alimentar (leite artificial), estresse, interação com as bactérias intestinais ou com os produtos metabolizados por elas.

Padrões alterados da microflora também podem ser observados em crianças com alteração peristáltica, câncer, doenças hepáticas, anemia perniciosa, imunodeficiências ou submetidas á radioterapia (Mitsuoka, 1997).

Probióticos em Pediatria:

Nutrição clínica

Veja mais:

Alimentos fermentados: muito além dos iogurtes

Faça iogurte sem leite, sem soja, com probióticos

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