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Archive for the ‘Desmame’ Category

bugsandpeanutO desmame não deve ser encarado como um evento, mas sim como um processo, sem data definida para  iniciar e terminar, que depende de muitas variáveis, incluindo, entre outras, maturidade da criança e desejo da mãe.

Cada vez mais tem-se defendido o desmame natural, por proporcionar transição mais tranquila, menos  estressante para a mãe e a criança, preenchendo as necessidades fisiológicas, imunológicas e psicológicas da criança até ela estar madura para o desmame.

O desmame abrupto deve ser desencorajado, pois, se a criança não está pronta, ela pode sentir-se rejeitada pela mãe, gerando insegurança e, muitas vezes, rebeldia.

Na mãe, o desmame abrupto pode precipitar ingurgitamento mamário, estase do leite e mastite, além de tristeza ou depressão, e luto pela perda da amamentação ou por mudanças hormonais.

No desmame natural, que ocorre, em média, entre dois e três anos de idade, a criança se autodesmama.

Costuma ser gradual, mas às vezes pode ser súbito, como, por exemplo, em uma nova gravidez da mãe (a criança pode estranhar o gosto do leite, que se altera, e o volume, que diminui).

A mãe participa ativamente no processo,  sugerindo passos quando a criança estiver pronta para aceitá-los e impondo limites adequados à idade.

São sinais  indicativos de que a criança está madura para o desmame:
• Idade maior que um ano.
• Menos interesse nas mamadas.
• Aceita variedade de outros alimentos.
• É segura na sua relação com a mãe.
• Aceita outras formas de consolo.
• Aceita não ser amamentada em certas ocasiões e locais.
• Consegue dormir sem mamar no peito.
• Mostra pouca ansiedade quando encorajada a não amamentar.
• Por vezes prefere brincar ou fazer outra atividade com a mãe em vez de mamar.

A mulher, com frequência, sente-se pressionada por pediatras, familiares, amigos e outros profissionais de saúde a desmamar, muitas vezes contra a sua vontade e sem que ela e o bebê estejam prontos para tal.

Tais pressões, muitas vezes, são influenciadas por crenças e mitos relacionados à amamentação dita “prolongada”, tais como as de que aleitamento materno, além do primeiro ano, é danoso para a criança sob o ponto de vista psicológico; que uma
criança jamais desmama por si própria; que a amamentação prolongada é um sinal de problema sexual ou necessidade materna e não da criança; e que a criança que mama fica muito dependente.

Essas crenças não têm fundamento científico algum.

Muitas vezes a amamentação é interrompida apesar do desejo da mãe em mantê-la.

As razões mais  frequentes alegadas para a interrupção precoce são: leite insuficiente, rejeição do seio pela criança, trabalho da  mãe fora do lar, “leite fraco”, hospitalização da criança e problemas nas mamas.

Muitos desses problemas podem ser evitados ou contornados.

Fonte:
Texto completo em:

Aleitamento materno – aspectos gerais – Elsa Giugliani. UFRGS.

Leia mais em:
Amamentação durante a gravidez… e mais além! (tandem feeding)

Fonte da Foto:

http://www.bugsandpeanut.com/

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