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Archive for the ‘Colesterol em crianças’ Category

e16-164218A obesidade em crianças e adolescentes alcançou proporções epidêmicas nas Américas.

Publicações abalizadas concordam que os fatores mais importantes que promovem o aumento de peso e obesidade, assim como doenças crônicas não-transmissíveis (DCNTs) são:

a) o alto consumo de produtos com poucos nutrientes e muito açúcar, gordura e sal (doravante denominados produtos energéticos com poucos  nutrientes);

b) consumo rotineiro de bebidas açucaradas;

c) atividade física insuficiente.

A atividade física exerce um papel importante na prevenção da obesidade.

Contudo, os níveis necessários para compensar o consumo excessivo de calorias são muito altos.


É pouco provável que os esforços preventivos baseados principalmente na atividade física sejam bem-sucedidos em ambientes onde produtos energéticos com poucos nutrientes e bebidas açucaradas estão facilmente ao alcance e são consumidos constantemente.

k18486604O papel do açúcar adicionado à alimentação foi tema de muito escrutínio científico nos últimos anos.

As metanálises de estudos longitudinais e estudos controlados aleatórios mostraram associações positivas entre o consumo de açúcar de adição e o aumento de peso.

Além disso, o consumo de bebidas açucaradas tem forte associação com doença cardiovascular, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica.

Entre os mecanismos fisiológicos estão a hiperinsulinemia, resistência à insulina, inflamação de vasos sanguíneos e hipertensão.

A redução do consumo dos açúcares de adição é essencial para a prevenção, mas evidentemente não é suficiente por si só.

Uma alimentação saudável deve ser baseada no consumo diário de frutas e verduras, grãos integrais, leguminosas, óleos vegetais e baixo consumo de carnes vermelhas e processadas.

x13195421Como os alimentos naturais e integrais são a base das culinárias tradicionais nas Américas, essas mesmas tradições podem ser um instrumento valioso para promover a alimentação saudável.

Identificar os fatores determinantes da epidemia de obesidade é fundamental para instruir e desenvolver políticas, ações, leis e regulamentações relacionadas à saúde bem fundamentadas.

Do ponto de vista alimentar, agora se reconhece que as preferências alimentares pessoais, decisões de compra e comportamentos alimentares são moldados pelo preço, marketing, disponibilidade e acessibilidade.

Por sua vez, estes fatores são influenciados por políticas e regulamentações do mais alto nível para agricultura e comércio.

u16492733Uma tendência comercial atual de destaque associada à epidemia de obesidade é a venda de produtos energéticos com poucos nutrientes e bebidas açucaradas em países de baixa e média renda.

O consumo de produtos energéticos com poucos nutrientes é cinco vezes maior e o de refrigerantes é quase três vezes maior em comparação ao de países desenvolvidos, onde o consumo está atualmente atingindo níveis de saturação do mercado.

O tamanho dos refrigerantes e de outros produtos comercializados também aumentou drasticamente nas últimas décadas.

A publicidade de produtos energéticos com poucos nutrientes e de bebidas açucaradas para crianças e adolescentes aumentou, influenciando as preferências alimentares, os pedidos de compra e os padrões alimentares nestas populações

u19808817De modo semelhante, as oportunidades para atividade física padecem com o mau planejamento urbano e a violência crescente, assim como sua percepção.

Combinada a esta situação, a diversão eletrônica vem cada vez mais substituindo a atividade física recreativa.

O tempo que as crianças passam diante da tela, que é uma oportunidade para o consumo de alimentos e exposição à publicidade de alimentos, aumentou para três horas ou mais por dia.

Além disso, as escolas reduziram o tempo destinado à educação física.

Este Plano de Ação mira as crianças e adolescentes por várias razões.


Primeiro, a amamentação materna pode reduzir a prevalência de sobrepeso e obesidade em cerca de 10%.

O aleitamento materno também pode ajudar as mães a perder peso mais rapidamente após a gravidez.

Em segundo lugar, quanto mais cedo o indivíduo fica com sobrepeso ou obeso, maior é o seu risco de permanecer com sobrepeso ou obeso com o avançar da idade.

Terceiro, a obesidade tem consequências adversas para a saúde em idade precoce, pois aumenta o risco de asma, diabetes tipo 2, apneia do sono e doenças cardiovasculares.

Essas doenças, por sua vez, afetam o crescimento e o desenvolvimento psicossocial durante a adolescência e, posteriormente, comprometem a qualidade de vida e a longevidade.

k3663761Em quarto lugar, como os hábitos alimentares são constituídos na infância, a promoção e consumo de produtos energéticos com poucos nutrientes, bebidas açucaradas e fast-foods na infância interfere com a formação de hábitos alimentares saudáveis.

Por último, as crianças são incapazes de discernir a intenção persuasiva da comercialização e publicidade de  alimentos e bebidas com valor nutricional mínimo que estão associados com o aumento  do risco de sobrepeso e obesidade infantil.

Como essas campanhas promocionais fogem ao controle dos pais, representam uma questão ética e de direitos humanos.

Um precedente para ação já foi estabelecido no Código Internacional de Comercialização de  Substitutos do Leite Materno (“Code”).

Para complicar ainda mais a questão, as adolescentes são as mais afetadas pela epidemia de obesidade, principalmente nos estratos econômicos mais baixos.

53º CONSELHO DIRETOR
66ª SESSÃO DO COMITÊ REGIONAL DA OMS PARA AS AMÉRICAS
Organização Mundial de Saúde (OMS)

Leia completo: Plano de Ação para Prevenção da Obesidade em Crianças e Adolescentes

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“Será que tudo o que eu gosto é ilegal, é imoral ou engorda…?”

Toda criança adora cachorro quente. Aliás, não apenas as crianças.

Por outro lado, vez ou outra pipocam aqui e ali pesquisas e estudos sobre o consumo constante de alimentos embutidos (salsichas, linguiças, salame, bacon, presunto…), e sua relação com câncer, doenças cardiovasculares ou diabetes tipo II.

Em maio desse ano, saiu mais uma, realizada pela Faculdade de Medicina de Harvard, e publicada no site do jornal “Circulation” .

Com base na análise de 1.600 estudos que observaram 1,218 milhão de pessoas em uma dezena de países, os estudiosos concluíram que comer apenas um cachorro-quente por dia aumenta em 42% os riscos de sofrer doenças cardiovasculares.

Muita gente não quer acreditar, ou não quer largar o costume de se deliciar com o sanduíche mais popular do pedaço.

Entretanto, se é difícil controlar o desejo, ao menos evite o consumo exagerado.

Para as crianças, de vez em quando, em uma festa infantil, em um sábado ou domingo chuvoso, durante um jogo do campeonato, vá lá, que ninguém é de ferro.

Agora, todo dia, porque hoje estou com preguiça de ir para o fogão, porque basta colocar as salsichas na água, porque o gosto é tentador, porque não conheço ninguém que tenha morrido após a ingestão de salsicha… pense bem.

E pense ainda mais ao dar salsichas para bebês e crianças menores de 2 anos.

Se apresentam refluxo, evite completamente (não apenas salsicha, mas todo alimento embutido).

Se forem alérgicos á caseína do leite de vaca ou intolerantes á lactose, evite pois possuem lactose.

Tem ainda que, em termos nutricionais, um cachorro quente não vale muita coisa para quem quer mais que calorias.

A salsicha possui alguma quantidade de ferro, mas o organismo não o absorve como deveria, e nenhuma fibra, vitamina ou mineral.

Conforme Renata Micha, da Escola de Saúde Pública de Harvard, bacon, salame, linguiças, cachorros quentes e frios devem ser os mais evitados.

Todas as carnes processadas possuem, em média, quatro vezes mais sódio, e 50 % mais nitrato que as não processadas.

Para entender um pouco mais:

“Embutido” é todo produto á base de carne de porco, com a danada camuflada entre pedaços de carne bovina, como nas salsichas.

Para que não haja riscos de intoxicação alimentar, acabam bombardeadas com conservantes e aditivos, além dos corantes que dão aquele tom chamativo.

Entre as substâncias químicas utilizadas está o nitrito (ou nitrato de sódio), que em nosso organismo vira nitrosaminas.

Perigosas, são capazes de causar câncer no estômago, pâncreas ou intestino, além de irritar as terminações nervosas do cérebro.

Do que são feitas as salsichas?

Sabemos que salsichas são produzidas com carnes picadas ou moídas de porco, boi ou frango.

Contudo, o que muitos não sabem é quais pedaços são reservados para a confecção da iguaria: sobras dos cortes tradicionais, e partes pouco apreciadas.

Isso mesmo! Em um pequeno bastão podemos encontrar desde restos das bochechas dos animais até  sobras das vísceras.

No caso das salsichas de frango ou de peru, a carne aproveitada é a que fica grudada nos ossos após a retirada das peças principais.

Ou seja, o que iria para o lixo ou consumo de outros animais, acaba na mesa da família.

Você sabia que…

…o colesterol LDL forma depósitos espessos nas paredes internas das artérias (placas), dificultando o transporte do sangue para o coração, além da criação de coágulos que interrompem o fluxo sangüíneo em alguns pontos?

para cada 1.000 mg de sódio perdemos de 20mg a 40mg de cálcio pela urina? Parece pouco, mas faz uma falta danada para quem precisa de dentes e ossos fortes.

… ‘A maior parte do colesterol presente no corpo é sintetizada pelo próprio organismo, sendo apenas uma pequena parte adquirida pela dieta. Portanto, ao contrário de como se pensava antigamente, o nível de colesterol no sangue não aumenta se se aumentar a quantidade de colesterol na dieta.” (Wikipédia)…

…’tá… mas falta explicar como os níveis de colesterol começam a subir. Não seria pela soma de alguns fatores (alimentação, vida sedentária, etc.)?

Fontes:

Circulation Journals _ American Heart Association

Guia de alimentação Infantil – com dicas de cuidados para crianças especiais (Ed. Ground)

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