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Archive for the ‘CÁLCIO’ Category

Leite vegetal para o bebê ou criança pequena é uma boa pedida na hora de oferecer mais vitaminas, minerais, fibras e também gorduras benéficas.

Na verdade, o dito popular acabou fixando as bebidas feitas com vegetais como “leite”.

Leite porque alimenta, e pronto.

mymidlifemumblings.wordpress

LEITE DE AVEIA

Coloque 150 ml de aveia em flocos de molho em 1 litro de água, por cerca de 20 minutos.

Em seguida, bata no liquidificador, acrescentando 1 pitada de sal.

naturaltherapypagescomau -

Guarde em jarra de vidro esterilizada ou pote de vidro, bem fechado, na geladeira.

Para bebês, pode fazer cozido, como um mingau ralo, para garantir a segurança alimentar.

Coloque 250ml de água para cada 3 colheres de aveia, e leve ao fogo, com umA pitada de sal.

Para dar mais sabor, coloque raspas de laranja, bata com uma fruta doce, acrescente baunilha em favas ou cacau, alfarroba…

Evite alimentos crus para bebês pequenos, pelo risco de contaminação.

A menos quea família seja crudívora, e saiba lidar com esse tipo de alimentação adequadamente.

Como o Daniel, pai da Olivia:

OLIVIA É CRUDIVORA DESDE QUE NASCEU!

LEITE DE GERGELIM ou LINHAÇA

2 xícaras de água
4 colheres de sopa de sementes de gergelim

Deixe as sementes de molho por cerca de 3 a 4 horas. Bata no liquidificador, depois coe.

Esse tipo de leite é melhor para uso em receitas como de pães, bolos, etc.

Não é aconselhável a ingestão de gergelim ou linhaça em quantidades maiores que 1 colher de café ao dia para crianças muito pequenas.

Essas sementes devem ser sempre hidratadas ou germinadas, e oferecidas sem a casca.

O gergelim é alergênico, portanto não deve ser oferecido aos bebês e crianças menores de 1 ano, á menos que comprovado que não há risco para a saúde. 

LEITE DE CASTANHAS com AVEIA

1/2 litro de água fervente
3 castanhas do Pará
2 colheres de sopa de flocos de aveia
1 pitada de sal

Deixe de molho por cerca de 1 hora, depois bata tudo no liquidificador.Coe. Pronto.

Ideal para uso em receitas de bolos, bolinhos, tortas, etc.

As castanhas e nozes possuem potencial alergênico, e elementos tóxicos se ingeridos em quantidade superior á recomendada ao dia.

O consumo de frutas oleaginosas deve ser extremamente moderado para crianças menores.

LEITE DE ARROZ

1 xícara de arroz cru lavado (prefira arroz moti, arbóreo ou integral)
4 xícaras de água, 1 pitada de sal marinho
Deixar de molho por cerca de 4 horas.

Coloque o arroz para cozinhar em fogo baixo, até que fique cozido e empapado. Não deixe a água secar. O caldo deve estar com os níveis sempre acima dos grãos de arroz, mesmo depois de cozido.

Deixe esfriar. Coloque a água do cozido com auxilio de uma concha, e algumas colheres do arroz já cozido, no liquidificador, com a própria água.

Para acrescentar cálcio á receita, coloque 2 castanhas de molho em água fervente, por 4 horas, e bata junto com o arroz, ou acrescente 1 colher de café de gergelim ou linhaça germinados ou hidratados, ou misture o arroz com  Quinoa, que é rica em cálcio.

Coe em coador de pano grande (de café ou similar).

downloadLEITE DE COCO

Limpe 2 cocos médios.Retire a polpa. Pique e bata no processador ou iquidificador, com pouca água do próprio coco.

Transfira para um pano fino (tipo tule), ou uma peneira extrafina. Esprema para tirar todo o seu leite.

Ou faça dessa maneira:

Coloque o bagaço do coco em uma vasilha.

Misture com água. Deixe de molho por 30 minutos.

A seguir, despeje em um coador de pano e esprema bem.

Guarde em jarra de vidro esterilizada.

LEITE DE QUINOA

1/2 copo de grãos de quinoa lavada

2 xicaras de água filtrada

Coloque a quinoa de molho em água, em uma tigela de vidro.

Cubra com uma tampa ou filme plástico. Deixe na  geladeira durante a noite.

Na manhã seguinte, escorra a quinoa e passe em água limpa.

Coloque em uma panela, junte as 2 xícaras de água  e leve ao fogo até ferver.

deixe amornar e bata no liquidificador, acrescentado água aos poucos, se necessário.

Coe utilizando coador de pano grande (de café).

LEITE DE AMÊNDOAS DOCES

Coloque as amêndoas de molho (200g) em uma vasilha com cerca de dois dedos acima.

Deixe por cerca de 1 hora. despreze a água.

Bata com água (1 litro).

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LEITE DE ORCHATA DE CHUFA (Blog da Karenina)

Por recomendação da pediatra, a Karenina começou a dar leite de orchata pra sua filha, ainda bebê. No blog ela conta como foi essa experiência, muito bem sucedida!

Horchata

Tem ainda leite de inhame, de canjica, de milho, de quinoa, de alpiste, de cevadinha, de

Utilize baunilha em favas, cacau, alfarroba ou frutas doces para dar um up no sabor!

Leites de castanhas, nozes, gergelim ou linhaça devem ser consumidos com moderação, pois possuem substâncias que podem causar problemas se ingeridas acima da quantidade diária recomendada.

De onde veio?

Tomei conhecimento do leite de arroz lendo o livro de um médico alemão, que o recomendava como excelente para fortalecer o aparelho digestivo. Isso lá no outro século.

Ele citava a medicina chinesa, de onde sempre vem muita coisa boa, e a macrobiótica.

Anos depois, lembrei do leite de arroz como substituto ao leite de vaca para minha filha alérgica e intolerante.

O leite de grãos eu achava forte, depois soube que pode causar um desequilíbrio de nutrientes por conter muitos fitatos.

Deixei para quando ela estivesse maior, e os de gergelim e de castanhas conheci em um tópico do orkut.

Veja mais:

KEFIR E IOGURTE CASEIRO

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Não é difícil encontrar mães que são orientadas a dar leite de vaca em caixinha, ou saquinho, para seu bebê. Muitas vezes, logo nos primeiros dias de vida.

Diferentemente do que acontece no Brasil, a Academia Americana de Pediatria (APA) costuma monitorar e analisar questões nutricionais relacionadas ao uso de leite de vaca INTEGRAL para lactentes.

À partir desses estudos, a APA recomenda que crianças menores de 01 ano fiquem longe do leite de vaca integral (inclua-se aí  o leite ninho).

A  primeira opção  deve ser sempre o Leite Materno.

Apenas na ausência da amamentação materna deve-se escolher, com ajuda profissional, uma Fórmula infantil apropriada.

Os motivos para evitar o leite de caixinha, leite UHT, leite de saquinho, enfim, o leite de vaca integral,  são os seguintes:

→ O bebê não possui capacidade gástrica para digerir a proteína do leite integral.

Por isso, a recomendação de diluir em água.

Contudo, essa prática pode trazer novos problemas, como desnutrição (por diluição mal feita), e baixa oferta de gordura.

Pelo mesmo motivo, o leite desnatado é contra-indicado aqui no Brasil. Nos EUA, os pediatras recomendam quando notam obesidade á vista.

Durante a diluição, pode acontecer contaminação, expondo a criança ao risco de infecções intestinais, diarreias e consequente intolerância á lactose provocada pelo desarranjo intestinal.

→ A quantidade de proteína no leite de vaca pode prejudicar o funcionamento dos rins.

O leite de vaca possui 3 vezes mais proteínas que o leite humano. Devido a essa característica,  o leite integral acidifica o pH sangüíneo.

Também sobrecarrega os rins, quando consumido diariamente.

→ Crianças alimentadas com leite de vaca integral apresentam baixa ingestão de nutrientes como   ácido linoléico,  zinco, ferro e vitaminas C e E.

O ácido linoléico é essencial para o desenvolvimento do Sistema Nervoso Central do bebê.

Os ácidos araquidônico (ARA) e ácido docosahexaenóico (DHA), são vitais para o desenvolvimento visual e cerebral.

Encontrados no leite materno, estão ausentes no leite de vaca.

As Fórmulas infantis, pesquisadas pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, em 2010, apresentaram quantidades de ácidos graxos bem abaixo do estabelecido obrigatoriamente para as indústrias.

→ Por outro lado,  ocorre a ingestão excessiva de sódio, potássio, proteínas e cálcio.

O excesso de sódio pode acarretar em retenção de água e desidratação.

O excesso de cálcio pode prejudicar a absorção do ferro.

O excesso de proteínas do leite de vaca pode desencadear alergia ao próprio alimento.

Essa alergia pode manifestar-se através dos sintomas mais variados, que vão de tosse, problemas de pele, problemas respiratórios, vômitos que se confundem com refluxo gastroesofágico, problemas intestinais, sangue nas fezes, etc.

O Leite de vaca possui fatores imunológicos que não servem para os bebês humanos, funcionam apenas com os da mesma espécie.

O leite materno sim, é bem completinho.

Possui fatores de defesa,  divididos em quatro grupos: antimicrobianos, anti-inflamatórios, imunomoduladores e leucócitos (neutrófilos, macrófagos e linfócitos).

Quer dizer, diminui ou afasta totalmente o risco de inflamações, infecções, alergias ou intolerâncias ao próprio leite, como acontece com o leite animal.

Segundo estudos realizados tanto no Brasil quanto nos EUA, como o da revista americana Today’s Parent, oferecer leite integral ao seu bebê pode ocasionar em sangue oculto nas fezes, devido a pequenos sangramentos intestinais. E daí para uma anemia ferropriva é um passo.

→ A fervura do leite integral destrói o ácido fólico presente no alimento.

Essa deficiência pode acarretar em anemia megaloblástica.

Como o bebê menor de 12 meses não possui ainda uma variedade muito grande de alimentos em suas refeições, a reposição do ácido fólico pode acabar comprometida.

Então, já sabe:

Na ausência do aleitamento materno, procure a fórmula infantil mais adequada, em parceria com o pediatra.

Leite integral x Farinhas

Com o leite integral diluído, para ajudar na digestão, os pediatras costumam indicar o acréscimo de farinhas industrializadas.

A questão é que praticamente todas as farinhas industrializadas, são impróprias para o consumo de bebês e crianças menores de 04 anos, devido as quantidades de sódio e açúcar que possuem.

Se o mesmo sódio, em grandes quantidades no leite de vaca, traz prejuízos, com a farinha, o risco é dobrado.

Se o motivo para a recomendação (de diluir),  for a condição social da mãe,  o correto é encaminhar para o serviço social da cidade em que mora, para que receba a fórmula infantil indicada, através de programas do Estado.

O “barato” que sai mais caro

O consumo de alimentos artificiais costuma desembocar na compra de outros ítens, necessários para completar a nutrição do bebê.

Como o leite de vaca carece de certos nutrientes, torna-se importante a suplementação com produtos químicos.

Da lata ou caixinha, para a compra de vitamina A, vitamina D, ferro e outros, há uma pequena distância. Aliás, não há distância alguma.

Soma-se a isso, a possibilidade do surgimento de determinadas doenças, ou mesmo reações alérgicas mascaradas pela falta de tratamento adequado.

Daí paga-se  pouco pelo leite, mas muito mais para manter o engano. Sem falar no bebê sempre assaltado por algum problema que “fazemos de tudo e nenhum médico descobre o que é”.

Outro ponto é o uso de suplementos para bebês que utilizam fórmulas artificiais, e não fazem parte de determinados grupos para o uso compulsório (prematuros, etc).

Quer dizer, se as fórmulas são elaboradas para substituir o leite materno, e possuem ferro, cálcio, vitamina A, e tudo o mais, para que mais suplementação artificial??

Bem, isso é assunto para outra conversa.

Fontes:

A utilização do leite integral na infância – Comitê de Nutrição/ Pediatrics – Jornal da Academia Americana de Pediatria

Fatores Imunológicos do leite humano – Unidade Neonatal da Divisão de Clínica Pediátrica do Hospital Universitário da USP/SP

Consumo de leite de vaca e anemia ferropriva na infância –  Jornal de Pediatria/ Maria A.A. Oliveira e Mônica Osório (Universidade Federal de Pernambuco/UFPE)

Revista Today’s Parent (Ready for cow’s milk?)

Fórmulas infantis comercializadas no Brasil possuem valores nutricionais abaixo do recomendado – Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP/SP

Consumo do leite de vaca:  Mitos e Realidades – Denise Madi Carreiro (Nutricionista)

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Até mesmo quem torce o nariz para as “receitas da vovó”, vai ter que concordar comigo que,  em matéria de feijão, essa sabedoria popular sabe bem do que está falando.

Fonte de proteína, minerais, fibras, vitaminas e carboidratos, o feijão sustenta os mais pobres com suas qualidades, e agrada aos mais ricos por sua versatilidade.

Possui ainda aminoácidos essenciais, que combinados com os do arroz formam a refeição completa.

Porém, contém alguns antinutrientes em sua composição, e ainda substâncias que provocam a flatulência. E é aí que o conhecimento popular mostra a que veio.

Em algum século, em alguma parte do mundo, alguém descobriu que deixar feijão de molho por horas e horas, e depois cozinhar por mais horas e horas,  faz com que seu sabor fique bem melhor.

Mas, é bem provável que o costume se espalhou porque entre suas características principais, afasta o fator gases e as dores abdominais.

Muitos estudos comprovam a eficácia do método, que nasceu do instinto de sobrevivência.

Quer fazer um feijão gostoso, para agradar geral?

Então, anote aí:

Coloque de molho por, no mínimo, 5 horas. Troque a água vez ou outra. Depois despreze a água, lave e coloque para cozinhar.

Panela com água fria, fogo alto até ferver (após, deixe médio).

Para caprichar no sabor, na metade do cozimento, jogue a água fora e coloque outra, fria. Deixe em fogo alto. Ferveu, abaixe novamente até cozinhar.

Se for preciso colocar nais água, coloque mais da fria, nunca água quente. Ao  esquentar, a mesma coisa.

Água quente em grãos como feijão ou arroz, faz com que absorvam menor quantidade de água durante o cozimento. O arroz até fica mais soltinho, mas o feijão fica duro, não cozinha por dentro, parece esfarelar depois de pronto.

O feijão fica mais suculento quanto maior for o tempo que fica de molho. E o sabor fica mais acentudado.

O tempo de cozimento varia conforme a panela.  Em panelas sem pressão, cerca de 1h a 1h30.  Com pressão, diminui em 1/3.

Leia no  Livreto Educar da USP/SC sobre a história e uso da panela de pressão, e decida o que é melhor para sua família.

O Brasil é o maior produtor desse grão, que chegou em nossas terras muito antes dos portugueses, que tempos depois para cá trouxeram sua cara metade, o arroz.

Os índios o comiam com farinha de mandioca, mas não era ainda o que se pode chamar de um prato preferido.

Talvez pelos efeitos dos oligossacarídeos, que causam gases, ou dos fitatos, que enfraquecem seus poderes nutricionais.

Fitatos são a forma química do ácido fítico.

Entre suas características, a mais marcante é a propriedade de atrapalhar a absorção de nutrientes como cálcio, zinco, fósforo, ferro, cobre, e também algumas proteínas.

Formam complexos insolúveis, que diminuem a biodisponibilidade desses minerais.

O fitato tem também seu lado bom, descoberto mais recentemente, especialmente o de ser anticancerigeno. Porém, o feijão não é apenas fitato.

Para diminuir ou eliminar os efeitos dos fitatos, da lectina (outro antinutriente), e dos oligossacarídeos (promotores de flatulência),  nada como seguir a sabedoria popular, agora com comprovação científica (veja algumas fontes abaixo).

HISTÓRIA DA FEIJOADA

Espalhou-se por aí que a feijoada surgiu nas senzalas, com restos de carnes dadas aos escravos. Entretanto, a história é bem outra.

Pode até ter sido criada por uma escrava, enquanto trabalhava exaustivamente na cozinha da casa grande.

Contudo, a feijoada chegou por aqui através dos portugueses. Inspirada nos cozidos surgidos na Península Ibérica (Espanha e Portugal), após as tantas dominações que por lá ocorreram.

Os escravos brasileiros recebiam para comer apenas o necessário para a sobrevivência. Tinha feijão, sim. Mas era um feijão ralo e envergonhado de sua condição.

A alimentação dos degredados não passava de ” feijão bichado e angu mal cozido. Em outros casos, laranja, banana e farinha de mandioca”, conforme narra o pesquisador Eduardo Frieiro em seu livro Feijão, angu e couve –  ensaio sobre a comida dos mineiros.

Também pode germinar:

Veja no site do Projeto TERRAPIA da médica Maria Luiza Branco/FioCruz, como germinar feijão azuki ou moyashi.

FONTES:

Archivos Lationoamericanos de Nutrición

Compostos Nutricionais e fatores antinutricionais do feijão comum (Arq. Ciênc. Saúde Unipar, Umuarama, v.11, n.3, p. 235-246, set./dez. 2007)

Avaliação química, nutricional e fatores antinutricionais do feijão preto

Eduardo Frieiro – Feijão, angu e couve – a comida dos mineiros. Universidade de São Paulo, 1982.

Luís da Câmara Cascudo – História da alimentação no Brasil – Ed. Nacional, 1983

 



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É inevitável. Filho doente causa uma sensação tão difícil de controlar… o chão é o primeiro a sumir.

A cabeça pensa besteira, o coração entra em descompasso, mas não podemos parar.

Pelo contrário, agora é que mostramos mesmo para que servem as mamães…hehehe.

Atente para sintomas como palidez, choro que parece um gemido ou grito de dor, falta de apetite, sonolência, vômito e, principalmente, alta temperatura corporal.

Caso suba, nada de pânico!  Preocupe-se mesmo se estiver acima de 37,5 º, medidos com termômetro.

Bebês menores de um ano, e crianças de qualquer idade que não falam, precisam de muito mais atenção.

Podem cair no sono com facilidade, ou passar horas acordados para total aflição materna. Demonstram incômodo de alguma forma, em alguns casos expelem o que está maltratando o corpo pelo vômito, ou diarréia. Ruim quando o negócio não quer sair, e o organismo não dá conta de expulsar o invasor.

Se parecer grave, consulte um médico de confiança o quanto antes.

Não caia no desespero e leve seu bebê recém-nascido ao Pronto Socorro mais próximo porque sente cólicas, ou regurgitou… Lembre-se sempre que é muito importante ter muita calma nessa hora.

Se houver sintomas preocupantes, e persistentes, busque orientação especializada (não o clínico geral) para investigações mais detalhadas, e orientações adequadas.

Exames clínicos ou laboratoriais podem detectar possíveis infecções. Qualquer sinal de problema respiratório deve ser observado e tratado com muita prudência.

Crianças portadoras de lesões cerebrais costumam apresentar temperatura alta ( não exatamente febre), quando sentem alguma dor que não conseguem expressar.

Também pode acontecer a hipotermia. Mesmo seriamente enfermas, a temperatura fica lá embaixo.

Para baixar a febre

Faça compressas com uma fralda ou pano de algodão, umedecido em água não muito fria.

Coloque na testa, atrás do pescoço, das orelhas e embaixo dos braços. Deixe por alguns minutos nestas áreas. Conforme forem esquentando, troque-os. Verifique após alguns minutos se a temperatura se normalizou, com o auxílio de um termômetro.

Não cubra. Retire meias e blusas, e segure-se: não enrole seu filho em um cobertor porque bate os dentinhos de frio.

Coloque roupas leves, de algodão.

Hidrate! Dê pequenos goles de água, vez ou outra.

Ofereça pequenos pedaços de frutas (sem casca) como maçã, pêra, melão, manga…

Evite bebidas protéicas (sucos de soja ou leite de vaca), e açúcar, especialmente o refinado.

Não automedique!

Dê antitérmico e analgésico,  apenas por recomendação médica.

O uso continuado de dipirona sódica, pode causar redução de glóbulos brancos. Existe um tempo para uso do remédio, evite ultrapassar. Utilize apenas se muito necessário, como nos casos em que outras substâncias antitérmicas não fazem efeito.

Quando a febre não cede fácil, pode ser sinal de infecção. O médico prescreve o uso de antibióticos, com a possibilidade de tratamento em casa, sem riscos de infecções hospitalares.

Algumas reações alérgicas também podem provocar estado febril.

Mais:

Corpo hidratado funciona melhor, mesmo que a doença dê  a impressão de que tudo vai muito mal.

Os bebês especiais, e crônicos respiratórios, costumam apresentar um ronco forte nos pulmões, após a ingestão de líquidos, quando estão muito gripados.

Os roncos também podem ser sintomas de reação alérgica a algum alimento. O leite de vaca é o primeiro no ranking dos causadores de alergias em crianças até 3 anos.

As reações aos alimentos podem provocar sintomas que se confundem com gripe, resfriado, asma bronquica, bronquite, bronquiolite, refluxo gastroesofágico (vômitos), entre outros, e também levar a criança  a uma pneumonia.

Dê líquidos, mas perceba o momento de parar, se houver muita salivação e ronco.

É preciso secar toda essa secreção, ou que seja retirada através da tosse provocada por tapotagem, nos casos de bebês e crianças especiais.

A limpeza dos brônquios pulmonares é primordial para a saúde pois, entupidos com o catarro, passam a ter funcionamento deficiente, provocando séria dificuldade na respiração.

Se a criança estiver arfando, e não houver infecção, tome providências urgentes antes que as secreções cheguem aos pulmões e dominem o ambiente (ondepode evoluir para pneumonia).

Verifique também se o nariz não parece inchado, e se há dificuldades em respirar ao dormir. Pode ser apenas catarro que não conseguem soltar. Pode-se prevenir com vaporização durante o banho. Deixe a água quente do chuveiro criar vapor e então leve seu filho para lá, ajudando-o a aspirar o vapor quente por alguns poucos minutos.

Utilize pomada de calêndula para secar os seios da face. Passe acima dos olhos, rente ás sobrancelhas, da raiz do nariz até as bochechas chegando nas orelhas. Alivia as dores da sinusite e seca as secreções quando não há infecção.

A constipação costuma acontecer com frequência em organismos debilitados, prejudicando ainda mais a saúde.  A falta de apetite também.

Opte por frutas como a pêra, para ajudar a evacuar e fornecer água. Mamão, que auxilia a fortalece ro sistema imunológico,creme de abacate com banana (sem açúcar),  maçã, que combate bactérias intestinais e o mau hálito, creme de manga , etc. Dê a maçã sem casca, não faça sucos.  Pode colocá-la nos sucos com outras frutas, que ajuda a liberar os intestinos.

Nesta horas, os caldos e cremes são a melhor pedida, pois confortam o corpo, que não está com muita disposição para digerir nada complicado.

A carne vermelha é de difícil digestão. O corpo adoecido precisa de ajuda, não de mais problemas. 

Use mais os legumes e a maior quantidade de verde possível.

Faça canja com bardana,nabo, gengibre, salsinha, nirá e acrescente alguns brotos de alfafa ou feijão. Os germinados e brotados devem ser acrescidos após desligar o fogo.

Salsinha, coentro e cebolinha vão ajudar na digestão e aumentar os níveis de vitamina C e clorofila.

Utilize azeite de oliva extravirgem.

Após longos períodos de recuperação, troque a chupeta e a escova de dentes, jogando fora as bactérias e outros microorganismos oportunistas.

Alergia Alimentar infantil

A alergia ás proteínas do leite de vaca é a alergia alimentar que mais acomete as crianças na primeira infância.

Costuma ocorrer nos menores de três anos, também com a sensibilização através do aleitamento materno, caso a mãe consuma alimentos lácteos ou derivados.

Cerca de 60% das crianças manifestam os primeiros sintomas de alergia logo após a primeira mamada.

Estudos apontam que as alergias alimentares são causadas principalmente pelas proteínas do leite de vaca, seguido do ovo, soja, amendoim, castanhas, peixes, frutos do mar e trigo.

Pelo menos 40 sintomas podem estar associados com reações alérgicas: cólica, vômito, diarréia (às vezes com sangue), urticária, asma, salivação intensa e engasgos que levam á pneumonia, sinusite, coceira, otites de repetição, tosse, espirro, anemia, baixo crescimento, rinite, dor de cabeça, inchaço nos lábios, na língua e na garganta e choque anafilático.

Fonte:

Guimarães, Nana. Guia de alimentação infantil- com dicas de cuidados para crianças especiais, 2003.

GAZOLA, Helen B. Alergia alimentar em crianças. São Paulo: Revista Nutrição em Pauta, V. 16, n. 90, 2008, p. 16 – 20.

Veja mais:

Para fortalecer o sistema imunitário



 

 

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Os números de casos de Aids no Brasil continuam subindo, ainda que lentamente.

Nos dias de hoje, a transmissão mais freqüente ocorre através do relacionamento heterossexual, acarretando em constante crescimento nos números de mulheres infectadas.

Em 1985,  haviam 15 casos de homens para 1 de mulher. Em 2007, quase empatam: 1,5 homem para 1 de mulher.

Com o aumento da população feminina com a doença, subiram também os números de transmissão vertical.

Transmissão vertical é quando o bebê é infectado pelo vírus (HIV) ainda durante a gestação, o parto ou por meio da amamentação.

Entre  os anos de 2000 a 2009  (1º semestre), foram notificados 47.405 casos de gestantes com Aids.

O número de menores de 13 anos, HIV+, de 1980 a 2007, foi de 16.455.

Destes, 83% ocorreram pela exposição vertical.

Em menores de 5 anos, a Aids atingiu 10.739 casos, entre 1996 e 2009. Desse total, 5.526 casos registrados debebês menores de 1 ano.

Aids e amamentação materna

A maioria dos bebês de mães soropositivas para o HIV não apresentam sinais ou sintomas de infecção pelo vírus ao nascer.

Porém, a taxa de transmissão vertical pode chegar a 20% (a cada 100 crianças nascidas de mães infectadas, 20 podem tornar-se  HIV+).

Estudos estimam que o risco de transmissão do vírus pelo leite humano seja de 7 a 22%.

Por isso, alguns países, como o Brasil, decidem pela não amamentação por mulheres soropositivas para o HIV.

Mas não é por isso que seu bebê vai ficar sem leite materno!

Clique aqui:  DOAÇÃO DE LEITE MATERNO e informe-se sobre como receber LM em sua casa.

Quanto á alimentação e nutrição de crianças em risco de HIV/Aids, as orientações são próximas do que seriam para todas as outras crianças: alimentação saudável, repleta de frutas, verduras, legumes, grãos e sementes que deixam longe as doenças.

Mais:

Quando a criança adoece (sugestões de cuidados alimentares)

Alimentação para fortalecer o sistema imunológico

Alimentos fermentados para fortalecer o sistema imunológico

Probióticos para diarréia

CÓLICA E PRISÃO DE VENTRE

O inicio das primeiras papinhas

Leia no Google Books o Guia de Alimentação Infantil – Com dicas de cuidados para crianças especiais

(A autora é essa que vos fala. O livro aborda como alimentar as crianças e bebês quando assaltados por determinadas doenças respiratórias, gastrointestinais, etc.)

Download:

Guia Prático de Preparo de Alimentos para Crianças Menores de 12 Meses Verticalmente Expostas ao HIV.

Cartilha Alimentação e Nutrição para pessoas que vivem com HIV e AIDS

Para os maiores:

Por dentro do medicamento

(Cartilha com Jogo de memória em anexo – produzida pelo GIV – Grupo de Incentivo á Vida e Ass. François-Xavier Bagnoud do Brasil)

Jogo Zig-Zaids

Desenvolvido por pesquisadoras do Departamento de Biologia do Instituo Oswaldo Cruz/ Fiocruz

Fonte:

Boletim Epidemiológico Aids/DST_Ministério da Saúde – Secretaria de Vigilância em Saúde – Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais

 
 
Resumo: A fim de reduzir os riscos de transmissão vertical do HIV intra-útero/intraparto e eliminar o risco de tal transmissão por meio da amamentação, o MS edita este guia prático, auxiliando as mães a alimentar adequadamente seus filhos. Com orientações alimentares fartamente ilustradas, para auxiliar a compreensão, esta obra colabora também com o estabelecimento e o fortalecimento do vínculo afetivo mãe-bebê.

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No blog Eu, meus filhos e a alergia alimentar, a Ana Alice narra um pouco do que é a vida das mães de crianças alérgicas no Brasil.

Complicada…bem complicada!

Outro dia, pesquisando sobre leite de vaca nas carnes (sim! Nas carnes de bovinos!), descobri que utilizam leite de vaca fermentado como substituto aos nitratos.

E muitas lanchonetes fast food (grandes redes), misturam soja na carne do hamburguer.

Trocam seis por meia dúzia e não nos avisam!

Imaginem como ficam as mães de crianças alérgicas (ao LV, á Glúten, á Albumina, á Soja, etc), que á cada refeição vê-se com o filho, ou filha, vomitando aos cântaros, engasgando, com coceiras ou eczemas pelo corpo… apenas porque comeu um bifinho no almoço!

Enfim, se é difícil da porta para dentro, imaginem como é da porta para fora!

http://www.dropyourallergies.com

… Enquanto isso na escola…

A primeira coisa que deve saber é: o que eu espero da escola? Claro, você nunca vai achar uma escola boa se não sabe o que esperar dela…
O que eu buscava: Uma escola em que ele pudesse levar o lanche de casa, e que não trocasse lanche com os colegas, e que alguém deveria cuidar dessa hora do lanche…

Comecei a peregrinação… olhei 08 escolas, sim, foram 08!

E até chegar na ideal ouvi muitas abobrinhas, em duas que eu disse que o filho era alérgico o tour pela escola acabou alí, as apresentadoras disseram literalmente que a escola não teria estrutura para cuidar dele.

Uma muito renomada me peguei discutindo com a PSICOPEDAGOGA, que fez questão de me dizer seu título antes da visita, o diálogo foi assim:

… e o que vocês ensinam na culinária?

Pão de queijo, brigadeiro…

e eu: Ah, mas não tem como ensinar coisas mais adequadas pra idade e que ele possa participar, gelatina, saladas de frutas, pão sem leite…

Você quer mudar o cardápio da escola por causa do seu filho? O que eu recomendo é que ele FALTE nas aulas de culinária…

…mas todas as aulas?? E teria desconto???

Ah você quer demais!!! e eu… deixa ver seu eu entendi, você quer que toda aula de culinária meu filho falte por que ele não pode comer nada com leite…

e a resposta: É, por que isso não é um problema da escola…

e o fim da conversa…

*************************************

Se não é problema da escola, deveria começar a ser, oras bolas!

E essa ignorância segue em escolas (geralmente particulares), hospitais (públicos e particulares), creches em geral, etc., etc..

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Para ajudar na identificação, coloque etiquetas como essas da names2glue nos pertences de seu filho ou filha.

Onde for, tenha sempre declarado que é alérgico, ou alérgica.

Para saber mais:

Alergia ao leite / intolerância e dermatite atópica na infância

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