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Archive for the ‘Amamentação e volta ao trabalho’ Category

sg_theasianparent_comLeia completo: Relactação e amamentação na Adoção
Dr. Karleen Gribble

Amamentar uma criança adotada é uma possibilidade que poucas pessoas estão cientes.

Não é necessário ter gerado seu filho, ou ter ovários,  para ser capaz de amamentar. E a amamentação pode ser uma experiência muito positiva tanto para a criança, quanto para a mãe.

O processo de produção do leite materno, em casos de amamentação adotiva, é bastante simples.

Durante a gravidez, os hormônios, incluindo estrogênio, progesterona e prolactina preparam os seios para produzir leite.

No entanto, o hormônio prolactina também é liberado em resposta à estimulação do mamilo. Níveis elevados de prolactina podem causar o desenvolvimento de estruturas produção e secreção do leite.

Os níveis de prolactina podem ser aumentados através da utilização de uma bomba elétrica para ordenha ou a amamentação de um bebê.

Uma vez que a secreção do leite materno começa, a saída deste mesmo leite através da sucção faz com que mais leite seja produzido.

O processo de indução da lactação chama-se relactação, trans lactação ou lactação induzida. É um processo normal e natural.

Evidente que relactação não ocorre apenas em amamentação adotiva. Mulheres que desmamaram seus filhos biológicos e desejam reiniciar a amamentação podem re-iniciar esse processo de produção do leite materno da mesma maneira.

E, literalmente, nunca é tarde demais!

Fonte
Australian Breastfeeding Association

Foto
Asosiasi Ibu Menyusui Indonésia

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Artigo: IBFAN Brasil

Em meados do século XIX há um aumento da influência dos médicos nos cuidados com as crianças.

Como consequência, o declínio da amamentação e a perda de seu conhecimento básico cresceram em paralelo.

A livre demanda foi substituída por rotinas “higiênico-educativas”.

Em 1867, Henri Nestlé declara sobre sua mistura de farinha de trigo tostada e leite condensado de vaca:

“Minha descoberta terá um futuro formidável, pois não há alimento que se compare à minha mistura de farinha.”

Ao surgir, o leite condensado foi considerado a solução milagrosa dos problemas da amamentação… “uma vaca na prateleira”.

Em 1890, médicos da Universidade de Harvard diluíram o leite de vaca e adicionaram compostos químicos variados, conforme as necessidades dos bebês de várias idades.

A indústria de alimentos passou a desenvolver outras inúmeras fórmulas genéricas, promovendo-as amplamente .

Com isso, as fórmulas personalizadas por médicos perderam lugar para as industrializadas, deixando um grande descontentamento no meio médico, que desaprovava seu uso.

A indústria acabou por reconhecer que o afastamento desses influentes profissionais ia contra seus interesses.

Assim, concordaram em não incluir instruções nas embalagens, e passaram a aconselhar as mães a procurarem seu médico antes de usar o produto.

Nasceu, assim, a associação médico-indústria.

Fonte:

Vantagens do Aleitamento Materno – Por que a amamentação é importante para o bebê? – IBFAN Brasil

Mais

Relactação – Como retornar à amamentação

Página: Amamentação

The baby killer – (SlideShare) – Mike Muller – Published and printed by War on Want, 1974.

 REVISÃO: Nutrição e Saúde Infantil
Dra. Mari Nascimento
Nutricionista

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ist1_8466250-baby-with-pears06-08 meses: Explorando a comida e começando a comer

Quando bebês amamentados começam a comer outros alimentos, é necessário que um novo tipo de resposta às necessidades e sinais das crianças seja estabelecido por suas mães ou pessoas que cuidem delas.

A consistência e a textura dos alimentos, como eles são oferecidos e as quantidades precisam mudar conforme as crianças crescem e aprendem como lidar com a comida.

O que é apropriado aos seis meses não é o mesmo aos 12 ou aos 18 meses.

A alimentação de acordo com as necessidades das crianças refere-se a uma alimentação receptiva e envolve cuidados na ajuda e no encorajamento para as crianças comerem (sem forçá-las), alimentando devagar e pacientemente, experimentando oferecer diferentes comidas e minimizando distrações.

6dce52e9c63c08fd810a2aa4839511caA amamentação em livre demanda pode propiciar quase toda energia que bebês entre 06 e 08 meses precisam.

Se mostram pouco interesse em comer, mas estão sendo amamentados com frequência, não há razão para ficar preocupada.

A partir dos seis meses, os dois nutrientes que os bebês precisam em maior quantidade do que proveniente apenas do leite materno são o ferro e o zinco.

De início, bebês necessitam de comidas mais pastosas e macias que não requerem muita mastigação como os purês.

Alguns bebês também ficam felizes com pedaços de comidas macias como talos de verduras cozidas que eles podem segurar com as próprias mãos, sugando ou  mordendo com suas gengivas.

supercook_ruCrianças amamentadas são expostas aos sabores e gostos através do leite materno.

Estudos sugerem que elas estão mais propensas a aceitar comidas que tenham o mesmo sabor dos alimentos ingeridos por suas mães.

Gradativamente, a quantidade e a variedade podem ser incrementadas, aumentando a oferta de refeições para duas ou três vezes por dia, entre 7 a 8 meses.

Nesta idade, não existe vantagem em oferecer outros alimentos em frequência maior.

Isso pode prejudicar a nutrição do bebê, na medida em que ingere menor quantidade de leite materno, e os substitutos não conferem os mesmos valores nutricionais que ele.

09-11 meses: Comendo Mais

Bebês maiores costumam comer mais, o número de refeições oferecidas pode aumentar para três ou quatro por dia, com um ou dois lanches, se necessário, sempre complementados com leite materno.

A amamentação em livre demanda deve continuar, mas é importante estabelecer um padrão regular de horários para as refeições.

Novos alimentos devem continuar a ser introduzidos para ampliar a variedade na dieta e de nutrientes consumidos.

12-24 meses: Adaptando-se ao padrão alimentar da família

Em torno dos 12 meses de vida a maioria das crianças está fisicamente apta para comer os alimentos com consistência similar aos alimentos consumidos pela família.

É importante que elas tenham suas próprias porções/pratos, pois elas comem tão rápido quanto os membros mais velhos da família.

Além disso, alguns alimentos ainda precisarão ser cortados em pequenos pedaços ou amassados.

Muitos bebês que praticam a técnica conhecida como BLW  (o bebê pega alimentos adequados para sua idade, com as próprias mãos), seguem essa fase com tranquilidade e maior conforto.

Mães que não conseguem “ver sujeira”, relaxem!
Não reprimam o aprendizado e apreensão de conhecimento de seus bebês.
🙂

Trecho do artigo: “Do peito a comida caseira, saúde a vida inteira” (WABA)

Alimentação e Saúde Infantil - Nutrição consciente desde a infância

Em 2005, a WABA ( The World Alliance for Breastfeeding Action) – Aliança Mundial Pró-amamentação, lançou a cartilha Do peito á comida caseira: Saúde a vida inteira!

Sempre atual,  o documento discorre sobre os benefícios incontestáveis da amamentação materna, e também da alimentação complementar bem elaborada logo no início.

Muitas mães não sabem, mas isso faz muito a diferença em futuro próximo.

DA AMAMENTAÇÃO EXCLUSIVA A COMIDA CASEIRA:CUIDANDO DA TRANSIÇÃO NO TEMPO CERTO

Quando começar?

Órgãos de saúde e proteção ás crianças no mundo todo recomendam que a alimentação  complementar deve acontecer no tempo certo, ser nutricionalmente adequada, segura e de acordo com as necessidades da criança.

Amamentação exclusiva é mais do que suficiente para satisfazer as necessidades nutricionais dos bebês até que eles completem 06 meses de idade (26 semanas).

Nesta fase, ocorrem vários marcos de desenvolvimento que tornam o bebê apto a comer alimentos macios e semi-sólidos.

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1. Lavar cuidadosamente as mãos e antebraços.

2. Lavar os seios, nos outros horários, passar algodão ou gaze embebidos em água filtrada.

3. Usar máscara ou evitar falar, espirrar ou tossir enquanto estiver ordenhando o leite.

4. Massagear, previamente e delicadamente a mama como um todo com movimentos circulares da base em direção a aréola. Esse procedimento deve ser feito preferencialmente pela nutriz que assim poderá localizar os pontos mais dolorosos. (Figura 1)

5. Dispor de vasilhame de vidro esterilizado para receber o leite.  Preferencialmente vidros de boca larga, com tampas que possam ser submetidas a fervura durante mais ou menos 20 minutos.

7. Ter a mão pano úmido limpo e lenços de papel para limpeza das mãos.

8. Procure relaxar, sentada ou em pé, em posição confortável.

9. O recipiente onde será coletado o leite materno (copo, xícara, caneca ou vidro de boca larga) deve ser esterilizado e posicionado próximo ao seio.

10. Com os dedos da mão em forma de “C”, coloque o polegar na aréola ACIMA do mamilo e o dedo indicador ABAIXO do mamilo na transição aréola-mama, em oposição ao polegar. Sustentar o seio com seus outros dedos.

11. Use a mão esquerda para a mama esquerda e a mão direita para a mama direita, ou use as duas mãos simultaneamente (uma em cada mama ou as duas juntas na mesma mama)

12. Pressione seu polegar e o dedo indicador, um em direção ao outro, e levemente para dentro em direção a parede torácica. Evite pressionar demais pois pode bloquear os ductos lácteos.

13. Pressione e solte, pressione e solte. Isso não deve machucar. Se doer, a técnica está errada. A princípio o leite pode não vir, mas depois de pressionar algumas vezes, o leite começa a pingar. Poder fluir em jorros se o reflexo de ocitocina é ativo.

14. Pressione a aréola da mesma forma, a partir dos LADOS, para assegurar que o leite está sendo extraído de todos os segmentos do seio.

15. Evite esfregar ou deslizar seus dedos sobre a pele. O movimento dos dedos deve ser rotatório.

16. Evite comprimir o mamilo entre os dedos, dessa maneira não conseguirá extrair o leite. Acontece o mesmo quando o bebê suga apenas o mamilo.

17. Ordenhe um seio por pelo menos 3-5 minutos até que o leite flua lentamente, então ordenhe o outro lado; e repita em ambos os lados.

18. Explique que ordenhar leite do peito adequadamente leva mais ou menos 20-30 minutos, em cada mama, especialmente nos primeiros dias quando apenas uma pequena quantidade de leite pode ser produzida. É importante não tentar ordenhar em um tempo mais curto.

19. Coloque a aréola entre o polegar e os outros dedos e pressione para dentro, na direção da parede torácica. (Figura 2)

20. Pressione atrás do mamilo e da aréola, entre os seus dedos e polegar. (Figura 3)

21. Pressione os lados para esvaziar todos os segmentos. (Figura 4)

COMO ARMAZENAR

1. Coletar o leite em recipiente de vidro, de boca larga e esterilizada.

2. Para armazenar o leite coletado, utilizar preferencialmente, vidros transparentes com tampas plásticas resistente ao calor, para que possam ser esterilizadas em água fervente durante mais ou menos 20 minutos.

3. Identificar os frascos com o dia que foi feito a coleta.

4. Armazenar por um período de 24 hs na geladeira, 15 dias no congelador ou no freezer (Figura 7).

5. Estando o leite pasteurizado, pode ser armazenado por 6 meses no freezer.

6. Antes de oferecer ao bebê:

a. Retirar do freezer e descongelar em banho-maria, não deve ser deixado em temperatura ambiente. Manter após descongelado em geladeira por até 24 horas. Atenção: não congelar este leite novamente – a sobra após 24 horas na geladeira deve ser desprezada.

b. Antes de retirar a quantidade a ser oferecida ao bebê, em cada mamada, agitar bem o frasco para completa mistura dos diversos componentes do leite.

c. Aquecer o volume a ser oferecido para o bebê, em banho-maria, fora do fogo – nunca ferver o leite (apenas para “quebrar o gelo”).

7. Oferecer no copo ou com a colher.

Outras técnicas de ordenha:

– seguir as orientações dos manuais

• Bomba manual tira-leite com pêra de borracha e bulbo

• Bomba manual tira-leite tipo seringa

• Bomba elétrica para tirar leite

Artigo extraido de : Sociedade Brasileira de Pediatria

Para tudo tem jeito! A Prática da Relactação

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