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Archive for the ‘Alergia Alimentar’ Category

sinus babyParece gripe, mas é sinusite II

Alguns profissionais de saúde têm divulgado que bebês não têm sinusite, porque os seios da face ainda não estão formados, contrariando até mesmo o diagnóstico de outros profissionais.

Vamos lá, estudar o assunto, e comprovar cientificamente que, sim, bebês e crianças menores podem ter rinossinusite.

Causas da sinusite
Fonte: NHS Choices – Inglaterra

A sinusite é causada por excesso de muco ou inchaço do revestimento dos seios da face e nariz.

Pode ocorrer devido a um resfriado ou gripe, ao frio, alergias (asma, rinite alérgica), pólipos nasais ou adenoides, irritação dos revestimentos dos seios faciais (por contato com cloro da piscina, fumaça de cigarros, poluição, etc.)

As bactérias se proliferam nos seios faciais, causando dor, dor de cabeça e algumas vezes febre. O muco infectado pode ser amarelo ou verde.

Os seios da face e a sinusite

Fonte: Seios da face – Anatomia – UNIFESP

Seio Maxilar

noses_children2Os seios maxilares, são os maiores dos seios paranasais, estão localizados no interior do osso maxilar, sendo normalmente segmentados por septos ósseos.

Aparecem como uma pequena canaleta no quarto mês de vida fetal.  Ao nascimento são pequenos e limitados (dimensões de 2 x 1 x 1cm),  à porção medial do osso maxilar. Com o crescimento expandem-se e ocupam larga extensão da maxila, alcançando seu máximo desenvolvimento após a segunda dentição.

Seio Frontal

Os seios frontais estão localizados no osso frontal. Estão ausentes ao nascimento e, esses sim, começam a se desenvolver após os dois anos de idade.

Seio Esfenoidal

Os seios esfenoidais possuem número variado. Rudimentares ao nascimento aparecem como pequenas evaginações das cavidades nasais. A partir dos dois anos de vida se tornam mais visíveis.

Seio Etmoidal

Os seios etmoidais já existem ao nascimento como pequenas cavidades cujo conjunto forma um labirinto.

Essas cavidades são pequenas antes dos dois anos de idade, e apresentam desenvolvimento rápido entre o sexto e oitavo ano.


healthtapRinossinusite em bebês e crianças

Fonte: Jornal de Pediatria – UNIFESP/EPM

Nos bebês e crianças (lactentes á partir de 01 ano de idade), as pequenas dimensões das cavidades ainda em desenvolvimento e o encurtamento da distância entre as superfícies mucosas e os óstios de drenagem atuam como facilitadores do desenvolvimento da rinossinusite.

Os sinais e sintomas mais frequentes nos quadros crônicos incluem obstrução nasal, cefaleia, irritabilidade, tosse diurna e noturna, secreção posterior e halitose.

Outras causas da rinossinusite: deficiência de imunoglobulinas, transitória ou permanente, alterações muco ciliares, fibrose cística e variados processos alérgicos.

Em análise recente de estudos publicados que avaliaram a relação entre asma e sinusite, concluiu-se que a inflamação dos sinos nasais pode provocar piora nas doenças das vias aéreas. O tratamento da sinusite em pacientes asmáticos acarreta melhora, embora a natureza exata dessa relação permaneça em discussão.

stuffynose newhealthyguideSinusite bacteriana em crianças

Fonte: Atualização da diretriz de diagnóstico e tratamento de sinusite bacteriana em crianças da Academia Americana de Pediatria.

A sinusite bacteriana aguda (SBA) é uma complicação comum que pode ocorrer após uma infecção de via aérea superior de origem viral ou na vigência de quadro inflamatório alérgico.
Cerca de 6 a 7% das crianças levadas a atendimento médico com sintomas respiratórios apresentam sinusite bacteriana aguda.

A maior parte das infecções das vias aéreas superiores pode causar febre e sintomas constitucionais como cefaleia e mialgia nas primeiras 24 a 48 horas, quando os sintomas respiratórios passam a ficar mais proeminentes.

Esse quadro infeccioso não dura mais que 5 a 7 dias, sendo o pico dos sintomas respiratórios entre o 3º e o 6º dias, quando passam a melhorar. Em alguns casos, os sintomas podem durar mais de 10 dias.

Rinossinusites bacterianas

Fonte: RBM Revista Brasileira de Medicina

A incidência das sinusites em crianças é bastante controversa, mas é certo que o processo inflamatório e infeccioso das cavidades paranasais pode ocorrer bem precocemente, logo que estas estejam formadas.

(Nota: formadas não é sinônimo de maduras. A formação é anterior ao nascimento).

whattoexpect_comO tamanho dos seios da face das crianças é relativamente pequeno comparado ao tamanho do óstio de drenagem, daí a retenção de secreções é dificultada.

No recém-nascido e no lactente, estão formados os seios maxilares e etmoidais, onde pode ocorrer a sinusite.

Nos pré-escolares, as sinusites maxilares são as mais comuns.

Os seios frontal e esfenoidal começam a se formar mais tardiamente e completam seu desenvolvimento por volta dos dez anos.

Devemos evitar novas crises ou impedir que o processo se torne crônico com a eliminação dos fatores predisponentes.

Assim, é importante manter sob controle os quadros alérgicos, avaliar adequadamente fatores como desvio septal, irritação por fatores ambientais, etc.

A asma e a tosse crônica são capítulos à parte. Há grande prevalência de rinossinusite deflagrando ou piorando a evolução destes quadros.

Sinusite em crianças (lactentes > 01 ano)

Fonte: OtoLab – Otorrinolaringologia Pediatrica – RJ

Geralmente, os quadros de sinusite ocorrem por complicações de resfriados ou crises alérgicas, em decorrência de obstrução nasal e do grande acúmulo de secreções.

Essas secreções depositam-se nas cavidades, normalmente são cheias de ar, facilitando o crescimento de bactérias causadoras da infecção.

Os sintomas mais comuns da sinusite são tosse, nariz entupido com produção de catarro amarelado e, eventualmente, febre e dor de cabeça.

Muitas vezes a tosse, principalmente ao acordar pela manhã, é o único sintoma da doença.

Repare que estes sintomas podem ser facilmente confundidos com um resfriado comum ou até mesmo com a rinite alérgica.  A diferença está no tempo de permanência dos sintomas.

Nos resfriados comuns, eles não ultrapassam sete dias, o que não acontece com a sinusite. Já na rinite alérgica, a congestão nasal vem acompanhada de coriza, espirros e coceira no nariz.

Conduta diagnóstica e terapêutica na sinusite da criança

Fonte: Jornal de Pediatria – Artigo de Revisão

(…) a padronização diagnóstica e terapêutica para o tratamento da sinusite conduz a uma redução no número de tratamentos antibióticos supérfluos.

Em especial, objetivamos a redução do uso inadequado dos antimicrobianos.

Como resultado final, pode-se obter a redução da resistência aos antibióticos e custos do tratamento.

Frequentemente essas indicações supérfluas de antimicrobianos são feitas para o tratamento de crianças com supostas sinusites bacterianas e outras infecções das vias aéreas.

blog_firstcryLeia mais
(com dicas de tratamentos naturais)
Parece gripe, mas é sinusite!!

Amamentação e antibióticos do leite materno

Leite materno e redução da resistência aos antibióticos

Outras fontes

Wald ER et al. Clinical practice guideline for the diagnosis and management of acute bacterial sinusitis in children aged 1 to 18 years. Pediatrics 2013 Jul; 132:e262.

Smith MJ. Evidence for the diagnosis and treatment of acute uncomplicated sinusitis in children: A systematic review. Pediatrics 2013 Jul; 132:e284.

http://www.projetodiretrizes.org.br/projeto_diretrizes/086.pdf

http://www.iapo.org.br/manuals/24-2.pdf

http://emedix.com.br/not/not2001/01abr02ped-wusn-mcw-sinusite.php

http://www.childrenshospital.org/conditions-and-treatments/conditions/sinusitis

Fotos
1.  Kids-ent (Michael Rothschild, MD)
2. Ent Technologies – Austrália
3. HealthTap
4. New Healthy Guide
5. What to Expect
6. University of Minnesota

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Que tal aproveitar o dia das crianças para unir o útil ao agradável?

Façam massinha de modelar comestível, e divirtam-se!

1. Massinha de amendoim
Ingredientes
1 xícara de manteiga de amendoim
3 colheres sopa de melado de cana
Farinha de trigo
Cacau

Misture a manteiga de amendoim e o melado.
Adicione a farinha aos poucos.
Trabalhe a massa, adicionando o cacau ou outro “corante natural”.
Coloque na geladeira.

handmadeartists_claymodellingedible2. Massinha de amêndoas
Ingredientes
200 g de amêndoas moídas
1/4 xícara açúcar mascavo
1 colher de sopa de suco de limão
2 colheres de sopa de melado
1 colher de sopa de água fria
Corantes naturais

Misture as amêndoas e o açúcar mascavo.
Misture o melado, o limão e a água em outro recipiente.
Junte tudo, misturando bem.
Cubra e deixe na geladeira por cerca de 1 hora.

3. Massinha de trigo
Ingredientes
2 xícaras de farinha de trigo
2 colheres de sopa de óleo vegetal
1 colher chá de sal
2 xícaras de água ou suco

Misture os ingredientes.
Leve ao fogo, mexendo sempre, até formar uma papa seca.
Retire do fogo e coloque sobre a pia ou balcão limpo.
Quando esfriar bem, trabalhe a massa até ficar maleável.

bellalunatoys massinhacomestivel

4.Massinha sem glúten
Ingredientes

1/2 xícara farinha de arroz
1/2 xícara amido de milho
2 colher chá de sal
1 colher de chá de óleo vegetal
1 xícara de água
(creme tártaro o
Corantes naturais
Misture os ingredientes.
Cozinhe e mexa em fogo baixo por cerca de 3 minutos (vai formar uma bola).
Deixe esfriar muito bem.
Armazene em saco plástico bem fechado.

duitang25. Massinha de aveia e trigo
Ingredientes
1/2 xícara de farinha de trigo
2 colheres sopa de aveia
2 colheres de sopa de amêndoas trituradas
1 colher de nozes ou castanhas trituradas
Água q.b.

Misture todos os ingredientes aos poucos.
Amasse com as mãos lipas.
Coloque para descansar por cerca de uma hora.
Trabalhe a massa como desejar

Sugestões de cores
Amarelo – Abacaxi, chá de camomila
Laranja: Tangerina, abóbora, laranja, cenoura
Verde – limão, abacate, chá verde, hortelã, erva cidreira,  chá de capim limão,  suco de couve, purê de aspargos, etc
Vermelho e roxo: frutas vermelhas, repolho roxo, etc.
Branco: inhame, mandioca
Marrom: cacau, alfarroba, etc.

Para dar umas ideias

A foto 1, das menininhas, no início do texto, é da Sachiko Windbiel, que fundou e administra a MimiCafe Union, em Nova Iorque.

Abaixo, fotos de trabalhos em argila (não comestíveis)
Foto 2: HandMadeArtist
Foto 3: Fórum FC2
Fotos 4: BellaLunaToys
Foto 5: Duitang

Veja AQUI como fazer esse lindo tigrinho utilizando massa de modelar comestível em vez de argila (como o da foto).

E a seguir, siga o TUTORIAL para fazer o caramujinho. Esse é com argila.

wikihow_argila

duitang_com_argila

Leia mais:  Já brincou com seu filho hoje?

Read Full Post »

k21701862É sabido que leite, soja e ovos são os principais alimentos causadores de alergias alimentares, especialmente em crianças*.

Entre 2005 e 2006, uma petição com um milhão de assinaturas circulou pela Europa exigindo maiores informações sobre a presença de organismos geneticamente modificados em produtos originários de animais consumidores de rações transgênicas, principalmente carnes, leite e ovos.

Atualmente, as principais preocupações da comunidade cientifica mundial, sobre os efeitos adversos dos organismos geneticamente modificados (OGMs), centram-se na transferência à resistência aos antibióticos, graus de toxicidade e potencial alergenicidade dos produtos manipulados geneticamente.

transgenic plantEm 2002, o médico imunologista e alergologista londrino, Gideon Lack, escreveu sobre a migração de DNA de alérgenos para culturas de não-alérgenos, em Clinical risk assessment of GM foods.

No documento, o alergologista discorreu sobre o primeiro cenário de contaminação cruzada ocorrido em 1996, quando proteínas de castanha do Brasil foram transferidas para a soja transgênica.

Dessa forma, a proteína expressa na soja cultivada manteve sua alergenicidade, e pacientes alérgicos ás castanhas, sem respostas para soja, passaram a apresentar resposta mediada por IgE para alergia à soja.

ogmsoyPesquisas mais recentes apresentam comprovações sobre a deposição de frações transgênicas, não apenas em outras plantas, mas também em tecidos de animais alimentados com esses alimentos.

Fragmentos de DNA de plantas transgênicas em leite e carne de animais

Uma revisão da literatura conduzida pela ONG Testbiotech encontrou crescentes evidências de que fragmentos de DNA de plantas transgênicas podem ser encontrados em leite, órgãos internos e músculos de animais.

Em abril de 2010, cientistas da Itália relataram a presença de sequências de DNA de soja transgênica em leite de cabras.

Traços deste DNA foram também encontrados nos cabritos e crianças alimentadas com o leite dessas cabras.

Em outra pesquisa, cientistas encontraram traços de plantas transgênicas em órgãos de peixes.

Professor Jack Heinemann. Universidade de Canterbury, Nova Zelândia, in: Report on Animals Exposed to GM Ingredients in Animal Feed

Transgênicos e Saúde Humana

sick4O professor do programa de pós-graduação em Recursos Genéticos Vegetais da UFSC, Miguel Pedro Guerra, defensor de maior cautela com transgênicos, comentou sobre a incorporação de novas proteínas na cadeia alimentar e a ocorrência de alergias provocadas pelas modificações genéticas, em entrevista para a revista Galileu.

Para o professor, o FDA (agência americana que regula alimentos e remédios nos EUA) não conduziu testes e, em simplificação surpreendente, liberou plantas para o cultivo com base apenas no conceito de equivalência substancial.

Por esse conceito, plantas transgênicas são equivalentes às não-transgênicas.

Mas, muitos cientistas discordam dessa simplificação.

sick7“Desde 1996, bactérias, vírus e outros genes introduzidos artificialmente no DNA de soja, milho e sementes de algodão e canola implicam em riscos de reações alérgicas mortais”, comenta Jeffrey M. Smith, do Instituto de Responsabilidade Tecnológica (IRT), com sede nos EUA.

“E as provas, colhidas ao longo da última década, sugerem ainda que estão contribuindo para o aumento das alergias alimentares em todo o mundo. Os cientistas sabem há muito tempo que os transgênicos podem causar alergias”, afirma.

sick3O Reino Unido é um dos poucos países que realiza uma avaliação anual das alergias alimentares.

Em 1999, pesquisadores ingleses ficaram alarmados ao descobrirem que as reações à soja dispararam em 50%, em relação ao ano anterior.

A soja geneticamente modificada havia entrado recentemente no Reino Unido, a partir de importações dos EUA.

sickNa manifestação tardia de alergias, até que um alimento seja consumido com certa frequência, não é possíve detectar o processo alérgico.

 “O único teste definitivo para alergias”, segundo o ex-microbiologista do FDA, Louis Pribyl, “é o consumo por pessoas afetadas, o que pode ter implicações éticas em se tratando de estudos programados.”

Ainda conforme documento do IRT, culturas OGMs podem criar novas alergias.

Em 2010, o Dr. Michael Hansen, PhD em impactos da biotecnologia na agricultura e cientista sênior da Consumers Union, ao participar  de evento sobre transgênicos, em São Paulo, comentou que, no início de sua utilização, os transgênicos ocasionaram redução no uso de agrotóxicos. Porém, gradativamente, esse uso passou a duplicar.

trigogenO glifosato, princípio ativo do herbicida Roundup Ready (RR), da Monsanto, possui forte relação com prejuízos à saúde humana como reprodução indevida de células, aumento nas taxas de abortos espontâneos, má formação fetal e manifestações imunitárias como alergias alimentares.

Atenção!

Transgênicos na alimentação dos bebês e crianças menores

k17435747Atualmente, além de muitos corantes, açúcar, xarope de milho ou outro adoçante artificial, a maioria das farinhas engrossantes para bebês e produtos lácteos, incluso  certas marcas de leite em pó, possuem transgênicos em suas composições, sem qualquer declaração nos rótulos.

Mulheres que amamentam, especialmente alérgicos, devem observar também a ingestão de carnes e ovos quando frente a alguma reação do lactente.

Leia mais:

Cientistas pedem fim dos transgênicos em todo mundo – Revista Caros Amigos

Cientistas de todo o mundo, preocupados com os perigos que os transgênicos representam para a biodiversidade, a segurança alimentar, a saúde humana e animal, exigem uma moratória imediata sobre este tipo de cultivo em conformidade com o princípio da precaução.

Eles escreveram uma carta aberta, assinada por 815 cientistas de 82 países, na qual se opõem aos cultivos transgênicos que intensificam o monopólio corporativo, exacerbam as desigualdades e impedem a mudança para uma agricultura sustentável que garanta a segurança alimentar e a saúde em todo o mundo.

Os cientistas fazem um apelo à proibição de qualquer tipo de patentes de formas de vida e processos vivos que ameaçam a segurança alimentar e violam os direitos humanos básicos e a dignidade.

Eles também querem apoio maior à pesquisa e ao desenvolvimento de uma agricultura não corporativa, sustentável, que possa beneficiar as famílias de agricultores em todo o mundo.

examiner

Roda alimentos alergênicos

Fontes bibliográficas

Europeus exigem rotulagem de produtos de animais alimentados com transgênicos. Greenpeace/Brasil (2007)

Produtos com ingredientes transgênicos deverão trazer informações nos rótulos (Idec/2012)

Influência sobre CTNBio é trunfo das gigantes da transgenia
Comissão responsável por liberar pesquisa, produção e comercialização de transgênicos no Brasil é integrada por cientistas ligados às empresas do setor. Disponível em: Repórter Brasil.

Legalizados há 10 anos, transgênicos vivem apoteose
Lei 10.688/2003, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, impulsionou o mercado dos transgênicos, lavouras de soja e devastação da Amazônia para plantio.

Brasil negocia com Monsanto sementes de soja vetadas na China (Intacta RR2 Pro). Insitituto Humanitas Unisinos (2012)

Clinical risk assessment of GM foods. Elsevier Science Ireland. G. Lack / Toxicology Letters 127 (2002) 337–340k 

Fragmentos de DNA transgênico no leite e carnes de animais alimentados com transgênicos. Organização Pratos Limpos. Brasil. 2010.

Dossiê Transgênicos: os dois lados da moeda. Revista Galileu. Editora Globo.

Segurança dos Alimentos: O que o mundo está discutindo a respeito de transgênicos e agrotóxicos? Ciclo de palestras. CREMESP/IDEC. 2010.

The Institute for Responsible Technology (IRT). Jeffrey M. Smith. Aumento de alergias á soja devido consumo de soja geneticamente modificada. IRT, 2007. 

Foto: Roda 8 alimentos mais Alergênicos: World Allergy Organization (WAO)

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Leite vegetal para o bebê ou criança pequena é uma boa pedida na hora de oferecer mais vitaminas, minerais, fibras e também gorduras benéficas.

Na verdade, o dito popular acabou fixando as bebidas feitas com vegetais como “leite”.

Leite porque alimenta, e pronto.

mymidlifemumblings.wordpress

LEITE DE AVEIA

Coloque 150 ml de aveia em flocos de molho em 1 litro de água, por cerca de 20 minutos.

Em seguida, bata no liquidificador, acrescentando 1 pitada de sal.

naturaltherapypagescomau -

Guarde em jarra de vidro esterilizada ou pote de vidro, bem fechado, na geladeira.

Para bebês, pode fazer cozido, como um mingau ralo, para garantir a segurança alimentar.

Coloque 250ml de água para cada 3 colheres de aveia, e leve ao fogo, com umA pitada de sal.

Para dar mais sabor, coloque raspas de laranja, bata com uma fruta doce, acrescente baunilha em favas ou cacau, alfarroba…

Evite alimentos crus para bebês pequenos, pelo risco de contaminação.

A menos quea família seja crudívora, e saiba lidar com esse tipo de alimentação adequadamente.

Como o Daniel, pai da Olivia:

OLIVIA É CRUDIVORA DESDE QUE NASCEU!

LEITE DE GERGELIM ou LINHAÇA

2 xícaras de água
4 colheres de sopa de sementes de gergelim

Deixe as sementes de molho por cerca de 3 a 4 horas. Bata no liquidificador, depois coe.

Esse tipo de leite é melhor para uso em receitas como de pães, bolos, etc.

Não é aconselhável a ingestão de gergelim ou linhaça em quantidades maiores que 1 colher de café ao dia para crianças muito pequenas.

Essas sementes devem ser sempre hidratadas ou germinadas, e oferecidas sem a casca.

O gergelim é alergênico, portanto não deve ser oferecido aos bebês e crianças menores de 1 ano, á menos que comprovado que não há risco para a saúde. 

LEITE DE CASTANHAS com AVEIA

1/2 litro de água fervente
3 castanhas do Pará
2 colheres de sopa de flocos de aveia
1 pitada de sal

Deixe de molho por cerca de 1 hora, depois bata tudo no liquidificador.Coe. Pronto.

Ideal para uso em receitas de bolos, bolinhos, tortas, etc.

As castanhas e nozes possuem potencial alergênico, e elementos tóxicos se ingeridos em quantidade superior á recomendada ao dia.

O consumo de frutas oleaginosas deve ser extremamente moderado para crianças menores.

LEITE DE ARROZ

1 xícara de arroz cru lavado (prefira arroz moti, arbóreo ou integral)
4 xícaras de água, 1 pitada de sal marinho
Deixar de molho por cerca de 4 horas.

Coloque o arroz para cozinhar em fogo baixo, até que fique cozido e empapado. Não deixe a água secar. O caldo deve estar com os níveis sempre acima dos grãos de arroz, mesmo depois de cozido.

Deixe esfriar. Coloque a água do cozido com auxilio de uma concha, e algumas colheres do arroz já cozido, no liquidificador, com a própria água.

Para acrescentar cálcio á receita, coloque 2 castanhas de molho em água fervente, por 4 horas, e bata junto com o arroz, ou acrescente 1 colher de café de gergelim ou linhaça germinados ou hidratados, ou misture o arroz com  Quinoa, que é rica em cálcio.

Coe em coador de pano grande (de café ou similar).

downloadLEITE DE COCO

Limpe 2 cocos médios.Retire a polpa. Pique e bata no processador ou iquidificador, com pouca água do próprio coco.

Transfira para um pano fino (tipo tule), ou uma peneira extrafina. Esprema para tirar todo o seu leite.

Ou faça dessa maneira:

Coloque o bagaço do coco em uma vasilha.

Misture com água. Deixe de molho por 30 minutos.

A seguir, despeje em um coador de pano e esprema bem.

Guarde em jarra de vidro esterilizada.

LEITE DE QUINOA

1/2 copo de grãos de quinoa lavada

2 xicaras de água filtrada

Coloque a quinoa de molho em água, em uma tigela de vidro.

Cubra com uma tampa ou filme plástico. Deixe na  geladeira durante a noite.

Na manhã seguinte, escorra a quinoa e passe em água limpa.

Coloque em uma panela, junte as 2 xícaras de água  e leve ao fogo até ferver.

deixe amornar e bata no liquidificador, acrescentado água aos poucos, se necessário.

Coe utilizando coador de pano grande (de café).

LEITE DE AMÊNDOAS DOCES

Coloque as amêndoas de molho (200g) em uma vasilha com cerca de dois dedos acima.

Deixe por cerca de 1 hora. despreze a água.

Bata com água (1 litro).

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LEITE DE ORCHATA DE CHUFA (Blog da Karenina)

Por recomendação da pediatra, a Karenina começou a dar leite de orchata pra sua filha, ainda bebê. No blog ela conta como foi essa experiência, muito bem sucedida!

Horchata

Tem ainda leite de inhame, de canjica, de milho, de quinoa, de alpiste, de cevadinha, de

Utilize baunilha em favas, cacau, alfarroba ou frutas doces para dar um up no sabor!

Leites de castanhas, nozes, gergelim ou linhaça devem ser consumidos com moderação, pois possuem substâncias que podem causar problemas se ingeridas acima da quantidade diária recomendada.

De onde veio?

Tomei conhecimento do leite de arroz lendo o livro de um médico alemão, que o recomendava como excelente para fortalecer o aparelho digestivo. Isso lá no outro século.

Ele citava a medicina chinesa, de onde sempre vem muita coisa boa, e a macrobiótica.

Anos depois, lembrei do leite de arroz como substituto ao leite de vaca para minha filha alérgica e intolerante.

O leite de grãos eu achava forte, depois soube que pode causar um desequilíbrio de nutrientes por conter muitos fitatos.

Deixei para quando ela estivesse maior, e os de gergelim e de castanhas conheci em um tópico do orkut.

Veja mais:

KEFIR E IOGURTE CASEIRO

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refluxoMãe sofre quando o filho não come, e ainda mais, no sentido literal da frase, quando não come porque não pode.

Lá no Medidas Dietéticas para tratamento do Refluxo (RGE), tem uma pequena lista do que não deve ser consumido por pessoas com problemas gástricos e digestivos, não apenas crianças.

Para muitas pessoas isso sempre foi meio óbvio, complicações gastrointestinais são causadas principalmente pelo que se ingere, não é? Mas sempre tem quem precise de evidências cientificas para entender a mensagem mais plenamente.

A Dra. Jamie Koufman, professora especialista em otorrinolaringologia de Nova Iorque  pensa o mesmo. E, por isso, á partir daí escreveu inúmeros estudos sobre o assunto.

O destaque, agora, são os resultados da sua última pesquisa, sobre a oferta de alimentos de baixa acidez para refluxo (benefícios e implicações).

“Os sintomas em 19 dos 20 indivíduos (95%) pesquisados melhoraram, e três participantes tornaram-se completamente assintomáticos.”
(In Estudo sobre refluxo gastroesofágico e consumo de alimentos acidificantes)

Leia resumo no PubMedLow-acid diet for recalcitrant laringopharingeal reflux

Muitos alimentos e outras substâncias estimulam a produção de ácido clorídrico e pepsina pelo estômago. Isso quer dizer que tornam nosso organismo ácido (ou mais ácido). São o que se chama de “alimentos acidificantes”.

Muito tempo sem comer, ou o consumo de produtos industrializados contendo aditivos químicos, também podem ocasionar em acidificação gástrica.

E as consequências vão desde vômitos constantes a diarreia, gazes, cólicas abdominais, flatulência, regurgitamento ou “refluxo”.

Se houver RGE (refluxo gastroesofágico), devido a alteração na válvula que separa esôfago e estômago, a acidez acaba por acelerar processos como a esofagite de refluxo.

refluxo - gastropesofágico - bebê = criançaÉ tudo junto e misturado!

Durante o processo de digestão dos alimentos ocorrem inúmeras reações e sínteses  de substâncias produzidas pelo nosso próprio organismo.

O suco gástrico é formado por água, enzimas, ácido clorídrico e outras substâncias secretadas pelas mucosas do estômago.

A pepsina é uma delas, e atua em conjunto com o ácido clorídrico na quebra de proteínas obtidas pela alimentação.

O consumo de alimentos ácidos provoca aumento na produção e excreção desses sucos. Como consequência, os alimentos ingeridos “sobem” até o esôfago (órgão que vai da boca ao estômago), causando queimação, azia, dores, aspiração dessas secreções para os pulmões e possíveis lesões nas mucosas dos órgãos de passagem.

A acidez dos alimentos também pode acarretar em desmineralização óssea.

Veja aqui: A secreção de HCl (ácido cloridrício) e pepsinogênio pelo estômago

Por isso, é necessário fazer com que o ácido estomacal pare de aumentar além do necessário, e invadir o esôfago, com o auxilio de medicamentos, e de alimentos que diminuam sua produção.

Obs. O próximo post será sobre os alimentos indicados

FONTE:

PubMed: Low-acid diet for recalcitrant laryngopharyngeal reflux: therapeutic benefits and their implications. Koufman, JA. National Center for Biotechnology InformationU.S. National Library of Medicine

Guia de alimentação infantil – com dicas de cuidados para crianças especiais – 2003

Mais do mesmo:


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050712_0053_0170_jshsMeu bebê está gripado! Meu filho está com gripe!

Mas será que não é SINUSITE?

A sinusite é caracterizada por inflamação ou infecção dos seios da face ( vias respiratórias superiores).

Pode ser conseqüência de alergia a certos alimentos (como leite, soja…), fumaça de cigarro, mofo, odor de produtos de limpeza, perfumes, poluição, ar muito frio, ar condicionado do carro que leva poluentes ambientais para dentro do veículo, ar condicionado muito gelado…

Os seios da face são revestidos de membranas mucosas, que servem para aquecer, umedecer e filtrar o ar que entra pelas narinas e chega aos pulmões. São pares correspondentes de cavidades situadas no centro do crânio, atrás da parte superior do nariz, na testa (acima das sobrancelhas) e sob cada olho.

… ou Rinite?

Muito parecida com a Sinusite, também é inflamação crônica, porém, instala-se na mucosa nasal.

Possui várias causas, quase todas parecidas com as que acometem a sinusite: alergia a alimentos ou outra substãncia, ar poluído, poeira, mofo, ataque de vírus ou bactéria, fumaça e tudo o mais.

Que barulho é esse?

Colocando-se como personagem principal na ocorrência de doenças do aparelho respiratório, o muco, ou secreção, ou catarro, ou seja lá como for chamado é, na verdade, um agente do mal produzido por nosso próprio corpo, fazendo com que perca mais vitaminas e sais minerais do que deveria.

Cálcio e magnésio são seus alvos favoritos.

O que faz aumentar o catarro?

Se o organismo apresentar uma condição interna ácida, acaba por produzir ainda mais secreção.

Tudo o que vem do leite, ou contém o dito na fórmula, mais farinha branca (de trigo, utilizada na fabricação de pães e bolos), açúcar refinado, chocolate (rico em açúcar, gordura hidrogenada e leite), macarrão e amidos.

Já as frutas cítricas colaboram na medida em que auxiliam a liquefazer a secreção já existente, parada nos pulmões, entupindo os alvéolos.

Como a causa da dificuldade respiratória pode estar em uma alergia, evite alimentos prontos, em potinhos, que contêm acidulantes, sal ou açúcar como conservantes.

Procure incluir mais cenoura, mandioquinha e abóbora no cardápio. Ache outras formas de aumentar a vitamina A (betacaroteno), que reforça o organismo no combate a doença.

B6 e B12 são boas para quem tem asma por problemas alérgicos.

Ofereça alimentos ricos em Zinco, o que é relativamente fácil, pois há uma infinidade de alimentos ricos nele: cogumelo, batata, cebola, banana, abacate, lentilha, grão de bico, etc.Porém, deve-se cuidar com o excesso desse mineral, pois pode debilitar o sistema imunitário.

Deixe os suplementos vitamínicos de lado neste período, pois podem causar problemas estomacais devido ao açúcar e vitamina C da fórmula. Inclusive, estes produtos não possuem bioflavonóides, necessários para a absorção da vitamina pelo organismo.

Não coloque o bebê deitado antes de expelir o catarro. Eleve a cabeceira do berço ou da cama.

Criança pequena deve ficar deitada de lado, de preferência com o lado direito para cima. Se colocar catarro para fora, não tem risco de sufocar. Sentada com o corpo reto pode ter o muco que sai dos pulmões fazendo a trajetória de volta.

Não deite seu bebê após as mamadas, pois pode ocorrer refluxo do liquido para os ouvidos, causando otite.

Alho, cebola e gengibre devem ser utilizados para temperar as receitas, pois são todos mucocinéticos, ou seja, movimentam o muco tornando mais fácil sua retirada.

A substância que confere sabor ao alho, a alina, possui as mesmas características de uma droga conhecida como S-carboximetilcisteína, componente de um medicamento para retirar muco, vendido na Europa.A quercetina, encontrada na cebola, é um antiinflamatório potente contra a gripe, parecida com cromolyn, droga utilizada no combate a algumas alergias. Também é antibacteriana, auxiliando na asma causada por infecção bacteriana.Gengibre atua limpando a secreção, é antibacteriano, cura inflamação da garganta, destrói o vírus da gripe e é antidepressivo. Não causa qualquer mal ao aparelho digestivo, sendo indicado também em casos de náusea e enjôos constantes.

Nada de terrorismo. Para curar gripes ou bronquite ninguém precisa comer pedaços de alho ou cebola, que podem causar certa azia e gases nos menores. Utilize como tempero, um pouco de cada, em sopas e caldos apetitosos, saborosos e fortificantes.

A maçã é antibacteriana, anti-inflamatória e adstringente. Porém, pode dificultar a saída das fezes.  Tente abacate, brócolis, abóbora ou melancia.

Acrescente vitamina C através de folhinhas de coentro, salsinha, cebolinha ou manjericão, no tempero dos pratos. Coloque a erva picada após desligar o fogo e abafe.

O bom funcionamento dos intestinos é fundamental para a recuperação de todo doente. Houve épocas em que os supositórios eram receitados para os mais variados casos de convalescença. Prefira os alimentos que fazem o mesmo serviço.

Pomada de calêndula nos sinos da face e pescoço. A Calêndula alivia dores, é cicatrizante, alivia queimaduras, hematomas…

Vaporização com manjericão, alfazema ou lavanda são excelentes para o trato respiratório.

Para aliviar a tosse noturna, coloque uma cebola cortada ao meio, no quarto. Jogue fora pela manhã. Não coloque muito próxima á cama. O cheiro se espalha, não tem jeito…

Faça canja de legumes, colocando nabo, que é excelente para tratar as vias aéreas e inflamações.

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Explicando a sinusite em bebês e crianças

Fonte

Guia de Alimentação Infantil – com dicas de cuidados para crianças especiais – Nana Guimarães – 2003 (ISBN)


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Atualmente, distinguir os Organismos Geneticamente Modificados (OGM) do que é natural, orgânico, realmente funcional, não é tão complicado, mesmo que os rótulos não ajudem muito.

Com o constante crescimento na comercialização de soja, adivinhem o que fazem para otimizar os lucros?

Já comentamos anteriormente sobre Soja e aumento precoce das mamas, em meninas. E as suspeitas sobre o quanto a soja pode desencadear alergias, tanto quanto o leite de vaca.

E a dúvida para as mães de meninos só fez crescer.

Soja pode provocar puberdade precoce apenas em meninas? Como a soja vai atuar nos meninos?

Leia aqui: Ciência e Nutrição – outras palavras

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