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Archive for the ‘Açúcar’ Category

Romã

Originária do Irã, e muito conhecida em todos os países do Oriente, as sementes da romã simbolizam futuro próspero, feliz e promissor a quem as consome. 

Entretanto, seus maiores beneficios estão concentrados nas inúmeras substâncias antioxidantes que possui, capazes de combater radicais livres associados ao câncer, doenças cardíacas, artrose ou artrite.

Estudos divulgados pelo Jornal da Associação Médica de Israel demonstraram que o extrato de romã promove a redução das inflamações, em casos de osteoartrite, ao bloquear a produção da enzima que danifica a cartilagem.

Pesquisas realizadas nas Universidades de Nápoles, Itália, e Califórnia, Los Angeles, demonstraram também que o suco de romã evita a arterosclerose.

Romãs possuem baixíssimos teores de gordura saturada e colesterol. Fornecem 48% do valor diário de vitamina C, e 58%  das necessidades diárias de vitamina K. 

As sementes da romã possuem ainda grandes quantidades de cobre, potássio, folato, manganês, tiamina, ácido pantotênico (vitamina B5), e piridoxina.

Atenção
Devido a suas tantas propriedades medicinais, a romã deve ser consumida com cautela e, se possível,  com acompanhamento de especialista em casos de pressão arterial baixa ou pacientes em tratamento para hipertensão ou outro evento cardíaco.

Crianças e pessoas alérgicas também devem atentar para o consumo de romã, caso não seja costume da família.

Tâmaras

As tâmaras surgiram no Marrocos. Em vários países do norte da África e Oriente Médio é o único alimento básico disponível para que seus habitantes consigam obter doses necessárias de carboidratos e proteinas ao dia.

Substituta ideal do açúcar refinado ou adoçantes artificiais, uma única tâmara é quase 80% carboidratos. Cerca de 5 unidades possuem aproximadamente 115 calorias, e também boas doses de  proteínas, gorduras e sais minerais como cobre, enxofre, ferro, potássio, magnésio e fibras.

Muito utilizadas pelos viajantes orientais, as tâmaras são excelentes para controlar o vicio por alimentos doces refinados.

Possuem, na mesma medida, fibras alimentares solúveis, que regulam os niveis de glicose no sangue, e fibras insolúveis, que auxiliam nos tratamentos de intestino irritável e constipação.

O manganês presente nas tâmaras promove a produção de antioxidante que destrói radicais livres e reduz os níveis de triglicérides no sangue.

O cobre auxilia na absorção do ferro, formação de colágeno, formação de células vermelhas e sistema nervoso central.

Ainda são ricas em aminoácidos, sendo compostas pelos 23 aminoácidos essenciais e todos os outros.

Grão de bico

O grão de bico é excelente para auxiliar na regulação do apetite, da gordura corporal e da glicose no sangue.

Rico em fibras mais complexas que a da maioria de seus pares, promove níveis mais baixos de colesterol LDL e triglicérides.

Entre 65-75% de suas fibras grão de bico são denominadas fibras insolúveis.

Esse tipo de fibra é metabolizado por bactérias que garantem a proteção das paredes intestinais, diminuindo os riscos de problemas como o câncer de cólon.

Em 100g de grão de bico encontram-se 105mg de cálcio, 6,2mg de ferro e 115mg de magnésio.

RECEITAS

ohmyveggiesGelatina de Romã na laranja
(agar)
Ingredientes
02 laranjas grandes, cortadas ao meio sem a polpa
02 copos de suco de romã
2 1/2 colheres de sopa de agar

Misture o suco de romã com a agar em uma panela média
Deixe ferver. Em seguida, diminua o fogo para médio
Ferva por cinco minutos

Coloque as metades da laranja em pé, amparadas por um prato
Despeje a mistura e deixe esfriar até o agar endurecer

Deixe na geladeira por cerca de 02 horas

Receita: OhMyVeggies

Manteiga (pasta) de Tâmaras

Ingredientes
02 xícaras de tâmaras
02 colheres de chá de suco de limão
Água q.b
¼ colher de chá de canela
¼ noz moscada
¼ de cravo em pó
¼ de gengibre em pó

Coloque as tâmaras em uma panela. Adicione água até cobrir 2/3
Adicione o suco de limão
Leve para ferver. Cubra parcialmente

Reduza o fogo para baixo
O tempo de cozimento e umidade é de cerca de 10 a 30 minutos
Para saber se a consistência está boa coloque uma colher de sopa em pé no meio da panela. Se estiver no ponto, a colher não cairá para o lado

Deixe esfriar e leve ao processador
Processe até ficar homogênea
Guarde na geladeira ou congelador
Passe em pães, como geleia, ou utilize como adoçante em várias receitas.

Receita: RawVeganExperience

superhealthykidsHomus (Pasta de grão de bico)

Ingredientes
250g de grão-de-bico
2 limões
1 colher de sopa rasa de sal
3 dentes de alho amassados
3 colheres de sopa de tahine
pimenta síria a gosto (opcional)

Deixe o grão de bico de molho por cerca de 6 a 10 horas

Cozinhe até ficar bem macio
Bata no liquidificador com o suco dos limões e o alho
Adicione água do cozimento aos poucos, batendo até ficar cremoso
Acrescente sal e tahine. Bata novamente
Guarde em pote de vidro esterilizado.

Receita: EuroOscar
Sugestão de aperitivo (foto):
Homus no Pimentão do site SuperHealthyKids

Fontes

Romã

National Library of Medicine. MedLine Plus. Pomegranate.Natural Medicines Comprehensive Database.

The Self NutritionData – Nutrition Facts – Fruits. Pomegranate

National Geographic News. Suco de romã no tratamento de doenças cardíacas. Março, 2005.

Balbir-Gurman A 1 , Fuhrman B , Braun-Moscovici Y , Markovits D , Aviram M . Consumption of pomegranate decreases serum oxidative stress and reduces disease activity in patients with active rheumatoid arthritis: a pilot study. Rheumatology Unit, Rambam Health Care Campus, Haifa, Israel. Isr Med Assoc J. 2011 agosto; 13 (8): 474-9.

Tâmaras

The Self NutritionData – Medjool Datas

Plants Sciences. UC Davis. Department of Plants Sciences. The date, Phoenyx dactylifera.

Grão de bico

Pittaway JK, Ahuja KDK, Robertson IK et al. Chickpea supplementation in an Australian diet affects food choice, satiety and bowel health. J Am. Coll. Nutr, agosto 2007; 26: 334 – 340. 2007.

Yang Y, Zhou L, Y Gu et al. Dietary chickpeas reverse visceral adiposity, dyslipidaemia and insulin resistance induced by a chronic high-fat diet.. Br J Nutr. 2007 outubro; 98 (4): 720-6. Epub 2007 agosto 1. 2007.

Murty CM, Pittaway JK and Ball MJ. Suplementação de grão de bico em dieta australiana afeta a escolha dos alimentos, saciedade e saúde intestinal. 2010 Apr; 54 (2): 282-8. Epub 2009 novembro 27 de 2010.

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refluxoMãe sofre quando o filho não come, e ainda mais, no sentido literal da frase, quando não come porque não pode.

Lá no Medidas Dietéticas para tratamento do Refluxo (RGE), tem uma pequena lista do que não deve ser consumido por pessoas com problemas gástricos e digestivos, não apenas crianças.

Para muitas pessoas isso sempre foi meio óbvio, complicações gastrointestinais são causadas principalmente pelo que se ingere, não é? Mas sempre tem quem precise de evidências cientificas para entender a mensagem mais plenamente.

A Dra. Jamie Koufman, professora especialista em otorrinolaringologia de Nova Iorque  pensa o mesmo. E, por isso, á partir daí escreveu inúmeros estudos sobre o assunto.

O destaque, agora, são os resultados da sua última pesquisa, sobre a oferta de alimentos de baixa acidez para refluxo (benefícios e implicações).

“Os sintomas em 19 dos 20 indivíduos (95%) pesquisados melhoraram, e três participantes tornaram-se completamente assintomáticos.”
(In Estudo sobre refluxo gastroesofágico e consumo de alimentos acidificantes)

Leia resumo no PubMedLow-acid diet for recalcitrant laringopharingeal reflux

Muitos alimentos e outras substâncias estimulam a produção de ácido clorídrico e pepsina pelo estômago. Isso quer dizer que tornam nosso organismo ácido (ou mais ácido). São o que se chama de “alimentos acidificantes”.

Muito tempo sem comer, ou o consumo de produtos industrializados contendo aditivos químicos, também podem ocasionar em acidificação gástrica.

E as consequências vão desde vômitos constantes a diarreia, gazes, cólicas abdominais, flatulência, regurgitamento ou “refluxo”.

Se houver RGE (refluxo gastroesofágico), devido a alteração na válvula que separa esôfago e estômago, a acidez acaba por acelerar processos como a esofagite de refluxo.

refluxo - gastropesofágico - bebê = criançaÉ tudo junto e misturado!

Durante o processo de digestão dos alimentos ocorrem inúmeras reações e sínteses  de substâncias produzidas pelo nosso próprio organismo.

O suco gástrico é formado por água, enzimas, ácido clorídrico e outras substâncias secretadas pelas mucosas do estômago.

A pepsina é uma delas, e atua em conjunto com o ácido clorídrico na quebra de proteínas obtidas pela alimentação.

O consumo de alimentos ácidos provoca aumento na produção e excreção desses sucos. Como consequência, os alimentos ingeridos “sobem” até o esôfago (órgão que vai da boca ao estômago), causando queimação, azia, dores, aspiração dessas secreções para os pulmões e possíveis lesões nas mucosas dos órgãos de passagem.

A acidez dos alimentos também pode acarretar em desmineralização óssea.

Veja aqui: A secreção de HCl (ácido cloridrício) e pepsinogênio pelo estômago

Por isso, é necessário fazer com que o ácido estomacal pare de aumentar além do necessário, e invadir o esôfago, com o auxilio de medicamentos, e de alimentos que diminuam sua produção.

Obs. O próximo post será sobre os alimentos indicados

FONTE:

PubMed: Low-acid diet for recalcitrant laryngopharyngeal reflux: therapeutic benefits and their implications. Koufman, JA. National Center for Biotechnology InformationU.S. National Library of Medicine

Guia de alimentação infantil – com dicas de cuidados para crianças especiais – 2003

Mais do mesmo:


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Pode dar para o bebê?

Pode, não!

Porque:

1) A maioria contém açúcar refinado. E açúcar refinado dá cáries.

Ainda mais quando a quantidade consumida ao dia é bem acima do estabelecido para um bebê, ou criança menor.

2) Já reparou nos Valores Diários mencionados nas embalagens?

Valores Diários são o equivalente à média padrão de calorias que uma pessoa deve consumir, estipulada em 2.000 Kcal para adultos.

Dificilmente você encontrará o correspondente para as crianças, que é  de 1.000 Kcal, para idades entre 1 e 2 anos, e 1.600 a 1700 Kcal, entre 3 e 8 anos.

Para bebês: de 6 a 8 meses, aproximadamente 600 Kcal.  Á partir dos 9 meses, 700 Kcal a 800 Kcal.

Se o VD% tem como base 2.000 Kcal, seu bebê ou filho menor está consumindo tudo muito acima, inclusive vitaminas. Algumas podem ser tóxicas em limites inadequados, como a vitamina A, por exemplo.

*Veja  o relatório do FNDE (Fundo Nacional de Alimentação escolar), o link está no final do post. A média de Kcal ao dia para crianças de 6 a 10 anos é de 1.776 Kcal/dia

3) Açúcar provoca cáries

É inevitável. Ainda mais quando vai na mamadeira noturna, antes do sono e sem qualquer limpeza bucal posterior, ou mesmo no copinho das crianças maiores.

Daí, não importa que seu filho, ou filha, tenha 9 anos ou mais. Como qualquer pessoa que possui dentes, sua saúde bucal corre riscos.

AS BEBIDAS À BASE DE SOJA, OS SUCOS ARTIFICIAIS E AS CÁRIES

Por conta da falta de prevenção as cáries surgem precoces, e atrapalham o desenvolvimento da criança.

Nos 10 passos para a alimentação saudável de crianças menores de 2 anos, está lá: “Não oferecer açúcar…”.Excesso de açúcar das bebidas á base de soja, colas, achocolatados ou guaranás consegue bater seus próprios records! Tudo para mascarar o sabor original da soja, do guaraná, do cacau…

Mas não pense que com o leite de vaca na mamadeira é diferente. Muitos “compostos” lácteos, vulgarmente chamados de “leite em pó”, não perdem em nada, no quesito açúcar refinado, para as bebidas à base de soja.

Vamos dar a palavra a quem sabe do assunto:

Relação doença Cárie-Açúcar :  Prevalência em crianças

 Departamento de Odontologia da Universidade Federal de Sergipe

A cárie dentária é uma doença multifatorial, infecciosa, transmissível e sacarose dependente.

Sacarose dependente: Depende da quantidade de açúcar e tempo deste em contato com os dentes, para se instalar.

Está intimamente ligada à introdução dos carboidratos refinados na dieta da população, principalmente a sacarose (açúcar da cana),  o dissacarídeo mais cariogênico, sendo este o mais presente na dieta familiar em quase todo o mundo.

Já nos estudos realizados para avaliar o potencial cariogênico de sucos de frutas artificiais, com ou sem soja,  pela Universidade de Minas Gerais, os resultados foram:

Arquivos em Odontopediatria – Universidade de Minas Gerais 

O objetivo deste trabalho foi avaliar 20 sucos de frutas industrializados, sob o ponto de vista do potencial erosivo e cariogênico. Avaliaram-se três parâmetros que podem contribuir para a possível perda de minerais dentários.

Quando pH, acidez e açúcares totais foram analisados em conjunto, percebe-se que a maioria dos sucos apresentou baixo pH, altas quantidades de carboidratos e elevada acidez, o que os tornam tanto erosivos quanto cariogênicos.

Os resultados permitem sugerir que, se consumidos com freqüência, estes sucos podem contribuir para o desenvolvimento de erosão e cárie dentária.

* Entre as vinte bebidas estudadas estão: Ades (laranja, maçã e abacaxi), Del Valle, Su Fresh, Kapo e Yakult Tonyu.

4) Onde a soja entra nessa história?

O consumo excessivo de soja não-fermentada, mesmo sem o açúcar, pode causar alterações hormonais (puberdade precoce) ou  prejudicar a absorção de outros nutrientes.

Crianças alérgicas não devem consumir soja em substituição ao leite de vaca.

Se o médico prescrever, procure outro que indique fórmula especial para alérgicos ao LV.

Procure também uma nutricionista que elabore cardápio rico em cálcio, sem caseína ou soja. 

Soja pode dar alergia cruzada. Começa bem, até que surgem os probleminhas (otite, roncos no peito, “gripinhas”…), ou problemões  (refluxo, pneumonia, asma…).

Caso tenha realmente que oferecer, procure pelas fórmulas á base de soja, não bebidas ou “leite” de soja para adultos.

5) Os bebês e os aditivos químicos

Não é difícil encontrarmos mães ávidas a oferecer industrializados aos filhos de… 4 meses!

O bebê mal entrou na alimentação complementar, precisa de leite, seja materno, ou fórmula, e já está consumindo produtos industrializados na mamadeira. E não apenas uma ao dia, mas duas, três, quatro…

A natureza do bebê é delicada e suave. Ainda não está preparada para lidar, digerir, quebrar moléculas de aditivos químicos variados,  açúcares ou outros adoçantes artificiais.

Veja aqui: Dossiê Pro teste – Perigo dos aditivos químicos para crianças

6) Mas não para por aí.

Se o fato de ter “um tantão” mais de açúcar, potencialmente cariogênico, no leite ou suco do seu bebê, não a assusta, então PENSE NO SÓDIO!

Aquele mesmo, o que causa problemas cardíacos ou renais.

Acredite, é muito sódio para um bebê ou uma criança.

 Em 200 ml do Ades original tem 190mg de sódio, e  6,5 g de açúcar.

Para completar, não dê  mamadeira (de soja ou LV), na hora de dormir.

Pela saúde dentária, e também dos ouvidos  ou do trato gastrointestinal (podem ocorrer otites ou refluxo).

Os dentes precisam ser limpos, do contrário, a cárie vai se instalar com maior facilidade.

LEIA MAIS EM:

Ai, meu dentinho!

Açúcar para o bebê, doces para as crianças… e o diabetes rondando

Soja para alérgicos ao LV? Cuidado!!

Consumo de soja e telarca precoce (aumento de mamas em crianças)

O LADO BOM DA SOJA

Fórmulas de soja para bebês não são seguras

Bebês brasileiros consomem produtos industrializados em excesso

Obesidade infantil: a culpa é da mamãe?

FONTES:

Análise do pH, acidez e açúcares totais de sucos de frutas industrializadas: Arquivos em Odontologia – vol. 44- nº 03/UFMG

Relação doença Cárie-Açúcar :  Prevalência em crianças: Pesq Bras Odontoped Clin Integr, João Pessoa, v. 4, n. 3, p. 199-203, set./dez. 2004

Referências Nutricionais para o Programa Nacional de Alimentação Escolar

 

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O Diabetes está na lista das 5 doenças com maiores índices de mortalidade no mundo todo.

Costuma atacar de formas diferentes, e por motivos diferentes, de grávidas a crianças, adultos e idosos.

Porém, seus sintomas costumam ser semelhantes, levando ao excesso de açúcar, ou glicose, no sangue.

Em tempos não tão longínquos, maiores de 30, 40 anos, apareciam como portadores exclusivos de uma das manifestações da doença, o diabetes Tipo 2.

Em crianças e adolescentes, detectava-se com maior frequência o  diabetes mellitus insulino-dependente ou diabetes infantil.

Atualmente, a preocupação com o crescimento do diabetes vem crescendo em todo planeta, especialmente porque os hábitos alimentares das crianças produz novos números todos os dias.

O diabetes tipo 2 não é mais doença de gente grande.

A ingestão contínua e progressiva de açúcar por bebês antes de 2 anos, e crianças de todas as idades, leva-nos rumo a uma nova desordem mundial.

A boa notícia é que podemos lançar mão da prevenção para a diabete tipo 2, o que é quase impossível em se tratando da diabete tipo 1, a Infantil, que necessita muito da insulina injetável.

Nessa, células do pâncreas, produtoras de insulina, são destruídas pelo próprio sistema de defesa do portador, devido a fatores genéticos.

Já a tipo 2, é fruto de sedentarismo, obesidade e oferta de alimentos inadequados, associados a genética e tudo o mais.

Nada que não se possa mudar com um pouco de boa vontade… e antes que seja tarde.

Sintomas e Sinais clássicos da doença

Sede excessiva

Aumento do volume da urina

Aumento no número de micções

Surgimento do hábito de urinar à noite

Fadiga, fraqueza, tonturas e possíveis desmaios

Visão borrada

Aumento de apetite

Perda de peso

Pode acontecer do diabetes estar rondando por aí, e não ser percebido.

Há casos de crianças que possuiam doenças de infância, como otites recorrentes, camuflando a doença.

Exames de glicemia junto ao pediatra podem ser úteis, em casos em que o açúcar está sempre no topo do cardápio, e em que a criança parece acima do peso, ou muito abaixo.

Prevenção

Os cuidados com a alimentação do bebê são primordiais para que o problema fique sempre o mais longe possível.

Procure iniciar a alimentação complementar corretamente, oferecendo frutas, legumes, verduras, grãos, sementes e tudo o que é saudável.

Controle sua vontade de colocar açúcar em tudo, para que o bebê aceite melhor a papinha de frutas, ou até mesmo a papinha salgada.

Prefira os alimentos caseiros, sem uso de temperos ou nitratos.

Evite farinhas industrializadas para fazer mingau, e produtos lácteos como os  “queijos petit suisse”, que possuem muito açúcar refinado entre seus ingredientes.

Não ofereça leite integral ao bebê menor de 1 ano. Geralmente, com esse tipo de alimento vai mais um tanto de açúcar, colocado pelo produtor, ou pela mamãe para que o bebê aceite melhor a mamadeira.

E além de açúcar, vai ainda mais uma quantidade significativa de gordura saturada do próprio leite da vaca.

INSULINA

No final do século 19, foi descoberta a insulina, um peptídeo produzido pelo pâncreas, capaz de controlar a glicemia sanguínea.

No ínicio de 1921, a insulina foi, pela primeira vez, isolada e utilizada para tratamento de um doente.

Em 1922, uma mãe desesperada levou sua filha, a pequena Elizabeth Hughes, até o médico Frederick Banting, que realizava pesquisas com o hormônio. A menina estava muito magra, e apresentava fraqueza extrema.

O médico iniciou tratamento com insulina, a menina se recuperou, e logo uma indústria farmacêutica tratou de patentear e produzir grandes quantidades do que foi considerado na época uma grande revolução em termos de medicina.

Alimentação para equilibrar os níveis de açúcar no organismo

Nossos filhos são do mundo, mesmo que não gostemos muito disso.

Logo, por mais que cuidemos de tudo o que se refere ás crianças, elas seguem seus caminhos, e topam com doces e guloseimas.

Quando não por si mesmas, sempre tem alguém oferecendo uma balinha, um pirulito, um doce… para agradar.

Um amigo sempre dizia que seria bom se as pessoas mais velhas procurassem agradar crianças presenteando com um livro infantil.

Então, o jeito é cuidar para equilibrar esses excessos. Porque é o doce ofertado por terceiros, por primeiros (os próprios pais), pela escola, embutidos nos produtos alimentícios, etc.

O consumo excessivo de açucar refinado prejudica a absorção de minerais importantes como o cálcio, tão necessário para dentes e ossos fortes.

Para rebater, experimente:

Cebola

Além de fazer chorar, ela ajuda a reduzir sensivelmente os níveis de açúcar no sangue.

O primeiro estudo cientifico sobre a cebola a produção e liberação de insulina, foi realizado na década de 1920.

Brócolis, grãos integrais, levedo de cerveja, cevada, ervilha e outros alimentos ricos em Cromo costumam normalizar as taxas de açúcar no sangue. Se estiverem altas, caem, se estiverem baixas, sobem, e permanecem no limite adequado.

No Iraque, a cevada é utilizada como remédio para diabetes.

Cravo e Canela

O antigo costume árabe de colocar um pouco de cada sobre certos doces não é só para enfeitar ou incrementar o sabor.

Na verdade, servia para controlar os índices de açúcar no sangue. Mais a canela, que é muito útil em casos de diabetes tipo 2.

Legumes

Devem ser consumidos á vontade, assim como as fibras.

Aveia é boa pedida para a diabete tipo 2. Peça sugestões á nutricionista.

E mais:

Antioxidantes como abacate, manjericão, peixes, melancia, semente de gergelim, gengibre, manjerona, soja, sementes de girassol, alho e grande parte dos alimentos que contêm vitaminas E e C auxiliam no combate ao colesterol e, na seqüência,  no controle do diabetes.

Na Índia e em Israel, sementes de feno-grego são utilizadas para nivelar o açúcar do sangue, melhorar a tolerância á glicose e diminuir o colesterol ruim.

Esta erva pode ser encontrada em casas de produtos naturais e farmácias de manipulação. Peça orientação ao farmacêutico responsável sobre o uso com crianças.

Ginástica é bom em qualquer idade, principalmente para crianças que não possuem capacidade motora e precisam de uma forcinha, seja com fisioterapia, seja com exercícios simples e corriqueiros.

Bom não só por reduzir as taxas de triglicérides, mesmo nos magrinhos, mas também por ajudar a queimar excessos desnecessários.

Outros tantos:

O professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, Fernando de Oliveira, e a pesquisadora do Embrapa, Maria Lúcia Saito, pesquisaram 17 plantas brasileiras utilizadas em tratamentos para diabetes.

Está aqui: Alguns vegetais brasileiros empregados no tratamento da diabetes

Entre as citadas estão: agrião, carqueja, alcaçuz, estévia, sálvia e a já comentada cebola, com explicações mais científicas de pesquisadores nacionais e internacionais.

Se seu filho tem diabetes, ou você conhece alguém que tenha, procure uma associação como a Pró-Crianças e Jovens Diabéticos (ONG-JD)

que criou o Projeto ZELOUS, para uso do celular em monitoramento com crianças diabéticas do tipo 1.

O sistema, que ainda está em fase de testes, deve começar a funcionar no início de 2011.

Danoninho para bebês? Não pode, não!!

Mucilon para bebês baixo peso ou refluxo?

Bebês brasileiros consomem produtos industrializados em excesso

Obesidade infantil: a culpa é da mamãe?

Fontes:

História da Insulina

Diabetes tipo 2 na infância – revisão de literatura

Guia de alimentação Infantil – com dicas de cuidados para crianças especiais. Guimarães, N. Ed. Ground

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Não é sempre mas, existem casos em que a necessidade compulsiva de comer e comer está diretamente ligada ao vínculo da mãe (ou pai) com seu filho.

Entre os estudiosos do tema é quase unânime a constatação de que os hábitos alimentares inadequados da família determinam a maioria dos casos de obesidade.

Muitos desses apontam, por parte das mães, a oferta exagerada de alimentos ao dia, acréscimo de açúcar nas receitas, e outras condutas que seguem em direção á superalimentação.

Pesquisas mostram que a obesidade como consequência da superalimentação geralmente está associada a perturbações na relação mãe-filho.

O excesso de atenção á alimentação da criança (e do bebê), pode servir de estímulo para que utilize as refeições (ou ausência delas), para chamar a atenção sobre si, ou para expressar raiva.

A necessidade da criança em agradar a mamãe  pode desencadear um processo de comilança precoce.

Por sua vez, a mamãe possui também dificuldades para transformar seu próprio comportamento alimentar.

Além do mais, tem aquilo do “ser mãe”, com o costume de aliar gordura á boa saúde.

Juntando-se com a oferta de alimentos açucarados ou impróprios para o consumo em determinadas idades, inicia-se o caminho da obesidade.

Tem ainda os suplementos vitamínicos, que alteram funções cerebrais e seguem enviando mensagens para que a criança que outrora não comia, devore tudo o que vê pela frente.

Em seu último estudo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que em apenas 30 anos, o número de crianças e adolescentes do sexo masculino, acima do peso, subiu de 4% para 18%. Entre as meninas, o salto foi de 7,5% para 15,5%.

Características como o gasto de energia, a velocidade do metabolismo e a formação de determinadas proteínas no organismo passam de geração para geração e interferem no acúmulo de gordura no corpo, porém, se os pais são sedentários, dificilmente exigirão que as crianças façam exercício. Se comem mal, os pequenos terão o mesmo hábito.

Misturando fatores genéticos e de criação, os cientistas chegaram a duas probabilidades preocupantes: ter o pai ou a mãe acima do peso significa até 50% de risco de o filho ficar gordo; e, se o pai e a mãe forem obesos, a chance é de até 90%.

Leia mais:

“Bebês cereias” e a obesidade infantil – Childhood obesity News
Bebês brasileiros consomem produtos industrializados em excesso

FONTES:

Influência materna na obesidade Infantil – Núcleo Paradigma (Análise do comportamento)

Obesidade Infantil e influência dos pais (Revista Nutrição em Pauta)

Interessante…

O médico indiano Dr. Chittaranjan Yajnik é  especialista em obesidade, e diretor da Unidade de Diabetes no KEM Hospital Research Centre em Pune, na Índia.

Ele tem apresentado em palestras o quanto fatores maternos são mais determinantes para a obesidade do filho do que os paternos: genéticos, gestacionais (intra-uterinos) e pós-natais (lactação e ambiente familiar).

E que o terceiro trimestre de gestação é o período crítico para a hiperplasia das células adiposas.

Foram apresentadas as influências maternas intra-uterinas, que são nutricionais, metabólicas, estresse, infecções e tóxicas.

O alto peso materno e hiperglicemia durante a gravidez também influenciam na macrossomia.

As prováveis causas para uma criança se tornar obesa, segundo o especialista, são: exposição intra-uterina à hiperglicemia e estresse durante gestação.

Mães muito novas com diabetes poderiam ter mais genes de suscetibilidade à obesidade e diabetes.

Leia mais sobre o trabalho do médico aqui:

Obesidade Infantil: Contribuição de Fatores Maternos

Ilustração: Ziraldo

 

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falandodaeducação.blogspot.comEstudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) constata que a alimentação das crianças brasileiras com menos de dois anos está repleta de produtos industrializados, muitas vezes prejudiciais á saúde.

A pesquisa aponta que os bebês estão deixando de ter uma alimentação saudável – ou até mesmo a amamentação exclusiva – e passando a comer alimentos ricos em gorduras e açúcares nos primeiros meses de vida.

A ingestão precoce de gorduras e açúcar está associada ao abandono do aleitamento materno e ao baixo consumo de frutas, legumes, cereais e hortaliças.

Os pesquisadores alertam para a introdução precoce de alimentos industrializados que não deveriam fazer parte de uma dieta saudável em qualquer idade, com destaque para macarrão instantâneo, açúcar refinado, suco de frutas artificiais, danoninho, refrigerantes e até mesmo salgadinhos e embutidos.

De acordo com Maysa Helena de Aguiar Toloni, nutricionista e autora da pesquisa, os resultados preocupam, já que a obesidade infantil é considerada um problema de saúde pública no Brasil, onde cerca de 10% das crianças apresentam excesso de peso e aproximadamente 20% dos adolescentes estão acima do peso.

– Vale lembrar que 60% das crianças e adolescentes obesos já sofrem de hipertensão e dislipidemia, que é o aumento do nível de gordura no sangue e que está intimamente ligada às doenças coronarianas – afirma a nutricionista.

– Além de esse tipo de alimentação comprometer o crescimento e desenvolvimento infantil, também é comum desencadear processos alérgicos, carências de vitaminas e minerais, obesidade infantil e o surgimento, cada vez mais precoce, das chamadas ‘doenças crônicas não transmissíveis’ que incluem o diabetes, hipertensão arterial, obesidade, dislipidemias, acidente vascular cerebral, diversos tipos de cânceres, artroses, enfisema pulmonar, entre outras.

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E também não precisa, não é?!

Essa é a fase mais bacana da vida alimentar dos bebês.

Estão em plena descoberta, e a mamãe também acaba aprendendo muito da arte de cozinhar.

E o melhor: toda papinha leva pouco tempo para ser feita.

Ninguém precisa “se matar com a barriga no fogão”…

Site PROTESTE: NÃO SE DEIXE ENGANAR COM OS QUEIJINHOS

Açúcar demais, proteína de menos

“… os petit suisse apresentam açúcar em excesso, o que é prejudicial à saúde das crianças, que acabam se acostumando ao paladar doce desde cedo. 

Se uma criança de 7 a 10 anos consumir um potinho, estará ingerindo 27% do limite diário máximo de açúcar de absorção rápida.

Se tiver de 4 a 6 anos, 32%.

Valor muito acima do ideal recomendado, que é de 10%.

Os maiores problemas nas análises foram detectados nos teores de ferro e cálcio: as quantidades informadas nos rótulos são inferiores ao publicado nos rótulos”.

E tem ainda os 10 passos da alimentação saudável para crianças até 2 anos

Passo 5

Devem ser evitados: açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos, guloseimas (biscoitos, chocolates), sal em excesso e alimentos muito condimentados.

Veja receitas que substituem o produto, sem corantes e sem açúcar refinado 🙂

RECEITAS PRIMEIRAS PAPINHAS

Kefir e iogurte caseiro (como fazer)

Baixe aqui: Apostilas com receitas de Papinhas e Sucos

Receita de danoninho caseiro

Quase um danoninho (sem corante):

Bata uma fruta da preferência com uma banana madura (maçã, melão, mamão, pera…).

A banana ajuda a encorpar, e adoçar.
Pode utilizar iname ou outro tubérculo, ou ainda “gelatina” de agar agar

Adquira seu Kefir em alguma comunidade de doadores

Faça iogurte com aveia fermentada

Evite o tofu e soja para crianças muito pequenas

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Pediatra é retirado da propaganda do danoninho, por “impingir o consumo do produto anunciado”, 2º Conar

Entre as missões do Conar (Conselho Nacional de autorregulamentação publicitária), está, principalmente o atendimento a denúncias de consumidores, autoridades, associados ou formuladas pelos integrantes da própria diretoria.

As denúncias são julgadas por um Conselho de Ética, que pode recomendar alteração ou suspender a veiculação do anúncio.

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