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ImagemFermento caseiro

Ingredientes:

Inicie com 50g de farinha de trigo sem fermento, para 50 de água pura

Misture até formar um mingau.
Cubra com um pano branco. Coloque para descansar.  Durante os 3 primeiros dias, mexa devagar e tampe novamente.

Após formar uma espécie de nata na superficie, acrescente mais farinha ( o dobro = 100ml) e água na mesma medida. Tampe novamente.

Deixe descansar por mais 3 dias, até formar bolhas. Sinal de que está fermentando.

Separe o fermento em 3 partes. Doe uma parte para outra pessoa. Guarde uma como sua isca para o próximo fermento.

Para manter a isca:

Acrescente 1 litro de água e cubra. No dia seguinte, acrescente 2 colheres de farinha e 2 de açúcar (pode ser mascavo).

Ao fazer o pão, utilize 400 g do fermento para 400 g de farinha.

(Fonte: Receita popular)

**Receita 2 **

Levain caseiro (levedura para pão)

Misture 2 colheres de farinha de trigo em cerca de 30 ml de água. Forme uma bolinha e coloque em uma jarra de vidro, cubra com água.

No dia seguinte, jogue a água fora, e cubra com mais água.

Após 3 dias, a bolinha sobe. Coloque mais água e mais farinha. Tampe com filme plástico.

A massa cresce e fica aerada devido a fermentação.

Separe uma parte para isca, acrescentando farinha, água e açúcar.

Utilize outra parte na receita do pão.

Fonte receita levain:
Come-se:

http://bit.ly/1m7VVqk

Se quiser acompanhar todos os passos, com fotos, para verificar que está fazendo certo, baixe a cartilha produzida pela Cristina Gullino, da comunidade Culinária Receitas (Mauro Rabelo):

http://bit.ly/1jKXAio

Foto: “Miracle of the Bread and Fish”, Giovanni Lanfranco
1620-1623

Alimentação e Saúde Infantil:

OVOS DE ALFARROBA
(sem leite, sem açúcar, sem glúten)

Receita 1

Ingredientes
50 a 100g de alfarroba em pó
óleo de coco (se não tiver, coloque creme vegetal)

Peneire a alfarroba em pó em uma tigela
Misture com o óleo de coco

Coloque nas forminhas e leve à geladeira.

Receita 2

Ingredientes

250 ml de água
1 colher de sopa de agar agar
1 xícara de farinha de alfarroba
3 colheres de sopa de melado
2 colheres de sopa de manteiga de amendoim
Favas de  baunilha ou essência

Para o recheio:
amêndoas, passas ou nozes ou creme de alfarroba (receita abaixo)

Coloque a água para ferver, em seguida adicione a agar e a farinha de alfarroba dissolvida em água fria.
Cozinhe por cerca de 5 minutos, mexendo bem.
Coloque a baunilha, o melado e a pasta de amendoim.
Deixe em banho maria enquanto.
Coloque na forma. Preencha com o recheio.
Passe o creme de alfarroba, e junte as metades.

Postado originalmente em Alimentação e Saúde Infantil - Nutrição consciente desde a infância:

favim.comAlfarroba - carob – é uma espécie de “chocolate” que só faz bem, desde que consumido conforme as recomendações de Paracelsus*. 

É naturalmente doce, e rica em vitaminas A, D e do complexo B, boa dose de cálcio, potássio, zinco, cobre, manganês e fibras, além de apenas 1/3 das calorias do chocolate tradicional.

A cocção de sua polpa serve para aliviar dores por gastrite ou úlcera, azia, diarreia ou refluxo gastroesofágico.

Suas fibras, aliadas á pectina, impedem que o conteúdo estomacal ácido retorne pela garganta, ocasionando em vômitos.

Pectina é uma espécie de gel solúvel em água, que protege o organismo de infecções bacterianas. Auxilia a digestão, ajuda a limpar e aliviar irritações estomacais, e do esôfago, e em tratamentos da diarreia. 

A alfarroba também tem lignanas, fitoestrógenos indicados na menopausa, que protegem contra o câncer.

São antivirais, antifúngicas, antibacterianas e anti-inflamatórias.

sementes de alfarrobaE cadê ela?

Típica das regiões mediterrâneas, é ainda pouco…

Ver original 483 mais palavras

images (2)O soro fisiológico é largamente utilizado por nossa sociedade desde outros tempos. Hoje em dia, basta um nariz entupido, para que ele apareça em cena.

Paliativo em tratamentos de gripes, resfriados e sinusites, soro fisiológico a 0,9% é recomendado para lavagens nasais frequentes, como se nosso corpo fosse apenas nariz.

O soro que conhecemos, ou solução salina a 0,9%, é composto por 9 g de NaCl (cloreto de sódio) para 1 litro de água.

Cloreto de sódio é a ligação de um átomo de cloro com um átomo de sódio, ou seja, o cloro também está ali, e mesmo desconsiderado, pode abalar o organismo quando em excesso, e em conjunto com o sódio.

A origem dessa composição salina ocorreu após surto de cólera na Europa, na metade do século XIX. Dali para frente, várias composições de água salina foram desenvolvidas.

Em estudo realizado na Inglaterra, “A história da salina 0,9%”, os autores concluíram que não existe, de fato, comprovação cientifica para a difusão da prática de pingar soro fisiológico no nariz à granel. O uso de salina 0.9%, na verdade, foi baseado em estudo de prática clinica com apenas um estudo in vitro.

Utilizado como descongestionante nasal, o soro fisiológico possui estudos que comprovam sua relativa eficácia, desde que em ação conjunta com outros medicamentos, ou seja, sozinho não funciona tão bem.

Mais essa: Eletrólitos!

Os eletrólitos são responsáveis pela condução dos impulsos elétricos pelas membranas dos nossos corpos.

Os eletrólitos mais importantes para nosso organismo são sódio, potássio e cálcio.

Os três possuem funções essenciais para o bom funcionamento dos nossos sistemas neurológico e cardíaco.

nefronSódio, cloro e sistema renal

O consumo excessivo de cloreto de sódio compromete sua capacidade de eliminação pelos rins. A capacidade humana de excretar esses excessos é muito limitada. Conforme LOBO (2004), “na evolução dos mamíferos não se contava com o consumo excessivo de sal (sódio) na alimentação”.

O sódio é o eletrólito mais conhecido de todos, por sua associação com os nossos batimentos cardíacos. É importante para a entrada de água em nossas células.

Os rins humanos são naturalmente lentos na excreção de sódio e cloro, obtidos através da alimentação, consumidos em excesso através de produtos industrializados e medicamentos.

Como consequência dessa eliminação lenta pelos rins, os íons de cloro e sódio aumentam na circulação sanguínea.

Esses excessos ocasionam em vários desequilibrios e na diminuição do pH do organismo, provocando acidez.

Essa acidificação, por sua vez, acarreta em diminuição nas concentrações de bicarbonato de sódio presentes no corpo humano. O bicarbonato de sódio tem como função principal alcalinizar o organismo.

A dificuldade de eliminação pelos rins resulta em acidez. Essa acidez provoca aumento de secreções pelo organismo.

Logo, um circulo vicioso se estabelece, com soro fisiológico para limpar o nariz utilizado indistintamente, aumento de secreções, mais soro, mais secreções, mais vaporizações e inalações com soro… Ao combater o desequilíbrio, nosso corpo produz mais secreções e catarro.

Ainda tem que esse acumulo de sódio  e cloro podem sensibilizar o sistema digestório, provocando azia, náuseas e võmitos.

Leia aqui um trecho do estudo elaborado pelo Centro Universitário São Camilo/SP, sobre o uso do soro fisiológico em larga escala nos dias atuais:

(…)a solução salina 0,9% não contém os outros minerais contidos no plasma, e não pode, portanto, ser considerada fisiológica. Grandes quantidades de solução infundidas  acumulam o Cloro e o Sódio, os quais o rim não tem capacidade de excretar rapidamente. (AWAD,et.al. 2008).

(…) Grandes volumes de solução. Salina a 0,9% ( 50ml/Kg em 1 hora), em pacientes saudáveis geram: desconforto abdominal, náuseas, letargia e diminuição na capacidade de raciocínio em responder a questões complexas. Estas alterações não foram notadas com a infusão da Solução de Hartmann na mesma quantidade e tempo. (LOBO, 2004)

Dicas:

1- Utilize o soro fisiológico com moderação, especialmente em bebês e crianças pequenas;

2- Ao ser aplicado, o soro pode refluir para o ouvido médio e provocar inflamação. A inflamação pode ser confundida com mais um sintoma da doença em tratamento;

3- Não utilize o soro gelado. Aqueça movimentando o frasco entre as mãos.

4- Pessoas com problemas cardíacos ou renais devem tomar cuidado com o uso de soro fisiológico indistintamente. O sódio retém água, elevando a pressão arterial e predispondo o corpo às doenças cardíacas e renais.

5 – Soro fisiológico é medicamento, portanto, só deve ser utilizado sob prescrição médica.

MEDIDAS NÃO-INVASIVAS PARA TRATAR A CONGESTÃO NASAL:

Experimente pomada de calêndula. A calêndula é cicatrizante, analgésica, combate micro-organismos nocivos e possui ainda outras 1000 utilidades.
Na congestão nasal, atua secando toda secreção e aliviando as dores.

Passe a pomada sobre os seios da face:

sinuses
Vaporização com ervas: Utilize um vaporizador colocando ervas como camomila, lavanda ou malva.

Eleve cabeceira do berço ou da cama em tempo integral.


FONTES:

SHERIF, Awad; ALLISON, Simon P.; LOBO, Dileep N. A História da Salina 0,9%. Division of Gastrointestinal Surgery, Wolfson Digestive Diseases Centre, Nottingham University Hospitals, Queen’s Medical Centre, Nottingham, UK.  In: http://www.quintessencia.com.br/pdf/nutri-txt2.pdf

ASSADA, Ana Carolina. Centro Universitário São Camilo. Influência da infusão de Soro Fisiológico” (0,9%) na saúde.
In: http://www.nutrociencia.com.br/upload_files/arquivos/soro%20fisiologico.pdf

UNESP CIÊNCIA. Sede de Sal. Mar 2011.
In:http://www.unesp.br/aci_ses/revista_unespciencia/acervo/17/sede-de-saldesidrata%C3%A7%C3%A3o

REDDI, Benjamin A. J. Adelaide University, Adelaide, Austrália. Por que a solução salina é tão ácida? In: http://www.medsci.org/v10p0747.htm

Anemia ferropriva é rara em bebês que recebem apenas leite materno nos primeiros 6 a 8 meses de vida, sem adição de outros liquidos ou substitutos.

Segundo pesquisadores da Organização Mundial de Saúde (OMS), bebês sadios nascidos de mães bem nutridas possuem reserva hepática de ferro suficiente para atender suas necessidades até próximo ao primeiro ano de vida.

Porém, a introdução precoce de outros alimentos ou liquidos  a bebês amamentados pode alterar esse quadro, prejudicando a composição do leite materno, em especial a  ação da lactoferrina. O resultado: anemia ferropriva.

Os niveis baixos de ferro no sangue são a principal causa de anemia ferropriva, mas não a única.

O que é lactoferrina do leite materno?

Lactoferrina é um antibiótico natural, presente no leite de todos os mamiferos.

O colostro é riquissimo nessa proteina, que tem suas quantidades diminuídas gradativamente conforme o bebê cresce.

Além de sua ação como antibiótico, a lactoferrina retém íons de ferro, impedindo que sejam sequestrados por bactérias nocivas que porventura possam atingir o bebê.

A suplementação artifical de ferro para bebês amamentados exclusivamente pode ocasionar em elevação desnecessária dos niveis de ferro. Para muitas pessoas, isso parece bom… mas não é bem assim que funciona.

Esse aumento de ferro  devido a suplementação não acompanha a produção natural da lactoferrina, fazendo com que a mesma sature, quer dizer, não há lactoferrina suficiente no leite materno para dar conta de tanto ferro exógeno (vindo de fora).

Além de prejudicar o funcionamento normal do metabolismo do ferro, a suplementação inadequada ao bebê amamentado pode comprometer sua ação como fator de proteção.

Ferro também é essencial para que micro-organismos nocivos se proliferem no organismo humano.

Por sua vez, esses patógenos causam microscópicas lesões na parede intestinal, provocando sangramentos microscópicos que ocasionam em anemia ferropriva.

A suplementação com ferro medicamentoso pode, ainda, reduzir a absorção de zinco e cobre, importantes para o complexo metabolismo do ferro em bebês.

Para que essa absorção de ferro seja otimizada, são importantes a presença de quantidades adequadas de zinco, cobre e lactoferrina, além de baixa acidez do organismo.

Quase 70% do ferro do leite materno é absorvido adequadamente pelo bebê, devido ao leite materno ser alcalino, diferentemente do leite artificial. O ferro do leite de vaca é absorvido em até 30% do conteúdo ingerido.

Para compensar a baixa biodisponibilidade do ferro de fórmulas e leites artificiais, grandes quantidades do mineral são adicionadas aos produtos, o que, consequentemente, favorece o desenvolvimento de bactérias intestinais patogênicas , micro-hemorragias intestinais e desnutrição, tanto quanto o ferro medicamentoso (WHO,1989).

Já o leite materno possui bactérias benéficas que atuam no fortalecimento da imunidade, assim como outros fatores de proteção que otimizam toda a capacidade de absorção de ferro e outros nutrientes pelo bebê.

Conforme a OMS, “embora existam indicações para suplementação de ferro em bebês, tais como risco populacional de anemia ferropriva, prematuridade e perda neonatal considerável de sangue, essa suplementação não é sem riscos”, pois altera toda fisiologia do lactente.

Fonte:
¹Infant feeding : the physiological basis – James Akré. Disponível em:Bulletin of the World Health Organization ; v. 67. Supplement.World Health Organization, Geneva.

² Efeito protetor da lactoferrina humana no trato gastrintestinal

³ Ferro e Infecções. Atualização

Foto: Alex Grey

Com esse nome, ele não atrai muitos seguidores, mas o Amaranthus viridis L. (caruru ou bredo),  nada mais é que um dos integrantes da vasta familia das Amaranthaceae.

Resgatado na última década devido sua importãncia no combate a fome e desnutrição, o gênero amaranto possui cerca de 17 espécies comestíveis.

Entre elas, a espécie brasileira, o caruru ou bredo, riquissimo em ferro, fósforo, potássio, cálcio e vitamina C, e como todos da mesma espécie, proprietário de alto valor proteico e lipídico.

Amaranthus cruento L.Não tão bonito quanto outras do mesmo gênero, como o o Amaranthus Caudatus L. originário do Peru e Argentina, o caruru pode ser plantado em qualquer região do país, espalhando-se pelo chão com facilidade.

Devido a essa sua caracteristica marcante, e desconhecimento de seus valores, também econômicos, o caruru muitas vezes é considerado como erva daninha.

Ainda assim, não perde seus poderes para fortalecer o sistema imunitário, combater anemia, desnutrição, infecções, problemas hepáticos e das vias urinárias, constipação e até hanseníase (lepra).

Existem outras plantas com nomes compostos, começados por caruru como caruru bravo, caruru do brejo, mas o Amaranthus Viridis é o genuino amaranto brasileiro.

Há alguns anos, a Embrapa trouxe ao Brasil o Amaranthus cruentos L. e outras 2 espécies para adaptação de plantio no cerrado brasileiro.

Na culinária, pode-se utilizar as folhas do amaranto, aqui conhecidas como caruru, em saladas.

As sementes podem ser germinadas ou utilizadas para fazer farinhas, leites vegetais e outras receitas.

Algumas espécies de amaranto podem agregar maiores níveis de nitratos, por isso, procure lavar as folhas inúmeras vezes e não consumir todos os dias.

Fontes:

BALBACH, A. A flora nacional na medicina doméstica – Ed. São Paulo: Edições “A edificação do lar”.

http://www.tropicos.org

bxp271572Trecho extraido do Manual de Orientação para a Alimentação Escolar na Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e na Educação de Jovens e Adultos

O que controlar?

Atualmente, há uma grande exposição das crianças na faixa etária escolar aos alimentos do tipo guloseimas, frituras, refrigerantes e outras bebidas de baixo valor nutricional, bem como um grande apelo publicitário destes.

O consumo de alimentos industrializados de alta densidade energética (com grande quantidade de gorduras e/ou açúcar) e baixo valor nutricional (pobre em minerais e vitaminas) aliado ao comportamento sedentário são apontados como principais causas do aumento do excesso de peso entre crianças nas fases pré-escolar e escolar no Brasil.

Percebendo-se a escola como um ambiente de promoção de hábitos alimentares saudáveis, cabe ao nutricionista orientar para a não disponibilidade destes alimentos no ambiente escolar, seja na elaboração do cardápio, na orientação de cantineiros, pais dos escolares, comunidade escolar e todo ambiente onde a escola está inserida.

A mesma atenção deve ser dada à publicidade destes alimentos na escola. No país,
diversos municípios e estados já possuem inclusive legislações específicas para nortear a venda de alimentos nos estabelecimentos comerciais que porventura funcionem no ambiente escolar.

Além dos alimentos industrializados é necessário cuidado também com as preparações elaboradas na própria escola.

Dar preferência a preparações que utilizem pouca quantidade de gordura (como assados, cozidos, ensopados, grelhados), bem como capacitar os cozinheiros a utilizarem pouco óleo vegetal, sal e açúcar quando cozinharem.

Essas são boas estratégias para melhorar a qualidade nutricional da alimentação escolar.

Com os recursos obtidos para a aquisição da merenda escolar é proibida a aquisição de bebidas com baixo teor nutricional, como por exemplo: refrigerantes, refrescos artificiais e outras bebidas similares.

Deve-se optar sempre por refrescos e sucos elaborados com fruta in natura.

Mais sobre alimentação de escolares:

Mucilon e farinhas para o bebê?

Colesterol alto em crianças…e aquele cachorro quente?

Bebês brasileiros consomem muitos produtos industrializados
(também nas creches e escolinhas)

 

 

6276704367_9e77b563bf_nOs trechos publicados abaixo foram retirados do Manual de Orientação para a Alimentação Escolar na Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e na Educação de Jovens e Adultos, produzido e elaborado pelo PNAE _ Programa Nacional de Alimentação Escolar e FNDE _ Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.

Devido a determinadas ocorrências relacionadas ao fornecimento de alimentação a escolares, tanto no que concerne a seu conteúdo, quanto horários e mesmo escândalos  financeiros, o objetivo principal de exposição de trechos do manual é auxiliar mães, pais e responsáveis a garantirem alimentação adequada às crianças de todas as faixas etárias.

Nas creches, visando contribuir para a manutenção do aleitamento materno pelo maior tempo possível, os líquidos devem ser oferecidos ás crianças em copos ou colheres.

Deve-se lembrar que a mãe poderá continuar a amamentar a criança em casa, de manhã e a noite,  e deve-se buscar facilitar esta prática, evitando-se o desmame total da criança.

Na impossibilidade do aleitamento materno em tempo integral, como no caso de lactentes frequentadores de creches em período integral a partir dos 4 meses, há necessidade de algumas orientações:

1)  É conveniente evitar o leite de vaca não modificado no primeiro ano de vida em razão de um maior risco de desenvolvimento de alergia alimentar, desidratação e predisposição futura para excesso de peso e suas implicações.

2. Atender as características e especificidades de introdução dos alimentos, em função da faixa etária em questão, estimulando o consumo de alimentação básica e alimentos regionais variados como arroz, feijão, batata, legumes, frutas, mandioca/macaxeira/aipim, legumes, frutas , etc.

3. Deve-se elaborar cardápios contendo importantes fontes de ferro;

4. Após os 6 meses, para aquelas com aleitamento materno exclusivo, deve-se introduzir a alimentação complementar, que pode ser considerada como qualquer alimento que não o leite materno e que pode ser oferecido à criança amamentada.

Os profissionais vinculados à elaboração e administração das refeições das crianças devem ser capacitados quanto ao preparo e conhecimento adequados relativo ás técnicas corretas e seguras de elaboração dos alimentos/refeições, bem como o
número e horário das mesmas.

A pequena capacidade gástrica impede que as crianças pequenas supram suas necessidades energéticas por meio de alimentos diluídos. Por isto, sopas, sucos, mingaus, leite e alimentos muito diluídos e oferecidos em mamadeiras devem ser evitados.

Ressalta-se também que o uso de mamadeiras oferece riscos de contaminação, com prejuízos à saúde das crianças assim como a possibilidade de deformações na formação dentária.

Deve-se evitar alimentos industrializados, incluindo-se nas várias refeições diárias, frutas, verduras e legumes, de preferência os orgânicos e/ou agroecológicos.

Existem creches onde as crianças permanecem em período integral e por isso, devem receber o lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar.  O conjunto destas refeições deve atender, no mínimo, 70% das necessidades nutricionais diárias das crianças.

Existem crianças que permanecem na creche 
somente meio período.

As crianças que permanecem pela manhã recebem o lanche da manhã e o almoço e as crianças que permanecem à tarde devem receber o lanche da tarde e o jantar, sendo que este conjunto de duas refeições deve atender, no mínimo, 30% das necessidades nutricionais diárias das crianças.

É necessário supervisão para verificar se todos os escolares chegam à escola , á tarde, já alimentados (com alomoço).

Em caso negativo, sugere-se que sejam fornecidas 2 refeições aquelas crianças que vão para a escola sem alimentar-se (uma assim que chegar a escola e outra junto com os demais), perfazendo um total de, no mínimo, 30% das necessidades nutricionais diárias.

Além de garantir o acesso à alimentação, é necessário garantir que esta alimentação seja de qualidade. Para tanto, alimentos de alto valor nutricional, como frutas e verduras devem ser continuamente ofertados, incentivando assim seu consumo.

Ressalta-se também que há na alimentação escolar a obrigatoriedade 
de se oferecer, no mínimo, três porções de frutas e hortaliças por semana (200g/aluno/semana) aos escolares.

Fonte: 

Manual de orientação para a alimentação escolar na educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e na educação de jovens e adultos / [organizadores Francisco de Assis Guedes de Vasconcelos...et al.] – 2. ed. – Brasília : PNAE :
CECANE-SC, 2012. 48 p.

(Manual de instruções operacionais para nutricionistas vinculados ao PNAE e diretores escolares)

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