A União Europeia vai proibir o uso de compostos orgânicos Bisfenol A (BPA) em mamadeiras de plástico, á partir de 2011.
“Existem áreas de incerteza, decorrentes de novos estudos, que mostraram que o BPA pode ter um efeito sobre o desenvolvimento, a resposta imune e na promoção de tumores,” alerta John Dalli, Comissário responsável pela Saúde e Defesa do Consumidor da UE.
Presente no policarbonato, um tipo de plástico rígido e transparente, e também na resina que reveste latas de alimentos, o BPA (Bisfenol A), simula no organismo a ação do hormônio estrogênio, podendo causar desequilíbrio no sistema endócrino.
Especialistas concordam, porém, que a gestação e os primeiros dois anos de vida são os períodos de maior vulnerabilidade, pois os bebês estão em rápido desenvolvimento, têm pouca massa e maior dificuldade para metabolizar agentes tóxicos.
Um estudo do FDA (Food and Drug Administration) de 2010 levantou preocupações quanto à exposição de fetos, bebês e crianças pequenas ao composto.
Em setembro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) promoveu um encontr
o com especialistas para avaliar as evidências científicas, e a conclusão é que os alimentos são, de fato, a principal fonte de exposição ao BPA.
Produtos como brinquedos, resina dentária e papel de nota fiscal teriam importância menor.
“O problema é que estamos expostos a uma contaminação contínua e há uma ação combinada do bisfenol com outros desreguladores endócrinos presentes no cotidiano, como agrotóxicos e até o fitoestrógeno da soja.
Não se sabe até que ponto um pode potencializar o outro”, afirma a médica Ieda Verreschi, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Estado de São Paulo.
No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permite até 0,6 miligramas de bisfenol-A por Kg do composto usado na fabricação de cada produto.
Segundo Ieda, há indícios de que os desreguladores endócrinos são perigosos mesmo em concentrações inferiores ao limite permitido pela legislação.
“Nesse caso, vale o princípio da precaução. Devemos considerar o bisfenol como potencialmente perigoso até provar o contrário.”
A susbtância já é proibida no Canadá, na Dinamarca e Costa Rica, bem como em alguns Estados americanos.
Suspeita-se, desde a década de 1930, de que seja prejudicial à saúde. Em 2008, após vários artigos do governo dos EUA questionarem sua segurança, e alguns comerciantes retiraram das prateleiras produtos com BPA.
Um projeto de lei determinando restrições ao uso do BPA foi aprovado recentemente na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado brasileiro.
Agora deve ser avaliado na Comissão de Assuntos Sociais e então seguir para a Câmara dos Deputados, onde será votada em caráter terminativo.
Mesmo assim, ainda há o risco de ser votado sem conhecimento de causa, e tudo acabar na mesma.
Amamentação exclusiva
Evite esquentar alimentos dentro de recipientes plásticos (mamadeira, copinho, vasilhames, etc).
Resfrie o leite antes de colocar na mamadeira com BPA.
Não utilize forminhas de gelo ou potes de plástico, para congelar papinhas ou outros alimentos.
Não coloque garrafas ou jarras plásticas na geladeira.
Opções ao BPA:
Mamadeira de polipropileno
Produtos que possuam no rótulo: “BPA Free” ou “livre de BPA”.
Para o lanche da escola, mande os sucos em garrafinhas de aço inox que conservam o sabor e deixam na temperatura adequada.
Fontes:
Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia de São Paulo





[...] Mamadeiras de plástico são proibidas na Europa. Enquanto isso, em terras brasileiras… [...]
é importante salientar que vidro inquebrável possui plástico com BPA em sua composição mesmo que em quantidade menor. Segundo ponto, muitas maes utilizam agua mineral no preparo da mamadeira. Comprovadamente as garrafas PET utilizadas possuem alta concentraçao de BPA consequentemente o liquido (agua mineral) fica exposto.
[...] MAMADEIRAS DE PLÁSTICO SÃO PROIBIDAS NA EUROPA [...]
Dica: Utilize garrafinhas de “leite de coco”, encontradas com facilidade nos mercados, com bico de látex. O vidro é mais higiênico e saúdavel. Somente mantenha a atenção de sempre um adulto dar o líquido a criança para que não ocorra acidentes quando ela ficar maior e quiser tomar o “mamá” sozinha.
Olá, Ana Paula
Aqui no Brasil não tem dessas garrafinhas de leite de coco.
Mas tem mamadeiras de vidro inquebráveis, adequadas e aprovadas para uso.
Obrigada pela dica!