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Comida para a cuca

 Alimentos bons para o cérebro
Alguns causam certa exaustão mental, irritação ou dor de cabeça, como o açúcar e outros refinados, queijo envelhecido, carnes,  nitritos do cachorro quente, gordura trans e glutamato monossódico.

Entretanto, tem os que auxiliam na formação e manutenção dos neurônios, nas conexões cerebrais e na capacidade de estar alerta ou tranqüilo.
Apesar de responsável por apenas 2% do peso de uma pessoa, o cérebro humano necessita de aproximadamente 30% das calorias ingeridas ao dia para funcionar bem.

Alimentos com carboidratos, ácido fólico, zinco, magnésio, ferro  e vitaminas do complexo B (em especial a B12), são essenciais para sua constituição.

A falta de gordura benéfica (ômega 3 e vitamina E) na alimentação também torna sua capacidade um tanto prejudicada.

Carente, pode desencadear desde dislexias até esquecimentos, dificuldades de concentração, sonolência, problemas na produção de hormônios, hiperatividade, convulsões ou espasmos (em casos especiais), além de distúrbios emocionais como depressão, irritação ou apatia.

Acrescente na lista:

„ Sementes de linhaça, azeite de oliva, gergelim, aveia, quinoa, amaranto,  brócolis, queijo branco, iogurte, tâmaras, nozes, arroz integral, castanhas, batata doce, banana, cenoura, mandioquinha, , bardana, gengibre, uva passa, abacate, folhas escuras.

Fonte:

Guia de Alimentação infantil – com dicas de cuidados para crianças especiais , 2003. Groun Ed. Guimarães, N.



Dia de comer tudo o que gostam e desejam.

Até aí, tudo bem, é tempo de festa e muita alegria.

Como chutam o balde e exageram no consumo de certos ingredientes, o jeito é mamãe e papai ficarem á postos, tentando o caminho do meio.

Onze dicas para um natal sem problemas:

1) Evitem começar a festa antes do horário combinado.

Até lá, as refeições devem ser como sempre, fornecendo o que precisam para o dia a dia.

2) Se tem comemoração em família, com as guloseimas todas á postos, fique de olho caso passem no consumo do mesmo alimento (03 a 04)

3) Não deixe seu bebê próximo ás mesas, ou coma e beba com ele no colo. Deixe-o em segurança, e aproveite a festança!

Sabem como é, bebês adoram colocar tudo na boca… ofereça suas papinhas habituais ou o leite. Nada de açúcar, glacê e  muito menos refrigerantes ricos em benzeno, ou sucos industrializados impróprios para menos de 01 ano, 02, 03, 04…

4) Cuide com o consumo de alimentos crus (salada de frutas, glacê de bolo com ovos batidos…).

Algumas vezes, o problema pode estar no manuseio dos ingredientes quando as receitas são realizadas.

5) Cuide com o consumo de balas . Não tem como escapar? Opte pelos pirulitos, e fique de olho!

6) Excesso de guaraná, chocolate, açúcar, corantes, ou todos juntos, pode causar muita agitação, e depois irritação e fadiga.

Além do stress, em alguns causa dor de barriga, cocô mole e escuro, queda da imunidade, etc.

7) Não deixe que brinquem horas e horas sem comer ou beber algo, ainda mais pelo calor do verão.

8) Ofereça frutas frescas.

O melhor dessa época é que surgem as frutas que vemos todos os dias e não ligamos para elas: uvas variadas, pêssego, laranja lima, caju, melancia, melão…

9) Ofereça ÁGUA

10)  As castanhas , ricas em cálcio, e o amendoim, devem ser ingeridos com muita parcimônia. Para bebês, pouco ou nada, pois há o risco de intoxicação ou reação alérgica.

11)  Não dê, ou deixe que alguém ofereça, refrigerantes.

O guaraná tem mais cafeína que a coca-cola.

Refrigerantes com vitamina C transformam ácido benzóico em benzeno, extremamente prejudicial para a saúde humana.

Desculpe a nossa falha!!

Estou com um grande número de mensagens sem respostas. Devido ao corre corre diário, não consigo tempo para respondê-las, e atualizar o blog.

Peço desculpas e, sinceramente, o que mais quero é trocar informações com todas, pois são minhas professoras prediletas :-) Aprendo muito com cada história contada, e cada momento de aflição que passam com seus filhos.

Somos todas do mesmo time, e mesmo que tenhamos nossas diferenças, no fundo somos todas iguais, só mudamos de endereço!!!

As férias, estão chegando, o trabalho dobra com crianças em casa, mas vamos que vamos!!!

Até breve!!

P.S.: as mensagens aparecem apenas após aprovação. Então, conforme eu for respondendo, poderão ser visualizadas. 

O histórico de iniquidade racial no Brasil ainda repercute no acesso de habitantes autodeclarados negros aos serviços de saúde.

Segundo dados do Ministério da Saúde,  as doenças infecciosas e a desnutrição matam mais crianças negras que brancas, sendo o risco de uma criança negra morrer por desnutrição 90% maior em relação às brancas.

O risco de mortalidade antes dos 5 anos de vida por infecções e parasitoses é 60% maior entre crianças negras.

Desigualdade racial dificulta acesso da população negra aos serviços de saúde


MAIS DO MESMO:

Vida de negro é difícil...

No Brasil, poucos adotam crianças negras

Criança de rua tem dia da criança?

A partir de 1º de janeiro de 2012, a venda de mamadeiras ou outros utensílios para lactentes que contenham BPA (Bisfenol-A ), está proibida em território nacional.

A determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi baseada em estudos que apontam os riscos decorrentes da exposição precoce e constante ao BPA. 

Fabricantes e importadores terão 90 dias para cumprir a determinação. Produtos fabricados e importados poderão ser vendidos até o final de 2011.

A União Européia proibiu a substância no início desse ano. O Comissário responsável pela Saúde e Defesa do Consumidor da UE, John Dalli, alertou:  “Existem áreas de incerteza, decorrentes de novos estudos, que mostraram que o BPA pode ter um efeito sobre o desenvolvimento, a resposta imune e na promoção de tumores”.  

 

Em 2010, a SBEM-SP  (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) lançou a campanha “Diga não ao bisfenol A, a vida não tem plano B”.

Mamadeiras de plástico são proibidas na Europa. Enquanto isso, em terras brasileiras…

FONTE:

BISFENOL A (SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDOCRINOLOGIA E METABOLISMO)

Veja aqui:

 RECEITAS CASEIRAS DE ALIMENTOS DE DESMAME – FARINHAS CASEIRAS

… aqui

FARINHAS NAS PAPINHAS (I)

… e aqui:

 SÓ PRA VARIAR: OPÇÕES AO MUCILON 

MAIS:

PRIMEIRAS PAPINHAS


A cafeína é a substância psicoativa mais consumida no mundo.

No fundo, no fundo mesmo, é uma droga, na acepção da palavra. Droga porque a ingestão constante vicia. Droga porque altera o funcionamento do organismo, e nas crianças seus efeitos são maiores.

Em pequenas quantidades provoca a dilatação dos vasos sanguíneos, aumenta a circulação, acelera os batimentos cardíacos e a atividade cerebral, aguça alguns dos nossos sentidos e ainda promove aumento na secreção do suco gástrico.

Aliás, figura na lista das drogas estimulantes como a cocaína, as anfetaminas e os inibidores de apetites.

Presente em vários alimentos como os chocolates (teobromina), chá verde, chá mate, chimarrão e em bebidas á base de cola (coca, pepsi) ou no guaraná, a cafeína convive com a humanidade há séculos, e comprova a máxima de Paracelso: a diferença entre o veneno é o remédio está na dose!!

Quando saber quanto é Demais?

No Brasil, não há limite estabelecido para o consumo de café por crianças. Os especialistas em saúde e nutrição falam em algo em torno de 1/4 de xicara, sendo 3/4 com leite.

Procurei e procurei, mas não encontrei a que xícara se referem (de chá ou a tradicional de cafezinho).  Nos EUA, também não há parâmetros de consumo.

No Canadá, o Ministério da Saúde recomenda não mais que 2,5 mg de cafeína por Kg de peso corporal. Com base no peso médio das crianças, as definições para idades entre 4 e 12  anos é a seguinte:

  • 45 mg de cafeína/dia para crianças de 4-6 anos.
  • 62,5 mg de cafeína/dia para crianças de 7 – 9 anos
  • 85 mg de cafeína/dia para crianças de 10 a 12 anos

Uma lata de coca-cola fornece a uma criança, de 4 a 6 anos,  a quantidade máxima diária de cafeína.

Se for de guaraná, extrapola essa quantidade ainda mais. O guaraná possui 40mg de cafeína em apenas 1 g!

Dizem que é quase 3 vezes mais que o café. Logo, fica fácil para uma criança exceder os limites de ingestão de cafeína ao dia, sem que alguém se dê conta.

Em 2010, médicos da University of Nebraska Medical Center, realizaram uma pesquisa que constatou o seguinte: 75% das crianças americanas consomem muita cafeína ao dia, através dos refrigerantes.

Esse hábito interfere na média diária de sono dessas crianças (dormem menos), diagnósticos de hiperatividade, agitação e mau rendimento escolar.

Pode ocasionar também dores de cabeça, azia, dores de estômago, problemas cardíacos e respiratórios, nervosismo, irritabilidade ou  agitação motora.

Estudos recentes indicam que o consumo de cafeína maior que 150-200 mg por dia, pode levar á gravidez de alto risco, como comprovado em pesquisa epidemiológica realizada em Portugal.

As gestantes analisadas apresentaram maiores riscos de aborto espontâneo, má formação fetal, retardo do crescimento fetal e bebês baixo peso ao nascer.

Tomar café ou comer muitos chocolates enquanto amamenta também não é boa idéia, pois a cafeína ultrapassa a barreira mamária, da mesma forma que faz com a barreira placentária, podendo intoxicar o bebê.

E tem ainda:

1) As outras xantinas, parentes da cafeína, como a teobromina, do chocolate, e a teofilina, dos chás verde e preto;

2) Muitos medicamentos antigripais, analgésicos, antiinflamatórios e antitérmicos possuem cafeína em suas fórmulas.

Êta, cafezinho bom!?

Cafeína pode causar perda de apetite, o que não é nada bom para crianças, mas o problema mesmo é que traz outras complicações pois atua diretamente no Sistema Nervoso Central, causando alterações na percepção, humor, consciência, cognição e comportamento.

Exceder no consumo de café,  ou outros alimentos ricos em cafeína, pode prejudicar a absorção de cálcio pelo organismo e elevar os riscos de doenças ósseas, já que a mesma aumenta a excreção de cálcio pela urina.

E como se não bastasse:

Um novo estudo afirma que dar café aos bebês não irá mantê-los acordados, como no caso dos adultos.

Na verdade, a bebida quente tem efeito mais duradouro, e pode ser prejudicial aos padrões respiratórios na idade adulta.

FONTES: 

Cafeína – Ballone GJ, Moura / Psiqweb

******


Pouca gente sabe que gengibre tem muitas outras utilidades.  Durante o período das grandes navegações, marinheiros de muitas viagens superavam  enjôos e náuseas comendo pedacinhos de gengibre. E devia ser do bom, asiático, 100% natural!!

Dizem que no Brasil chegou logo após o descobrimento, mas é bem capaz de já estar por aqui muito antes do homem branco. Os índios o chamavam de mangaratiá.

Que placebo que nada!!

As  qualidades terapêuticas dos óleos essenciais do gengibre são conhecidas há séculos.  Podem ajudar, ou até mesmo resolver gripes, resfriados, tosse, dor de garganta e outras quizilas trazidas pelo frio.

Em compressas, alivia artrite, congestão nasal e até cólicas menstruais. Em países como o Japão, óleo de gengibre para massagens na coluna são o que há. 

Por espantar o frio do organismo, acabou que é lembrado sempre nessa época do ano.  É para aquecer, e equilibrar, órgãos como o baço, pulmões e estômago. E ainda serve para gases, falta de apetite e vômitos.

Aliás, a OMS (Organização Mundial de Saúde)  reconhece o fato,  cientificamente falando.

Tem mais:

* Um de seus componentes ([6]-gingerol), impede o crescimento de células cancerígenas nos intestinos.

** Estudos realizados na Universidade de Michigan o colocam como potencial remédio para tratamento de câncer ovário.

BALA DE GENGIBRE

Descasque o gengibre e corte em fatias finas e pequenas.

Coloque em uma panela pequena. Cubra com água.

Deixe cozinhar em fogo baixo, por cerca de 20 minutos.

Escorra a água e cubra agora com açucar mascavo. Coloque pouca água, para umedecer.

Mexa até a água evaporar. Retire do fogo, transfira para outra vasilha e passe em açúcar mascavo ou mel.

Guarde em vidro esterilizado, bem fechado.

ATENÇÃO!

Gengibre não é indicado para gestantes.

Bebês e crianças menores devem consumir cerca de uma ponta do tamanho de um cotonete, e olhe lá.  Pode ser colocado em receitas de papinhas, mas sempre com moderação.

Cozinhe por pelo menos 10 minutos.

Como chá, para crianças, dê apenas uma colher de café.

Fontes:

Gengibre para câncer de cólon do intestino- PubMed – Instituto Hormel/Universidade de Minnesota, Austin (EUA)

Gengibre para tratamento de câncer de ovário - Universidade de Michigan (EUA)

Esse é um dos post mais lidos do blog que, aliás, está perto dos 60 mil visitantes aos mês!!

Para tudo tem jeito! A prática da Relactação

E, na sequência:

Relactação – Como fazer – Tornando a amamentação possível!         

***


Muitas vezes, as crianças comem apenas o necessário para que se mantenham em atividade constante (e ininterrupta!).

Isso causa grande preocupação nas mães, que logo partem para a insistência, mesmo quando a criança não apresenta fome.

O apetite de um bebê é relacionado não apenas às suas necessidades energéticas,  como também ao que come “em avulso”. Ofertar alimentos fora dos horários, ou em intervalos muito curtos, é garantia de recusa, na certa.

Acostumar o bebê, em início da alimentação complementar, com industrializados e açucarados é como escrever errado por linhas tortas… hehehe…

Quando as crianças têm muitas atividades, comem mais.  Se o contrário acontecer, gastam menos energia e podem não sentir fome como a mamãe gostaria.

Bebê de fases!

Nos primeiros seis meses de vida, o apetite do bebê muda muito. Com 1 ano e meio começam a socialização e incorporam hábitos alimentares seletivos.

Próximo dos dois anos iniciam a fase anal. Segundo Freud,  essa fase dura até próximo dos 3 anos de idade. A satisfação se dirige ao ânus, ao controle da tensão intestinal.

A criança precisa aprender a controlar as evacuações e, dessa forma, deve aprender a lidar com a frustração do desejo de satisfazer suas necessidades imediatamente.

Como na fase oral, também os mecanismos desenvolvidos nesta fase influenciam o desenvolvimento da personalidade.´, e os hábitos alimentares.

E qual a relação entre a fase anal e a alimentação? Bem, boa parte do que entra pela boca, precisa sair. Crianças constipadas ficam sem apetite.

Tem ainda que outros fatores acabam por fazer com que recusem a comida, como forma de “poder” sobre a mamãe.

Mesmo os bebês sabem que se o alimento nutritivo não descer, com jeitinho (ou muitos gritos),  conseguem o que querem. Filhos têm dessas coisas. Alguns manipulam os medos de suas mães com certa destreza, se considerarmos seus tamanhos.

Lembre-se: Sempre dê o exemplo!

Se a família não tem o costume de comer alimentos saudáveis, e opta pelo mais fácil, então tudo fica ainda mais difícil.

A responsabilidade dos pais na criação dos seus faz muita diferença nessa hora.

Agora é o momento de direcionar, orientar, educar ( a eles e a si mesmos), para que não repitam os equívocos de toda a sociedade, ad eternum.

Veja abaixo o que já foi publicado sobre o assunto:

Sugestões para mães ocupadas,  pais cansados e dias de chuva:

Forca: essa é velha, e ótima para brincar com crianças acima de 5, 6 anos, que já escrevem algumas palavras. Mas dá para brincar com os pequeninos também!

Pegue uma revista ou livro, e peça que escolha uma palavra. Não vale contar qual é. Daí faz os tracinhos, e a pessoa fala letra a letra, como no roletrando. A cada erro, desenha uma parte do corpo pendurado na forca. É divertido e educativo.

Jogo da velha, dama e dominó: Esses, todo mundo conhece. Do joguinho simples, velho não apenas no nome, ao dominó, são excelentes para desenvolver o  raciocínio lógico e a percepção. Dominó é bom para crianças com dificuldades nas aulas de matemática, a dama é uma iniciação ao xadrez. E se tiver xadrez, e seu filho ou filha gostarem de passar o tempo sentados, aproveite!

Caça-palavras e cruzadinhas: Tem algumas muito educativas, que prendem a atenção, auxiliam o raciocínio e ensinam o significado das palavras.

Música: Você dá a palavra, e a criança canta um trecho. Depois, você deixa que ela marque em uma folha, os pontos de cada um.Ou coloque um som que eles gostam, para cantarem e dançarem. Ou ainda, tenha um karaokê!! A família toda se diverte.

Desenhar: Bastam alguns lápis de cor, canetinhas, tintas, pincéis… Voilá!!

Na mesma linha, pode ainda encontrar mais opções. Tenha jogos de tabuleiro em casa, quebra-cabeças (também para os bebês), etc.

Leia mais:

Já brincou com seu filho hoje?

Queremos ampliar o trabalho realizado através desse blog, voltado exclusivamente para a saúde e a alimentação das crianças.

Estamos desenvolvendo projetos que necessitam de colaboração financeira e profissional. Se interessar, escreva-nos. Precisamos de você!

alimentosaude@hotmail.com

Obrigada!

Pode dar AdeS para o bebê?

Pode, não!

Porque:

1) Contém açúcar refinado. E açúcar refinado dá cáries.

Ainda mais quando a quantidade consumida ao dia é bem acima do estabelecido para um bebê, ou criança menor.

2) Já reparou nos Valores Diários mencionados nas embalagens?

Valores Diários são o equivalente à média padrão de calorias que uma pessoa deve consumir, estipulada em 2000 Kcal para adultos.

Dificilmente você encontrará o correspondente para as crianças, que é  de 1000 Kcal, para idades entre 1 e 2 anos, e 1.600 Kcal, entre 3 e 8 anos.

Para bebês: de seis a 8 meses aproximadamente 600 Kcal.  Á partir dos 9 meses, 700 Kcal a 800 Kcal.

Se indagamos a empresa pelo SAC, como fiz, a atendente afirma que AdeS porde ser consumido por maiores de 3 anos.

E aí começa a confusão!

Se o VD% tem como base 2000 Kcal, seu bebê ou filho menor está consumindo tudo muito acima!

Ou porque só bebe do produto e não ingere outros alimentos, ou porque, ainda por cima, consome outros alimentos que vão fornecer mais sódio, mais potássio, mais zinco, mais cálcio do que o seu organismo necessita e pode processar.

“Ah! mas é bom. Ele precisa de “vitaminas” e lá tem tudo”…

Calma lá, mamãe! As “vitaminas” sintéticas adicionadas aos produtos podem se acumular e causar efeitos tóxicos, quando consumidas com exagero, ou interagir errado com alimentos ou suplementos, prejudicando a absorção dos mesmos.

A confusão se completa quando utilizam como marketing as palavras criança, cálcio… e as mães seguem sem notar as fotografias na embalagem, de crianças maiores de 9 anos, não bebês ou menores (de 4, 5, 6, 7…).

Os VD% nesses produtos kids são estabelecidos para crianças maiores de  10 anos (2.000 Kcal).

*Veja  o relatório do FNDE (Fundo Nacional de Alimentação escolar), o link está no final do post. A média de Kcal ao dia para crianças de 6 a 10 anos é de 1.776 Kcal/dia

3) Açúcar provoca cáries

É inevitável. Ainda mais quando vai na mamadeira noturna, antes do sono e sem qualquer limpeza bucal posterior, ou mesmo no copinho das crianças maiores.

Daí, não importa que seu filho, ou filha, tenha 9 anos ou mais. Como qualquer pessoa que possui dentes, sua saúde bucal corre riscos.

As bebidas á base de soja, os sucos de frutas artificiais e as cáries

Por conta da falta de prevenção, as cáries surgem precoces, e atrapalham o desenvolvimento da criança.

Porque falta de cuidados também é ofertar açúcar sem limites. E falta grave é oferecer açúcar aos bebês menores de 6 meses ou 1 ano.

Sabe os 10 passos para a alimentação saudável para crianças menores de 2 anos? Então, está lá, não devemos oferecer açúcar aos bebês, e não é porque “somos radicais”. É porque temos que despertar nossa consciência já nessa fase.

E o excesso de açúcar das bebidas á base de soja, colas, achocolatados ou guaranás consegue bater seus próprios records! Tudo para mascarar o sabor original da soja, do guaraná, do cacau…

Mas não pense que com o leite de vaca na mamadeira é diferente. O Ninho não perde em nada, no quesito açúcar refinado, para o AdeS. E também é tão responsável pelas “cáries de mamadeira” quanto seu concorrente.

Vamos dar a palavra a quem sabe do assunto:

Relação doença Cárie-Açúcar :  Prevalência em crianças

 Departamento de Odontologia da Universidade Federal de Sergipe

A cárie dentária é uma doença multifatorial, infecciosa, transmissível e sacarose dependente.

Quer dizer, depende da quantidade de açúcar e tempo deste em contato com os dentes, para se instalar.

Está intimamente ligada à introdução dos carboidratos refinados na dieta da população, principalmente a sacarose (açúcar da cana),  o dissacarídeo mais cariogênico, sendo este o mais presente na dieta familiar em quase todo o mundo.

Em estudo realizado para avaliar o potencial cariogênico de sucos de frutas artificiais, com ou sem soja,  pela Universidade de Minas Gerais, os resultados foram os seguintes

Arquivos em Odontopediatria – Universidade de Minas Gerais

O objetivo deste trabalho foi avaliar 20 sucos de frutas industrializados, sob o ponto de vista do potencial erosivo e cariogênico. Avaliaram-se três parâmetros que podem contribuir para a possível perda de minerais dentários.

Quando pH, acidez e açúcares totais foram analisados em conjunto, percebe-se que a maioria dos sucos apresentou baixo pH, altas quantidades de carboidratos e elevada acidez, o que os tornam tanto erosivos quanto cariogênicos.

Os resultados permitem sugerir que, se consumidos com freqüência, estes sucos podem contribuir para o desenvolvimento de erosão e cárie dentária.

* Entre as vinte bebidas estudadas estão: Ades (laranja, maçã e abacaxi), Del Valle, Su Fresh, Kapo e Yakult Tonyu.

4) Onde a soja entra nessa história?

O consumo excessivo de soja não-fermentada, mesmo sem o açúcar, pode causar alterações hormonais (puberdade precoce) ou  prejudicar a absorção de outros nutrientes.

Crianças alérgicas não devem consumir soja em substituição ao leite de vaca.

Se o médico prescrever, procure outro que indique fórmula especial para alérgicos ao LV.

Procure também uma nutricionista que elabore cardápio rico em cálcio, sem caseína ou soja. 

Soja pode dar alergia cruzada. Começa bem, até que surgem os probleminhas (otite, roncos no peito, “gripinhas”…), ou problemões  (refluxo, pneumonia, asma…).

Caso tenha realmente que oferecer, procure pelas fórmulas á base de soja , não bebidas ou “leite” de soja vendidos aleatóriamente em supermercados, porque na propaganda garantem que é rica em cálcio. E sequer mencionam que essa “riqueza” toda é artificial.

5) Os bebês e os aditivos químicos

Não é difícil encontrarmos mães ávidas a oferecer industrializados aos filhos de… 4 meses!

O bebê mal entrou na alimentação complementar, precisa de leite, seja materno, ou fórmula, e já está consumindo produtos industrializados na mamadeira. E não apenas uma ao dia, mas duas, três, quatro…

E tudo porque, na propaganda, “a nutricionista do irmão de alguém que aparece por 5 segundos” diz que é saudável e tem cálcio. Ou, na pior das hipóteses, o pediatra “libera” .  Parece tão saudável, o bebê adora, na embalagem afirmam que é rico em cálcio …

Vamos lá, tentar explicar o porquê, se até agora seu bebê tomou e “não fez mal algum”.

Seu bebê é um bebê, é um bebê, é um bebê… não tem jeito. Não é possível lutar com a natureza. E a natureza do bebê é delicada e suave.

Ainda não está preparada para lidar, digerir, quebrar moléculas de aditivos químicos variados,  açúcares ou outros adoçantes artificiais.

Veja aqui: Dossiê Pro teste – Perigo dos aditivos químicos para crianças

6) Mas não para por aí.

Se o fato de ter “um tantão” mais de açúcar, potencialmente cariogênico, no leite ou suco do seu bebê, não a assusta, então pense no sódio.

Aquele mesmo, com o qual alguém da sua família luta incessantemente. Aquele que pode causar graves problemas cardíacos ou renais.

Acredite, é muito sódio para um bebê ou uma criança pequena.

 Em 200 ml do Ades original tem 190mg de sódio, e  6,5 g de açúcar.

Para completar, não dê  mamadeira (de soja ou LV), na hora de dormir. Pela saúde dentária, e também dos ouvidos  ou do trato gastrointestinal (podem ocorrer otites ou refluxo).

Os dentes precisam ser limpos, do contrário, a cárie vai se instalar com maior facilidade.

LEIA MAIS EM:

Ai, meu dentinho!

Açúcar para o bebê, doces para as crianças… e o diabetes rondando

Soja para alérgicos ao LV? Cuidado!!

Consumo de soja e telarca precoce (aumento de mamas em crianças)

O LADO BOM DA SOJA

Fórmulas de soja para bebês não são seguras

Bebês brasileiros consomem produtos industrializados em excesso

Obesidade infantil: a culpa é da mamãe?

FONTES:

Análise do pH, acidez e açúcares totais de sucos de frutas industrializadas: Arquivos em Odontologia – vol. 44- nº 03/UFMG

Relação doença Cárie-Açúcar :  Prevalência em crianças: Pesq Bras Odontoped Clin Integr, João Pessoa, v. 4, n. 3, p. 199-203, set./dez. 2004

Referências Nutricionais para o Programa Nacional de Alimentação Escolar

Alô, mamães, papais e cuidadores:

Façam o Download!

* Guia Alimentar para menores de 2 anos – OMS/OPAS

Posições para Amamentar e Pega Correta (Ordem dos Enfermeiros)

Guia de orientações para o aleitamento materno (Instituto da Saúde da Mulher)

Cartilha 10 passos para alimentação Saudável (Guia alimentar para crianças até 2 anos)

Cartilha para a mãe trabalhadora que amamenta (Ministério da Saúde)

Ai, que calor!!!

Ultimamente, o astro rei não tem dado trégua, e mesmo á sombra todo cuidado é pouco.

Entre os cuidados básicos, roupas leves e chapéu, para todas as idades. E nada de meias para os pequeninos.  Já basta ter que suportar as fraldas!

No carro, coloque protetores nos vidros. Ao andar na rua, com os bebês e crianças, providencie uma sombrinha ou guarda-chuva.

Se tiver um guarda-sol para carrinho de bebê, melhor. Prefira sempre os de cores mais escuras.

Com a temperatura lááááá encima, o ideal é a HIDRATAÇÃO constante.

Evite bebidas industrializadas, refrigerantes, garrafinhas, mamadeiras e chuquinhas de plástico, que com o calor tornam qualquer bebida insuportável.

Ao sair, providencie uma bolsa térmica, com muito gelo ou ice packs, e coloque lá o que for preciso, bem embalado e protegido.

Leve o copinho de transição para o passeio, ou mesmo copos descartáveis pequenos, se o seu bebê for acostumado com ele.

Fuja de bebedouros públicos, e dos famigerados galões de plástico azul. Alguns posam cobertos com capas até bonitinhas, mas pense em como ele foi parar ali. Geralmente, os cuidados de higiene de quem manuseia o utensílio são um tanto duvidosos.

Água tem em todo o lugar, portanto, fora de casa, opte mesmo pelas garrafinhas de água mineral, de fontes confiáveis.

Em casa, o apetite exige receitas leves e nutritivas. Tenha sempre uma salada para acompanhar o almoço, e muitas frutas para o decorrer do dia.

Veja algumas RECEITAS PARA O VERÃO

E capriche nas SALADAS, utilizando flores comestíveis, frutas frescas e um pouco de oleaginosas, cevadinha, trigo, grão de bico ou lentilhas.

Mais:

QUANTIDADE DE ÁGUA PARA BEBÊS E CRIANÇAS

ÁGUA NOS ALIMENTOS

NO COPINHO É BEM MELHOR!!

MAMADEIRAS DE PLÁSTICO SÃO PROIBIDAS NA EUROPA

Para o café da manhã, que tal trocar o pãozinho com manteiga de todo dia por:

PÃO NA CHAPA

O primo pobre das torradas e canapés pode ser bem atraente.

Com pão integral, fica ainda melhor!

Na mesma linha, arrisque torrada caseira, no forno, e incremente com geléia caseira, patê caseiro, tahine ou mesmo queijo branco.

Use e abuse da banana: banana em rodelas, banana amassada, banana cozida, banana assada…

SANDUÍCHE COM PÃO INTEGRAL

Tenha em mãos: fatias de pão integral

Tomate cereja ou comum (em fatias finas)

Cenoura ralada

Alface picada

(Passe banana amassada nas partes do pão, ou tahine, ou derreta uma fatia fina de queijo branco)

Intercale camadas de alface com cenoura e o tomate.

Prontinho!!

CHAPATI

 

1 xícara de chá de farinha de trigo integral

1 xícara de chá de farinha de trigo

1/2 colher de chá de sal

3/4 de xícara de chá de água morna

03 colheres de sopa de óleo

Misture as farinhas e o sal. Adicione a água aos poucos e mexa a massa até que não grude nas mãos. Polvilhe uma superfície lisa com farinha de trigo e sove a massa até que fique elástica. Faça uma bola, coloque numa tigela ligeiramente untada com óleo e cubra com um pano úmido.

Deixe descansar por 30 minutos. Depois, polvilhe uma superfície lisa, trabalhe a massa mais uma vez e divida em várias bolas pequenas.

Abra as bolinhas em discos bem fininhos com um rolo de macarrão.

Aqueça uma frigideira anti-aderente grande, coloque os discos, um por vez, e cozinhe até que inchem. Vire até ficar no ponto.

ou faça

ROTI

1 kg de farinha (30% comum/ 50% integral)
1/2 xícara de óleo
3 xícaras de água morna
1 colher de sopa rasa de sal
1 colher de chá de açúcarColoque a farinha numa vasilha.
Junte o óleo ou a manteiga, o sal e o açúcar. Despeje na farinha a água ou leite.
Amasse bem até a massa ficar macia.
Cubra com pano úmido e deixe descansar por 5 min.

Divida a massa em cinco porções e abra com um rolo na espessura máxima de 1/2 cm, em forma de disco, do tamanho da sua frigideira.
Unte a frigideira e asse em fogo baixo virando sempre, até ficar bem assado.

FRUTAS

In natura não desce?? Experimente um corte diferente.

Em rodelas, para comer com garfinho. O barato é espetar o garfinho ou aqueles palitinhos sem ponta, próprios para crianças, e levar á boca.

Pegue o cortador de biscoitos e corte pedaços de mamão,melão, pêra em formatos de estrelas, sinos, aves…

Para os bebês, ofereça para que comam com as mãos, espremendo, lambuzando e saboreando! Nessa hora, se sujar faz bem mesmo!

Em pastas ou cremes, com misturas que deixam ainda mais doces: banana com o mamão, abacate com banana… ou então “compotas” rápidas.

SALADA DE FRUTAS

Não tem segredo, basta lavar bem, cortar e picar o que tiver na fruteira,.

Retire sementes, misture com pedaços de frutas como passas, ameixas, damasco, castanhas ou nozes.

Privilegie sempre as frutas de melhor aceitação.

VITAMINA DE BANANA COM LINHAÇA

1 banana

1 colher de café de linhaça hidratada(molho por 3 horas. Lave antes de utilizar.

2 colheres de aveia em flocos

1 colher de chá de cacau em pó

A opção de adoçar é individual. Prefira açúcar mascavo.

Bata bem.

SUCOS

Do tradicional suco de laranja ao da fruta da época: goiaba, caqui, uva…

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Meu bebê não quer comer

Meu bebê não quer comer II

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Receitas para… os sem apetite!

Não é difícil encontrar mães que são orientadas a dar leite de vaca em caixinha, ou saquinho, para seu bebê. Muitas vezes, logo nos primeiros dias de vida.

Diferentemente do que acontece no Brasil, a Academia Americana de Pediatria (APA) costuma monitorar e analisar questões nutricionais relacionadas ao uso de leite de vaca integral para lactentes.

Á partir desses estudos, a APA recomenda que crianças menores de 01 ano fiquem longe do leite de vaca integral (inclua-se aí  o leite ninho).

A  primeira opção  deve ser sempre o Leite Materno.

Apenas na ausência da amamentação materna deve-se escolher, com ajuda profissional, uma Fórmula infantil apropriada.

Os motivos para evitar o leite de caixinha, leite UHT, leite de saquinho, enfim, o leite de vaca integral,  são os seguintes:

→ O bebê não possui capacidade gástrica para digerir a proteína do leite integral.

Por isso, a recomendação de diluir em água.

Contudo, essa prática pode trazer novos problemas, como desnutrição (por diluição mal feita), e baixa oferta de gordura.

Pelo mesmo motivo, o leite desnatado é contra-indicado aqui no Brasil. Nos EUA, os pediatras recomendam quando notam obesidade á vista.

Durante a diluição, pode acontecer contaminação, expondo a criança ao risco de infecções intestinais, diarréias e consequente intolerância á lactose provocada pelo desarranjo intestinal.

→ A quantidade de proteína no leite de vaca pode prejudicar o funcionamento dos rins.

O leite de vaca possui 3 vezes mais proteína que o leite humano. Devido a essa característica,  o leite integral acidifica o pH sangüíneo.

Também sobrecarrega os rins, quando consumido diariamente.

→ Crianças alimentadas com leite de vaca integral apresentam baixa ingestão de nutrientes como   ácido linoléico,  zinco, ferro e vitaminas C e E.

O ácido linoléico é essencial para o desenvolvimento do Sistema Nervoso Central do bebê.

Os ácidos araquidônico (ARA) e ácido docosahexaenóico (DHA), são vitais para o desenvolvimento visual e cerebral.

Encontrados no leite materno, estão ausentes no leite de vaca.

As Fórmulas infantis, pesquisadas pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, em 2010, apresentaram quantidades de ácidos graxos bem abaixo do estabelecido obrigatoriamente para as indústrias.

→ Por outro lado,  ocorre a ingestão excessiva de sódio, potássio, proteínas e cálcio.

O excesso de sódio pode acarretar em retenção de água e desidratação.

O excesso de cálcio pode prejudicar a absorção do ferro.

O excesso de proteínas do leite de vaca pode desencadear alergia ao próprio alimento.

Essa alergia pode manifestar-se através dos sintomas mais variados, que vão de tosse, problemas de pele, problemas respiratórios, vômitos que se confundem com refluxo gastroesofágico, problemas intestinais, sangue nas fezes, etc.

O Leite de vaca possui fatores imunológicos que não servem para os bebês humanos, funcionam apenas com os da mesma espécie.

O leite materno sim, é bem completinho.

Possui fatores de defesa,  divididos em quatro grupos: antimicrobianos, anti-inflamatórios, imunomoduladores e leucócitos (neutrófilos, macrófagos e linfócitos).

Quer dizer, diminui ou afasta totalmente o risco de inflamações, infecções, alergias ou intolerâncias ao próprio leite, como acontece com o leite animal.

Segundo estudos realizados tanto no Brasil quanto nos EUA, como o da revista americana Today’s Parent, oferecer leite integral ao seu bebê pode ocasionar em sangue oculto nas fezes, devido a pequenos sangramentos intestinais. E daí para uma anemia ferropriva é um passo.

→ A fervura do leite integral destrói o ácido fólico presente no alimento.

Essa deficiência pode acarretar em anemia megaloblástica.

Como o bebê menor de 12 meses não possui ainda uma variedade muito grande de alimentos em suas refeições, a reposição do ácido fólico pode acabar comprometida.

Então, já sabe:

Na ausência do aleitamento materno, procure a fórmula infantil mais adequada, em parceria com o pediatra.

Leite integral x Farinhas

Com o leite integral diluído, para ajudar na digestão, os pediatras costumam indicar o acréscimo de farinhas industrializadas.

A questão é que praticamente todas as farinhas industrializadas, são impróprias para o consumo de bebês e crianças menores de 04 anos, devido as quantidades de sódio e açúcar que possuem.

Se o mesmo sódio, em grandes quantidades no leite de vaca, traz prejuízos, com a farinha, o risco é dobrado.

Se o motivo para a recomendação (de diluir),  for a condição social da mãe,  o correto é encaminhar para o serviço social da cidade em que mora, para que receba a fórmula infantil indicada, através de programas do Estado.

O “barato” que sai mais caro

O consumo de alimentos artificiais costuma desembocar na compra de outros ítens, necessários para completar a nutrição do bebê.

Como o leite de vaca carece de certos nutrientes, torna-se importante a suplementação com produtos químicos.

Da lata ou caixinha, para a compra de vitamina A, vitamina D, ferro e outros, há uma pequena distância. Aliás, não há distância alguma.

Soma-se a isso, a possibilidade do surgimento de determinadas doenças, ou mesmo reações alérgicas mascaradas pela falta de tratamento adequado.

Daí paga-se  pouco pelo leite, mas muito mais para manter o engano. Sem falar no bebê sempre assaltado por algum problema que “fazemos de tudo e nenhum médico descobre o que é”.

Outro ponto é o uso de suplementos para bebês que utilizam fórmulas artificiais, e não fazem parte de determinados grupos para o uso compulsório (prematuros, etc).

Quer dizer, se as fórmulas são elaboradas para substituir o leite materno, e possuem ferro, cálcio,vitamina A, e tudo o mais, para que mais suplementação artificial??

Bem, isso é assunto para outra conversa.

Fontes:

A utilização do leite integral na infância – Comitê de Nutrição/ Pediatrics – Jornal da Academia Americana de Pediatria

Fatores Imunológicos do leite humano – Unidade Neonatal da Divisão de Clínica Pediátrica do Hospital Universitário da USP/SP

Consumo de leite de vaca e anemia ferropriva na infância –  Jornal de Pediatria/ Maria A.A. Oliveira e Mônica Osório (Universidade Federal de Pernambuco/UFPE)

Revista Today’s Parent (Ready for cow’s milk?)

Fórmulas infantis comercializadas no Brasil possuem valores nutricionais abaixo do recomendado – Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP/SP

Consumo do leite de vaca:  Mitos e Realidades – Denise Madi Carreiro (Nutricionista)

O Alimentação e Saúde Infantil é o vencedor da categoria Saúde do Top Blog 2010!!!

Estou muito feliz com essa vitória. 

Quero agradecer imensamente a todas as pessoas que acreditaram e ajudaram nessa batalha.

Fico ainda mais contente por receber a amizade sincera de tantas pessoas que não conheço pessoalmente.

Muito, muito, muito obrigada!!!

A União Europeia vai proibir o uso de compostos orgânicos Bisfenol A (BPA) em mamadeiras de plástico, á partir de 2011.

“Existem áreas de incerteza, decorrentes de novos estudos, que mostraram que o BPA pode ter um efeito sobre o desenvolvimento, a resposta imune e na promoção de tumores,” alerta John Dalli, Comissário responsável pela Saúde e Defesa do Consumidor da UE.

Presente no policarbonato, um tipo de plástico rígido e transparente, e também na resina que reveste latas de alimentos, o BPA (Bisfenol A), simula no organismo a ação do hormônio estrogênio, podendo causar desequilíbrio no sistema endócrino.

Especialistas concordam, porém, que a gestação e os primeiros dois anos de vida são os períodos de maior vulnerabilidade, pois os bebês estão em rápido desenvolvimento, têm pouca massa e maior dificuldade para metabolizar agentes tóxicos.

Um estudo do FDA (Food and Drug Administration) de 2010 levantou preocupações quanto à exposição de fetos, bebês e crianças pequenas ao composto.

Em setembro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) promoveu um encontro com especialistas para avaliar as evidências científicas, e a conclusão é que os alimentos são, de fato, a principal fonte de exposição ao BPA.

Produtos como brinquedos, resina dentária e papel de nota fiscal teriam importância menor.

“O problema é que estamos expostos a uma contaminação contínua e há uma ação combinada do bisfenol com outros desreguladores endócrinos presentes no cotidiano, como agrotóxicos e até o fitoestrógeno da soja.

Não se sabe até que ponto um pode potencializar o outro”, afirma a médica Ieda Verreschi, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Estado de São Paulo.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permite até 0,6 miligramas de bisfenol-A por Kg do composto usado na fabricação de cada produto.

Segundo Ieda, há indícios de que os desreguladores endócrinos são perigosos mesmo em concentrações inferiores ao limite permitido pela legislação.

“Nesse caso, vale o princípio da precaução. Devemos considerar o bisfenol como potencialmente perigoso até provar o contrário.”

A susbtância já é proibida no Canadá, na Dinamarca e Costa Rica, bem como em alguns Estados americanos.

Suspeita-se, desde a década de 1930, de que seja prejudicial à saúde. Em 2008, após vários artigos do governo dos EUA questionarem sua segurança, e alguns comerciantes retiraram das prateleiras produtos com BPA.

Um projeto de lei determinando restrições ao uso do BPA foi aprovado recentemente na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado brasileiro.

Agora deve ser avaliado na Comissão de Assuntos Sociais e então seguir para a Câmara dos Deputados, onde será votada em caráter terminativo.

Mesmo assim, ainda há o risco de ser votado sem conhecimento de causa, e tudo acabar na mesma.

Previna-se com:

Amamentação exclusiva

Evite esquentar alimentos dentro de recipientes plásticos (mamadeira, copinho, vasilhames, etc).

Resfrie o leite antes de colocar na mamadeira com BPA.

Não utilize forminhas de gelo ou potes de plástico, para congelar papinhas ou outros alimentos.

Não coloque garrafas ou jarras plásticas na geladeira.

Opções ao BPA:

Mamadeira de vidro

Mamadeira de polipropileno

Produtos que possuam no rótulo: “BPA Free” ou “livre de BPA”.

Para o lanche da escola, mande os sucos em garrafinhas de aço inox que conservam o sabor e deixam na temperatura adequada.

Fontes:

Reuters

Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia de São Paulo

Jornal O Estado de S.Paulo

O tao do consumo

Segundo dados do Ministério da Saúde, as doenças infecciosas matam mais crianças negras que brancas.

Como se não bastasse, o risco de uma criança negra morrer por desnutrição é 90% maior em relação às brancas.

E  o risco de mortalidade antes dos 5 anos de vida, por algum tipo de parasitose, é 60% maior entre as crianças negras.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), de 2006, revelaram que  31 milhões de brasileiros menores de 18 anos são negros ou indígenas. O termo “negro” corresponde aos que se autodeclaram pardos ou negros.

Apesar de maioria da população nessa faixa etária,  não são agraciados por condições básicas  que lhes garantam uma vida mais digna.

Meninas e meninos indígenas ou negros (as), figuram no ranking dos mais pobres entre os pobres brasileiros (63 % e 62%, respectivamente).

Essa desatenção se arrasta por alguns séculos, deixando um rastro de racismo ainda difícil de ser expurgado.

Às crianças negras, sempre restou a vontade de resistir, e sobreviver.

Se, hoje, os índices apontam essa população como a mais desprovida de educação,  imagine em séculos passados, quando a igreja católica dominava o ensino no Brasil, recusando-se a receber negros em seus bancos escolares.

Com a Lei do Ventre Livre (1871), acreditou-se que algo mudaria para os pequenos desafortunados.

Entretanto, na prática, esta lei ou separava as crianças de seus pais, ainda escravos, ou fazia com que pagassem com trabalho sem remuneração, pela estadia e alimentação que recebiam.

O governo da época inaugurou abrigo para acolher estas crianças. De cada 100 que lá entravam, 80 morriam antes de completar 1 ano de idade.

Segundo, Joaquim Nabuco, em O Abolicionismo:

“[...] “Pela lei de 28 de setembro de 1871, a escravidão tem por limite a vida do escravo nascido na véspera da lei.

Mas essas águas mesmas não estão ainda estagnadas, porque a fonte do nascimento não foi cortada, e todos os anos  mulheres escravas dão milhares de escravos por vinte e um anos aos seus senhores.

Por uma ficção de direito, eles nascem livres, mas, de fato, valem por lei aos oito anos de idade 600$000, cada um.

Essa é a lei, e o período de escravidão que ela ainda permite”.

FONTES

O abolicionismo – Joaquim Nabuco

Infância e adolescência no Brasil – site UNICEF

A não-infância: crianças como mão de obra em Mariana (1850/1890) – Heloísa Maria Teixeira

Desigualdade racial dificulta acesso da população negra aos serviços de saúde – Jornal da Unicamp (dezembro, 2009)

Negros: a face real da Lei Áurea – Frei David Santos/Educafro

http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=02

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