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Processamento de farinhas de cereais ou de leguminosas germinadas

Farinhas de cereais. Nos países africanos, são preparados pelo menos vinte tipos diferentes de farinhas e de produtos à base de cereais germinados e fermentados. As suas utilizações são múltiplas, mas servem nomeadamente para a preparação do prato familiar principal, a preparação de bebidas consumidas como refeições ligeiras, papas para bebés e alimentos destinados aos doentes.

Para germinar os cereais é necessário limpar os grãos completos e depois demolhá-los em água durante um dia. Escorrem-se em seguida os grãos e colocam-se num saco de juta ou noutro recipiente, de seguida cobrem-se com um tecido apropriado que conserve a humidade. Os cereais húmidos são então armazenados num local escuro durante dois ou três dias, até os grãos começarem a germinar. Os grãos germinados secam-se ao sol antes de serem moídos.

Conforme o uso, a moagem dos cereais é feita antes ou depois da fermentação. Quando é feita depois, deixam-se os grãos demolhados durante um ou dois dias antes de os moer e de os deixar fermentar. Qualquer que seja o método utilizado, as vantagens da farinha fermentada são numerosas. A papa preparada com a farinha fermentada é mais rica no plano nutricional, sem que o seu volume aumente, e é também mais fácil de digerir. O ferro contido nos cereais é melhor absorvido depois da fermentação. Por outro lado, o ácido lácteo (substância ácida produzida durante a fermentação) presente nas farinhas fermentadas evita a multiplicação rápida dos germes patogénicos, o que torna a papa feita de farinha fermentada muito mais saudável para consumir e mais concentrada em nutrientes do que uma papa preparada com uma farinha de cereais não fermentados ou não germinados.

Seguem-se «receitas» que indicam como preparar farinhas de cereais germinados e fermentados.

Farinha de cereais germinados (milho, milho- miúdo ou sorgo)

1. Escolher os grãos.
2. Demolhá-los em água durante um dia.
3. Escorrer os grãos e colocá-los num saco de juta ou outro tecido apropriado.
4. Deixar os grãos num lugar escuro e quente, durante dois ou três dias, até germinarem.
5. Secar ao sol os grãos germinados.
6. Moer os grãos e peneirar a farinha.

Farinha de cereais fermentados (só a título de exemplo porque há muitas variantes)

1. Moer o milho, o milho-miúdo ou o sorgo.
2. Deixar esta mistura de molho em água (cerca de três chávenas de farinha para sete de água).
3. Deixar a mistura fermentar durante 2 ou 3 dias.
4. Cozer a papa.

Farinhas de leguminosas. As farinhas de leguminosas são muito úteis para enriquecer as farinhas de cereais, de raízes ou de tubérculos, utilizadas na preparação de alimentos para bebés. Para preparar estas farinhas é necessário limpar os grãos, eliminando os que estão estragados, assim como as impurezas. Os grãos são então torrados, triturados ou moídos. A farinha é peneirada para retirar algumas partículas grandes que tenham ficado. As «receitas», que a seguir se apresentam, mostram as etapas da transformação da farinha de feijão-nhemba , de soja e de feijão-congo.

Farinha de feijão-nhemba

1. Escolher e lavar o feijão-nhemba.
2. Torrar o feijão.
3. Descascá-lo (facultativo).
4. Triturá-lo ou moê-lo.
5. Peneirar a farinha.

Farinha de feijão-congo

1. Escolher e lavar o feijão-congo.
2. Demolhá-lo em água durante 2 ou 3 minutos. Escorrer.
3. Cobrir com folhas de bananeira e deixar assim durante 6 dias.
4. Torrar.
5. Moer ou triturar até obter uma farinha.
6. Peneirar a farinha.

Farinha de soja.

1. Escolher o feijão de soja; não o lave.
2. Pôr água a ferver.
3. Deitar os feijões na água a ferver e deixar cozer durante 10 minutos. Escorrer.
4. Torrá-los.
5. Pelá-los.
6. Torrá-los de novo.
7. Moer ou triturar.
8. Peneirar a farinha.

Seguem-se exemplos de receitas para preparar alimentos de desmame. As três primeiras foram criadas pelo Programa não-governamental para a investigação e desenvolvimento dos recursos naturais do Quénia.

Papa de milho-miúdo e de feijão (para 4 pessoas) Ingredientes

Folhas de feijão-nhemba
1 chávena de farinha de feijão-congo
3 chávenas de farinha de milho-miúdo
4 chávenas de água fria
10-12 chávenas de água quente
1 pitada de sal

1. Escolher as folhas de feijão-nhemba, deixá-las ferver durante 5 minutos, depois secá-las e triturá-las. Ponha de lado.

2. Misturar a farinha de feijão-congo com a farinha de milho-miúdo.

3. Juntar água fria e mexer até obter uma pasta homogénea.

4. Juntar a água quente à pasta. Cozer a mistura durante 10 minutos, mexendo constantemente.

5. Juntar uma colher de sopa de folhas secas de feijão-nhemba e deixar cozer por mais 2 ou 3 minutos.

6. Adicionar sal a gosto.

Mululu, abóbora e raiz de matabala

Ingredientes

Uma mão cheia de folhas
Mululu
½ raiz de mandioca ou de matabala, descascada e cortada em bocados
¼ de uma abóbora pequena, cortada em bocados
½ chávena de leite (facultativo)

1. Escolher as folhas.

2. Cozer a mandioca ou a matabala.

3. A meio da cozedura, juntar as folhas e a abóbora. Continuar a cozedura até ficar bem macio.

4. Esmagar e servir com leite.

Folhas de juta com puré de batata-doce

Ingredientes

1 batata-doce pequena
1 ovo
Uma mão cheia de folhas de juta
½ colher de sopa de óleo vegetal
1 pitada de sal

1. Lavar a batata-doce e cozê-la até ficar macia.

2. Cozer o ovo durante 4 ou 5 minutos, deixar arrefecer e descascar.

3. Lavar e cozer as folhas de juta.

4. Descascar a batata-doce cozida.

5. Misturar os ingredientes e juntar o óleo vegetal.

6. Adicionar sal e esmagar.

Mistura do Zimbabwe

Ingredientes

½ chávena de farinha de milho
2 colheres de sopa de farinha de feijão
Água
1 colher de café de espinafres picados finamente
½ colher de sopa de óleo vegetal
Sal

1. Misturar a farinha de milho e a farinha de feijão com a água, deixar cozer durante 20 a 30 minutos.

2. Juntar os espinafres e o óleo vegetal, deixar cozer mais 2 minutos.

3. Juntar sal a gosto.

Fonte: FAO

Encontrei esse documento da FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations) quase que por acaso.

Ele apresenta estratégias e projetos alimentares para pessoas pobres do mundo todo.

Um bom aprendizado para nós, que temos quase tudo a nosso alcance, pois conseguimos assim mais opções, que ajustamos ao nosso modo de vida.

PROCESSAMENTO E PREPARAÇÃO CASEIRA DE ALIMENTOS DE DESMAME

Utilização dos alimentos de base para o desmame

O primeiro alimento de desmame que o bebé come é, geralmente, um alimento mole ou semi líquido, preparado a partir de um alimento de base feculento (por exemplo, milho, milho miúdo, mandioca ou inhame).

Contudo, uma papa simples preparada com farinha de cereal ou de tubérculo (por exemplo, mandioca) e água, não é suficientemente rica em energia e tem falta de proteínas e vitaminas essenciais, tais como a A e a C.

É pois importante juntar outros alimentos, nomeadamente leguminosas, ricas em proteínas, tais como feijão-nhemba, feijão ou feijão-congo, assim como uma colher de óleo e/ou de açúcar.

Como alternativa ao óleo, podem ser adicionadas leguminosas que sejam ricas em gordura, por exemplo os amendoins ou soja torrados/moídos, ou sementes oleaginosas, como as sementes de gergelim ou de girassol torradas/moídas.

Os legumes de folha verde e os frutos ricos em vitaminas e em sais minerais também podem ser adicionados.

Como resolver o problema dos alimentos volumosos

Os alimentos de base como o milho, o milho miúdo, o sorgo, a mandioca e o inhame, são ricos em amido.

Isto significa que durante a cozedura absorvem muita água, o que os torna volumosos; assim sendo, é necessário consumir uma grande quantidade para obter suficiente energia e nutrientes.

Os adultos podem consumir muita comida numa só refeição, mas as crianças pequenas têm um estômago pequeno e não podem consumir grandes quantidades. Assim, se os alimentos são volumosos, as crianças não recebem suficiente energia e nutrientes.

Felizmente, este problema pode ser resolvido dando às crianças refeições frequentes, preparando alimentos de desmame com farinha de cereais germinados e enriquecendo os alimentos volumosos.

Dar aos bebés refeições frequentes. Uma criança de 6 a 12 meses precisa de cerca de cinco pequenas refeições por dia, para além do leite materno, para conseguir aproveitar suficiente energia e nutrientes dos alimentos volumosos .

Preparar alimentos de desmame com farinha de cereais germinados.

O facto de se fazer germinar os cereais antes de os transformar em farinha, modifica a estrutura do amido e permite preparar uma papa que contém duas vezes mais farinha do que uma papa preparada com farinha normal, sem modificar a consistência da papa.

Enriquecer os alimentos volumosos. Um alimento volumoso enriquece-se adicionando um outro alimento rico em energia ou em nutrientes, ou em ambos.

Para tornar um alimento de base mais energético, pode acrescentar-se-lhe uma colher de sopa de óleo, de gordura ou de açúcar.

Isto aumenta a concentração energética do alimento, sem aumentar o seu volume, nem modificar a sua consistência.

Um alimento para bebés pode ser igualmente enriquecido com um alimento rico em proteínas, como por exemplo a farinha de uma leguminosa (feijão-nhemba, feijão, feijão-bambara ou amendoim), adicionada à farinha de cereal ou de tubérculo utilizada para preparar o alimento.

Também pode ser adicionado feijão-nhemba, feijão, frango, carne ou peixe esmagados.

Os alimentos ricos, tanto em energia (gordura ou óleo) como em proteínas, podem ser transformados ou cozinhados e adicionados ao alimento de desmame.

Desses alimentos fazem parte o amendoim, a soja, as sementes de gergelim, as sementes de melão, as sementes de girassol ou outras sementes oleaginosas disponíveis localmente.

Para se assegurar de que as crianças recebem suficientes vitaminas A e C, o que aumenta a absorção de ferro, as mães ou outras pessoas que delas se ocupem, devem dar-lhes, todos os dias, alguns dos seguintes alimentos:

  • folhas verdes escuro, cortadas finamente, esmagadas ou trituradas;
  • legumes de cor alaranjada esmagados, tais como a abóbora ou batata doce;
  • frutos esmagados, tais como a banana, manga ou goiaba;
  • sumo de laranja, de tangerina ou de limão.

Estes alimentos podem ser misturados com a papa enriquecida ou dados separadamente às crianças.

A batata doce de polpa amarela ou alaranjada são particularmente ricas em vitamina A, constituindo uma boa base de preparação de alimentos para bebés e podendo ser enriquecidas com alimentos ricos em proteínas, tais como leguminosas.

Além disso, adicionar uma colher de óleo de palma encarnado a uma preparação para crianças, melhora significativamente o seu conteúdo em energia e fornece vitamina A, vital para uma boa visão e para a protecção contra as doenças infecciosas.

Uma colher de café de óleo de palma vermelho misturada na papa da criança todos os dias, fornece-lhe suficiente vitamina A para mantê-la de boa saúde.

 

Se é para engrossar o leite ou a papinha por algum motivo, tente opções que ainda por cima vão fazer bem ao corpo todo:

AVEIA

Se não há historico de pessoas celiacas na familia, comunique ao pediatra que vai tentar com aveia. Pode usar em pequenas quantidades, e mesmo assim garante alguns nutrientes, como o Cálcio

Por ser rica em fibras deve-se ter enorme cuidado nas quantidades ofertadas aos bebês muito pequenos e crianças até 2 anos.

Evite dar todo dia religiosamente, mais que uma vez.

Hidrate a aveia e lembre-se de dar água entre as refeições.

ARARUTA

A digestão da araruta pelo nosso organismo é próxima do que podemos chamar de ideal. É o tipo de amido que vale á pena digerir sem medo, por não possuir glúten.

Infelizmente, vivemos na época do tudo que é bom dura pouco. Assim, a arauta compõe a lista dos alimentos em extinção. Por pura burrice humana…

È dificil de encontrar para compra em alguns locais do país. Por isso, a EMBRAPA lançou uma cartilha sobre a ARARUTA. Fiz um pedido procurando saber se podem mandar também algumas sementes.

Cartilha _ Como plantar e usar ARARUTA

Outras Farinhas:

FARINHA DE ARROZ

O arroz passa longe das alergias, por isso pode compor a alimentação dos bebês que necessitam de engrossantes no leite antes mesmo dos 6 meses. Não é o ideal, mas quando necessário, também é de longe melhor opção que o Mucilon &aditivos.  

Para fazer a farinha de arroz basta moer o arroz integral depois de torrar um tanto. Também pode hidratar e depois secar, para então moer.

Como com as outras farinhas,  pode-se engrossar leite materno ou de vaca, e ainda papinhas.

FARINHA DE MILHO

Pode moer mais um pouco a farinha em flocos e utilizar para fazer mingause papinhas, ou engrossar o leite. Vantagemnão contém aquele tantão de açúcar do mucilon.

No blog da Neide Rigo (Come-se), tem um post muito interessante sobre como se faz a farinha demilho:

http://come-se.blogspot.com/2009/07/farinha-de-milho-e-assim-que-se-faz-um.html

Pode ainda utilizar QUINOA EM FLOCOS OU FARINHA, CEVADINHA OU OUTRO GRÃO INTEGRAL.

Caso não encontre preparadas, adquira os grãos e moa em casa.

OUTRAS OPÇÕES: INHAME, BANANA, FARINHA DE MANDIOCA, ARROZ COZIDO…

Há um contra-senso tão grande na orientação pediátrica de oferecer mucilon para bebês prematuros antes mesmo de se iniciar a alimentação complementar!

 Aliás, não apenas para os prematuros.

 Dá para fazer o jogo dos sete erros:

 1) Engrossar as fórmulas para bebês com refluxo começou com a Papa Epstein, que é feita com maizena.

Para substituir a maizena deveriam pensar em opções menos prejudiciais, também porque muitos bebês tratados de refluxo possuem alergia ao LV, o que pode piorar o problema, que segue mascarado pela medicação para RGE (azia e vômitos).

 2) Mucilon possui quantidade diária de calorias muito superior ao recomendado para bebês antes de 1 ano. 1 apenas, não, 2, 3 e 4 …

Tabela com necessidades diárias por idade (Kcal)

Os mucilons possuem referência para acima de 2000 Kcal ao dia, ou seja, para crianças bem maiores que bebês de 0 a 12 meses.

 São 80Kcal em 21g = 1 colher de sopa(deve ter um medidor dentro da lata).

 Levando-se em consideração o leite que vai junto, as calorias sobem ainda mais.

 Para bebês que estão em alimentação complementar deve-se considerar ainda as papinhas e sucos.

 3) É recomendado que não sejam fornecidos alimentos industrializados açúcar e doces aos bebês, por motivos fisiológicos (deles), conforme  (não é apenas para “pegar no pé das mães que sabem o que é melhor para seus filhos”).

 Mucilon possui açúcar em quantidades superiores ao indicado para bebês e crianças até 4 anos:

Teste confirma farinhas impróprias para bebês

(Fonte: REVISTA PRO TESTE, EDIÇÃO 79, ABRIL/09 )

Teste e possíveis substituições

 4) Passo nº 8  dos 10 passos para alimentação da criança até 2 anos:

 Evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas nos primeiros anos de vida.

Usar sal com moderação.

5) Ainda no 8º passo:

Usar sal com moderação

Sódio no Mucilon: 57mg em 21g  = 1 colher de sopa

 Conforme a DRI (Dietary Reference Intakes),.a Anvisa recomenda a ingestão de 225mg de Sódio ao dia, para crianças de 1 a 3 anos.

 Some-se ao Sódio do Mucilon o Sódio da fórmula fornecida. Considere ainda o Sódio dos alimentos dos bebês em alimentação complementar.

 6) Farinhas industrializadas são todas “enriquecidas” com vitaminas e sais minerais, porém:

 Produto enriquecido pode ocultar alto teor de gordura, açúcar e sódio

http://www.portaleducacao.com.br/esporte/noticias/38137/produto-enriquecido-pode-ocultar-alto-teor-gordura-acucar-e-sodio

 7) Mucilon para engordar…tsc…tsc…

 No mundo todo, atualmente, discute-se os maus hábitos alimentares desde a infância e obesidade que vem crescendo assustadoramente. E não é culpa apenas da gordura trans, mas do açúcar e outras gorduras em excesso.

 Pode acontecer também desse excesso de açúcar no organismo desencadear a falta de apetite para alimentos saudáveis. Daí recusam frutas, verduras e legumes, e não engordam. 

Ou seja, bem ilusório, além dessa orientação ser um tiro no escuro para engordar o bebê.

Sem falar na falta de noção respaldada no ego de certos profissionais, que não são de ouvir o que as mães têm a dizer.

No site da Sociedade Brasileira de Pediatria podem ler os 10 passos:

 

Naquele balancinho malemolente ganham, em média, 50 gramas por dia.

FONTE:  G1

Uma pequena rede de dormir está ajudando no desenvolvimento de bebês prematuros, em Minas Gerais.

Para os especialistas, o grande segredo da técnica é oferecer à criança um ambiente bem parecido com o útero da mãe.

“O bebê fica mais tranqüilo e tem um melhor desenvolvimento. Vai sentar, engatinhar, rolar, tudo dentro do esperado.

Os bebês prematuros têm certa dificuldade e podem ter algum atraso.

A rede vem como recurso para ajudar no desenvolvimento dos bebes”, diz a terapeuta ocupacional Flávia Benício.

Os recém-nascidos só saem da rede quando vão mamar. O método foi implantado há um ano e meio em uma maternidade de Belo Horizonte. Antes, o peso dos recém-nascidos aumentava de 20 a 30 gramas por dia. Com as redes, os bebês passaram a ganhar até 50 gramas.

Porém…

“Nem todos os bebês podem ser colocados na rede.

Apenas os que não estão sendo medicados, que estão aqui só para ganhar peso, não usam oxigênio e não precisam de nenhuma outra intervenção médica”, afirma a terapeuta ocupacional Flávia.

FOTO: Tracy Raver


O homem nasce bom e a Sociedade o corrompe”

(J.J. Rousseau)

Estive no centro de São Paulo, há alguns meses. Não imaginava que encontraria tantas crianças nas ruas. Tantas… tantas… tantas…

O coração fica pesado pois a cena é inconsolável.

Estão, lá, de todas as idades, á partir talvez dos 5, 6 anos…

Abandonadas pelos homens e por Deus.

Usando drogas que não me atrevo a imaginar os efeitos.

Ainda mais que sou do tempo em que maconha é que era a erva do diabo.Crianças de rua 1996 foto Sebastião salgado

fotogarrafada.com.br

Foto de Angela  Pinto no overmundo.com.br

CAMPANAS POR LA GRIPE A – As vacinas são seguras?

Teresa Forcades, da Catalunha, é o que se pode chamar de uma menina levada da breca. Vestida com seu hábito de monja beneditina, ela faz mais que rezar pelos pobres e oprimidos.

Teresa é médica, e doutora em Saúde Pública. Escreveu dois livros bem polêmicos, “Os crimes das grandes companhias farmacêuticas”, e “A teologia feminista na história”.

Atualmente, aparece em vídeo preocupada com a obrigatoriedade das vacinações contra o H1N1, sem que se conheçam os efeitos colaterais.

Para ver o vídeo:
Teresa Forcades contra a vacina H1N1

14323621) Aleitamento Materno exclusivo até o sexto mês.

2) Os alimentos complementares devem ser oferecidos 3 vezes ao dia para crianças que estão em aleitamento materno e 5 vezes para crianças desmamadas, porém sem rigidez de horários.

3) As sopas e preparações muito diluídas devem ser evitadas desde o início, assim como o uso da mamadeira.

4) As frutas, verduras legumes devem ser consumidos diariamente e a alimentação deve ser variada.

5) Devem ser evitados: açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos, guloseimas (biscoitos, chocolates), sal em excesso e alimentos muito condimentados.

6) Cuidados de higiene durante o preparo, manipulação e conservação dos alimentos são necessários, e mesmo doente a criança deve ser
estimulada a comer (Ministério da Saúde, 2002).

7) Não há necessidade de seguir uma ordem exata de introdução de alimentos (com exceção dos potencialmente alergênicos), mas deve-se priorizar os alimentos com alto valor energético, ricos em
ferro, zinco e vitamina A.

8)Sendo assim, a refeição de sal deve ser introduzida inicialmente, e é fundamental que os alimentos administrados complementem o valor nutricional do leite materno.

9) A refeição de sal ou papa salgada deve conter um cereal (arroz, milho, trigo) ou tubérculo (batata, inhame, mandioca), uma fonte protéica, que pode ser carne ou leguminosa (feijão, ervilha, lentilha), e ainda, uma ou duas hortaliças (verduras e legumes).

10) A gordura (óleos vegetais) utilizada no preparo da papa colabora com a complementação do valor energético do leite materno, e as frutas oferecidas em refeições intermediárias complementam algumas vitaminas e minerais.

Fonte: OPAS/OMS

k1481609ALIMENTAÇÃO INFANTIL ATÉ 2 ANOS

Fonte: OPAS/OMS

” Quanto ao desenvolvimento fisiológico, o recém-nascido não possui maturidade de seus sistemas excretor, digestivo e neuromuscular, sendo assim os alimentos oferecidos aos bebês não devem exceder a capacidade funcional destes sistemas.

Práticas de alimentação infantil adequadas

Os alimentos complementares devem ser ricos em energia e nutrientes (particularmente ferro, cálcio, zinco, vitaminas A e C e ácido fólico) e livres de contaminação (microbiológica ou química).

Devem ser apresentados em quantidade e consistência próprias para a idade da criança e sem excessos de sal e condimentos (WHO, 1998).

A freqüência com que as refeições devem ser oferecidas à criança depende da densidade energética dos alimentos e vice-versa.

Crianças amamentadas entre 6 e 8 meses de idade devem receber além do leite materno 2 ou 3 refeições diárias, e crianças maiores de 8 meses devem receber pelo menos 3 refeições (WHO, 1998).

O uso de cereais, raízes e tubérculos preparados como papas, sopas ou mingaus diluídos resultam em preparações com baixo conteúdo e densidade energética. Além disso, estes alimentos contêm ácido fítico, polifenóis e/ou fibra dietética, componentes que inibem a absorção de determinados micronutrientes (Gibson e Hotz, 2000).Segundo a OMS (WHO, 1998), o período de alimentação complementar é aquele durante o qual outros alimentos ou líquidos são oferecidos à criança junto com o leite materno. Qualquer alimento ou líquido que contenha nutrientes, oferecido à criança neste período, é chamado de alimento complementar.

Quando um alimento complementar é especificamente preparado para atender as necessidades nutricionais e fisiológicas da criança, este alimento é definido como alimento de transição.

Quando os alimentos complementares oferecidos à criança são os mesmos consumidos pelos outros membros da família são chamados alimentos da família.

A introdução de alimentos de transição antes dos quatro meses de idade pode interferir no estabelecimento de hábitos alimentares que podem contribuir para superalimentação, pois antes desta idade, a criança não consegue expressar reações que indicam saciedade e recusa ao alimento – como fechar a boca e inclinar a cabeça para trás.

O processo de introdução de alimentos sólidos é lento, e quanto mais jovem é a criança mais demorada é a aceitação de alimentos diferentes do leite.

Antes da chegada do “homem branco”, com seus maus costumes, o povo Inca cultivava e louvava a Quinoa como a “Mãe dos seres humanos”.

Utilizada como bebida e comida, fazia mais que alimentar o corpo, dando á alma poderes de vitalidade e plenitude.

Entretanto, eis que, em 1532, chegaram os espanhóis por aquelas bandas.

Em sua sanha dominadora, dizimaram toda uma cultura, roubaram seus bens, levaram seus pertences, tiraram suas vidas, e ainda proibiram o cultivo e uso da Quinoa pela população, assim como fizeram com o Amaranto, quando estiveram entre o povo Azteca.

Utilizado em rituais religiosos, o Amaranto também entrou para a lista dos excomungados.

E por conta da perseguição, seu plantio passou a ser realizado em locais de difícil acesso, na Cordilheira dos Andes, entre o Peru e a Bolivia, da mesma forma que a produção de Quinoa.

Timidamente, a Mãe de todos os grãos voltou á cena na década de 1970, trazida por projetos de nutrição destinados ás populações andinas.

Quem não gostou nada foram os padeiros locais, já que Quinoa não contém Glúten, importante na fabricação dos pães.

Atualmente, encontramos Quinoa com certa facilidade, em lojas de produtos naturais, em grãos vermelhos, roxos, verdes, rosas, lavanda, laranja, vermelho vinho, negros, amarelos ou mostarda.

É rica em todos os aminoácidos essenciais, e por seus teores de Cálcio e Ferro, uma excelente opção para substituir soja, leite de vaca, carnes, etc.

Receitas com QUINOA /QUINUA

Bom apetite!

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